“Interno Galhardo”

“Bom som” diz-se na gíria. “Que afinação” ou até “Que magnifico instrumental” são frases comuns, refletindo realidade musical ou simplesmente usadas como metáforas ilustrativas de algo bem certo, bem delineado ou bem orientado. A maioria de nós gosta de musica e torna-a envolvente no dia-a-dia, desde o despertar, ao transporte para o inicio das nossas atividades bem como durante as mesmas, a musica é um estimulo, é verdade. Mas que ilações tirar disto? Com os mais diversos estilos, mais diversa complexidade (ou não), mais pesada, mais “soft”, existe para todos os gostos e nós adaptamos o que ouvimos a cada momento.

Estando em alturas de estudo, pesquisa, investigação, trabalho concentrado no escritório  ou a preparar a próxima apresentação para o novo cliente, a cada momento (de um modo geral) a musica estará presente. Independentemente do estado de espirito e da ocasião, o que nos leva a ouvir “um som” é a batida, a harmonia, a ligação entre instrumentos, o ritmo complexo, ou não, mas no final escolhemos o som (referindo-me à musica) que queremos ouvir pela orquestração, a afinação, o detalhe e por ai fora…e porquê? Salvo melhor analogia, e numa das perspetivas não cientificas, porque o cérebro em momentos de mais necessidade de concentração sente conforto em apreciar algo de bem feito, algo de distinto, algo de confortante.

Ora se estamos concentrados em tarefas que necessitam a nossa atenção, não poderemos relaxar a ler nesses tais momentos, logo o cérebro vai buscar esse conforto ao espetáculo que é, em boa verdade, ouvir bom som. Boa sintonia, os instrumentos em conformidade com o compasso certo e a batida a preceito, em consonância… É simplesmente magnifico. Se repararem, em momentos de concentração, apreciamos a musica, a melodia, mas nem tanto as letras. Os atributos acima referidos superam qualquer poema ou letra musical.

Posto isto, a realidade é visível. O nosso consciente aprecia coisas bem feitas, com coordenação, interação, união de variáveis a contribuir para um final único, cooperação e parceria, nomeando apenas alguns tópicos de evidencia para o exemplo descrito. Tudo isto se consegue com cooperação entre os músicos, coordenação de instrumentos e um género de parceria entre todos. Acordam o que tocar em que altura em que notas e que tons..e no fim o resultado será afinado, testado novamente e assim sucessivamente. O que é certo é que o acordo é “firmado” de tal forma que há o compromisso e empenho de todos os envolvidos, de se levar uns simples acordes musicais a, por vezes, grandiosas obras primas.

Ao efeito ou ação de produzir sons semelhantes, de soar em simultâneo ou ao mesmo tempo chamamos consonância. Imaginem as vezes que não usamos este termos como metáfora descritiva. Por outro lado, e em sentido figurado, pode referir-se consonância como havendo conformidade ou acordo. Acordo referindo-me à ação de acordar, entrando em concordância portanto. Haver acordos entre as partes, haver harmonia de pensamento e conhecimento, se possível, haver concórdia significará uma boa base de parceria pois tomar-se-ão deliberações em conjunto, usa-se uma perspetiva conjunta e não a de uma parte ou de outra, ou seja, chega-se a uma perspetiva comum.

Se nos reportarmos aos nosso habituais ciclos de exemplo, o académico, o profissional e o empresarial, rapidamente entendemos o significado de parceria, pois lidamos, ou pelo menos deveríamos lidar, com ela inúmeras vezes nas nossas interações.  O acordo ou contrato firmado entre as partes envolvidas, (indivíduos ou empresas) cujo propósito seja o mesmo, será uma parceria. Certo? OK, referi firmado, é certo. E os acordos não firmados? Pois esses por vezes ainda tem maior valor. São os chamados acordos de cavalheiros ou parcerias entre cavalheiros onde o acordado tem um objetivo comum e que é positivo (em principio) para todos. Este tipo de parcerias, quando é feito, não deverá ser quebrado sob pena de quebra de honra, um valor de caracter ainda, felizmente,  “em vigor” na essência de muitos seres humanos que compões o tecido profissional, empresarial ou académico deste Universo onde respiramos.

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Numa ótica de estratégia empresarial e com vista a haver otimização e compatibilidade de objetivos as parcerias funcionam. Refiro-me a, como exemplo,  aumento da rentabilidade, a confiança,  o fortalecimento das operações, a melhoria da capacidade tecnológica e porque não mencionar a melhoria condições de acesso aos mercados. Parcerias, objetivos conjuntos, estratégias comuns…exemplos sonantes como a musica de há pouco…mas como fazer evoluir e consolidar uma parceria externa (como exemplo com fornecedores) se não nos preocupamos com as parcerias internas. O que é feito dos acordos de cavalheiros, dos valores de caracter envolvidos, da palavra e da honra?? Apenas para referir alguns…Sem estes e outros que tal, uma parceria nunca funcionará. UI, agora é que isto complica. Sem confiança e consonância interna…não iremos afinar os instrumentos, quanto mais orquestrar melodias.

Uma Universidade, uma Empresa ou uma Organização deveriam trabalhar em perfeita sintonia interna, sem contradições, debaixo de uma estratégia comum, pensada, desenvolvida e aplicada de uma forma una ou unanime e cuja palavra e mensagem passasse a todos os intervenientes, que, funcionando em conformidade nos levariam a poder afirmar “Parece uma orquestra”… pois é.

Já dizia Aristóteles “O todo é maior que a soma das partes” .

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“Descarrilamento Mental”

Imagem1798Recebermos uma indicação para nos deslocarmos aos correios já por si não é agradável pois, nos dias que correm, ninguém, mas ninguém envia nada registado. Ninguém (Humano) envia, mas algumas entidades sim enviam. Normalmente são presentes em alturas festivas com apreciação por nossa parte de sinal inverso. Ou seja nada de bom será, é logo o que pensamos. Pois este simples papel (meio cartolina) avermelhado e branco, com siglas da entidade competente para fazer circular o que, ainda, designamos por correio, faz-nos de imediato pensar.

