“Panorama Translúcido”

Quem na sua vida não deixou escapar um transporte publico, por atraso, mau controle de horário ou o que seja. Perder o comboio no caminho para o trabalho, perder o barco de ligação numa manha a caminho da academia, ou perder o metro quando se está atrasado para um reunião. Exemplos destes reportam-se maioritariamente a viagens em circulo urbano. Usando uma expressão comum, quando se perde um avião, a coisa muda de figura. Por que será?

Podemos alegar que o custo da viagem é maior, alterações acarretam mais custos, há toda uma logística envolvida que fica em causa, a frequência de ligações é bem menor que a de um qualquer transporte urbano, enfim…. Temos uma relação com esta situação, que na essência é  igual a qualquer outra em que o transporte seja diferente, no entanto a perspetiva é bem diferente e a resistência ao desafio é encarada de forma bem diferente.

Considerando o exemplo acima acerca da perspetiva com que encaramos certos desafios ou situações na vida,  reporto-me a uma conferencia assistida há pouco tempo em que um Cientista do ramo da matemática comentava que a abordagem a estas matérias é bem diferente da abordagem feita a outras ciências, nomeadamente economia, politica ou história. Vejamos, se nos juntamos a um grupo de amigos e o tema for gestão, economia, ou até politica  comentaremos fatos e evidencias do estado atual, o mesmo se passa com o assunto historia, partilharemos conhecimentos históricos, fatos, casos.

No caso do exemplo matemática, não será de certo assim. Temos uma perspetiva diferente e tendemos a opinar e a argumentar o porque não nos agradar a matemática na sua essência, na sua base…isto porque não nos restam argumentos de conversa sobre o tema…nunca o teremos desenvolvido desde os tempos de escola. Fizemos o que conseguimos e seguimos as nossas vidas sem reter interesse pela matéria.

Em resumo a abordagem que temos aos temas poderá ser diferente consoante os receios que vão nossa mente em abordar os mesmos. Há uma zona de conforto da qual não abdicamos sair e ai colocamos os temas que menos nos interessam, ou para os quais temos receios, falta de energia para encarar ou o que seja. Se não é seguro, o tema passa a pertencer a essa divisão.

Efetivamente a mente é um lugar escaldante para se estar. Consegue validar este comentário e rever-se nele? Então tem em mãos garantidamente casos que necessitam de uma intervenção rápida no que diz respeito a clarificação, quebra de gelo ou eliminação de medos ou receios.

Um dos argumentos mais fortes para a quebra de gelo é a comunicação assertiva. Muitas vezes temos de sair da secção referida como zona de conforto e enfrentar o interlocutor para que a comunicação ganhe outra dimensão, tenha eficiência e se torne eficaz.

Poderá estar a tentar, embora que inconscientemente,  evitar ter um verdadeiro debate sobre o tema. Não se preocupe, qualquer stress, ou situação menos comoda, causado por falar cara a cara com alguém será muito menos stressante, ou incomoda, do que o stress que você está a criar a si mesmo, evitando a conversa direta e pessoalmente. Intensificar e falar. Você não tem nada a perder e tudo a terá a ganhar.

Reter informação relevante para terceiros, por temer consequências da mesma não é bom método pois só esta a protelar aquilo que se tornará num ciclo de transtorno para si e por outro lado a informação não está a chegar a tempo ao recetor deixando-o sem capacidade de atuar. A falta de conhecimento leva à especulação e muitas vezes a decisões de gestão menos assertivas com consequências para a organização. Qualquer que seja o conteúdo, positivo ou menos positivo, partilhe com quem de direito. Essa abertura, transparência, trará frutos num futuro e será valorizado.

Como se pode transpor esse tipo de emoção, sentimento de quebra de gelo, perca de receios ou medos, para o escritório numa tentativa de tornar a comunicação mais assertiva e eficiente? Comunique da forma que ache ser a mais criativa possível, e depois sente-se a ver as faíscas voarem.

Caso precise de se envolver mais diretamente com a sua comunicação, comece por pensar que poderá estar na hora de abrandar a frequência de uso de telefonemas ou do uso de e-mails para transmitir as coisas importantes e com impacto que você realmente deve dizer pessoalmente. Será a altura certa? Não será? Isso logo analisará.

Assim, seguindo o raciocínio, evite comunicação de tópicos importante e relevantes,  por e-mail ou telefone se poder ir partilhar ou até recolher a mesma informação pessoalmente. Evite esperar que lhe respondam a mensagem, se tiver hipótese de reforçar a importância que esta resposta tem, faça-o com a sua presença. O frente a frente, como o conhecemos não tem sempre se ter uma conotação negativa, pelo contrário.

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Há que alterar a maneira como olhamos para as coisas. Se temos objetivos em mente há que ser assertivo e fazer o melhor que se possa para o atingimento dos mesmos. Muitas vezes a forma como olhamos para os desafios ou situações, a perspetiva, se alterada fará toda a diferença.

Se a vida o levar a “perder” um  avião é porque, na verdade, você não deveria ter viajado de comboio. Perspetivas.

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“Trilho Seguro”

Quantas vezes nos deparamos com situações que nos fazem palpitar o coração, nos dão suores frios ou até dores de cabeça? Sem querer diagnosticar algo, pois a medicina definitivamente não é o meu forte, refiro-me a situações que se apresentam como preocupações. Preocupações para as quais muitas vezes não temos solução, nem a curto nem a longo prazo, porque não nos dizem respeito, não tem que ver connosco, mas…fazemos delas nossas.   

Estes será o primeiro ponto de reflexão. Numa sociedade em completa agitação social, financeira e politica, deparamo-nos variadíssimas vezes com momentos em que situações alheias nos afligem, transtornam ou preocupam, mesmo que nada tenhamos a ver com as mesmas poderemos pensar que nos afetará e ficamos em estado de alerta preocupados por antecipação se me é permitida a expressão.

Em abono da verdade, deveríamos cada vez mais ter em atenção com que assuntos nos preocupamos. Analisar o que nos deveria fazer investir tempo e atenção. Nem tudo na vida nos diz respeito e garantidamente que poderemos estar a gastar energias com assuntos, tópicos, situações com que não deveríamos estando em falha com outros tais que, esses sim, nos merecem atenção e ate preocupação. Quer queiramos quer não este tipo de casos passar-se-ão em todos os nossos ciclos envolventes.

Preocupações, em geral, deverão estar ao nível das nossas responsabilidades. Nem mais nem menos. Isto claro numa forma generalista pois cada caso é um caso. O que se pretende transmitir é que não deveremos sofrer com situações, ou problemas que não nos digam respeito direta ou indiretamente e muito menos se não estiverem no nosso role de responsabilidades.

