“Efeito Alvo”

Embora muitas vezes sem nos apercebermos, diariamente somos confrontados com situação que nos “obrigam” a optar. Como exemplo generalista, na estrada, apanhamos um pouco de transito e de repente ao darmos conta e já estamos a escolher um caminho alternativo para o nosso percurso. Quanto às férias é necessário afinar sempre o dia do regresso: um dia antes, ou mesmo no ultimo dia, para se aproveitar ao máximo.

Pode ser caso e há que optar pela gravata certa para o fato certo. Até no restaurante olhamos para a lista de pratos no menu e optamos por um deles. No leitor, optamos pela musica adequada ao momento. Pois é, a vida é feita de opções mas em muitos casos chamamos decisões. Terão cada palavra o seu uso, mas a essência é muito idêntica.

Quantas vezes nos deparamos com este tipo de situação que passa de uma, mais simples, opção para uma decisão com maior grau de seriedade. Ou do que parece muito sério como decisão e depois analisamos como uma opção tomada. Opção é vista como um efeito de escolha, um ato que se toma após considerarmos a forma como procederemos, decidiremos entre duas ou mais hipóteses e uma opção será tomada.

Nem sempre é possível, mas maioritariamente, haverá alternativas, poderemos selecionar e decidir o que fazer ou como proceder. O que é importante é a analise a cada uma das hipóteses ou alternativas que nos apresentam ou com as quais somos confrontados. Se é verdade que só nos poderemos arrepender do que fazemos e nunca do que não fazemos, neste caso há que evitar o arrependimento por uma eventual má opção.

Mas se for caso também este passo fará parte do crescimento pessoal ou profissional. As opções são para ser tomadas em consciência e caso se verifique não ter sido a melhor escolha, pelo menos e numa ótica positiva aprendemos o porquê desta consideração, melhorando e afinando os nossos critérios para o futuro.

Opções podem ser tomadas por diversos critérios, como pode imaginar. Haverá os mais lógicos, carecendo de analises realísticas ás situações envolventes, como pós e contras, situações de eleição e bom senso (estatuto ou hierarquias por exemplo), situações financeiras, mudança, soluções adequadas, a melhorar ou adaptar… serão aqueles critérios que no final terão de fazer sentido numa ótica generalista.

Haverá também os mais sensoriais, como aqueles que são de impulso, por gosto, por simples preferência, por favoritismo ou por “feeling” (impressão que será acertado ou não). Estes serão, normalmente, critérios que são de menor analise (ou mesmo nenhuma) para a decisão entre as opções.

Se a escolha entre uns chinelos de praia e umas sapatilhas é simples, terá as suas considerações de gosto pessoal e eventualmente conforto associado, já a escolha de uma camisa, gravata, sapatos e fato poderá ter que ver com a situação onde vai ser usado, envolvente social, tipo de evento e por ai, logo carecerá de uma pequena analise adicional, digo eu!

Na Academia também terá critérios diferenciados para decisões ou opções que terá de tomar como o exemplo da escolha inicial do curso a frequentar que muitas vezes passa por uma questão de gosto, de perceção (é assim que você pensa que será) ou talvez alguma influencia dos seus ciclos familiares e de amigos. Este critério pode não ser tão exaustivo de analise, mas não deixa de ser importante logo deverá ter o mínimo de analise para que não se desperdicem oportunidades de carreiras com sucesso.

Na vida profissional ou empresarial as opções e decisões tendem a ser mais ponderadas com mais analise, pois se cumprimos ordens queremos que tudo saia certo e que sejam cumpridos todos os passos dos processos designados para as tarefas atribuídas, sempre com sucesso. Se estamos em posições de liderança, chefia ou direção, ou mesmo se somos quem manda, quem põe e dispõe, teremos sempre de ponderar e analisar muito mais em cada decisão ou opção.

Por um lado há um estrutura que reporta a nós, logo teremos de tudo fazer para que as decisões sejam sempre o mais acertado possível, por outro lado estão os resultados da empresa que dependerão, sempre, da interpretação e aceitação prática (fazer o que se indica) das opções tomadas, pelos colaboradores que lhe darão seguimento, na maioria dos casos.

Em resumo quanto maior for a sua responsabilidade, quanto mais envolvido na situação estiver, maior é a dificuldade da escolha. Mais exaustiva será a sua analise e mais considerações terá. Quanto mais importante para si forem os efeitos futuros esperados da decisão ou opção que terá de fazer, maior a analise fatual.

Quanto mais valor der ao assunto, maior vai ser a sua preocupação com a opção que vai tomar. Por todos estes motivos de elevação da sua decisão e muitos mais, não deixe de a tomar. Se está neste ponto é porque o assunto, tema ou tópico é importante para si, como tal, não deixe de fazer as ponderações necessárias, mas decida em consciência.

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Se a opção for para si considerada a certa, ótimo, aprendeu todo o processo e este terá corrido bem. Se o resultado não foi o esperado, aprendeu na mesma com a situação e melhorará para a próxima os seus critérios de analise e avaliação da situação. Aprender, aprendemos sempre. Teremos sempre uma situação WIN-WIN connosco próximos. Ou ganhámos com a opção que tomámos ou ganhamos a sabedoria de como fazer melhor para a próxima.

“Falhar não é uma opção. Todos têm que ter sucesso.”
##Arnold Schwarzenegger##

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“Causa Primordial”

Usando como metáfora o “milho aos pombos”, ou a “gamba aos peixes”, quero dizer que quando há algo que “chama”, que “atrai”, que “puxa”,  efetivo a ideia de que sempre, e para tudo na vida, haverá uma causa ou um fundamento. Algo que nos faz dar aquele passo, certo ou não, isso já é outro tópico.

Aquelas frases típicas, (como exemplos generalistas), “Se tiver boas notas, podes oferecer-me aquela boneca?, dir-lhe-á a sua filhota, ou “Se fizer hoje todos os trabalhos da escola, podemos ir ao futebol?” questionará o seu filho. O tempo passa, avança na cronologia e estes casos começam a ser mais notados é propriamente em si e nos seus ciclos envolventes. Começa a pensar que se a investigação mencionar umas quantas referencias a estudos de notoriedade elevada e com alto reconhecimento cientifico, o seu trabalho será valorizado.