E depois de ler, e saber, quem é o remetente, em frações de segundos passamos quase a nossa vida a pente fino (do momento atual até ao dia mais remoto de memórias guardadas) para tentar entender de onde será, de onde virá e qual será a proveniência do assunto.

Pois é, muitas situações semelhantes à descrita acontecem no dia a dia não só com as notificações dos correios (à moda antiga) como com qualquer conta de e-mail que possa suscitar desconfiança, o telefone a tocar com registo de numero estranho a horas improprias, até mesmo o convite para certas reuniões profissionais que o fazem pensar cuidadosamente o que se estará a passar.

Este fato é recorrente, muita vezes é que não nos apercebemos pois o nosso organismo está habituado a balancear as emoções e fazemos disso quotidiano. Como diria alguém um “susto para animar”.

Não obstante o balancear de emoções acima referido, esta situação poderá ter uma resolução eficaz, salvo para os ilustres personagens que não querem saber sequer de regras, normas, vida em sociedade e afins… adiante. Dizia que o tema tem resolução. Sim os “sustos”… basta viver o dia a dia em tranquilidade consigo próprio e com consciência tranquila. Parece-me bem, a si não?

Já dizia o ditado que “quem não deve não teme” e neste caso a aplicação do mesmo é direta. Para tal, temos de ter um ponto de partida para não esforçarmos o cérebro e seus mecanismos desnecessariamente. Faremos uma introspeção e …tiraremos elações. Depois é monitorizar como se faz com processos de gestão.

Introspeção será interpretada como uma análise íntima, ou intimista de teor reflexivo que o individuo, nós próprios, qualquer pessoa, fará sobre si mesma. Consideraremos um exame aprofundado acerca das suas próprias experiências ou daquilo que se passa ou passou no intimo. Se pensarmos em termos da nossa mente, recordações, memórias, imagens e afins, a Introspeção pode ser vista como a analise dos conteúdos nela contidos.

Em resumo a Introspeção leva-nos a fazer uma analise de passagem por todos os nosso processos mentais, um exame interior, para que se consigam descrever experiencias ou vivencias pessoais em termos de atitudes ou elementos nelas contidas. Por todos os motivos e mais alguns, tanto o resultado extraído da Introspeção bem como o processo de Introspeção tem caracter subjetivo e como tal, permitam-me a expressão vale o que vale para cada um, mas valerá certamente para o exemplo que se comenta.

Fazendo a ponte para os ciclos onde habitualmente nos encontramos, Académico, profissional ou empresarial, muitas vezes somos apanhados desprevenidos pois não nos preparámos correta e eficazmente para as hipotéticas adversidades. Imagine ler aquela noticia sobre o curso que queria frequentar em ciclo académico e sem saber se há fundamento o deixa a ponderar escolher outro curso? (exemplo de alguma noticia menos agradável, como a inclusão de cadeira que detesta)

Ou ser convocado para uma reunião onde desconhece, logo desconfia, os fundamentos que levaram o anfitrião a fazer-lhe o convite? Ou ainda receber um e-mail da única conta de e-mail que não seria bem-vindo na sua “inbox” – o tal da Camara Municipal que eventualmente traz novidades de aumentos de impostos municipais que afetarão a sua empresa ….

Em qualquer dos casos a introspeção é valida e deveria estar “atualizada”, feita, ou deveria demorar muito pouco tempo a ser efetuada. Numa ótica de Gestão, em momentos de decisões  não se pode perder tempo, o Tempo urge e é necessário para um cem numero de situações, reuniões de departamento, de equipas, reuniões estratégicas, de planeamento, palestras, conferencia, enfim, nessa altura não se pode perder tempo com introspeções.

A reflexão interna de que hoje se fala deverá estar atualizada. Deveremos saber as linhas com que nos cozemos, e estar preparados para os desafios do dia a dia, ao contrario de ficarmos assustados, receosos, ansiosos, o que quer que seja com uma situação que nos está a fazer pensar do porquê da sua existência.

Enfim se gosta de gerir bem o seu tempo, pessoal, profissional ou qualquer que seja, guarde tempo para si e analise detalhes gravados na sua mente em ocasiões passadas, tire elações, e como bom gestor, esteja preparado! Convém lembrar-se de tópicos mesmo que os mesmo tenham passado por si a 193Km/h ou seja naquela viagem de comboio para férias…. memorias de ferro-caril, se assim for caso!

O seu espaço sagrado é onde você se pode encontrar outra, e outra, vez.

##Joseph Campbell## 

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“O Enfadonho”

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Nem tudo na vida nos corre sempre de feição. Por vezes pensamos que a vida está a encaminhar-se para um caminho que até é o esperado, que tudo está controlado e … eis que há algo que não era bem o que esperávamos que acontecesse, acontece. Mas pior, e quando acontecem situações em sequencia? Pois é, chegamos a um ponto de dizer o famoso “basta” ou “É impossível continuar a assistir a algo assim”, ou ainda “Que fiz eu de mal?”, ou “Outra vez’?” e por ai fora, os exemplos de expressões são quase infindáveis.

Imagine o cenário em que se investiga a fundo, se trabalha para a academia mesmo a valer e depois alguma “almas” tiram melhores notas que você? Bem, comparação de notas não seria um bom exemplo se não soubesse que algo esta errado por ali, vezes e vezes sem conta. Parece-lhe haver uma tendência de “campo inclinado” se é que me faço entender…então chega a sua falta de paciência para com este tema, levando às frases exemplificadas.