Haverá dias, com certeza, que você pode ser tentado a colocar-se em primeiro lugar. Sim é legitimo, e como tal, analisa cuidadosamente toda e qualquer situação que possa “beliscar” o seu bem estar, incluindo preocupações desnecessárias. Se você acha que pode ir longe com este tipo de atitude para consigo mesmo, desengane-se. Quando você está empenhado num objetivo, trabalhando para ele empenhadamente, a técnica de acomodar responsabilidades até pode surdir efeito pois estará diretamente relacionada com o sucesso que você deseja para o seu objetivo. Por oposição quando se está na zona de conforto e acomodado ás circunstancias esse absorver de responsabilidades e preocupações não resulta. Só trará chatices e desgaste de energias.

Como exemplo generalista e metafórico, imagine a situação de estar a ser puxado e empurrado, para trás e para a frente, no meio de uma situação, causada por pessoas diferentes. É típico dizer que  você tem que sair do meio! Esses outros intervenientes, seres desta sociedade, terão os seus próprios problemas, são eles que tem de lidar ou de enfrentar os referidos problemas, não você. Não é altura de acumular stresses nem preocupações alheias. Você não merece certamente a responsabilidade de resolver algo que não lhe diz respeito e à qual está alheio. Na realidade você terá um focos na vida, ou seja os seus próprios desafios e com os quais terá as suas inerentes preocupações. Ou seja, terá muito com que preocupar inclusive pensar numa eventual escapatória.

Escapatória poderá ser considerada a palavra que se pode utilizar para definir uma rota de fuga, eu diria em segurança, ou uma alternativa a ter em conta, previamente planeada, para o  caso de eventuais situações alheias ou desconfortáveis acontecerem ou algum constrangimento em um qualquer momento. Não é caso de subterfúgio ou de evitar situações onde realmente temos intervenção, mas sim uso o termo escapatória como o meio de sair de situações menos agradáveis com alguma preocupação à mistura.

Não há tempo para sentir culpa se mudar de atitude ou usar a sua escapatória. Não pense nisso como uma tragedia ou algo grave, é apenas uma mudança de paradigma que sem querer ser egoísta o leva a afinar a sua direção no que a preocupações diz respeito. Seguir o rumo que traçou, como mencionado anteriormente, é dar importância ao que realmente é importante para si e que o levará a cumprir os seus objetivos.  Efetiva será a descoberta do caminho a trilhar, da escapatória para o descobrir.

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Você só estará a seguir as forças da natureza. Não poderá ser a situação interpretada como maliciosa ou como inoportuna no tempo, mas por certo não é fácil compreender o que leva terceiros envolvidos, a tecerem ideias a seu respeito. Não obstante eles também, não poderão entender o quão certo estavam, ou estão, as suas decisões pois também a eles não dizem respeito. Quanto a isso … Não há escapatória. Você deverá sempre obedecer a tais sentimentos poderosos, vindo de dentro, que o conduzem á definição do que é realmente importante e preocupante para si.  

Em resumo há situações com as quais não nos deveremos preocupar pois não tem que ver connosco, teremos sim de focar as energias onde são importantes. Tal como as forças da natureza mencionadas anteriormente. Para essas é que não há nada a fazer. Preocupações muitas, mas sempre depois de ocorrerem visto serem imprevisíveis.

O caso mais recentemente noticiado foi o de um sismo de magnitude 6.6, com epicentro no Afeganistão, que segundo o jornal online “Observador”, atingiu pela manhã algumas  cidades no sudoeste asiático, referindo como exemplo Cabul (Afeganistão), Islamabad (Paquistão), Lahore (Paquistão) e Deli (Índia). O referido sismo terá ocorrido na zona das montanhas pouco povoadas ainda não havendo indicação concreta sobre eventuais danos ou ate vítimas.

Se por um lado há situações para as quais não temos poder de controle, veja-se o caso da força da natureza, haverá outras onde teremos de ser nós a tornarmo-nos na força da própria natureza. Na verdade até sabemos como fazer: Slice. Relevar o que é para relevar, dar atenção ao que merece atenção e focar, canalizar, todas as energias em prole dos objetivos e preocupações que são efetivamente suas preocupações.

 Ninguém nos salva a não ser-mos nós. Ninguém pode e ninguém deve. Nós mesmos devemos trilhar o caminho.” ## Buddha ##

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“Anuente Racional”

Porque se fazem tantas coisas sem dar ouvidos a terceiros? Esta poderia, e é com certeza uma questão que nos é conhecida e que usualmente se ouve nos nossos ciclos envolventes. Muitas vezes, ouvir atentamente os conselhos, opiniões, ideias, comentários, ou visões que terceiros tem para lhe dar, ou lhe dão, torna-se mais complicado do que parece, diz-se frequentemente. Será por certo a carga, o peso de tais palavras que nos fazem pensar e agir de tal forma…mas na realidade não será de todo assim.

Se por vezes o que lhe dizem parece ser intangível, parece estar codificado em linguagem técnica ou especifica, até envolta em mistério, há que desmistificar e tentar interpretar da melhor maneira possível. Interprete cada som, teste sua habilidade de escuta para que a interpretação correta exista. Não terá de fazer o que lhe dizem, mas pelo menos estará a ouvir, a tentar entender o que lhe estão a transmitir e depois conjugará tudo o que absorveu com aquela que é a sua visão que será incrivelmente valiosa.

Há que estar preparado para ouvir o que é necessário e não o que se quer ouvir. Só existe crescimento de conhecimento se ouvirmos e refletirmos no que é importante ouvir e não no que pensamos ser o melhor a escutar, a cada momento.  Muitas vezes tais conversas ate não são tao agradáveis, podem mesmo chegar a ser, em boa verdade, desagradáveis. Se assim for significará que, efetivamente estamos a ouvir o que devemos ouvir, atentamente, e não o que desejaríamos ouvir, caso contrario seria tudo e sempre um “mar de rosas” se me permitem a expressão.

Estar pronto a ouvir, mente aberta e recetiva serão mais valia para o consenso e o dialogo fluirá por certo. Lembra-se que o “mestre”, aquele você vê como sábio e conselheiro, não ensina sempre tudo ao aluno pois também ele está em constante aprendizagem. Muitas vezes o silencio usado para se colocar no lugar de ouvinte, simplesmente ouvinte, faz engrandecer o conhecimento ate mesmo aquele conhecimento que julgava já ter. A ouvir aprende-se e muito e faz-nos crescer como seres humanos.

Ora se nos deparamos com situações onde os conselhos, ideias e afins por parte de terceiros é algo que nos pressiona por indecisão ou dificuldade de opção, será altura de pensar em alternativas ao que temos em mente e ao que nos estão a transmitir, caso as diferentes abordagem não estejam em consenso.