No escritório na sua labuta diária, tende a pensar que quanto mais for notório o seu envolvimento na vida da empresa, a começar pelo desempenho pessoal, departamental e depois com os elos de ligação a outras divisões ou áreas e que quanto mais se esforçar para fazer bem as coisas mais depressa a sua “recompensa” chegará. E sabe que recompensa não é só material, se é que me faço entender… Já na sua empresa terá a noção, a meta ou objetivo de angariar mais clientes, fazer crescer o seu portfólio pois sabe que com isso chegarão melhores resultados e no final do dia isso é que vale.

Tudo o referido anteriormente, bem como muitos mais exemplos, servirão para descrever porquê se procede de uma certa maneira. Porque há motivação. Motivações diversas que fazem com que as pessoas nos seus ciclos se encaminhem no seu rumo, No rumo que traçaram em consciência querer seguir, Desenham um, ou uns, objetivos e depois tendem a associar motivações conexas para fazerem o seu percurso académico, profissional ou empresarial. É assim e sempres será. As motivações fazem os indivíduos moverem-se.  Alguns cientistas vêm a motivação como fator que determina o comportamento, tal como expresso na frase “todo comportamento é motivado”.

Muito se tem escrito cientificamente, ou não, sobre motivações mas numa ótica simplista e resumida, diria que tudo o que consideremos de inspiração, incentivo ou estimulo por um motivo, objetivo ou causa será motivação. Quando absorvemos mais do que uma motivação, tornam-se motivações ou conjunto de fatores influenciadores, que fazem com que nos impulsionemos atrás dos nossos objetivos.

Variadas vezes ouvimos comentar:”É necessária muita motivação para traçar um rumo daqueles”, ou “Que motivação demostra aquele colega” e por ai fora… é verdade. Serão conjuntos de causas, estímulos, motivos, fundamentos ou incentivos porque não, que compilarão o conceito de motivação ou motivações de cada individuo.

Numa ótica de gestão, em especial nas organizações, haverá antes de tudo uma missão e uma visão da Empresa que desencadeará uma estratégia a seguir para cumprimentos de objetivos. Depois caberá a quem de direito, “passar”, encaminhar, ensinar, ou induzir as referidas motivações a cada colaborador para que os mesmos e em conjunto (trabalho de equipa) finalmente atinjam os objetivos planeados. Mas trabalhar em equipa nem sempre é fácil, pois não há pessoas iguais, não há feitios iguais (seja lá o que se considere feitio – isso dará outro tópico) e também não haverá motivações iguais.

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Em primeira instancia diria que deveremos conhecer muito bem as nossas motivações. O que nos faz mover, o que “nos faz levantar pela manha”, enfim, sabermos aquilo que queremos, quais os nossos comportamentos a ter e como planeamos fazer para conseguir atingir o que se pretende. Depois há que tentar, para não dizer diretamente conseguir, entender o comportamento dos que nos rodeiam e as motivações serão um ponto determinante, um fator importante. Diria que entendendo as motivações de terceiros conseguirá entender os seus comportamentos.

Pergunta-se muitas vezes, porque é tão agradável trabalhar com individuo A e tão difícil com fulano B? Tratar-se-á de confiança? Não acredito. Tratar-se-á de maneira de estar? Já vou mais por esse argumento. Se nos conhecermos bem, soubermos quais as nossas motivações, e por outro lado tivermos a perceção das motivações dos outros, por certo isto ajudará a que confiemos a tarefa certa ao colaborador certo que por sua vez fará antever como serão futuras reações.

Para entender como cada colaborador funciona, há que compreender os seus comportamentos e estes determinarão como reagirá. Cada colaborador ou individuo tem os seus motivos subjacentes e estes sim, podem indicar prováveis tipos de funcionamentos nas referidas situações que se avizinhem.

O mais difícil é absorver este conhecimento para por em pratica analise de futuras reações e comportamentos. Em resumo, não é linear tentar por em pratica certas teoria, pois falamos de fator Humano e com isto já disse tudo. Podemos tentar entender, mas o Ser Humano tem muito que se lhe diga a começar por cada um de nós. Introspeção!

Eu trabalho através de equipas. É a única maneira como sei trabalhar.”
## Angela Ahrendts ##

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“O Trato Certo”

“Mas, afinal estás a ouvir-me ou nem por isso?”, “Bem, já vi que deve estar é a “entrar a 100 e a sair a 200”, “Estava atento?'”, ou então “Achas mesmo que foi isso que disse?”, “Chegámos a algum consenso? parece-me bem que não pois estamos com interpretações diferentes”. Estas são frases, mais palavra menos palavra que já deve ter ouvido, dito ou até pensado, em algumas circunstancias. Elas (em exemplo generalista) representarão situações em que o “fio condutor”, que é suposto transportar a mensagem, se estropeia e permite a existência de ruído, levando ao não entendimento, logo á interação inexistente.

Como deverão compreender, e em termos de gíria linguística, é difícil interagir com alguém, ou alguéns, com quem se fala de “alhos” e nos respondem sobre “bugalhos”(permitir-me-ão esta expressão).

Quando se consegue gerar envolvimento entre duas ou mais pessoas, independentemente do ciclo exemplificativo, que se empenham em trabalhar juntas e que promovem ou provocam algum tipo de reação, umas nas outras, isso chamar-se-á de interação. Por outro lado e até simplificando, também diretamente se designa por interação quando há ação ou ações que são mutuas entre pessoas ou entre maquinaria, e mais recentemente aplicações, por exemplo.

Interação pura e simples refletirá comunicação, dialogo, relacionamento ou convívio com partilha de informação, troca de mensagem e aprendizagens de uma forma recíproca e em plena sintonia (como costumo dizer). Na academia por exemplo teremos a interação entre professores e aluno com a partilha de conhecimentos e ensinamentos. No ciclo profissional, quem nunca pensou na interação entre a teoria e a prática, isto é, quem não encarou já um desafio profissional onde não estivesse desejoso de por em prática conhecimentos teóricos? Pois é uma constante e, nestes casos com influência reciproca. Aprende-se teoria, e tenta-se aplicar na pratica, estudam-se os resultados obtidos e interpreta-se de novo teoricamente as conclusões que se possam tirar. Um ciclo de influencia, portanto.