A mente leva-me agora para o exemplo em que se está a explicar algo a um colega de trabalho numa ótica de inclusão de conhecimento para futura aplicação num projeto comum…imagine explicar vezes sem conta e ….nada, o raciocínio não encaixa de forma alguma, embora conheça você bem os pergaminhos de tal “alma” chamada a trabalhar consigo. Mais uma frase, uma expressão a saltar. Ao chegar ao escritório da sua empresa a sua secretária dá-lhe o correio já triado, quais as primeiras cartas? despesas para pagar…nem digo mais nada, salta logo uma expressão de “raios e coriscos”

Pois bem teremos solução para tal fato? Com certeza que sim. Poderemos pelo menos tentar e enfrentar a situação aplicando alguma transigência. Transigência também é sermos tolerantes. Quando nos dispomos a admitir nos outros formas de agir, de pensar ou ate de sentir com perspetivas diferentes da nossa estamos a ser tolerantes.

Na vida pode ser uma virtude importante! Se controlarmos a nossa vertente de seres rígidos para com as situações que damos por certas, e se deixarmos a intransigência de parte controlando também a impaciência estaremos a contribuir para um bem estar da mente no que diz respeito a virtude apreciada por certo em determinadas circunstancias.

Tolerância pode ser aplicada a vários domínios, sejam eles sociais, civis, religiosos, ou até profissionais. Muitas vezes, em gestão aplicamos margens de erro técnicas que são toleráveis ou aceitáveis, mostramos capacidade de resistência a uma “força externa” mesmo que dentro da nossa organização, temos até níveis de risco “aceitáveis” com definições pré-designadas e a isso poderemos também chamar tolerância. Quantas vezes se deparou com um conjunto de palavras, a serem expelidas, construindo a frase: ” isto não é sempre assim, não pode ser regra, é uma tolerância!”

Mas para quando termos tolerância connosco próprios? Sim, quando paramos para refletir antes de expressar qualquer tipo de comentário a qualquer situação a que somos expostos? Interpretar corretamente o que se passa na envolvente é importante, mas mais importante é entendermos o que vai na nossa mente naquele momento.

Temos pela frente alguém, que vai-se lá saber porque, passa a vida a contradizer-nos, ou alguém que está sempre com opinião discordante seja qual for a matéria? Temos um compromisso de agenda que foi marcado excedendo o limite do razoável?

Façamos uma pausa e analisaremos os motivos possíveis, seremos condescendentes, tolerantes para com o individuo ou situação, resolveremos o assunto e ficaremos tranquilos e prontos para: fazer “follow up” da situação caso algo semelhante se repita, pois há que monitorizar. Falo de tolerância não de submissão.  Quanto mais tipos de tolerância tivermos conhecimento, “bagagem” para aguentar, maior se torna a capacidade de enfrentar situações caricatas vindas e apreciadas nas mais diversas situações pelos mais enfadonhos indivíduos.

“Na prática da tolerância, o inimigo é o melhor professor.”
## Dalai Lama##

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“Frente Oclusa”

“Acabou o sossego”. Expressão engraçada quando aplicada oportunamente e com as intensões devidas. Normalmente, embora o verbo se use no passado, a expressão em si é maioritariamente usada como previsão de algum acontecimento que será consequência do que levou á mesma mas num futuro próximo.

Ou seja, imagine aquele seu amigo de infância que, de tão bem disposto, animado e extrovertido que é, onde ele está a agitação se torna constante! Ora se você estiver num momento de “relax” puro e receber a novidade que ele virá petiscar ao final do dia….poderá dizer: “Acabou o sossego”. Da mesma forma que, quando está a ler algo não técnico ou cientifica, simplesmente pelo prazer da leitura e se aproximam as crianças a querer tempo e atenção para as suas brincadeiras…..pois é…o sossego foi-se!

Ou até quando se senta no sofá com a ideia de que poderá ver e ouvir as noticias do dia e é desafiado a contribuir com participação em atividades domésticas….mais um exemplo , uma situação adequada para utilização da expressão referida.

Sossego representará na sua essência um estado ou condição de tranquilidade, um momento de quietude onde a calma abunda e normalmente o silencio faz companhia. Por norma há uma associação de sossego a paz, paz de espirito, a tranquilidade ou até calmaria. Chegaremos a momentos de sossego sempre que a agitação não esteja por perto, a inquietação por algo não se avizinhe e que a preocupação se desconheça. Tranquilidade será o principio do sossego.

Para conseguirmos chegar ao efeito tranquilidade teremos de ser ainda mais abrangentes pois tranquilidade, que referi como o principio do sossego, carece de mais umas considerações. Ou seja, não deveremos estar ansiosos, angustiados, inseguros ou até com receios e medos interiores, dúvidas não deverão existir bem como devemos por de lado pensamentos de ira ou raiva que nos levarão a um pânico emocional e não nos deixarão nunca entrar no estado, e atingir a tão desejada, tranquilidade.

Por muitos momentos de sossego que tentemos ter no nosso dia a dia, serão certamente mais os momentos de desassossego que enfrentaremos pois tenhamos em consideração que o dia tem 24 horas, algumas serão para dormir, e que pelo menos a maior parte delas passamos a fazer ou a preparar algo profissional, académico ou empresarial o que nos potencia as hipóteses de realmente poder haver mais momentos de desassossego do que propriamente tranquilidade ou ate vivenciar o sossego.

Mas haverá algo que pode ser feito para evitar o desassossego que nos ataca agenda com uma frequência superior à que gostaríamos. Trata-se de algo basilar. Algo de raiz, trata-se de não sofrer por antecipação. E isso pode ser feito e trará com certeza maior tranquilidade a cada momento de agenda, logo ao seu dia a dia, e por inerência á vida no geral.

Um principio essencial é conhecermo-nos bem, termos confiança em nós próprios e sabermos até onde podemos chegar (passo a passo) saber medir as distancias. Ora imagine-se na academia com um exame de recurso marcado para o dia x…e quinze dias antes já está ansioso, preocupado, com receio e ate medo do que pode acontecer se falhar …pois é, mas lembre-se que ainda faltam quinze dias e sofrer por antecipação não melhora nada, por sua vez, prepare-se e enfrente a situação com normalidade e calma…terá a sua tranquilidade e sossegará na altura certa.