Alternativa pode ser considerada uma sucessão de acontecimentos ou situações que se repetem, temporalmente, com as devidas alternações. Alternativa à praia pode ser, por exemplo, as montanhas Em vez de confusão urbana poderá optar pela tranquilidade do campo. Resumindo será a escolha entre duas possibilidades, exemplificando: ficar ou partir.

Já consenso, ou porque não referir um método através do qual se pode chegar a uma conclusão,  se poderá tomar uma decisão quando já não houver argumentos contrários ou objeções ao que está sendo proposto por uma ou mais pessoas. Ou seja, uma declaração de intenção para algo, que será aprovada por consenso.

A solução será procurar um pensamento comum, em conformidade, com a máxima igualdade de opiniões dentro do ciclo envolvente em causa, no que respeita a situações, ideias ou planeamentos, decisões o que seja a que nos referimos.

Para não passar a vida a guerrear com os seus pares, os tais terceiros envolvidos, nada melhor do que por em pratica a chamada, terceira alternativa. Esta, como refere S.Covey, é propicia aos debates. Sim, não se trata de haver a opinião de um ou de outro interlocutor, a ideia de um ou de outro, a razão (por assim dizer) de um ou outro, mas si  de chegar a um consenso, uma terceira alternativa que não seja nem de um lado da mesa de debate nem de outro, seja uma alternativa conseguida à mesa e fruto do debate. Da discussão nasce a luz, ou seja do entendimento de avança o conhecimento e de cria progresso intelectual, de conhecimento ou se fazem avançar projetos.

Covos

No meio de uma qualquer embrulhada de ideias, opiniões, comentários, sugestões ou conselhos, parta para a resolução de desafios com uma coisa em mente. A descoberta de uma solução de consenso, de cumplicidade de critérios, uma solução que pode chamar de terceira alternativa. Ou seja, nem a sua nem a de terceiros, uma que esteja equilibrada pelo consenso das ideias.

Aristóteles dizia “O todo é maior que a soma das partes” .
E que verdade.

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“Núcleo Singular”

Mediatismos, imagens à semelhança de outros, vulgares cópias de outrem, valorização desmensurada do próprio, e outros tópicos poderia mencionar. O descrito é assistido diariamente, o que salvo melhor opinião não deverá ser algo a que devamos dar muita importância. Não obstante muitas vezes o referido acarreta, direta ou indiretamente, preocupações para o nosso lado, o que faz com que se aborde o assunto, se comente ou ate se escreva sobre tais fatos.

Na vida, como em qualquer dos ciclos envolventes a que consideramos pertencer, para os quais contribuímos e dos quais recebemos conhecimento, experiencias e mais que se mencione, como o profissional, académico ou empresarial, será normal depararmo-nos com situações como as descritas acima.

Alguém, com intuitos de não naturalidade, se faz passar por aquilo que não é, ou por quem não será, para obter proveito próprio. Por norma pessoas assim não terão contemplação por nada nem por ninguém e diz-se não olharem a meios para atingir os fins.

Na moda, se me permitem a expressão, está a luta contra a “contrafação”. Todos estamos a par de tal fato. Empresas que fabricam produtos muito idênticos, muito semelhantes a produtos de marcas originais de renome, tentando depois coloca-las no mercado, como se fossem as originais, mas a preços mais baixos e em locais de escoamento apropriados, ganhando assim mais valias com o seu produto, incorrendo em processos de contrafação.

Ou seja fabrico e comercialização de, o que se considera copias, imitações o que se quiser chamar, defraudando as empresas possuidoras do registo, das patentes, da criatividade, do conhecimento, no fim de contas possuidoras do elemento de consumo original.

Segundo o website da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Órgão de Policia Criminal, conhecida em Portugal como ASAE, a contrafação será nos dias que correm, um dos maiores desafios à economia europeia, onde se estimará que o seu valor global represente entre 5% e 7% do comércio mundial.

Ora, com números assim não admira que a mesma autoridade refira que numa perspetiva financeira a contrafação de produtos gere, anualmente, um prejuízo que se avalia em cerca de 450 mil milhões de euros e coloca em perigo mais de 200.000 postos de trabalho mundialmente, sendo que metade dos quais na Europa.

Numa analise mais alargada, a ASAE refere ainda que o comércio de tais produtos contrafeitos poderá colocar seriamente em perigo a saúde e a segurança dos consumidores, especialmente mencionando se se tratarem de produtos como sendo brinquedos, peças para automóveis, produtos medicinais, entre outros.

No inicio deste mês a mesma autoridade anuncia, tornando-se noticia no digital e não só, que havia ocorrido uma apreensão de 11 mil artigos contrafeitos. Vestuário, calçado, e telemóveis foram avaliados em cerca de 250 mil euros e segundo o DNOnline se destinavam a venda através de redes sociais.

Como mencionado acima, casos destes não só prejudicarão o negocio dos detentores das patentes dos produtos, como podem ser prejudiciais à saúde e segurança do consumidor já para não mencionar a fuga a impostos. Em resumo, o contrafeito nunca será igual ao original, quer no produto, quer em qualidade, segurança ou ate mesmo no cumprimento das obrigações, fiscais por exemplo.

Imagine se extrapolarmos o acima exposto para a vida real e para a pseudo contrafação de caracteres, posturas, personalidades ou ate imagens de pessoas. Quase impossível, mas o que é certo é que, tal como o começo deste artigo, tentativas existem por todos os lados. Mas mais grave e mais complicado é quando alguém tenta fazer com que você se torne uma pessoa com características contrafeitas, ou seja, tenta molda-lo à imagem de outrem, contra a sua vontade mas para valia própria.

Muito complicado acatar este tipo de situação ou ate fazer ver o contrario. Exigência a um nível que merece e carece de toda a sua energia para que não deixe que tal aconteça, ou permaneça. Há que travar tal situação de imediato ou o mais cedo que conseguir.

Você tem um estilo único, inspira muitos seguidores, isso será certo. Mesmo que não se aperceba terá muitos seguidores em todos os ciclos envolventes a que pertence, desta forma, a sua identidade é a que conta e não uma contrafação imposta ou exigida por outrem para se apresentar como alguém que não é.

Quando isso acontece, o objetivo de tal ou tais pessoas será o de o fazer parecer mais um no meio de uma multidão, imagem á semelhança de outrem, e tornar-se-á como olhar a um espelho colocado em todas as paredes. A imagem será sempre a mesma. Será isso que quer? Bem me parece que não.

A sua identidade é só uma, só existe uma, não existe outra, é exclusiva. Tal como uma patente de um produto é única. Única, a identidade da pessoa, a personalidade, o caracter, nenhuma desta características, entre outras poderá ser copiada, falseada, ou contrafeita. São elementos impares, únicos, singulares e não divisíveis, absolutos e de uma só pessoa e neste caso só existe o original.