Na sua empresa, e na interação diária com os membros da direção e outros órgãos de gestão, é conveniente que haja sintonia entre todos para o bom funcionamento e cumprimentos das normas e regras. Se afirmativo, cada um dos indivíduos, a nível do seu comportamento,  torna-se um estimulo para os restantes, pelo fato de haver e mencionada interação.  O dialogo constante entre os indivíduos, será interação pura. Só para exemplificar alguns casos enquadrando com os nossos ciclos envolventes já habituais.

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Já numa ótica de Gestão, Interação também se relaciona com “bom trato”. Ou seja, independentemente da posição que se ocupa, nunca estaremos sozinhos no “mundo”, leia-se ciclo envolvente a que nos referirmos. Desta forma nada melhor que a cordialidade de trato entre os colegas, colaboradores e outras entidades externas, para que a comunicação ou mensagem seja entendida da melhor forma, para que não haja ruído e para que a interpretação seja a correta, de uma forma simples e eficaz.

Não estamos sós mas deveremos fazer o que achamos que está certo desde que seja feito em consciência. Para tal, por certo, muitos intervenientes havemos de ter ouvido até chegarmos a uma qualquer decisão. Certíssimo, voltámos a comentar algo sobre “ouvir”. Ponto importantíssimo, pois para uma boa interpretação da informação que estamos prestes a receber, deverá haver uma forte e sólida intenção de entender totalmente o que nos é transmitido por terceiros, quer analiticamente, intelectualmente ou emocionalmente. Não deveremos deixar que os nossos paradigmas pessoais influenciem ou afetem as nossas interações com terceiros, pois ao acontecer haverá efeito no modo de interagir dos outros para connosco. Mais um ciclo.

Há efetivamente um cuidado a ter com as interações, e sempre que possível fazer algo para melhora-las (se assim for caso). Para tal deveremos, “olhar ao espelho” e começar por nos conhecermos melhor, tentando cada vez mais conhecer melhor as nossas “razões” existenciais, motivos e paradigmas…diria analisar as intenções que temos e atos que praticamos e por sua vez quão eficazes somos em tudo isto quando relacionado com as nossas interações nos ciclos envolventes. Ahh pois é! Por este ponto de vista, e já muito se tem estudado e sobre o qual já muito se publicou, frequentemente se diz e se menciona que antes de se tentar ser compreendido, pelos outros, há que compreender.

Se compreendermos os outros, para além de podermos partilhar da mensagem, comentar, opinar, pois sabemos do que se trata, fazemos de certa forma os outros felizes pois tiveram sucesso na partilha de informação ou mensagem que terá ocorrido sem ruído. A interação está a funcionar. Ao darmos continuidade ao ciclo, de mais e mais interação, como sempre na vida, aprendemos algo novo com os intervenientes.

Afinal, aprender a estar calado pode ser determinante!

“Diagnostique antes de receitar”
## S.R.Covey##

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“Achega Matinal”

“Alguém necessita da minha ajuda?”. Como seria magnifico começar assim a manha de trabalho profissional ou em qualquer dos outros ciclos exemplificativos (acrescentando o académico e empresarial) : Os típicos ciclos.

Pois é, nem sei que dizer em relação ao que escrevo, pois ainda estou a refletir em como seria nobre dizer em alto e bom tom (som), ou até ouvir, tal frase. Bem sei que não será propositado certamente mas a verdade é que não se reflete muito sobre a verdadeira essência de prestar ajuda, de colaborar voluntariamente com um colega, professor na academia, um colega de trabalho ou o chefe no escritório, com os seus colaboradores ou mesmo diretores na sua empresa.

Partilhar sem querer nada em troca, dar por dar, e refiro-me só á partilha de conhecimento, de ideias, enfim, algo que você possa sentir-se confortável em contribuir para, mas sempre sem querer nada em troca.

É obvio que o tema trabalho de equipa (espirito e metodologias que aprecio bastante, diga-se de passagem) está muito comentado, estudado até, mas o que tento expressar hoje é o voluntário grito de cooperação. Sentirá por certo uma sensação magnifica ao faze-lo.

Agenda completamente cheia, muita agitação e muita alteração de ultima hora que fazem com que considere que…está mesmo muito ocupado. Ocupado com os aspetos mais sérios, mas também os mais banais, todos fazem parte da agenda diária. Tudo isto leva a que se distraia constantemente com algo que é importante: Sentir-se útil a alguém!

Este é o ponto fulcral onde a sua maneira de ver o seu ciclo envolvente muda. Ao deixar de se preocupar só com a sua agenda, e num espirito de cooperação, colaboração e cumprimento de estratégias e objetivos comuns, você pensa: “Onde e a quem poderei ser útil hoje?”

Haverá um dia em que se sentirá bem, sentindo-se útil a alguém ou alguma causa. Mas antes disso irá ter necessidade de sentir-se realmente útil, quer social quer profissionalmente, ou onde quer que seja. Este aspeto que lhe andará a rondar o cérebro durante alguns dias, como se uma abelha fosse à volta da colmeia, fará com que pare e reflita no assunto.

Numa primeira fase diria que se perguntará a si próprio o porquê disto lhe está a acontecer se é tão bom tratar só das coisas da agenda (que já dão uma trabalheira, como exemplo), ou se, para quê  chatear-me se o outro tem mais tempo para tratar dos assuntos sozinho, ou até se for algo para fora de horas, pensará que o melhor é ir para casa, fazer um pouco de “mappling” ou “zapping”. Certo é que oportunamente entenderá por si próprio o conteúdo da resposta.

Envolver-se em algo que envolva o seu voluntariado na partilha de conhecimento, o seu “know how”, como se diz nas gírias profissionais, dar-lhe-á energia extra e depois de se aperceber de quão gratificante é sentir-se assim, poderá tornar-se num habito, num estilo de vida ou numa maneira de encarar a realidade profissional. Mostrando-se disponível não significa que não tem nada para fazer das suas competências, mas sim que está disposto a ajudar quem poderá necessitar pontualmente, e isso sim,  é a mais-valia.