É Domingo e está a preparar a agenda para a semana que vem, terá aquela reunião com toda a equipa onde falarão com certeza naquele assunto, pois está na agenda, não se enerve pois ainda é Domingo, a reunião ainda está para vir, ao invés disso, prepare-se bem, analise o que terá de apresentar e, ou, argumentar e comece a semana em paz e não com receios antecipados.

Em resumo, sofrer por antecipação impede sempre a tranquilidade de chegar e com isso atrasa o sossego de se instalar. Na vida académica, profissional ou empresarial, não é, nunca foi e por certo nunca será positivo sentirmo-nos inseguros, receosos ou sem confiança e segurança naquilo que fazemos ou para aquilo que nos encarregaram de fazer.

Deveremos ter consciência do que somos capazes e em sede própria demonstrar isso mesmo, Não deveremos temer aquilo que sabemos que nos espera, ou seja, dentro do nosso universo de competência, não deveremos ser apanhados desprevenidos para algo que á partida possuímos capacidades para levar a diante.

No pior dos cenários, humildemente solicitar ajuda ou ensinamento, pois com humildade aprenderemos e sermos capazes de, em ocasião futura, incluir o que aprendemos no rol de situações que já não nos afetam em termos de  desassossego.

Isto será um ciclo…O que dominamos ou está no rol das nossas competência não nos deverá criar sobressaltos de ansiedade ou preocupação por antecipação, e o que não soubermos, teremos de ter humildade para pedir ajuda, aprender, praticar e futuramente incluir no rol.

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Não sofrer por antecipação faz com que a meteorologia se aguente dentro das previsões! E se assim não for adapte-se, troque de roupa ou de acessórios, mas não o faça por antecipação pode dar mau resultado.

 

Amanha estará calor: Dizem eles!

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“À Lupa”

Há alturas, independentemente do propósito, que dizemos: “como é possível que não tenha reparado?” Isso mesmo. Era óbvio e não vimos, não reparamos e afinal estava mesmo á vista de quem quisesse ver. Fato que acontece frequentemente. Só não valorizamos enquanto o assunto não tiver impacto real, pois quando realmente a desatenção for critica, abriremos a pestana. Obviamente.

Imagem1790Obvio uma palavra cheia de objetividade, referindo-se a algo que salta aos olhos, à vista. Algo obvio, será algo cujo teor será de fácil entendimento, algo evidente. Quando não há duvidas ou incertezas, será obvio, evidente ou incontestável. Podemos também afirmar que algo que está patente, que é intuitivo é considerado obvio.

Arrisco-me a comentar que algo que não seja raro, invulgar, de fácil interpretação ou até singular consideramos na vida como obvio. Então porque não observar mais vezes o que é obvio e passar a vida a lutar com incertezas, raridades e figuras ou situações singulares?

Sejamos objetivos e analisemos fatos exemplificativos. Os atletas de topo são atletas de topo pois nasceram com um talento especial e treinam muito, preparam-se a sério. Ficaremos mais magros se comermos menos (genericamente falando). Se bebermos água não teremos sede, claro. Usarmos o relógio no mesmo braço cuja mão usamos para segurar o cachimbo, não dará bom resultado, isso é obvio.  Poderia dar mais exemplos de óbvia interpretação, pelo menos no geral e não na especificidade.

Muitas das respostas para os desafios que enfrentamos no dia a dia, , estão mesmo à nossa frente, aos saltos à procura de atenção (género braços no ar a acenar) e não as vemos mesmo que seja obvio. Tal como as nossas mentes ao assistirmos a um espetáculo de ilusionismo, não vemos o obvio e procuramos desesperadamente uma resposta algures no palco e nos arredores do ilusionista.

E mágicos há muitos. Nos nossos ciclos, quer seja académico,  profissional ou empresarial, passa-se o mesmo, ainda pensamos que as respostas ás ilusões estão no espaço entre nós próprios e as organizações.

O que se passa muitas das vezes nas organizações incluídas nos ciclos típicos de exemplo, é que, por motivos vários, sejam estratégicos, políticos ou outros não se vê mesmo porque não se quer ver, ou não se vê por que a “imagem” não chega. Com a mentalidade do “sempre foi assim, logo não se muda uma virgula”, os processos mantêm-se mesmo que antiquados e a dar resultados menos eficientes ou sem serem eficazes, pois alguém diz que “sempre foi feito assim”.

Por outro lado se questionarmos sempre às pessoas que estão envolvidas, obteremos sempre as mesmas respostas pois a imagem está rotinada, o processo está mecanizado e ninguém olha com outros olhos para a questão colocada.

Reunir pessoas, colegas de diferentes áreas de estudo, departamentos, universidades para discutir tópicos específicos, mesmo que os intervenientes não estejam familiarizados com o tema, só traz mais valia á organização ou instituição pois haverá opiniões e comentários vindos de pessoas com outras perspetivas, outras noções e, ou, ideias…e da discussão nascerá a luz para a questão, mesmo que chegue de um alguém inesperado. Não veremos o obvio se estivermos muito focados sempre na mesma coisa.

Numa perspetiva Top-Down, nem sempre se distinguem as arvores no meio das copas que compõem a floresta.  É necessário fazer chegar a mensagem e faze-la chegar objetivamente. Não se trata de inventar a roda, não. Trata-se de ser objetivo e mostrar o obvio a quem não consegue vislumbra-lo. Não se pode, ou melhor não se deve,  permitir que as pessoas se mantenham fechadas na nossa caixa, quinta, obcecados com o que fazemos para fazerem bem sem olharem para onde poderiam melhorar. As oportunidades existem e estão á espera de serem “apanhadas”.

Referi melhorar não me referindo só a processos e procedimentos, métodos de estudo ou investigação. refiro-me a melhoramento de crescimento pessoal, académico ou empresarial. Horizontes abertos são mais valia, preparação para qualquer eventualidade é mais valia, capacidade de absorção de conhecimento é mais valia e capacidade de inclusão de outros no nosso mundo é mais valia. Novas mentes trazem novas ideias logo mais valias para os ciclos exemplificados. Mas isso não será obvio? Não se vê ou não se quer ver?

