“O Figurino”

Dias comemorativos cada vez aparecem mais. Uns sobejamente conhecidos do comum dos mortais, poderia enumerar imensos, mas faço-o em curta escala. Ou seja, para alem das celebrações religiosas, ha também as celebrações a nível politico, social,  histórico, nacional ou o que seja.

À parte dessas, aparecem celebrações a nível mundial. Sim,. dia mundial disto, dia mundial daquilo e, vai-se lá entender porque, como todos os outros momentos de celebração, só se dá valor, ou se liga algo, nesse mesmo dia.

Ou seja, salvo raras exceções, e descrevendo exemplos generalistas, todo o ano se anda a fazer uma outra figura que não a que se apregoa no tal dia da celebração. Se não vejamos: No Natal gasta-se o que se tem, e o que não se tem, para oferecer presentes a toda a gente. Oferecem-se presentes a pessoas às quais não se ligou nenhuma o ano inteiro. Nem um telefonema, nem uma visita, mas chegado o Natal ha que fazer boa figura e oferecer algo;

Outro exemplo, o dia internacional dos amigos. Esse sim magnifico. Anda-se o ano todo sem preocupação com ninguém, neste sentido claro, ou até sem sequer saber se ainda se tem amigos….e nesse tal dia, recorrendo às listas de contactos e às redes sociais procura-se enviar uma mensagem a toda a gente figurando a imagem de real, verdadeiro, amigo, enfim. Palavras para quê?

Celebra-se o dia de São Valentim, por acaso no dia de hoje, e enchem-se as redes sociais, os meios de comunicação no geral, os noticiários, e claro todo o comercio, restauração e outros setores de atividade realçam o dia…  engraçado, se houvesse tempo para observar, que os intervenientes, eventualmente andam todo o ano de candeias às avessas, mas neste dia, lá está…ha que celebrar.

Pois há no dicionário palavras especificas para determinar este tipo de comportamento, mas infelizmente as mesmas palavras aplicam-se a uma serie de ocasiões e situações ás quais o ser humano incrivelmente se expõe. Não se aplicam só aos exemplos dos dias de celebração.

Mau em geral, mau na vida é haver simulação ou fingimento de uma situação ou momento. Fingimento ou simulação de convicções, ideias, pensamentos ou até emoções. Quando se finge características por impostura ou falsidade isso é muito mau. Salvo melhor opinião será chamada de hipocrisia. Infelizmente muitos poderiam ser os exemplos, mais ainda que os dias de celebração. Sejam eles de que característica forem.

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No nosso consciente e não tendo a postura que acima se descreve, não vivendo de falsidades, de farsas ou fingimentos, no intimo seremos capazes de ser frontais, sinceros e honestos nos nossos pensamentos, ideias, considerações, posturas ou atitudes.

Por muito que a situação nos parece adversa, não trairemos as nossas convicções, as nossas raízes, os nossos valores e com isso aprenderemos dia a dia a superar o que quer que seja com que a vida nos desafie.

Não estaremos sempre exatamente rodeados do tipo de pessoas que quereríamos, não se pode estar sempre cercado por pessoas que sejam aquilo que queiramos que sejam. Dependendo das apreciações poderemos exemplificar que nem todas as pessoas são charmosas, ou inteligentes, ou magras, ou fortes, ou altas, ou baixas… Não poderemos estar sempre rodeados pelo tipo de pessoas que gostaríamos. Este é um processo aleatório, nunca saberemos com quem nos cruzamos neste dia, nesta vida.

Não obstante, qualquer uma pessoa, com qualquer tipo de característica, quer nos agrade ou não, deve ter algo a dizer, deve poder expressar-se e voce deverá saber e estar disponível para ouvir atentamente. Por outro lado elas também são pessoas que vão ouvi-lo a si,  se assim o proporcionar.Isso valerá por certo de muito. Alguém que o oiça, qualquer que seja a situação, é meio caminho andado para o entendimento. Saber ouvir é a melhor forma de aprender e até de ensinar, de partilhar.