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Tal como para a sede há a água, e para a fome o pão, neste caso basta dedicar um pouco, por muito ínfimo que seja, do seu tempo e dar-se-á por feliz realizando-se por sentir-se útil. É verdade, este tipo de auxilio, cooperação ou colaboração não custa dinheiro, mas lá por estarmos a falar em tópicos de gestão não se aplica o que usualmente se refere como que: “Não há almoços grátis”. O sentido de cooperação é real se for sem intensão de ser obter beneficio de tal ação. Não só não custa dinheiro como não nos desvaloriza. Isso é certo.

Se mais logo acordar com “zumbidos no cérebro” poderá muito bem ser das “abelhas” sobre as quais leu no texto de hoje, mas será, com toda a certeza, gratificante pois será sinal que refletiu no ato de ajudar, no ato de sair da sua zona de conforto em auxilio de alguém por qualquer que seja o motivo, que pensou em colaboração e mais ainda que terá pensado na contribuição de algo que é seu, o seu conhecimento ou ideias, para com os outros ou para a causa que seja. Veremos como será.

A ideia de sermos uteis, podermos partilhar algo com alguém, a ideia e o ato de cooperar não custa nada e …se todos pensarmos assim já imaginou como que será trabalhar com pessoas assim!

A concorrência tem-se mostrado útil até um certo ponto e não mais, mas a cooperação, que é pelo que nos devemos esforçar hoje, começa onde a concorrência sai fora.” ## Franklin D. Roosevelt ##

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“Almejo Real”

“Isso seria incrível” houve-se de espanto quando da receção daquilo que se considera uma boa novidade para quem comenta. Na verdade, há surpresa, agradado, alegria e emoção na receção de tal informação, expressões ou emoções que podem ter origem em varias variáveis. Pode acontecer que o individuo agradado com a noticia tenha sido mesmo apanhado desprevenido e como tal a surpresa é isso mesmo, surpresa. Pode dar-se o caso de ter sobre o assunto espectativas muito baixas e ao receber a noticia verificado que as mesmas foram excedidas, dai o agrado ou pode simplesmente estar a verificar a possibilidade de realização do seu sonho, e desta forma o expressar de alegria e emoção.

Quantas vezes não nos deparamos com expressões de referencia a sonhos? Ouvimos falar, comentar ou até alguns em desabafos são citados. Mas na realidade quem se quererá referir mesmo a um sonho em concreto, um sonho real e não aqueles que simplesmente nos revelam o lado das trevas e abismos, monstros e escuridão, precipícios e ondas gigantes, ou até os mais impossíveis de concretizar, onde entrem os heróis da banda desenhada, artistas de cinema, ou quem sabe os eróticos ou pornográficos?

Quando após uns momentos de descanso, vulga soneca, nos vem á ideia um agregado de imagens reunidas, conceitos, luminosas ideias ou talvez não, fantasias e porque não uns pensamentos que normalmente estão muito confusos e, sem muita logica,  oriundos ou que foram gerados durante o sono, poderemos estar presentes o que se chama de sonho……

Sonhos do tipo referido poderão conter as tais ideias disparatadas, fantasias, planeamentos sem nexo e sem coerência, imaginação abstrata ou fuga á realidade, só para citar alguns exemplos. Mas de todo é deste tipo de sonho que me referia. Mencionava o tipo de Sonho que o Homem tem na vida. O anseio, a vontade permanente de ter ou conseguir algo, algo com que se identifique e viva constantemente. O sonho como visão, como objetivo.

Neste campo muito se ouve diariamente na nossa envolvente, nos ciclos onde nos movimentamos. Há colegas com sonhos de mudança de curso, de universidade, com sonhos de intercâmbios académicos por exemplo. Profissionalmente ouvimos falar em sonho de progressão de carreira, de crescimento, de mudança de empresa ou de setor, para referir alguns simples exemplos. Ou então como empresários, ouve-se no meio, o sonho de crescimento de volume de vendas da empresas, da aquisição de maquinaria topo de gama, ou de investimentos na inovação para potenciar o crescimento e expansão da nossa empresas. Muitos seriam os casos exemplificativos….

A questão é: Quando se tem um destes sonho o sonho é real? Quero dizer, exequível? Há algo no sonho que indique que o atingirá?  Outra questão que se coloca quando se fala de sonhos como visão será: “O sonho é mesmo seu?”

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Para além dos sonhos considerados visão terem que ser exequíveis, os mesmos  não podem ser alcançados se não forem seus. Não se trabalha para um sonho (sim é necessário trabalhar para tudo na vida) que seja de outrem. O Sonho dever ser seu e só seu, pois se assim for irá fazer por entende-lo perfeitamente, dar-lhe-á individualidade e potenciará ao máximo as hipóteses de o concretizar. Bem, na verdade não deveremos sonhar pelos outros e não deveremos deixar os outros sonhar por nós nem com os nossos sonhos, objetivos ou visão futura. Como exemplo generalista, relembro a história da família que quer que a menina seja Arquiteta ou dos tios-avós que querem que o menino seja futebolista. Isso não deve ter continuidade, o que você quiser é por você próprio e não porque os outros gostavam que fosse. Se é que me faço entender.

Menciono Sonho como Visão, objetivo, meta traçada e este é de borla, mas a jornada para la chegar paga-se caro, Tem preço. Há que trabalhar para tal. Há que haver paixão, pois paixão é energia e com ela consegue-se redução de preço para a jornada. Paixão pelo sonho, como combustível,  conduzi-lo-á a realiza-lo, mais tarde ou mais cedo, pois arduamente trabalhará, com gosto, para o conquistar.

Depois de saber qual é o seu sonho, não o largue. Trabalhe e lute afincadamente por ele pois é o seu sonho. Não se realizam sonhos de outros. Não…

Se o seu Sonho “cair” por haver um preço a pagar…
…Caríssimo, esse não era, de todo, o seu real Sonho!

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“Nédio momento”

“Uma água com gás, por obsequio!”, “Comi que nem um Abade” são frases que se complementam e são representativas  de momentos, de um modo geral, diria, de conforto, bem estar, eventualmente bom convívio e sobretudo boa gastronomia. Pelo menos assim pode dar a entender!