Já dizia alguém, em sede própria, e com o devido respeito:

“Cego?, Cego é o cão.”

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“Correntes travessas”

Dos fracos não reza a história, já dizia o ditado. Efetivamente os bravos é que costumam dar nas vistas, ser reconhecidos e até ficar celebres e na memoria do comum dos mortais. Tudo isto está certo se for efetivamente merecido e se o feito tiver sido concluído debaixo de todo aquele imenso esforço  e dedicação que se requer… ou melhor se a celebridade não o é só porque ofuscou os demais com demagogias e conversas tontas, irreais por vezes, carregadas de subterfúgios e tidas simplesmente para levar a melhor (a brasa à sua sardinha, como se costuma dizer).

Quantas vezes não damos por nós a questionar o resultado obtido por A ou B, numa qualquer situação? Nas eleições, por exemplo, o porquê de uma lista ganhar com um programa eleitoral tão X quando a lista oposta tinha um programa tão Z? ou até porquê é que fulano consegui aquela taxa de juro no banco, que tanto apregoa, e outro não? Ou até porque foi aquele selecionado para aquela posição e não eu?

Enfim, questões que se levantam nos termos comparativos. Todas as respostas possíveis podem até fazer sentido, mas basta haver uma desconfiança de que algo (por de traz do cenário) não estar certo para que tudo seja posto em causa e a desconfiança começa. Perde-se a credibilidade no processo, seja ele qual for, nas entidades envolvidas ou até nos indivíduos.

Muitas vezes o que se passa tem que ver com a forma como a entidade, ou pessoa em questão, chegou ao resultado que chegou e de que forma chegou. Obviamente não vou entrar em detalhes mais profundos, nem devido à hora.

A melhor forma, mais direta, mas não que seja correta, comento por observação, de valorizar o trabalho é sempre desvalorizando propositadamente o trabalho alheio. É verdade! Analisem que é verdade!

Menosprezo, palavra tantas vezes relacionada com completa indiferença, falta de consideração ou até simplesmente desdém, é usada na pratica quando se quer depreciar ou desvalorizar algo ou alguma situação, incluindo trabalho ou estudo. Quem consome o sumo de tal palavra e pratica suas ações tenta pois, com isto, valorizar-se a sim mesmo ainda que indiretamente. Atua com desprezo, com sentimento de indiferença, aversão ou até repugnância é demostrada para esse tal “algo”, situação ou pessoa.

Pois, as vezes é assim que o nosso cérebro pensa em relação ás pessoas que atuam especificamente desta forma….pois…já sabemos quem são, na academia, no emprego, no mundo empresarial, assim, em todos os nossos ciclos sociais ou profissionais. Pensamos sobre mas não demostramos pois somos mais forte e temos mais personalidade (ou mostramos ter para nós próprios), haveremos de provar com trabalho desenvolvido.

A quem não aconteceu, alguém menosprezar por completo um projeto seu, que você sabe ser supra importante? Se refletir bem, esse alguém tinha um “projeto minúsculo que quis que sobressaísse. Quantas vezes a sua tarefa foi desvalorizada em frente de um grupo de trabalho por colegas de outras equipas?

Pois se se lembrar bem, essas equipas estavam “doridas” por não terem atingido o sucesso com o trabalho delas e por isso desvalorizam o seu. Isto acontece frequentemente….muitas vezes não damos conta pois a forma como a mensagem de menosprezo é transmitida quase nos leva a acreditar (salvo seja) que o trabalho, projeto ou tarefa é mesmo ignóbil.

IMG01734-20130709-0800Fazendo uma ponte neste rio de mal dizer á cerca dos nossos, como exemplos generalistas, trabalhos, projetos, tarefas ou objetivos atingidos, que na gíria se chamam “dor de cotovelo” , mas isso é tópico de medicina, referir que para lidarmos com esta situações temos de preparar mente e espirito.

Numa ótica de Gestão Estratégica pessoal, sim pois também temos de ter a nossa estratégia, clara, transparente mas estratégia, há que estar preparado e saber como elevar, efetivamente, o nosso feito ao lugar onde ele é merecido. Se sabemos que está bem feito, feito dentro das normas e regras e com dedicação e que ainda por cima atingiu o objetivo proposto…..

Lutaremos até que o mesmo seja reconhecido,  e não nos deixaremos inferiorizar seja por quem for. O seu a seu dono, costuma-se dizer por ai. Ora se assim é, quando algo é passível e merecedor de um reconhecimento positivo, não deveremos deixar que nada nem ninguém menospreze o nosso trabalho, estudo, projeto, ou tarefa.

Nós somos onde nos posicionamos. Sim, está escrito de propósito. Se nos deixarmos inferiorizar por A ou B só porque menosprezam o nosso trabalho e simplesmente não acreditamos em nós próprios, então dificilmente alguém nos vai referir como individuo de sucesso. Mas no inverso se demonstrarmos que temos valor e que realmente acreditamos nas nossas valências, poderemos ir longe.

“Não se passa duas vezes no mesmo rio”, já dizia Heraclito, esse jovem filosofo com aproximadamente 2.500 anitos.

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“Que não Palmem!”

O que haverá de mais agradável, simpático e até rejuvenescente do que ouvir um sincero “Bom dia” pela manha. Ou ao fim de um dia de trabalho árduo, ou de horas de estudo na academia, ouvir um tranquilo “Até amanha”? Pois é, há palavras ou expressões que embora tão simples, tão lineares, representam e têm um efeito enorme no nosso interior.

O ato de dizer bom dia pela manha, boa tarde pelo fim do dia ou boa noite numa despedida mais noturna representam para a maioria das culturas sinal de boa educação. O simples “Olá, Tudo bem?” ou o “Até já”, significarão simpatia e cordialidade mas há algumas expressões que ficam por vezes na “gaveta”. Modernices, (será?), das novas mentalidades ou simplesmente falta de Humanidade e conhecimento da cultura que nos alimenta e que de tanto nos orgulhamos?