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Em resumo, não é positivo passar-se por algo que não se é, mas mais importante é estar atento e vigilante se por acaso estão a tentar faze-lo passar por outrem que não você próprio.

Aja em conformidade, defenda-se de tais situações precisamente com as características impares que possui, faça-as valer e essas características, como o carater, personalidade, valores e outros que tais, são as que tem de ser expostas, demonstrados e mais relevante, valorizados por quem de direito.

Por muitas capas que se coloquem no Carnaval, ou noutra época qualquer, a imagem pode parecer diferente, mas a essência será única, permanecerá sempre.

Já dizia alguém: “Chapéus há muitos…”

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“Roteiro Zeloso”

“Ora bem, temos de chegar a um consenso”, ou “Vamos lá a ver se nos entendemos” poderiam ser frases ouvidas nestes dias, ou melhor, até serão com certeza e por muitos motivos. Conjuntos de palavras deste tipo, formando frases com este sentido levam-nos diretamente à interpretação de que algo estará menos bem.

Haverá por certo falta de comunicação entre os intervenientes ou ruido entre a eventual comunicação. A mensagem não está a passar. O emissor não está a conseguir fazer chegar o seu ponto de vista, a sua ideia ou mesmo a sua ideia no geral.

Casos destes haverá todos os dias em qualquer dos ciclos envolventes e inclusive na nossa vida privada. Mensagens que pelo menos não chegam à primeira, como se costuma dizer. Haverá, nestes casos, que fazer uma abordagem diferenciada, mediante o tipo de recetor e adaptar a linguagem, a forma ou ate de certa forma o conteúdo da mensagem para que a mesma seja entendida, percebida como se pretende.

Há uns tempos, e o exemplo poderá servir como ilustrativo mas muito sério, houve uma quantas promessas por parte dos então candidatos ao poder. Uma das promessas seria de que, o imposto sobre os combustíveis baixaria se o preço dos mesmos aumentasse (dentro de um certo limite). Segundo promessa do Sr. Secretário dos assuntos fiscais, e citando o jornal Diário de Noticias, por cada 4 cêntimos de aumento de combustível, o respetivo imposto (ISP) cairia, baixaria, um cêntimo.

Não obstante, e tal como as leis, as promessas também podem ter interpretações dispares, dependendo de quem as lê e analisa, eis que, o que menos se esperava acontece. Noticia-se em grande parte dos média, DN online incluído, que as Finanças não vão descer carga fiscal referindo que a promessa estava condicionada não aos preços finais, mas sim aos preços de referencia. Ora haja um pouco de cautela quando se fala em determinados assuntos. Adiante.

Citando resposta dada ao Dinheiro Vivo, o Ministério das Finanças refere ainda que nesta data não se verificam razões para a reavaliação do valor do imposto (ISP) e que a mesma  deverá ser enquadrada na perspetiva da neutralidade fiscal para a economia e da previsibilidade das receitas públicas, e termino por aqui a citação. Como diria alguém….Haja respeito.

Arrisco o conceito do sentimento que fará com que haja consideração, atenção, apreço ou diria mais, zelo de uma pessoa no trato a outrem. Por vezes pensamos tratar-se de cortesia. Sim, mas o que quero mesmo é frisar o conceito de respeito.

Respeito muitas vezes visto como obediência, ou subordinação, que não será o significado que se pretende. Haja uma forma cautelosa, ponderada nas palavras que tocarão os assuntos mais sensíveis ao comum dos mortais. Haja respeito pelas pessoas, pelos recetores de informação. A tal informação que todos desejamos receber e interpretar da melhor forma para que não se aguardem por resultados com espectativas elevadas e infundadas, fruto de ma interpretação.

Ou seja, comunicar é fácil, basta saber-se o que se quer comunicar e de que forma se quer que o recetor receba a mensagem. Se a mesma não for bem interpretada levará a revolta por sentimento de uma espécie de fraude de espectativas. Pois o exemplo não poderia ser mais caricato. Há informação, promessa de descida de imposto e afinal, “Ah e tal” …

Na vida, ou em qualquer ciclo envolvente, para que a nossa mensagem chegue a bom porto deveremos em primeira instancia, salvo melhor opinião, respeitar, ter apreço, estima e consideração, aceitar o terceiro envolvido. Começa pela consideração que o mesmo será um ser humano, merece o nosso respeito, não se sentirá falseado, não terá falta de confiança  e desta forma a nossa comunicação fluirá…e será rececionada corretamente.

À mencionada consideração existente entre seres humanos chamo respeito, e não estará fora do comum sendo em relação a este tópico. Ora se cada um dos recetores tiver consideração e respeito por terceiro envolvido na comunicação, não haverá mal entendidos, falhas de interpretação e assim, a mensagem que se quer passar é a que passa.

Relembrando as promessas eleitorais onde não revejo nenhum dos indicadores mencionados acima. É triste que, isto não acontece só na politica. Quantas vezes se deparou com emissores de mensagem com posturas de desdém, difamação e a irem pelos tramites da calunia e outros que poderia mencionar…. Pois acredito que muitas vezes. Há que evitar a presença de tais seres. Se a mensagem não passa corretamente é porque estão a ser propositados.

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Não há que temer a energia e excitação de outra pessoa no contexto comunicacional. Por certo essa pessoa é da sua equipa, está do seu lado, não está no lado da concorrência, se me permitem o termo, e não o tratará com desdém. Ao invés de temer use tal preocupação para se inspirar e promover a mudança.  Qual mudança? De ciclo envolvente, de fontes emissora de mensagem com ruido, de falta de interpretação correta ou o que seja. Mude de estação, mude de canal..

Em resumo, será como você provavelmente passar a maior parte do tempo com adultos e sentir que está fechado numa creche de crianças! Fácil será rever-se na imagem, certo? Se se deparar com comportamentos mesquinhos, criancices, ou faltas de respeito, seja sensato e prepare-se, efetivamente para mudar. Está na hora de lidar com as birras da maneira que é suposto lidar.

Sentir-se respeitado é considerar quem lhe direciona respeito.
Como concordo comigo próprio!

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“Sábio Além”

Tempos idos os longínquos anos de 1497. Correto, não me terei enganado. Recordar é viver e na realidade há marcos na história que não servirão só para recordar. Fizeram e fazem ainda hoje em dia parte das vidas do comum dos mortais, com marca real e legado deixado.

Não sendo historiador, nem tão pouco estudioso de tal sapiência, arrisco-me a fazer uma comparação e referir que será o caso de toda a envolvente dos Descobrimentos. No caso, o do caminho marítimo para a India, em Julho de 1497. Recordar o que se lê, o que se estuda e investiga referente a realidades da época, ás quais chamamos passado e que ainda hoje são referencia efetiva. Marco histórico  portanto.