Não é difícil de gerir, basta bom senso, atuar em consciência e não perder os seus valores. Você não tem que investir tempo a tentar encontrar uma solução que fará com que cada pessoa fique feliz com a situação ou o momento. Tudo que é necessário fazer é encontrar a solução que funcione para a maioria das pessoas, com a maioria dos intervenientes, verá que todos os outros entrarão em sintonia por inerência 

Farsas e realidades, tal como azeite e água, não se incorporam.

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“Ondas Cinzentas”

É caso para dizer, ou melhor questionar, “Como as coisas são?”. Neste mundo frenético de transmissão de informação, ainda ha uns tempos comentei sobre o assunto, recebemos cada vez mais informação e nem sempre fazemos o melhor uso da mesma. A quantidade é tanta que nem nos debruçamos ou preocupamos nem com 1/4 (digo eu, mas em boa da verdade o numero poderá ser ainda menor) da matéria que rececionamos. Trata-la ou assimila-la, nem pensar.

Ha no entanto algo, uma notícia de referência,  que me parece relevante: Albert Einstein prevê, ou previu, ha 100 anos a esta parte a existência de ondas gravitacionais. Ora isso provou-se num passado recente, um par de dias, por cientistas Norte Americanos.

O que se realça daqui, para além de tudo o que pode vir a suceder no que à evolução da ciência diz respeito, é a forma como se tratam as coisas. O que se quer, e quando se quer, é muito bem comunicado e atinge o universo populacional que se pretende. Foi assim nos EUA, o mesmo se passou por toda a europa e acredito por todo o mundo. A noticia invadiu, literalmente, todos os meios de comunicação possíveis, dos mais tradicionais até aos modernos canais digitais.

È sem duvida uma noticia relevante. Para além da capacidade e inteligência de Einstein, houve também, e isso é importante salientar, a resiliência de quem ao longo dos tempos, gerações consecutivas de cientistas, que acreditaram na teoria e se mantiveram em investigação permanente e constante até ao resultado que agora é conhecido. As ondas gravitacionais existem mesmo.

Persistência, acreditar, resiliência entre outros fatores foi o que levou à chegada da comunicação a que me refiro. Em todo o caso, não sendo cientista na area em questão, este tópico leva-me a um outro que não deixa de ser também curioso. Seremos nós tão persistentes e resilientes para com fatores humanos como o comportamento, os sentimentos ou as atitudes (como exemplo)?

Já escrevi em tempos que amizade não tem distancias, isso é certo. Não necessitamos de estar sempre com uma pessoa para que a consideremos Amigo. Bem pelo contrário. Ora se a amizade não tem distancias longitudinais nem latitudinais, tê-las-á temporalmente? Seremos capazes de acreditar numa amizade por uma pessoa que não vimos ha longo tempo? 20, 30, 40 anos?

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Uma relação reciproca de amizade, um sentimento de afeto por outrem com cariz, por que não, benevolente, de simpatia, carinho, cumplicidade e respeito, mencionando só alguns adjetivos, pode ser difícil de manter ao longo dos anos. 100 talvez, como a Teoria de Einstein até ser provada.

Será muito tempo para haver o efeito de todos estes adjetivos enquadrados numa pessoa perante e no intimo de outra.

E porquê cada vez se fazem menos amigos, na boa essência da palavra, dentro dos nossos ciclos de envolvência? Academia, escritório e emprego ou na nossa empresa? Cada vez mais, devido a vários fatores e como exemplo generalista pois ha exceções, fazemos parte integrante dos ciclos envolventes para cumprir missões, tarefas, objetivos e pomos de parte o conceito de amizade. Teremos colegas, colaboradores, funcionários, mas e amizades dentro dos tais ciclos? Ah pois é…Ao menos guardamos a força e o acreditar que temos ainda amigos de outros tempos? Em outros locais?