Falo de, como exemplo, “Obrigado por”, “bem feito”, “excelente trabalho”, “ótima investigação”, “magnifica recolha de dados”, “bela síntese”, “boa apresentação”, “parabéns”, “Boa perspetiva”, em resumo falo de Reconhecimento.

Passarei de “raspão” no comentário à vida civil ou social, pois nestes universos as hipóteses de não obtenção de um “Agradecido” ou “Obrigado” são elevadíssimas, logo, arrisco a dizer que a sociedade com seus elevados níveis de “stress” como se chama hoje em dia, preocupações infinitas vai-se lá saber com o quê, deixou de se preocupar ou até de pensar nisso. Em geral não haverá reconhecimento ao mais simples nível por pessoa alheia. Infelizmente eu diria.

Já nos nossos ciclos de eleição, profissional, académico ou empresarial, a situação é diferente pois o universo de pessoas, deveria, num modo geral pautar de igual modo por princípios e regulamentos de valores que levariam a ter de usar as tão ansiadas palavras ou expressões de reconhecimento. Quem não ouviu já falar de códigos de conduta, regulamentos internos e afins?

Tais documentos servem para que todos cumpram o mesmo tipo de regras normas, procedimentos, mas também há códigos deontológicos, e de honra, princípios base das empresas, Missão, e afins. Esses são por certo merecedores de contemplarem algum tópico relacionado com reconhecimento. Isto é senso comum.

Infelizmente cada vez mais se vive da expressão “NO news are good news”, ou seja, se ninguém se manifestar com o fazemos ou desenvolvemos então tudo estará bem. Neste caso estamos a perder imensas oportunidade de desenvolver trabalhar organizacional a sério.

O individuo não melhorará os seus procedimentos pois não tem feedback, não saberá se está a fazer o melhor ou se ainda poderia melhorar mais. Motivação? desconhece o que é, e assim por diante. A falta de uma palavra de animo ou força numa determinada altura pode ser desencorajador, mesmo que o feito não seja nada de espantoso!

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Reconhecimento,  o efeito ou ato de reconhecer algo ou alguém, transporta-nos sempre para outra dimensão. Isto é, ao refletirmos sobre este simples fato verificaremos pelo menos duas situação que nos farão pensar: ao reconhecermos alguém estamos a posicionar o individuo na real dimensão a que pertence no momento. Reconhecemos o trabalho, o esforço, a dedicação, fazendo ver à pessoa que valeu a pena, damos confiança para futuros passos e estamos de certa forma contribuir para a subida de uns degraus na escada do sucesso que cada um tem de fazer.

Por outro lado mostramos humildade e descemos ao nível de quem está a ser reconhecido numa perspetiva Top-Down (sim porque por norma reconhecimento Bottom-Up poderá ter outra interpretação e seria outro tema de comentário) fazendo o individuo tomar consciência de que o que fez tem valor aos olhos de quem de direito. Assim deveria ser. O que se perde em reconhecer realmente e sem subterfúgios alguém? Na verdade é uma relação Win-Win, saem ambos a ganhar.

Pois nada melhor do que interpretar  agradecimento ou congratulação como reconhecimento de algo que se fez ou para algo onde se contribuiu, Deveremos celebrar nós próprios essas pequenas vitórias pois a palavra por si só está conotada com gratidão, premio, recompensa. Se alguém na hierarquia nos fizer sentir cientes das consequências, consideramos positivas, de um feito, pois isso será já um efeito de reconhecimento para connosco. Menos mal, celebremos.

Há falta de um reconhecimento direto por um colega, professor, ou chefe, celebremos nós próprios em consciência de que fizemos o nosso melhor. Uma coisa será certa, a falta de reconhecimento nas intuições, organizações sejam elas de que tipo forem, para com quem se esforça e merece, e por parte de quem de direito, levarão à falta de competência, dedicação e profissionalismo no seu seio e …. difícil é prever o numero da lotaria, o resto está á vista.

Já dizia alguém certo dia,  numa forma clara e  transparente, que, reconhecimento torna-se portanto fator essencial para a permanência de um colaborador na organização.

Palmadinhas nas costa, não obrigado!

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“Á Sombra da Árvore!”

Caus urbano, ou mais propriamente o transito, o estacionamento indevido em sítios impróprios, filas desgovernadas para aceder a um transporte publico, entradas de multidões em recintos de eventos, e muitas outras situações serviriam para detalhar, descrever exemplos com os quais já fomos confrontados que evidenciam (muitas vezes e não generalizando os casos) por parte de terceiros falta de bom senso.

Ora se uma fila é respeitada pela maioria e um personagem intenta contra a norma em vigor no local, muitas vezes imposta pelo simples bom senso do ser humano, isso é algo que deixa qualquer um desconfortável com a situação. Independentemente das ações que possam ser tomadas, isso daria outro tópico de comentário, o que é certo é que é algo que não gostamos que aconteça.

Muitas vezes as atitudes marcam o momento e, uma palavra bem dita no momento certo, será suficiente para apaziguar qualquer animo mais exaltado. Ao tipo de pessoa que usa da palavra ou gesto, cordial ou até simpático para explicar o porquê da sua intromissão fora da norma, diz-se pessoa de caracter. Sem más intenções o seu ato terá tido uma explicação plausível e aceitável pelo comum dos assistentes no local.

Caracter, por norma uma palavra associada a honestidade, formação moral e até princípios, servirá para caracterizar um qualquer sujeito de um conjunto de particularidades e características, quer boas quer menos boas, que supostamente estarão nele presentes desde sempre ou desde muito cedo. O seu temperamento, génio, a sua disposição ou ate arriscando-me a dizer o seu feitio, são sentidos figurados que representarão o seu caracter.

Pois bem, poderemos assim dizer que, cada um terá o seu caracter e desta forma não seremos nós a alterar seja o que for no individuo, por muito que nos desagrade seja o que for. Não cabe ao comum dos mortais tentar sequer alterar o caracter de terceiros muito menos se não conhecemos a essência da pessoa.