Já em 1487, D. João II mandava recolher informação para preparação da sua exploração marítima de caminhos para chegar a terras do Oriente de onde muita coisa chegaria, com tudo o que se poderia imaginar de diferente. Houve essa ideia concebida, esse planeamento e no final o que haveria de ser a concretização e a consagração. Mas adiante.

Muita oposição se avizinhava, e era mesmo até efetiva. As altas classes, as cortes, teciam opinião contraria á expedição, contentando-se com o chamado comercio do Norte de Africa por exemplo. Havia medo e receio do que poderia advir de tal experimentação e aventura por mares nunca antes navegados, como diria o poeta. Por sua vez, el rei D. João II mantinha firme sua posição, que foi consequentemente seguida por Manuel I quando decidiu levar a cabo a expedição marítima previamente planeada pelo seu antecessor no trono.

Se em todo este descritivo histórico se podem verificar indícios de uma visão e uma clareza de ideias e pretensões objetivas por parte de D. João II, também se verifica uma crença, estratégia ou ate astúcia em dar continuidade ao planeado e projetado, nesta fase já sob comando de D. Manuel I.

Afirmativo. Há que haver alguém com a faculdade de ver, de observar e ter uma perspetiva diferenciada dos fatos, dos acontecimentos, extrapolando-os para o momento presente de um tempo ainda não vivido, ou seja o que se chama de “futuro”. Este papel encaixa sem dúvida a D. João II. Chamaram-lhe por certo desvaneio, imaginação, sonho ou fantasia, mas por certo que o que el Rei teria na altura era visão. Visão que se transformou em realidade.

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É certo que esta visão se tornou realidade pois houve persistência na conceção da ideia e do planeamento, permitindo a D. Manuel I acreditar e dar continuidade. Efetivamente a qualidade definida como inteligência, astucia é o que se pode tecer em consideração em relação a D. Manuel I. Foi esperto o suficiente para entender que o planeado tinha fundo crente. Foi sábio em levar a ideia avante e tentar fazer vingar a ideia de que a melhor forma de dominar o comércio com o Oriente seria mesmo por via marítima.

Como em todo o plano, ha riscos de falha e insucesso. Risco sempre envolvido, é um fato. Um plano como o de uma viagem deste calibre, com tudo o que envolvia e com tanta oposição das classes altas, as cortes, teria por certo que prever a segurança da rota, o que hoje chamamos mitigação de risco. Como exemplos generalistas teria sido necessário instalar entrepostos comerciais, à altura as chamadas feitorias, ao longo do caminho, e montar, erguer fortalezas em locais estratégicos de defesa.

A objetividade era descrita como a criação de elos de ligação a todo e qualquer chefe, monarca o que aparecesse em tão imaginárias localizações. Diplomacia, bom senso (na altura o termo não seria este) e muita perseverança. Desbravar mares desconhecidos e criar laços pelo caminho com fortalezas erguidas mitigando o risco e salvaguardando a viagem. Não será isto visão estratégica?

Tal como os opositores à ideia e visão de D. João II e posteriormente a D. Manuel I também uma qualquer entropia pode acontecer hoje em dia em qualquer dos momentos de um qualquer plano que tenha delineado. Não obstante, lembre-se que já ha mais de 500 anos, havia formas e estratégias planeadas para fazer face a tais eventuais entropias. Pelo que se “lê” tais medidas tiveram sucesso.

Reportando-me à realidade dos nossos ciclos envolventes em qualquer um que seja,  tente rever o descrito acima no exemplo histórico. Ao pensar num objetivo, numa meta ou simplesmente na sua visão a medio/longo prazo, se verifica que ruido há entre si e um interlocutor, simplesmente pense que há milhares de outras coisas subliminares a acontecer no mesmo momento que contribuem para o desfecho de seus objetivos.

Nem pense em enervar-se ou irritar-se, zangar-se ou o que seja.Lembre-se das oposições das cortes. Pise os ovos que tiver de pisar, sorria, suporte as pseudo oposições e, em consciência, leve a sua visão a bom porto. Sente-se cansado de toda a oposição? Também D. Manuel I. Já não poderia mais suportar tanta pressão para a desistência. Cansaço seguido de descanso profundo não o levara a conquistar a sua meta. Se for caso, faça uma pausa técnica e estratégica. Não vacile. O barco terá de chegar a bom porto, quais caravelas quinhentistas.

Apesar de todas as adversidades de uma viagem desta envergadura, histórica ou real, à escala, a tripulação, ou o seu ciclo envolvente, manterá a chamada curiosidade e muito  ânimo para conseguir um fato, também, proeza histórica. Para tal reunir-se-ão, tal como no passado, forças para enfrentar qualquer tempestade que se atravesse. Remada a remada, ou “passo a passo” o barco aportará em segurança e com sucesso.

“Todos os verdadeiramente grandes pensamentos são concebidos a pé”.
##
 Friedrich Nietzsche ##

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“Bloqueio Envolvido”

Incrível como as noticias, sejam de que tipo ou classificação forem, nos entram pela “porta” dentro. Muita informação, as vezes em excesso, já o comentei anteriormente. Hoje, ao passar uma revista às noticias no geral, em ambiente virtual, ou seja web, deparo-me com algo impressionante e que dá que pensar.

Ainda se descobrem cidades subterrâneas por esse mundo fora. Algumas em melhores condições do que outras, algumas até proporcionam visitas guiadas, o que é certo é que, desde o Reino Unido a Cracóvia, da Turquia aos Estados Unidos, ou ainda Espanha, Republica Checa ou Canadá, em todos estes locais e por motivos diferentes forma construídos locais de refugio, abrigo, defesa, esconderijos ou o que seja. Autenticas obras de engenharia, em alguns casos, ou de arquitetura e arte noutros.

Lei Seca, Guerra Fria, trafico, jogo, fuga ou bunker são algumas da palavras que aparecerão no descritivo de cada uma das explicações para a existência de tais cidades subterrâneas, como referido por Erika Nunes (Dinheiro Vivo). Sobreviver debaixo da terra não será só uma ideia dos referidos tempos da Guerra Fria, quando o perigo de um ataque nuclear terá sido o mote para que, governos e particulares, começassem as construções de defesas subterrânea, ou bunkers.

Haverá na realidade mais motivos e como tal há verdadeiras cidades subterrâneas. Umas que nos dias de hoje ainda serão utilizadas, tanto se desenvolveu em subterrâneo que agora se aproveita com comercio, serviços e até ajudará a desenvolver a economia, e outras que estão abertas e são efetivamente pontos de procura turísticos..