Um Ser, Humano,  saciado, bem alimentado ou até satisfeito, dirá por certo que estará bem no geral se o seu dia, o seu petisco, ou até a degustação do seu almoço ou jantar tiver sido agradável e reforçará que terá estado bem a gosto. Ora tudo isto demostra que a pessoa está, ou se sente, farta. Farto no significado de empanturrado, plenamente satisfeito, recheado, apinhado ou até abastado. Este é o contexto exemplificativo.

Pois bem, se a palavra Farto significa tanta coisa de bom, pelo menos na teoria, de abundante, de suprema riqueza (conteúdo) de contemplação de satisfação e até prazer (recordo o exemplo gastronómico) uma questão se levanta. Porque é que se usa a maioria das vezes esta palavra no sentido oposto? Pois que há uma tendência há. Vejamos…

“Estou farto deste programa”, diz alguém lá em casa. “Esta matéria é entediante, estou a ficar farto”, refere você vezes sem conta na academia quando a coisa não lhe está a correr de feição. “O telefone não para de tocar, é outra vez aquele fornecedor. Estou farto deste toque angustiante”, menciona a um colega de trabalho como desabafo de chatice momentânea. “Pareces aborrecido com o que lês, estás farto ou que?” questiona você a um dos seus sócios na empresa. E poderia continuar com exemplos que se encaixariam na perfeição em todos os ciclos da nossa envolvente.

Efetivamente há esta tendência, de usar a palavra “Farto” no sentido menos favorável, menos positivo, arriscar-me-ia a dizer que a usamos quase sempres nesse sentido e não na mais positiva vertente que lhe podemos encontrar.   Descrevemos muitas vezes os momentos em que nos consideramos sem paciência, ou sem níveis de tolerância para alguma situação ou pessoa, como estando fartos. Da mesma forma quando estamos cheios, mas no sentido de saturados voltamos a utilizar a palavra farto e voltamos a usar no caso da insatisfação genérica com algo ou alguém. De facto a palavra “Farto” acompanha-nos diariamente pelos piores motivos a que a associamos.

Tudo na vida, cujo conteúdo, contexto, contenha carga mais negativa, nem que seja só no palavreado levar-nos-á a uma certa má disposição temporal. Não a má disposição de ter comido de mais, enfartado, mas sim pois o nosso cérebro irá continuar no futuro, tal como está a fazer naquele preciso momento, a associar a situação atual, para a qual rotulámos como “fartos” como habitual e sempre que algo se passar em seu redor com teor idêntico ira o seu cérebro preparar uma mensagem “Vais-te fartar”. Salvo melhor opinião, não me parece que queiramos continuar a estimular o cérebro com exercícios de associações de  palavras a situações quando pode ser desnecessário. Parece-lhe?

Porque não, em vez de usar as palavras indiscriminadamente, só porque sim, as usamos de forma mais coerente com o contexto envolvente e da maneira que lhe parecer mais positiva? Use o farto por exemplo para o tal jantar, alimentação abastada e deliciosa ou para descrever algo abundante, que lhe traga satisfação e alegria como o exemplo generalista daquela praia que tem uma extensão de areal que “farta”, que enche, que abunda. Lembre-se das terras de cultivo que convém serem férteis para a agricultura, as mesmas tem de ser fartas. Recorde aquele amigo que vive longe e que já não vê há algum tempo cuja amizade é inesgotável, amizade farta portanto.

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Para melhor gerir o seu consciente no que diz respeito á sua vida quotidiana, mas também profissional, académica ou empresarial, deixe os aborrecimentos que efetivamente o são, deixe o cansaço que parece sentir, deixe os assuntos entediantes, enfadonhos, sem graça, que o transtornam, deixe os mal entendidos que se acumulam, deixe de lado tudo aquilo que não é realmente importante e relevante para a sua vida, desvalorize e sobretudo não coloque palavras de conotação menos positiva nas situações. Sente-se, converse “consigo próprio” e procure outras (palavras), com outro sentido..

Em boa verdade o que estou a tentar dizer é para trazer o verdadeiro sentido à vida independentemente do ciclo onde está. Por certo a palavra a usar não será essa e você está a capturar energia menos positiva e a acumula-la. Cuidado. O exemplo passa pela panela de pressão: se não tiver por onde sair o vapor, estoira. O que uma ou mais palavras mal armazenadas no nosso consciente podem fazer!

Eu aprendi a usar a palavra ‘impossível’ com o máximo cuidado.”
##Wernher von Braun##

…e eu também!

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“Trémulo Instante”

“Não sei bem o que fazer hoje!”, “Aposto no CD A ou no filme B?”, “Será que irá ser mesmo assim?”, “AHHH, Nem me passou pela cabeça! Ou será que passou? já nem sei”. Ora eu revejo-me em algumas destas expressões e acredito que você também. Sim, neste paragrafo, trata-lo por você dá mais força ao tópico analisado…é verdade, pois não sei bem de que forma me hei de expressar perante si…. Mais uma vez, e rapidamente se mostra como por vezes nos tornamos frágeis no que toca a firmeza, convicções ou segurança. Muitas vezes na vida, mal nos apercebemos, mas temos momentos de hesitação. Correto hesitação.

Hesitação será a ação, ou o ato, de permanecermos sem saber o que fazer, pensar ou por vezes até dizer. Ficamos indecisos, estagnados. Esta não é uma situação negativa na vida desde que seja para ser usada como momento de reflexão. Momento de pensar realmente qual o passo que se dará a seguir, o que havemos de fazer o dizer. Desta forma e por este prisma não vejo a hesitação como algo negativo, pelo contrário. No entanto, hesitação poderá conduzir-nos a outra situação, um pouco diferente na analise que será a incerteza.

Incerteza, perplexidade, não estar certo de algo em concreto são pressupostos que podem caracterizar muitas vezes o estado de alma que se reflete nos nossos atos, atitudes ou procedimentos. Uma característica do estado de espirito que poderemos demonstrar, em determinados momentos, será a da indecisão. E, neste caso é que deveremos ver tudo num outro prisma. Quando não se tem a certeza de algo, muitos motivos podem existir, mas poderemos realçar um dos mais básicos e com o qual nos deparamos diariamente: a falta de conhecimento do conteúdo do que nos preocupa, do que pensamos que deveríamos possuir globalmente. A falta de conhecimento leva-nos á incerteza, é um fato.