No caso de haver um conhecimento prévio do caracter de individuo visado, poderemos, eventualmente, expor o nosso desagrado por uma qualquer situação demonstrando o nosso ponto de vista e só. Não nos cabe a nós referir ou expressar juízos de valor sobre caracter alheio, até porque corremos o risco de sermos confrontados com referencias ao nosso próprio caracter, que para o bem e para o mal, é o nosso e nada há a fazer quanto a tal fato.

Assim sendo o personagem, mal educado, desrespeitoso, intrometido ou até sem vergonha (interpretação a quente na fila exemplificada acima) pode até ser um “sem caracter”, como se diria na gíria, mas…há que dar o beneficio da dúvida e tentar entender as razões ou motivos para tal ato, mesmo que aparentemente não tenham justificação.

Transpondo o tópico mencionado para os nossos habituais ciclos, profissional, académico ou empresarial, a primeira coisa que me apraz dizer é que: também aqui se aplicam as definições de caracter para os indivíduos que se encontram nestes mesmos ciclos. À pois é. Não é por estarmos na empresa A ou B, academia de Ciências Sociais ou Linguísticas, ou por sermos donos de uma empresa no sector XPTO que este tipo de considerações deixam de existir. Bem pelo contrário, temos os padrões de excelência tão elevados para com os que nos rodeiam, que, à mais pequenina coisa se levantam referencias alusivas e, por vezes, especulativas quanto ao caracter de fulano ou sicrano.

Não nos deixemos levar a “quente”. Estamos nos nossos ciclos e a excelência deverá por certo existir. Ao sermos confrontados com atitudes, que à primeira impressão nos levariam a levantar a cartolina de “Falta de Caracter”, e por certo até conhecemos o(s) individuo(s) façamos uma reflexão rápida dos motivos envolvidos.

Por certo chegaremos a uma conclusão que nos levará a desvalorizar o caso e a seguir em frente. O que por norma deveremos fazer. Valorizar o que é importante e desvalorizar tudo o resto (mas isso é outro tópico). No final, damos connosco bem e em consciência poderemos dizer que não levantámos “poeira” em solo relvado.

IMG00400-20120808-2007Nada melhor para uma organização que o bem estar geral entre as pessoas, e por vezes irrefletidas interpretações a “quente” deixarão marcas e histórias mal contadas que se refletirão em todo o curso de tempo em que os intervenientes permaneçam ou interajam na referida organização. Para que assim não suceda, seja o primeiro a desvalorizar e a tirar as suas elações do sucedido. a Razão virá ao de cima!

“O caráter é como uma árvore e reputação é como uma sombra. A sombra é o que pensamos dela; a árvore é a coisa real.” ## Abraham Lincoln ##

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“Uui…Mudança”

Quando não se sabe concretamente algo, há a necessidade de tentar saber e como tal: especula-se sobre o assunto. Isso é ponto assente. Ao especular-se criam-se imaginários possíveis para tentar desvendar o que não se sabe e se gostaria de saber. Mais do que se possa imaginar, e mesmo muitas vezes, as especulações envolvem o tema mudança.

Mudança de casa, de viatura, de localidade, de emprego, de profissão, de carreira, mudança de curso, mudança de vida, mudança de hábitos, enfim mencionando apenas alguns exemplos.

Quantas vezes não nos acontece especular sobre a mudança de vida de A ou B, pois apareceu com uma nova viatura ou um “fatinho engomado”. Ou sobre o status e aparência de fulano ou sicrano, só porque ilustre personagem traja uns trapitos de outra moda, com outro vislumbre. Mais usual ainda o visual, não de roupas, mas de barba e cabelo…altamente comentado e especulado.

Pois, mas se refletirmos bem, quando o assunto toca à esfera académica, profissional ou empresarial que normalmente se encontra no diâmetro de ação que nos pode atingir…Sim. Pois com certeza a conversa ou especulação passar-se-á num dos nossos universos, ai sim, tudo muda de figura.

IMG01884-20130807-0649Muda, sim. Pois se entra a palavra “Mudança” e se eventualmente poderemos estar envolvidos, direta ou indiretamente,  gera-se logo um frenesim interior. Isto porque, no âmbito generalista as pessoas (ainda) tendem a ser resistentes à mudança. Mais ainda se no caso a situação, estado ou modelo a alterar poder, por ventura, ter que ver connosco ou com a nosso desempenho aos níveis referidos.

Imagine a conversa de mudança de um fornecedor de serviços da sua empresa. Pois é, como pode ter implicações nas rotinas, maneiras de estar, dá que pensar. Pense na ideia de ter um chefe novo, no meio de tanta coisa, alterações estratégicas podem chegar, logo, dá que pensar. Reveja-se na alteração de Reitor da sua Universidade…pensará, terei horários para lecionar para o ano, haverá o mesmo programa ou irá haver mudanças estruturais (só dando alguns exemplos), ou ainda uma nova lei fiscal que afete o seu setor de atividade, logo a sua empresa…está a pô-lo a pensar…é assim que nos revemos, nas mais pequenas coisas, damos por nós a proteger o nosso “canto” e a não querer sair da zona de conforto.

Somos fortes e aventureiros, estamos sempre preparados para qualquer situação de comutação, alteração, permuta ou modificação , estamos disponíveis, mostramos adaptabilidade e aceitamos diversidade em certos aspetos e se a referida situação não nos causar muito incomodo ou transtorno, isto no geral. Se a nossa analise indica que há remotas hipóteses de o assunto nos “tocar à porta” inconscientemente ficamos ou tornamos-nos conservadores capazes de permanecer na regularidade, na estabilidade ou seja na mencionada zona de conforto. Esse é que será a barreira a ultrapassar.

Quer seja por razões premeditadas, planeadas, inesperadas ou impensáveis a certa altura da vida, a mudança ou transformação que pressupõe a alteração de uma situação anterior para uma situação futura irá acontecer. Uma situação que está a terminar para dar origem a outra. Para que a mudança aconteça as pessoas tem de estar conscientes dela, ter noção do que vai se alterado ou transformado.