Construções subterrâneas, construções em rochas, casebres nas montanhas, habitações de ermitas. Alguns exemplos se poderia dar. Uns por necessidade de aproveitamento das condições geográficas, outros por medo ou receio de alguma catástrofe e outros pelo isolamento. Isolamento poderá fazer lembrar as causas religiosas, que em tempos muitas construções faziam em locais ermos, deslocados ou completamente isolados da civilização.

Ou falando em isolamento, lembrar-nos-emos  mesmo da imagem do ermita. Uma pessoa que pelos mais diversos motivos, como exemplo através de penitência, se torna habitante de lugares despovoados e/ou isolados, evitando assim e desta forma o contacto com quem quer que seja. Tentam ser o mais independentes possível e tentam também criar um ecossistema que seja o mais auto suficiente possível. Em resumo a imagem que fica em qualquer dos exemplos será mesmo o do isolamento.

Isolamento significará também estar só, retirado do mundo e tal ato designar-se-á por solidão. Quem se retira na solidão, se isola, se desloca para fora de todo e qualquer ciclo envolvente, neste caso deixando por certo de ter algum que seja, terá o seu forte motivo, convicção ou em consciência decidido tal. Como referido os motivos podem começar por ser os de alarme social, instabilidade politica, de cariz militar, de segurança interna o que seja, mas e se nada do descrito for o motivo?

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Se a pessoa só por si decide afastar-se da realidade, isolar-se. Muitas vezes é o que acontece e nem se dá conta. Refiro-me a situações em que o isolamento e o refugio, o afastamento ou o retiro não são físicos, mas sim de espirito, alma ou o que lhe quisermos chamar. A pessoa simplesmente continua a frequentar o seu meio, eventualmente a sua envolvente ou os seus ciclos, como o trabalho ou outro qualquer, mas na realidade só está lá fisicamente.

Toda a sua energia se perdeu no que toca a contributo para um dos ciclos, a sua mente pode estar em todo lado mas não na realidade à sua volta. Quantos casos destes conhecemos no nosso dia a dia. Pessoas que estão, mas não pertencem ou pertencem mas não “estão”. Pessoas que simplesmente não dão a conhecer a real solidão em que vivem, mesmo que, acompanhadas a todo o momento.

Esse será um isolamento ainda mais profundo do que o do mencionado ermita. Como é obvio este tipo de situação não leva à construção de cidades subterrâneas, mas leva as pessoas a afastarem-se da realidade em que poderiam viver, crescer, desenvolver e claro sentirem-se mesmo bem e felizes. A este mundo não haverá visitas guiadas com certeza.

O bem estar de um ser humano passa, sempre, por estar em equilíbrio em todos os quadrantes e ciclos envolventes.  Basta um não estar balanceado, para que se comecem a ir recorrer as energias dos outros. Ora se não se faz algo para se balancear tudo de novo, entra-se numa espiral sem retorno e que, por não se descobrirem forças e energias para dar a volta, se recorre ao isolamento mental, espiritual ou o que seja. Deixa-se ficar o físico presente mas a mente “salta fora”. E assim se vive, ou melhor se sobrevive, digo eu.

Em resumo para não deixar que tal aconteça, e parto sempre do principio que não quererá que tal suceda, há que focar e refletir onde estão a ser desperdiçadas as energias. Em que quadrante? E apos analise, focar, mas desta feita no que fazer para recuperar o equilíbrio energético em tal quadrante, (profissional, empresarial, académico ou até outro qualquer). Objetivo em mente e recuperar a energia, balancear os quadrantes de bem estar e fortalecer os que possam estar enfraquecidos com tanto desgaste anterior.

Sente-se e, efetivamente pense sobre alguns dos objetivos de vida que deseja ou pretende mesmo alcançar. Não me refiro à evolução profissional ou às quantidades de capital que terá acumulado ao longo dos anos da sua pretensão (curto, longo ou médio prazo), refiro.me a algo experimental, ou experiencial, que tenha como desejo. Você é Humano, já pensou em fazer surf, andar a cavalo, saltar de para quedas, andar de moto, ou simplesmente sentar-se a observar pássaros num qualquer pântano? A questão é:  Você quer?

Deverá ser ambicioso sobre as chamadas pequenas metas ou objetivos. A dimensão do objetivo também definirá, direta ou indiretamente a dimensão da ou das “barreira(s)”. Para além de tudo o momento de partida para cada um dos seus passos, nem que seja para o isolamento, é você que o dá. Se quer que algo aconteça e que o seu objetivo se realize, inverta as trajetórias.

Se as folhas de papel, as canetas, as lapiseiras, o teclado e o rato do computador, o candeeiro de secretária, são o seu único público, então a palavra solidão fará sentido.

Edifício com portas e janelas não significará propriamente edifício com ar de qualidade. Como posso deixar de concordar comigo mesmo?!

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“Paisagem Classificada”

Este ano de 2016, que precede um ano (2015) considerado de excelência na ótica do Turismo para Portugal, aguarda-se expectante que este seja melhor, ou pelo menos igual ao ano passado. Prémios, referencia, nomeações e mais que me vá lembrando, não faltaram ao nosso pais “à beira mar plantado”. Referimos genericamente, mas sempre, a boa gastronomia, a boa localização, o bom clima, os quilómetros de praia, as montanhas e planícies, as ilhas, o povo afável e acolhedor, enfim nomeando simplesmente alguns fatores que tantas vezes são anunciados.

Decorria o mês de Setembro de 2015 e, mais precisamente no dia 6, a revista “Visão”, na sua edição on-line noticiava e detalhava os imensos prémios, e formam 15, quando da 22ª edição dos “World Travel Awards”, recebidos pelo pais enquanto excelência turística. Ora desde o melhor boutique hotel, o melhor boutique resort, o melhor business hotel, o melhor resort de praia, entre outros destaques, de Norte a Sul e ilhas houve para todos os gostos.

Continuando o detalhe que se tornará importante: Lisboa tinha já sido, em Fevereiro de 2015, noticiado pelo “Observador”, considerada a segunda melhor cidade como destino na Europa (primeira terá sido Bordéus), premio atribuído pela “European Best Destination” que já tinha galardoado o Palacio da Pena como o melhor Castelo da Europa…

No final do ano, em Dezembro também de 2015, no portal “Porto24”, noticia-se que o Porto, cidade,  tinha obtido a categoria, ou melhor, tinha sido considerado pelo site de viagens “TripAdvisor” como o melhor destino emergente da Europa e o terceiro melhor do mundo.

E mais, tivemos no Top portos de Cruzeiros, cidades mais românticas, palácios e palacetes, restaurantes e estrelas, um fartote de prémio e reconhecimentos ao nosso canto Portugal com tanto tempo de história. Soubemos esperar, trabalhámos para tal, merecemos? Pois essa são agora algumas interrogações mas que nos levam a tirar elações.