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Por outro lado, há algo na Natureza Humana que despertará sempre a curiosidade e aguçará todos os sentidos, trata-se de algo que seja dúbio. Sempre que há incerteza há curiosidade. Curiosidade legitima, de quê? Querer saber tudo aquilo que pensávamos ter condições de saber. Ou seja, a incerteza aguça a necessidade de posse de conhecimento e como tal torna-nos indecisos, coloca-nos na dúvida.

Perante o descrito acima, há que conseguir certezas, evidências do que necessitamos (ou pensamos necessitar) de saber. É o instinto Humano, ir á procura de respostas. Como exemplo generalista, da História consta que D. Sebastião aparecerá num dia de Nevoeiro, tal como desapareceu, montado em seu cavalo…pois… isto é uma incerteza metafórica para ilustrar. Há momentos que duvidamos da própria história que nos contam e vamos ler, pesquisar e investigar por nós próprios para tirarmos as versões com clareza. Ou não é? Isto passa-se em todos os ciclos a que pertencemos, académico, profissional ou empresarial.

Não se trata de desconfiar de quem nos transmite o conhecimento adquirido, nem tão pouco vacilar perante tão nobre fonte de informação, trata-se sim, do nosso consciente não estar bem (ou não ficar bem) connosco próprios enquanto não clarificamos toda a informação e enquanto não validar-mos para nós próprios como certa, correta e ponto final.

Necessitamos portanto, muitas vezes de fazer a tal pausa de hesitação, mas para refletir onde ir recolher a segurança, a convicção, a certeza que está a faltar na nossa mente consciente. Com esta hesitação feita e descobertos os passos a dar tudo será mais fácil e o seu caminho começa a fazer sentido, pois começa a fazer-se alguma clareza nas ideias.

Como referido a falta de certeza, ou a dúvida sobre um determinado fato também pode ter proveniência no chamado ruido de comunicação. Vejamos na academia, você interpreta que deverá entregar um trabalho de tal forma, em tais condições e em determinada data. Ao comentar com os seus colegas, rapidamente se apercebe que, já existem várias formas de entrega do mesmo, varias datas possíveis e enfim….o ruido deitou por terra as suas certezas em relação a todo o processo que o seu consciente já tinha absorvido. O que faz? Encaminhar-se rapidamente em busca de uma segurança de informação. É normal.

Na sua vida profissional, se algo lhe escapa à normal rotina e você questiona opiniões a varias pessoas, eventualmente vai criar-se ruido em volta desse tópico rotineiro e vai deixa-lo ainda mais baralhado e incerto. O que faz? o mesmo que o académico fez há pouco, procurar segurança na informação, certezas que se conjuguem, o que está certo. O mesmo se passa sua empresa quando alguns dos seus sócios em conversa informal e sem evidencias documentais resolvem fazer-lhe uma descrição do que se passou na sua ausência, mas do tipo contar de histórias com exageros em alguns casos, menosprezos por algumas situações noutros casos, em suma….ruido. Você fica com uma ideia mas prefere ter o momento de hesitação para ter acesso a evidencias e retomar as certezas das coisas.

Como diria alguém, e por se aplicar: “Não sei se te diga ou se te conte!”. Adiante, e em resumo, nos ciclos de gestão exemplificativos bem como na vida, há momentos de Incertezas. Há. Deveremos usar os momentos de Hesitação para reflexão de próximos passos e tomar as decisões certas, incluindo procurar colmatar a lacuna de conhecimento que nos está a causar neblina, incerteza e a lançar para o mundo sombrio da indecisão.

“No final do dia, os objetivos são simples: proteção e segurança.”
## Jodi Rell ##

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“Sólido Cimentar”

Podemos dizer que estamos onde estamos pois fizemos por isso. Terá o seu quê de verdade, pois cada um, por certo, terá lutado bastante para chegar onde chegou , independentemente do “onde” e independentemente do “como”. Há, como sabemos, varias formas de “lutar” no sentido de crescimento e progressão pessoal, profissional, académica ou empresarial.

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Se por um lado, na vida pessoal, crescemos com os ensinamentos que absorvemos dos magos, sábios, xperientes indivíduos com quem nos cruzamos e com os quais aprendemos, não será menos verdade se disser que não haverá consolidação deste crescimento se não tivermos umas bases solidas alicerçadas com os valores Humanos que nos foram transmitidas pelos nossos antepassados ao longo de gerações. Só em cima de uns bons alicerces se constrói uma casa, tijolo a tijolo, robusta e segura. Assim é na vida, o caracter do ser virá ao cimo sempre em primeira instancia quer se queira quer não.

Na vida Académica, Profissional e Empresarial, a ideia é semelhante. Quero dizer, cruzamos-mos com ilustres professores que nos darão as bases dos programas curriculares, absorvemos informação e consolidamos com os magos catedráticos mais tarde na Academia.

Já no mundo profissional tivemos com certeza aquele chefe ou aquele diretor que nos deu o mote, a visão, o ensinamento de como as coisas funcionam numa organização e como deveremos proceder, estar ou atuar. Iremos trocando de emprego (exemplo generalista) levamos os ensinamentos e consolidamos ao longo da nossa carreira com a progressão da mesma e damos por nós a partilhar esses mesmo ensinamentos consolidados.

Quando se entra no mundo empresarial, houve claramente aquele exemplo de sucesso, de empreendedorismo, que nos ficou na memória, que fez de certa forma historia, que nos fez aprofundar e aprender sobre este mundo e nos fez arriscar. Alguma empresa exemplo ou alguma pessoa com visão que achamos de abrangente sapiência para nos dar o “empurrão” que necessitávamos.

Em todos os ciclos houve por certo alguém que, direta ou indiretamente, nos possibilitou algo em algum momento. Esse ato, propositado ou sem intenção aparente, é (foi)  sem dúvida o ingrediente impulsionador que juntamente com o fruto do nosso trabalho, dedicação, esforço, insistência ou perseverança, a tal “luta” que me referia há pouco, nos encaminhou a onde estamos hoje e a quem “somos” hoje como seres humanos (não me referindo a títulos, obviamente).

