Primeiros dias de Janeiro de 2017, o ano que entra, e o mundo em rotação equivalente. Sim, equivalente pois da forma que a vida neste Universo é observada já não se sabe ao certo se o mundo mantem a rotação constante ou não, mas abster-me-ei de comentar este tipo de ciência.
Na verdade o calendário muda, os dias passam mas as rotinas, os hábitos, as agendas, e tantas outras coisas e situações que poderia mencionar se mantêm sem alteração notória.
Pois, a passagem de um ano para outro até é celebrada em dias e ocasiões diferenciadas mediante a cultura ou credo de cada um. Com isto dizer que, tal como o ditado que menciona que “o Natal é quando um Homem quiser” também a passagem de ano, alteração de calendário ou o que seja o poderá ser.
Vejamos, as noticias em geral são as mesmas no dia ultimo de um ano e no primeiro do seguinte. Mais holofote, menos passadeira, é tudo recorrente. Mas não é sempre assim durante todos os outros dias? Bem há sempre uma novidade: Qual é o Hospital, clinica ou entidade hospitalar que proporcionou o nascimento do primeiro bebé do ano e há também uma pseudo competição pela foto ou imagem do “melhor espalhar de estrelas pelo céu” ou seja o famoso fogo de artificio.
O que não se fala muito é daquilo que realmente é importante que o comum dos mortais tenha conhecimento. Como roda o mundo das finanças, como se conseguiu a engenharia contabilística para fixar o défice em 2,4% curiosamente uma décima abaixo do permitido pelos deuses do Olimpo.
Pois, contabilizações postecipadas de movimentações de recapitalização de entidades, entres outras, estarão na ordem de trabalhos. Abafam-se as tristezas e as situações mais problemáticas com o fogo estrelado, garrafas de champagne etc, e quando o dia passa, o calendário muda ninguém dá conta do aumento dos impostos, combustíveis, das medidas escondidas no OE entre outras…Afinal a chamada passagem de ano, para alem de fazer rodar a economia, é vantajosa para alguns, oh se é!
Referir que mudar é algo que tem relevância na vida, e tanto se tem falado em mudança no âmbito da gestão. Não me refiro a mudar de ano comercial ou mudar meses de calendário, refiro-me a mudanças estruturais, organizacionais entre outras. Tanto se tem falado em mudança em todos os quadrantes e ciclos onde nos integramos. E será que estamos preparados para a mudança, seja ela de que tipo for? Cada caso será um caso.
Diria que, salvo melhor opinião, algo primordial será a analise à situação que nos é apresentada, depois seguir-se-á a ponderação, a decisão e …. Muito importante: a ação sobre a decisão.
Decisão pode ser visto como deliberação ou sentença. Ação terá que ver com o ato de pôr em prática a decisão que fora deliberada. Acão fará cumprir a sentença que foi ditada para a situação.
Poderia descrever diversos exemplos sobre o exposto mas na realidade um deles, e com todo o devido respeito, será o mais usual nesta altura do ano, ou seja, o desafio de perder peso. “Ah e tal vou emagrecer”, “Ah e tal, vou perder peso e ganhar massa muscular”, “Ah e tal, este ano é que vou começar a ir ao ginásio” e poderia enumerar uma serie de “Ah e “tais”…”
O que é certo é que os exemplos mencionados poderão representar decisões sobre algo que se ponderou durante todo o ano, em especial nas épocas festivas onde as calorias e as gramitas a mais vão chegando e instalando-se no organismo, transformando-o em algo que na essência não nos agrada.

Então e onde está a ação sobre a decisão? Onde está a inscrição no ginásio, as corridas na praia às 6:27 da manhã ou o menu de regime alimentar sem as “molhengas” e os fritos, entre outros inimigos do plano traçado? Pois é… a ação sobre a decisão tomada é realmente o passo mais difícil de dar neste percurso de mudança. Ter em conta que a decisão sem a ação de pouco ou nada valerá.
Preparamos objetivos profissionais, pessoais, académicos ou o que seja e queremos, por certo, cumpri-los. Para atingirmos o que queremos teremos de trabalhar solidamente e conscientemente sobre cada tópico e validar todas as implicações. Monitorizar passo a passo em períodos de tempo consideráveis para evitar dissabores, afinar o que for necessário e continuar a trabalhar em prole dos mencionados objetivos.
Ora vamos la também reportar o caso à vida civil, ou seja à vida pessoal. Efetivamente as práticas de gestão podem, e devem em minha opinião, ser postas em prática, embora que de uma forma mais “soft” na vida pessoal….tem tanto a ver…tem tudo a ver…
Se alguém está pronto para ser feliz e não o é…..questiona-se: porquê? Porque não procurar a paz, a tranquilidade, o conforto a sintonia em alguém ou algo, que o acompanhe neste percurso? Se você se sente pronto para tal, e essa analise é em consciência, tome a decisão mas de seguida parta para a ação sobre a decisão. Procure o foco, o ponto de mudança.
Ser avesso à mudança, manter o “Status Quo” ou a zona de conforto, não é de todo um bom alicerce para quem procura algo de mais valia ou melhoria na vida. O Universo, que referia no inicio já não saber se o mundo mantem a rotação, concorda também com esta abordagem. Todos sabemos como muitas vezes transforma a zona de conforto de alguns em caos.
Chamamos-lhe fenómenos da Natureza. E porque não pôr a natureza de cada um de nós a funcionar em prol do nosso respirar, da essência do nosso bem estar, do nosso viver no geral, enfim em prol da nossa felicidade.
O passo mais difícil é o primeiro. Há só que reprogramar o calçado, se o houver!
Não se fique…Vá, nem que vá descalço!
Boas passadas em mais um troço do Caminho