Terão de encarar essa mesma mudança analisando todos os fatores envolvidos, para que em consciência se fique tranquilo em relação à mesma, sob pena de ficarem fantasmas de incertezas acerca dos porquês da referida mudança. Há pois que haver um entendimento em relação ao assunto.

Na vida, a mudança obriga-nos a caminhar muitas vezes por caminhos desconhecidos, logo desconfortáveis. As alterações que tiverem que existir, farão com que o percurso não seja linear carecendo de adaptação. Mas passada essa fase, ter noção de que mudanças incrementais, mesmo que, aparentemente insignificantes podem gerar ou precipitar grandes e relevantes mudanças.

As pequenas mudanças podem, e servem muitas vezes de catalisador para uma grande mudança e em certas situações ou circunstâncias tem efeitos grandiosos, claro em contexto próprio onde ocorrem vislumbrando efeito num curto medio ou longo prazo. Claro, a celebre “Teoria do Caus”.

Heraclito, o filosofo, referiu nos, não muito longincos, anos 500 a.C. que:
” …tudo flui e nada permanece;  tudo passa e nada continua fixo…”

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“Castelos de Cartas”

IMG01750-20130709-1908Ter ou não ter eis a questão! Um tópico bidirecional, isto é, funciona em duas direções, comumente opostas. Efetivamente por um lado passaram muitos anos em que as gerações anteriores tinham o foco na posse. Posse com intuito de passar os bens de gerações em gerações. Foi assim com a Monarquia, no que respeita a conquistas territoriais e sucessões de tronos, com a Burguesia, na que respeita posse de meios, controlo e ostentação que por sua vez passava de gerações, e até com o Povo no geral se passou o mesmo, tentando contruir algum património para deixar aos seus.

Por outro lado existe também a perspetiva atual, ou mais recente, em que, no geral e devido ao mencionado anteriormente, já não há o foco na posse mas sim na utilização. Por um lado utilização do que lhes foi deixado, por outro, os tempos mudaram e a sociedade de hoje tem preocupação em sobreviver o dia a dia.

Posse no sentido de propriedade significará o estado de algo que está a ser possuído por alguém ou que esse alguém guarda consigo, representará o fato ou situação de se possuir, manter ou reter algo. Alguém se apodera, se apossa de algo. Qualquer das dos aspetos mencionados, refletem bem no abstrato os mais variados exemplos que poderíamos comentar. O ter, possuir, um carro, uma casa, dinheiro ou qualquer outro bem material até mesmo ao exemplo de possuir um negócio ou empresas.

O termo “Posse”, pode estar também associado a privilégio, empossamento ou em alguns casos monopólio. Costumamos ouvir na gíria, que alguém possui o monopólio de algo. Mas nos dias que correm, arrisco-me a dizer, que a mentalidade das novas gerações não está voltada para as preocupações da posse como absoluto termo. Focada sim na utilização.

Já não existe (generalizando) a preocupação de possuir o registo da viatura em seu nome, pode simplesmente fazer contratos de aluguer ou ate a questão tão importante como a habitação que no passado era para muitos um objetivo crucial, a posse de uma casa com registo em conservatória e tudo o que tinha direito….hoje em dia, vive-se onde é necessário, devido `as circunstancias logísticas dos empregos, escolas das crianças etc…

Desta forma o aluguer torna-se na solução mais pratica pois pode-se mudar sem haver preocupação negocial, desvalorização do imóvel e outros inerentes aspetos. Enfim, referir que hoje em dia se vive o dia a dia, adaptando-se o cidadão à sociedade e às necessidades impostas por esta.

Diferentes gerações, diferentes perspetivas, diferentes formas de estar. O ter ou não ter, na sua essência terá o seu quê e não é objetivo fazer juízos de valor ou haver partidarismos por qualquer uma das partes.

Uma outra realidade, a profissional, a empresarial, mostra-nos um desejo obstinado, as vezes quase doentio, por parte do empregado em querer escalar para o topo, do empresário em querer agregar mais empresas, dominar mais setores…e até a nível académico se nota a vontade de estar presente em mais áreas de conhecimento. Efetivamente uma realidade diferenciada do paradigma de Não posse de hoje em dia no que respeita a bens materiais.

Na vida de carreira, nota-se uma corrida desenfreada ao topo, as vezes sem se olhar para o “transito” existente tentando-se ultrapassagens desmedidas e tomando-se atitudes que por certo não deixam antepassados orgulhosos. Mas o que leva as mais recentes gerações (no geral) a terem uma mentalidade de consumo, isto é, de não posse mas sim utilização, quando se trata de bens materiais e por outro lado haver esta obsessão na corrida pelo poder hierárquico ou dominante quando falamos em vida profissional, académica ou empresarial?

A resposta pode estar, salvo melhor opinião, na moda da ostentação que se vem assistindo ao longo dos últimos tempos. O chamado “status” social. O que apresenta como tendo, como sendo. Aquilo que se atinge profissionalmente, a importância que se “tem” perante a sociedade, o ciclo profissional, académico ou empresarial. Como referi não se fazem juízos de valor, mas sim constatam-se fatos de uma forma generalista.

A elação a tirar de tudo isto é o valor que se dá as coisas. Mesmo uma pessoa tendo pouco e tendo esse pouco sido conseguido honradamente, com trabalho, humildade, esforço e sacrifico, esse pouco representará muito pois dar-se-á valor a cada passo dado. O contrario não acontece. Quando tudo se consegue de bandeja, não se valoriza o que se têm ou o que se conseguiu e desta forma a vida corre sempre sem reflexão das dificuldades que supostamente existiram em cada passo dado da caminhada.

Já alguém dizia que o caminho para o sucesso se faz pelas escadas. A paragem para descansar e ganhar folgo para os próximos degraus deve ser alimentada por uma reflexão de onde se veio, onde já se chegou e para onde ainda se deseja ir. Se houver sempre humildade e consciência de onde se veio e onde se está o “para onde” será respondido por inerência.

Os Castelos também se desmoronam, especialmente “os de cartas” .

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