Ao tentar fazer-se com que alguma coisa se torne possível para alguém, estamos a tentar proporcionar, possibilitar, que esse algo se torne realmente real. Possibilitar também será mostrar a alguém que é possível, eu diria incentivar, abrindo horizontes na esfera da perspetiva das coisas ou da realidade envolvente.  Sempre que alguém, por qualquer motivo, nos faz pensar, refletir sobre algo, estamos a obter uma oportunidade. Oportunidade de olhar em frente com “outros olhos”. Isso é uma oportunidade que só cada um pode aproveitar ou deixar escapar.

Há também alturas em que podemos ter ficar um pouco parados pois a referida oportunidade não aparece, nem por ela própria, nem pela mão de alguém. Quero com isto dizer que por muito que se queira uma coisa, muitas das vezes terá de haver alguém a acreditar, a confiar nas nós para que a oportunidade se torne real e efetiva.

Tornar possível ou seja possibilitar, auxiliar, proporcionar, permitir ou até conceder (como exemplos) serão sinónimos mas a cada situação da vida nos deparámos com cada uma delas. Lembremos que alguém nos permitiu ir aquele concerto, ou ao futebol, que nos proporcionou aprender como funciona uma multidão, um acesso em massa a um espaço, enfim como funciona a ordem das massas.

Também alguém nos auxiliou naquele trabalho de fim de curso, aquele colega e mais tarde aquele professor nos deu umas “dicas”, ora esta auxilio fez por certo com que aprendêssemos como trabalhar em grupo, como ouvir opiniões e pontos de vista, poderei dizer que é um começo da aprendizagem de como se trabalha em equipa.

Um dia, já no seu emprego, o seu chefe concede-lhe o privilégio de fazer você próprio a apresentação (perante todos a envolvente da empresa) do novo produto a lançamento. você ficará radiante e entenderá que lhe proporcionaram uma hipótese de ouro de mostrar o que sabe, como sabe e quem sabe uma oportunidade de brilhar à seria.

Se, reforço, se temos tantos exemplos de alavancagem, de possibilidades concedidas por terceiros, que nos fizeram por certo obter e absorver, ao longo de toda a vida, tanto do que sabemos e do que somos hoje, na verdade, então não deveríamos esquecer nunca.

E questionam vocês o que tem que ver o esquecimento com o referido anteriormente? Pois é. É que se continuarmos a praticar o mesmo que outros fizeram connosco, a sequencia não terminará e alguém um dia nos recordará como estamos agora a recordar alguém.

Faça algo por alguém, por mínimo que lhe parece, esse alguém recordará pela vida fora. Oportunidades são necessárias e é importante apanha-las, mas também concede-las. Assim haja quem as queira aceitar.

Pequenas oportunidades são muitas vezes o começo de grandes empresas.”  ##Demóstenes##

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“Eterna Vigilância”

“Espante-se o preço a que isto está”, ou até “Onde isto chegou”. Expressões como estas caracterizam o efeito de espanto causado por algo que não estaríamos a contar. É assim na vida, em qualquer vertente ou ciclo a que pertencemos. Muitas são as vezes que nos espantamos com algo ou alguma situação.

Imagine chegar a casa e minutos depois toca a campainha e dá de caras com o tio que era suposto estar no estrangeiro. “Por cá, não te esperava senão no Natal”, podia ser uma frase usada para expressar o espanto. Da mesma forma que o a sua previsão para a nota a obter naquela cadeira era de 15 e eis que, sai um 16: “Bela recompensa, não estava previsto” poderá afirmar.

O seu colaborador apresenta-lhe os resultados operacionais do mês abaixo do esperado; “Não estava a contar com isto” refere com certeza. Já para não falar quando um dos seus diretores lhe comunica que conseguiu o tal negócio quase impossível, pensava você: “Que magnifica surpresa” poderá afirmar como exemplo.

Pois bem o efeito surpresa, descrito e exemplificado acima para os nossos ciclos habituais (Académico, Profissional ou Empresarial) é algo com que vivemos diariamente. Quer queiramos quer não passamos a vida com alguns momentos de surpresa em redor.

Surpresa, aquele efeito ou ato de surpreender-se ou surpreender alguém em algum momento. Pode ser algo considerado positivo ou nem por isso. Poderemos surpreender ou ser surpreendidos e isso é um fato que não depende de cada um no geral, depende sim da forma como cada situação está interiorizada no domínio de espectativas de cada um.

Pode haver espectativas não tão bem balanceadas e por isso haver surpresas, pode nem haver espectativas nenhumas e dai surgir o efeito descrito ou poderá haver espectativas muito elevadas e dai decorrerem grandes surpresas, normalmente não tão positivas, se é que me faço entender.

O efeito surpresa pode ser interpretado como espanto, alguma perturbação ou sobressalto mas também como prazer inesperado, como fato de presentear alguém com algo, como improviso ou ainda de inesperado. Causará por certo efeitos de admiração, emoção, estupefação, pasmo até, porque não sustos por vezes. Pode ser algo maravilhoso ou assombroso, pode ser de estranheza ou de perturbação.

Dependendo da forma como estamos preparados para encarar cada situação que se nos apresente e dependendo das referidas espectativas que tínhamos sobre alguma coisa ou situação. O melhor será sempre haver um balancear das espectativas ou emoções que colocamos em cada situação.

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Por vezes na nossa vida quotidiana (como exemplo generalista) damos tudo por normalizado, tudo por tranquilo e deixamos-nos ficar na chamada zona de conforto, ora se assim for, qualquer alteração a este mesmo “ststus quo” pode ser considerada uma surpresa pois não contávamos que algo se modificasse. A tranquilidade que queremos dar à vida a cada um diz respeito, não necessitamos de viver sempre no limite, mas deveremos estar preparados para qualquer eventualidade que a própria vida nos traga para não sermos apanhados de surpresa. Claro está que se ponderarmos que a vida para alem da normalidade quotidiana poderá sofrer alterações a qualquer momento, se já tivermos isso em mente, menor o risco de surpresa, que como mencionado pode ser positiva ou nem por isso.