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Sem dúvida que, trabalho foi feito. Houve estratégia no terreno, desde D. Afonso Henriques até aos autarcas locais da atualidade, para dinamizar cada zona e eleva-las ao expoente máximo. Houve investimento, claro que sim. De tempo, de verbas, de conhecimento, de disponibilidade de abertura, mas garantidamente muito empenho e a arte de saber esperar, aguardar pelo momento certo, sempre com a confiança e a esperança de que o que se planeia terá o seu retorno.

No caso descrito, reconhecimento, mérito e, como é obvio, mais visitantes, mais divisas gastas em solo nacional, logo mais rotação na economia com efeitos, positivos, eu diria.

Esperar é algo que incomoda a maioria do Comum dos mortais. Com o ritmo de vida que se leva, e não só já nas grandes metrópoles, o verbo esperar, ou aguardar, no sentido de dar tempo ao tempo para que o tempo trate de trazer o que se anseia, já cai em desuso. Parece que nos dias de hoje, esperar faz mal à saúde, alguns pensarão, ou até que esperar irrita, pois o ritmo é tanto e o valor que se dá as coisas é tão pouco que se quer tudo para o dia anterior. Se é que me faço entender.

Na realidade, quando se planeia, se prepara, se projeta algo, independentemente do ciclo a que nos referimos, um dos fatores será sempre o tempo. Haverá considerações a ter, com certeza: verbas; recursos; e mais o que possa imaginar, mas um bom planeamento terá de ter sempre os seus tempos de espera. Não se podem construir pontes sem tabuleiros, nem fazer autoestradas sem separadores centrais. Exemplificativo, claro.

Em resumo, numa ótica de gestão, o planeamento é fundamental. Os tempos de analise, preparação e implementação terão de ser sempre considerados para que não haja entropias e que não haja atropelamentos de processos. Tudo deve estar bem definido, inclusive a equipa com tarefas e encargos bem definidos, como quem faz o que e quando faz. Se tudo estiver em sintonia, tudo funcionará na perfeição e, o reconhecimento e mérito, para alem da mais valia global de cada projeto, aparecerão.

O desafio é quando se quer muito ver o projeto terminado, ou em fases progressivas. Normalmente acontece haver o que se chama “sofrer por antecipação”. O elemento A da equipa ainda não tem bem certeza do que já fez o elemento B, mas o querer ver tudo terminado, ou ter feedback do estado do processo leva a angustia e ansiedade, por seu lado um outro elemento quer desenrolar serviço mas esta receoso que ainda não seja a altura oportuna (elementos C e D e E …) Tragédia. O exemplo é de má sintonia, quando na realidade todos desejam o mesmo, ou seja o sucesso do projeto. Aqui como exemplo generalista.

Como costumo dizer, e salvo melhor opinião, em qualquer situação de trabalho de equipa, e por isso se chama equipa, há que haver uma grande sintonia entre todos os elementos. Se cada um souber o que faz ou deve fazer, mas souber também o que cabe ao outro fazer, e assim sucessivamente, tudo se desenrolará como uma maquina de um relógio, como se diz na gíria. Não há necessidade de sofre por antecipação ou de haver ruido na comunicação. investe-se o tempo para os alicerces iniciais, quando da explicação e planeamento e já em fase de implementação não haverá sobressaltos. Para tal, esperar pelos momentos certos será primordial.

Referia no inicio que algumas autarquias (na pessoa de quem de direito) souberam esperar para ser reconhecidos, e conseguiram. Recorde-se dos prémios e dentições recebidas. Agora imagine quem vê passar o comboio da linha do Tua, que segundo a CP funciona (dados de 2015) de Junho a Outubro. Imaginou?

Linha do Tua… “viajar num comboio histórico é fazer uma viagem no tempo”, e cito o website da própria CP. No caso, um percurso á beira rio alegra a vista e a alma, dizem alguns, alavancados pela paisagem classificada pela Unesco como património Mundial. Pois, esperar, desejar e/ou ter confiança de concretização é o que se tem de fazer quando se quer mesmo ver o projeto obter sucesso.

Tal como no Tua: Se vir passar o ultimo, tem ou não de saber esperar e aguardar com tranquilidade? 

 

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“Pedal Paciente”

Mais uma semana quase finda, mais parte da agenda cumprida a uma certa hora. Até aqui nada de novo. Conduzir o seu veiculo do ponto A para o ponto B, disfrutando da viagem, com musica ou não e independentemente do estado do clima, tudo a rolar tranquilamente.  A velocidade reduzida, a atenção especifica à estrada e a quem nela conduz, optando por uma condução defensiva, sempre atento à condução dos outros para que esta não interfira com o nosso tranquilo trajeto ou com a nossa viajem.

Tudo muda quando na viagem, e no mesmo sentido, se deparar com um ciclista que no meio do transito passará por si ou, quando em andamento, passará voce por ele. Não deixa de ser curioso, que cada vez mais, e dadas as conjunturas económicas, ambientais e sociais, se veem pessoas a usarem a bicicleta como meio de transporte em grandes circuitos urbanos.

Devido às múltiplas situações acima mencionadas, e por ser sempre uma incógnita quando o transito para e você fica para trás ou avança e ultrapassará o ciclista, a sua atenção para com o mesmo tende a redobrar. Um pouco como: “onde estará o ciclista” e ele, muito atento à estrada e aos condutores pensará também “Ja lá virá o tal veiculo”. Este tipo de atenção e vigilância acaba por ser mutou e voce irá percorrendo o seu trajeto, por vezes de quilómetros seguidos, e fa-lo-á em companhia do seu, agora, parceiro “ciclista”.

Na estrada, e enquanto o caminho for feito no mesmo sentido notar-se-á uma sintonia, como se mensagens fossem trocadas por cada movimento, mas a uma velocidade incrível. Obvio que o instinto de um condutor de um veiculo de duas rodas sem motor auxiliar, em chegar ao seu destino prevalecerá em detrimento de muitas pseudo sintonias entre condutores. Um pouco de bom senso ajudará com certeza. Por outro lado será o sentido de responsabilidade e preocupação de quem vai ao volante para com o ciclista. para que nada de mal aconteça, ha que facilitar e ser tolerante.

Para piorar a situação, que até parecia estar a correr bem para ambos, eis que, alguém de fora, ao passar um sinal vermelho (verde no sentido do ciclista), num cruzamento, quase provoca um acidente e quase faz o ciclista cair.