Não consideraremos a carreira como um concurso de popularidade. As pessoas intervenientes nas nossas vidas do foro profissional, ou outro dos ciclos, não se desdobram em preocupações ou em exuberantes demonstrações de afetos. Trabalho é trabalho como se diz na linguagem corrente. Não obstante ha barreiras, muros e gelo que se pode quebrar.

Salvo melhor opinião, se as fofocas ficarem de lado, houver mais abertura e frontalidade com todo o merecido e devido respeito, se houver sempre uma tentativa de entendimento de todas as partes intervenientes (e não só a nossa) incluindo o assumir de responsabilidades, se se evitar apontar sempre as fraquezas e se relevar as forças de cada um…parece-me que pode começar a existir cada vez melhor ambiente dentro dos mencionados e conhecidos ciclos.

Isso levará a maior sintonia, maior partilha de informação, profissional e não só, logo maior respeito se ganha pelo próximo, mais se conhece e melhor será a adaptação. Aparece a cumplicidade e …Eventualmente a amizade.

Tão longe e tão perto, tão perto e tão distante. Tantos exemplos poderíamos descrever sobre este tópico. Ha que haver bom senso, conciliação de ideias e perspetivas. Ha, fundamentalmente que acreditar que melhor ambiente leva a melhor desempeho, pelo menos a mais motivação numa ótica do dia a dia.

Nem só amendoins e cerveja ou café e chocolate são boas combinações.
Completamente de acordo comigo próprio.

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“A Dissimulação”

Baile de mascaras, carros alegóricos, música, fanfarra, trajes, bonecada, disfarces…tanto se poderia mencionar a retratar o que se vê, ouve e nos envolve nestes dias de calendário. Quase impossível passar ao lado de festividades como a que se vive por estas datas, o famoso Carnaval.

Dizem os entendidos que há quem associe a origem das celebrações a rituais de agradecimento aos Deus, com origem na Grécia antiga uns bons anos a.C, pelas colheitas e estado fértil dos solos. Mais tarde, segundo consta de parte da história, terão as mesma festividades sido adotadas pelos cristãos como festa de antecedência de um período de privação, abstinência e jejum, ou seja a Quaresma. Religião à parte ha fatos a assinalar.

Festividades pelos motivos mais variados, rapidamente chegaram à Europa, a cidades como Veneza, Roma e Paris. Festas de glamour, charme, muita roupa e variada, música, degustação, bebidas, danças, enfim tudo o que se pode imaginar de uma festa mais do que aristocrática, uma festa, ou melhor um período festivo, em grande.

Mas a exportação já existia nesses tempos idos e também o Carnaval foi exportado um pouco para todo o mundo à semelhança do que se fazia no velho continente. Eis que ao chegar ao Brasil rapidamente se tornou na maior festa carnavalesca do Mundo.

Se nos questionarmos se o motivo de festa continua a ser o mesmo, independentemente do pais onde se celebra, diria que não. Diria que a essência da festa se perdeu tendo ficado a festa em si. Folia, festa durante dias a fio e deslumbrem-se os mais distraídos, o maior evento desta festividade faz-se quase sem roupa. Ah pois, é outro hemisfério, está calor nesta altura do ano ao invés do hemisfério do velho continente onde as festividades decorrem em pleno Inverno.

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Estranho que ha países onde mesmo de Inverno se teime a usar pouca roupa nesta altura…bem algo de diferenciador? Não creio. Tentativa de parecença, de importação de um conceito de uma maneira de estar na festa que não tem efeito direto. Uma das razões, o tempo, e a musica que se faz ouvir e dançar… enfim!

Muito se tem visto neste mundo global no que diz respeito a importação e exportação de bens ou serviços, mas por norma a essência tem de perdurar. Também temos de ter em consideração que haverá certas e determinadas situações que só fazem sentido em local próprio, eventualmente o local de origem… mas adiante.

Situação que não se exporta ou importa é o caracter de cada um. A postura, a maneira de ser e estar. A filosofia, o estado de espirito e aquilo que move cada um…isso não pode nunca ser uma importação de outrem nem deve nunca tentar se exportado. O que pode haver são ciclos envolventes onde, por ventura se adquiram valências, conhecimentos e com eles a adaptação e crescimento do Ser que existe em cada um de nós.

