O sim sem sopas deste jogo da vida. Jogo de comunicação, ou falta dela, que nos atrofia o cérebro e que nos deixa muitas vezes em estado degradante desnecessariamente. Todos terão já passado por momentos em que há uma Intensidade de procura, desnecessária, de algo que está à vista. Necessidade do saber, de estar “a par”, de ter conhecimento, só para referir algumas variáveis que são visitas constantes do nosso consciente.
Por vezes essa ansiedade do saber, é simplesmente uma ansiedade de saber de algo que nos preocupa, muitas vezes sem razão. Será que queremos estar ansiosos por algo que em vez de nos trazer felicidade nos traz sofrimento interno e nos atrofia momentaneamente o cérebro? Parece-me que não. A preocupação será como um antecipar de uma chatice que não existe.
Porquê a antecipação de chatices que não existem? Boa comunicação resolve este tipo de desafios. Para tal, emissor e recetor da mensagem deverão estar alinhados na forma, pois o conteúdo dependerá do ciclo envolvente, do quadrante, enfim de uma qualquer situação. O tópico a salientar é que a comunicação devera estar isenta de ruídos. Sem ruídos evitam-se especulações, palpitações, desconfianças e mais importante reforça-se a confiança.
No dia-a-dia, no seu emprego, evitar mal-entendidos é o que se pretende. A comunicação terá de estar em harmonia e os intervenientes deverão ter noção exata dos canais a usar e de como os usar.
Na sua empresa, a informação, a comunicação tem de estar afinada com os seus pares. O seu cliente, o seu fornecedor, em geral os seus “stakeholders” terão que ter a certeza de que todos “falam a mesma linguagem”. Os seus sócios e funcionários carecem de informação fluida e coerente. Uma vez mais os canais a usar, e como faze-lo, tem que ser do conhecimento de todos.
Na sua vida pessoal, com certeza, será onde você quer menos chatice ou mal entendidos. Desta forma a formula será a mesma. Conhecer e dar a conhecer os métodos e canais de comunicação que usa para expressar o que quer, para que terceiro envolvido possa receber, entender e interpretar corretamente a mensagem que você quer passar ou transmitir. Nada pior que uma mensagem passada com ruido no meio. Levará com toda a certeza aos tais desconfortos. Não por nada, simplesmente você quer transmitir algo que não estará a ser recebido da mesma forma.. Imagine as confusões. Dialogo, como forma de comunicação, é também importante. A voz, o som, as expressões corporais são por vezes a chave para desmistificar situações anteriormente mal interpretadas ou simplesmente não entendidas.
A vida é realmente “um jogo”. Neste caso um jogo de palavras, frases, expressões, mensagens e intensões de comunicação. Refiro intenção pois como mencionado nem sempre a mensagem chega e é interpretada da forma como se transmite ou se teve a intenção de transmitir.
Neste jogo da vida, e no que a comunicação diz respeito, há a necessidade de controlar a tal intensidade de necessidade do saber. Há que dar valor só mesmo à informação que é importante, ou que julgamos ser a importante (segundo os nossos padrões de importância) e desvalorizar detalhes e pormenores que possam criar entropias ao nosso pensamento. Quanto mais ruido e lixo colocarmos no nosso cérebro menos descanso temos…se é que me faço entender.
Na maioria dos casos não valerá a pena pensar e repensar em alguns “porquês”… o que é, é e o que for será. Com isto quero dizer que, salvo melhor opinião, na duvida, desvalorize. Não se preocupe com o que não deve, e ,….sim preocupe-se com o que pode fazer em prole da continuidade da referida boa comunicação. Se pelo seu lado tudo tem afinado, certifique-se que o terceiro envolvido, seja em que ciclo ou quadrante da sua vida for, está munido das ferramentas e sabe como usar os canais de comunicação para que se mitigue o risco da existência de ruido.
Se tudo em conformidade, a mensagem passará, chegará ao recetor e o entendimento acontecerá. Com toda a certeza que, assim, tudo o que quis dizer ou transmitir, fará sentido e será valorizado como tal. A partilha do conhecimento, informação, acontece e tem reciprocidade. Por certo terá e dará lugar ao chamado entendimento. Eu chamar-lhe-ia em alguns casos, sintonia de entendimento.

Não se conseguirá sintonia de entendimento com todos os terceiros envolvidos, mas com certeza com especiais indivíduos, sim. Estes terão por certo a mesma forma de usar as ferramentas de comunicação, sejam elas quais forem, para receber, processar e analisar a informação transmitida e atuar em conformidade sobre a mesma.
Se por norma a escassez de informação, o ruido constante na mesma, são uma realidade, em uma qualquer situação, então , e se for caso, não haverá problema em sentir-se um pouco vulnerável, ou mais vulnerável que o normal, muito especialmente se no caso se trata de pessoas que lhe mostram as suas fragilidades. Não só, mas também, será a melhor maneira de fazer uma conexão significativa com esse alguém, e a melhor maneira de aliviar a sua cabeça que por ventura se encontra preocupada. As emoções existem para ser apreciadas. É uma realidade e ao termos perceção das mesmas, ao depararmo-nos com, tudo fica mais fácil no que a receção ou transmissão de mensagem diz respeito.
Como no Xadrez, antes de jogar uma peça, prepare antecipadamente a jogada seguinte. Ficar ou tornar-se emocionalmente exposto, nunca será fácil, contudo raramente é o caminho errado. Haverá uma linha tênue entre a sua autoproteção quanto à rejeição e o isolar-se das pessoas de quem você gosta, lida ou com quem partilha ciclos, envolventes ou quadrantes.
Comunique esclarecendo. As palavras raramente se esgotam. Ahh pois é… raramente!
“Os homens sábios falam porque têm algo a dizer; Os tolos, porque têm que dizer alguma coisa”. ##Plato ##