Com isto referir que deveremos contar sempre com o imprevisto, mas contar com ele de forma positiva. Deveremos ter um plano eventual, mesmo que mínimo, para que o impacto seja mitigado. Por outro lado é importante referir que com isto não refiro que devemos andar a sofrer por antecipação sempre à espera do imprevisto, nada disso. O que quero dizer é que, se por ventura pensámos que algo um dia pode acontecer, mesmo que remotamente seja a possibilidade, deveremos acautelar-nos para tal situação. Quando chegar, será recebida com menos espanto.

Imagine que a sua vida está no pleno de satisfação, pessoal, académica, profissional ou empresarial, e que de um momento para o outro recebe uma noticia em qualquer uma das vertentes que o deixa estupefacto. Pois é, a questão é: poderíamos ter acautelado tal situação? por vezes não, mas muitas vezes sim poderíamos nem que fosse minimamente,

Considere ponderar certas hipóteses, certos cenários possíveis de alteração de status quo. Troque ideias com os seus pares, ou seja, familiares, amigos, colegas, colaboradores ou funcionários, dependendo dos casos. Preveja um alinhamento com os mesmos. No fim do dia esteja prevenido.

Nunca se sabe quando a sua vida pode mudar radicalmente de um momento para o outro. Saliento a forma positiva de abordar este tema. Quanto mais preparados estiverem, qualquer que sejam os cenários na sua mente, no seu consciente, mais facilmente enfrentará a surpresa e torná-la-á algo normal com maior transparência e fluidez.

Nem a propósito, como referido em texto anterior, os desafios são para serem enfrentados tornando-nos mais fortes a cada momento. Não seja reativo, seja proactivo e verá que a vida lhe pode efetivamente trazer surpresas agradáveis.

“O Escoteiro nunca é apanhado de surpresa; ele sabe exatamente o que fazer quando algo inesperado acontece.”
## Robert Baden-Powell ##

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“O Repto”

Ora está quente, ora está frio. Ora está húmido, ora está abafado. Ora chove ora faz sol. Só referindo aspetos de meteorologia já teríamos exemplos para continuar texto fora. Mas o que é certo é que na vida, diariamente, somos confrontados com situações inesperadas, por vezes insólitas, que nos fazem pensar as mais diversas coisas. Pensamos que tudo nos corre mal, que nada sai como planeado, que só nos acontece a nós, vulgo história do “patinho feio” com todo o respeito pelo(s) autor(es) de tal boneco animado.

Ainda hoje, bem como nos últimos dias, esteve um tempo que, concordemos, estava do agrado da maioria dos mortais. Sol, temperaturas agradáveis e, também hoje, chega a noticia de nuvens e mau tempo (leia-se aguaceiros ou chuva) para o fim de semana. Ora, quem está de férias, ou vai entrar nesse período, pensa com certeza, “Que chatice, logo agora…”. Este é um dos exemplos práticos e realista do que referia acima. Por outro lado quem termina as suas férias, pensará “Ainda bem que o tempo se aguentou, mas logo agora piora quando tenho de regressar á vida profissional”….enfim…

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Entretanto já havia comentários de que o calor estava a ser demasiado para a agricultura (comentário ouvido, pois de agricultura não opinarei com conhecimento de causa) e até já se desejavam umas brisas matinais e uns aguaceiros…. mas ainda outra situação não menos importante, com o país a arder, algo que todos nos apercebemos, havia o desejo de “agua caída dos céus” para apaziguar o calor proveniente de tão malogrados fogos e para ajudar à extinção dos mesmos. Como se vê, há situações que por si só solicitam o inverso do que se tem e outras se deseja aquilo que aparentemente não se virá a ter. Umas vezes tem-se outras não.

Pois na vida é mesmo assim. Mas o que considerar de tudo isto? “Mala-pata”? “Mau-agouro”? “Patinho-feio”‘? “Azar”? Má sorte”? “Infortúnio”? Eu chamar-lhe-ia simplesmente desafios.

São desafios constantes que a vida nos traz que nos fazem ser quem somos, pois com eles aprendemos a considerar, ponderar, resolver ou solucionar, no fundo ultrapassada cada situação desafiante aprenderemos mais um pouco e ficamos melhor preparados para enfrentar o próximo. Sim ele aparecerá quando menos se espera. Ficaremos em consciência mais fortes pois soubemos contornar aquilo que parecia “maléfico” para a nossa vida.

A cada batalha para a conquista de alguma coisa ou pessoa, chamaremos desafio. A cada tarefa ou situação que somos desafiados a fazer, a cumprir, daremos o mesmo nome. A cada objetivo a atingir não nos incomodará dar o referido nome. Desafio, pois claro. O fato de enfrentarmos situações difíceis não será mais nem menos que enfrentar desafios. Contudo há situações em que somos nós próprios que nos desafiamos a nós próprios e outros ainda onde somos diretamente desafiados, como no desporto, a exemplo. 

Enquanto frequentadores pertences aos ciclos exemplificativos, habituais,(Académico, Profissional ou Empresarial) somos diariamente, também, confrontados com desafios dos mais diferenciados possíveis. Quando temos um projeto para apresentar com muito para detalhar e estruturar, este é por certo um desafio, bem como um exame ao qual não nos livrámos o será. No ciclo profissional quando somos abordados para realizar algum tipo de trabalho que vai para lá das nossas competências (assim imaginamos em primeira instancia) é um desafio com certeza. Verificar que a sua empresa está com números fora  do orçamentado é um desafio, pois terá de voltar a por os números na linha.

Há quem veja, o que chamo de desafios, como obstáculos e esse é o principal desafio a ultrapassar. Ser-se capaz de enfrentar o que se pensa serem obstáculos na vida como desafios. Encara-los como tal, dar-lhes a importância devida, estudar caso a caso e proceder em conformidade da melhor forma que sabemos e podemos, usando sempre o bom senso, levar-nos-á longe.

Nem tudo na vida pode “ser sempre mau”, não se pode sempre estar “aninhado” no seu canto com receio de tudo e todos. A vida está ai para ser gozada e apreciada, e é ultrapassando desafios constantes que se aprende e se fica mais forte, melhor preparado para as incongruências que a própria vida nos traz. Desafie-se e seja feliz!

“A sensação de perigo é emocionante. O desafio é encontrar novos perigos.”
##Ayrton Senna##

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