Na vida no geral, ou onde quer que nos integremos, esta é a altura de dizer que a cópia não é bem vinda. Cada um de nós é Uno. A tentativa de alguém se colar á imagem de outrem não dará bom resultado, estará a perder a sua identidade e até a sua essência.

A sua vida no geral, profissional, académica ou empresarial merece ser vivida, disfrutada, maturada e acrescida de valor com base no que voce é e não na cópia em que se quer, ou ponderou, tornar. Assente os pés na terra, se não tiver instrumentos, siga os que a Natureza oferece. Olhe para as estrelas, oriente-se pelo Sol ou pelo musga das arvores, mas tome o seu rumo. O Seu, não o de outrem emboçado em si como uma cópia.

Ou você sabe as diretrizes, sabe o rumo, a direção a seguir, ou irá aprender aos poucos, mas…Não deixe que os outros estejam no comando de sua vida, da sua carreira. É consigo, é você que têm que elaborar um mapa para o seu próprio percurso. Se você não é muito dado á cartografia, siga o sua bússola interna para encontrar o Norte e … siga viagem.

Não deixe pedaços de pão a sinalizar o caminho…Há pássaros nesta vida.
Concordo comigo mesmo!

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“Cair do Pano”

Do parecer ao ser, da exceção à regra ou do pensar ao executar. Palavras que se encaixam bem, mediante o contexto, mas que são diferentes entre si. Representam de alguma forma posições opostas ou de caracter distanciado.

Na vida, todos estes termos, e mais alguns que incluísse, circulam diariamente entre nós, nos nossos ciclos envolventes e maioritariamente não se representam só pelas palavras. Estão visíveis pela representação teatral de certos personagens, encarnando, personificando a ideia do “parecer ao ser”.

Também, como figuras reais nos aparecem situações que, de tão frequentes, quebram a barreira da exceção para se tornar regra. Por ultimo, neste exemplo, o contrario se personifica…muita gente se cruza connosco, seja na academia, no emprego ou na sua empresa, que, muito dizem pensar (e em muita coisa) e pouco ou nada executam.

Ha dias, captei um debate televisivo onde o apresentador vestiu (e vai-se lá saber porquê) a pele do personagem pessimista, derrotista e ate negativista. Ora, não sendo essa uma tendência na conversa, no tema ou no caso em analise, houve um notório desfasamento entre a posição que estava a ser tomada por quem moderava a sessão e os demais.

Sorte, a dos telespectadores, que o rumo muda a certa altura com boas intervenções dos convidados à mesa e desvaneceu aquilo que seria o “papel” personificado do moderador em questão.

Elação tirada de imediato, o moderador estava a querer mostrar uma certa imagem, mostrar ter uma certa postura, que por certo não o terá, e tentou vestir a pele desse mesmo tipo de personagem com as característica supra descritas. Correu mal.

Correu mal para ele, para os restantes terá corrido até muito melhor do que pensavam, pois não teriam com certeza à espera de tamanha oportunidade de brilhar por um motivo tão desnorteado. Ou seja com a ma personalização de alguém, outros, tirando partido da situação e simplesmente pondo na mesa todo o conhecimento que disponham, deram cartas e “viraram o jogo” como diria alguém. Se é que me faço entender.

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Salvaguardando os atores de profissão, que muito se respeita, no quotidiano não deveremos abusar das personagens que se tenta encarnar. Refiro não abusar e não menciono diretamente não encenar, pois a terminologia de personalizar ou vestir o personagem pode ser muito ampla e … quando menos esperamos estamos a parecer algo que não somos e a ser algo que não parecemos. Enfim contrariedades visuais que fazem movimentar a alta rotação qualquer molécula cerebral.

Há que refletir, e até debater se for caso, qual o ponto de equilíbrio entre um “bom dia sorridente” para o exterior e um começo de dia terrível (interiormente) ou um papel representado de excelência quando na realidade a mediocridade assola ou transborda. Balancear, medir e ter bom senso.