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Imprevistos acontecem, ou podem acontecer. No caminho do ciclista urbano por certo muito desafios terá desde que sai do ponto de partida até alcançar o seu ponto de chegada. Não obstante, e por ser sua decisão a utilização daquele meio de transporte e não outro, por estar de bem com a sua consciência (na analise prazer, perigos) mas por ter decidido que os meios justificariam os fins, ou seja a felicidade, o gozo, o prazer de conduzir um veiculo sem motor de duas rodas em pleno centro urbano, diariamente, é opção consciente, então,  com perseverança, esforço diário e paciência, supera todos os desafios, ultrapassa obstáculos, transpõe barreiras e, no final as metas da vida vão sendo cruzadas com sucesso, etapa a etapa, ou seja dia a dia.

Jornada a jornada o ciclista faz a sua volta na estrada.

No exemplo descrito tal como na vida, paciência, perseverança, atenção e lucidez, ou seja consciência do que se faz, conduzirão ao sucesso da concretização do seu objetivo. Muitas vezes, nos nossos ciclos envolventes, em qualquer um deles, académico, profissional ou empresarial, os objetivos não dependem exclusivamente de nós, mas tal como o ciclista, ha momentos da evolução da vida que teremos de estar sintonizados,. e dessa forma, sim a meta ficara mais visível, mais próxima.

Sintonia pode levar o seu tempo ou ser imediata, depende de muitos fatores, mesmo assim, ter a virtude que o fará suportar com resignação a maldade, as injúrias, as importunações, ter a qualidade de ser calmo, suportar alguma coisa ou situação, é sem dúvida ser paciente. Se assim for, a sintonia, dita difícil muitas vezes tornar-se-á visível e real.

Uma peça fundamental ter é, como sempre, estar a fazer algo, a produzir, a investigar a trabalhar em alguma coisa que goste, que lhe de prazer e se assim for não haverá aborrecimento, monotonia, falta de focos ou criatividade. Será, por certo, mais produtivo, eficiente e a eficácia será notória.

Em resumo, a sintonia de uns é alheia ao horizonte de visão de outros, o que nos leva a aumentar o poder de concentração e focos no que estamos a fazer, no caso descrito, a conduzir algum veiculo não interessando em que terreno.

Quanto mais estreita a estrada, menor a margem de erro. Haja Paciência!
Completamente de acordo.

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“Magote Certeiro”

Por estes dias, o povo Inglês tem nas suas “mãos”, na sua consciência, o voto que levará a Inglaterra a tomar uma posição. Sim. Foi aprovada a elaboração de um referendo que ajudará a definição do lugar e o posicionamento da Inglaterra em relação à Europa comunitária. Ou dentro ou fora ficará.

Segundo fontes noticiosas das mais diversas, e parecem unanimes, os parceiros Europeus acham que seria um fracasso se a decisão do povo pendesse para a saída da Comunidade. O caso resumir-se-á, e com todo o respeito, ao seguinte: em todo o lado há personagens com mau feitio. Em toda a parte o haverá, porem, essas individualidades também terão algo de positivo e que seja analisado como sendo uma mais valia…

Salvo melhor opinião, verificaremos que o que acabei de mencionar se aplica ao pais em causa. Terá lá o seu tempo cinzento, um parlamento que ninguém sabe muito bem como dali saem decisões, autocarros de dois pisos, jardins para pick-nicks, punks á antiga, mas também palácios, pois é terra de sua majestade e seus súbditos, terra de Sherlock Holmes… mas com todos estes aspetos meramente descritivo-ilustrativos, terão com certeza imensos aspetos que pesarão na “opinião” que os parceiros Europeus teceram quando do referendo…

Pois é, imaginem o peso da economia Inglesa, o peso politico, o peso social, o peso cultural e por que não mencionar o militar. Uma saída de um pais deste calibre da União Europeia, dará estragos, mossa, como se diz na gíria. Por outro lado, fala-se de União Europeia, não se fala de desunião. Vai-se lá entender estas situações.

Já imaginaram os Emiratos Árabes Unidos sem o Dubai ou Abu Dhabi, ou os Estados Unidos da America sem Wisconsin? Algo que se repara são palavras de junção como “unidos”, ou no caso especifico da Europa, “união”. Adiante.

Enquanto tão nobre OLYMPUS DIGITAL CAMERApovo vota, valida ou não a permanência na referida União Europeia, faremos um paralelismo com os nossos ciclos envolventes e esta questão da união. União faz a força, já dizia o ditado. Ou o sábio Aristóteles referia que “O todo é maior do que a soma das partes”.

Ora, pois, isso leva-nos a juntar partes e superar a valência do individuo com a resultado do conjunto. Parece complicado? Não será com certeza.

Quando se junta um grupo de pessoas que agem, ou poderemos dizer trabalham, em conjunto em prole do mesmo objetivo, pessoas que seguem o mesmo rumo e orientação, estaremos, pressupostamente, perante uma equipa.

Os procedimentos organizacionais quando levados à junção de elementos de capital humano para desempenho em conjunto de uma determinada tarefa, o atingimento de um objetivo, ao formarem uma equipa, o que terão em vista? o sucesso dessa missiva, pois claro. Todos os elementos terão o mesmo objetivo e trabalharão para afinar a sintonia e coordenação, dia apos dia, para que o mecanismo interno funcione na perfeição e conduza eficientemente á eficácia dos processos conjuntos.

Ora se aos indivíduos pertencentes a uma equipa se reconhecem habilidades complementares, cujo objetivo será o mesmo e cuja responsabilidade coletiva é reconhecida, pressupõem-se que haja motivação compartilhada em atinjir os referidos objetivos. Por norma ha uma comunicação de cariz verdadeiro, existe grande confiança mas, como é obvio ha riscos a assumir. Por quem? Pela equipa, pois claro.

Não se deixam elementos para traz, não se faz o mesmo sem menos um, não. Se a equipa é preparada e composta, construída com um propósito, é porque todos os elementos que a compõem fazem parte e participarão em igualdade mas também em equidade para o sucesso da equipa. O respeito é algo assumido à partida e em elevado nível. o crescimento e a solidez pode ser visível aos olhos de quem quer, ou não quer, ver.

Pelo que se ve, numa conjuntura atual a qualquer nível ou em qualquer ciclo onde façamos parte, cada vez menos ha destaques individuais. A equipa, o departamento, o grupo, a empresa tem sucesso, O individuo contribui com a sua parte. Assim é por agora, Ha que cair na realidade. Veja lá se se Imagina como será visto pelos seus pares, ou seja pelos outros daqui a vinte, trinta anos.

Quererá mesmo ser considerado o “velho excêntrico” mas isolado lá do escritório? Reveja a imagem mentalmente. A querer sobressair perante os outros com o seu individualismo afirmado constantemente? Não. Nunca é tarde demais para mudar os seus modos de atuação.

Quando ha incerteza, um chapéu funciona bem. Havendo espelhos em casa, o melhor é alterar o penteado.

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