Muito se fala em Marketing, pois é… e o Marketing Pessoal? até esse tem de ser bem feito. Bem trabalhado. Dizer só o que importa dizer, estar quando é necessário estar, ouvir percentualmente mais do que falar, relevar das valências adquiridas realmente o que é importante e, muito importante, não “dançar sem música”.

Dar valor ao caracter, aos valores em detrimento de outros tipos de ilusões. Este e outros tipos de situações passam-se nos nossos dias consequentemente. Quando não temos meio-termo, bom senso e abusamos da “dança sem música”, estamos com certeza a perder uma oportunidade de vincar posição positiva em qualquer situação profissional. Estamos a perder hipóteses de demostrar as reais características, competências ou valências que se possui.

O talento é dado por Deus; seja humilde. A fama é dada pelo homem; seja grato. A presunção é autodeterminação; seja cuidadoso.” # John Wooden#

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“Carga Não Excessiva”

Fonte: “Carga Não Excessiva”

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“O Estorvo”

Cidades urbanas, cosmopolitas, com pessoas e pessoas como seus habitantes ou simplesmente usuários de um ou outro aspeto que a própria cidade tenha para oferecer. O que é certo é que cada vez mais as pessoas usufruem das cidades seja por necessidade de trabalho, passeio, lazer ou o misto turístico. Deslocam-se nos centros das cidades a pé ou em meio de transporte próprio para o efeito.

 Não obstante os habitantes locais, possuem meio de transporte próprio, viaturas que, infelizmente e na generalidade, já não tem local próprio para se estacionar. A desordem a cada dia é um fato na maioria das cidades. Como exemplo generalista poderemos considerar viaturas em cima dos passeios, pressupostamente serviriam para os tais percursos dos peões, viaturas estacionadas em locais indevidos, viaturas em segundas filas das faixas de rodagem, e deslumbre-se aquele que nunca viu, até viaturas em terceira fila e em pleno centro de rotundas. Bem, é obvio que o caus está à vista de todos. Só não ve quem não quer ver.

Na maioria dos casos, quem se recusa a admitir que o caus está instalado no que a estacionamento desmensurado em plenos centros urbanos diz respeito, eventualmente terá algures no tempo procedido de igual forma e contribuído para tal.

Quem não se lembra de belos momentos de lazer, entre amigos, ou colegas de trabalho, em eventos de “team bulding” onde a diversão foi, por que não a “Gincana”? Pois esse evento de cariz desportivo onde, durante o decorrer do mesmo, os participantes serão avaliados pela sua habilidade e destreza, bem como pela própria competitividade desportiva.

Sendo uma gincana um tipo de competição (sim, um jogo traz sempre alguma competição) que na maioria dos casos tem caracter recreativo e que terá como objetivo pôr à prova habilidades dos participantes, quer sejam físicas ou mentais, não será normal que as pessoas andem a fazer gincanas a toda a hora em plena via publica, urbana ou urbanizada.

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O que fazemos, hoje em dia, para chegar a um destino, seja ele a nossa casa, o escritório ou onde quer que seja, não é mais que uma gincana diária, com vários obstáculos e que poe à prova o físico e a mente de cada um de nós. Andar a cirandar de carro em carro, ultrapassando-os, muitas vezes com necessidade de recorrer a manobras, só porque um(a) excelentissim0(a) decidiu parar a viatura em segunda fila para ir tomar café ou comprar o jornal não será de todo o que teríamos em mente quando nos metemos à estrada.

O mesmo se pode dizer de quem anda de transportes públicos, muitas vezes também eles prejudicados no seu tempo, simplesmente porque o veiculo publico onde se encontram não consegue manobra para seguir viagem. Porque? Porque os mesmos transeuntes não respeitam os outros veículos, muito menos os de grande porte e que transportam muitos passageiros.

Transportar alguém às compras e esperar no carro em segunda fila, prejudicando o transito e o normal percurso nas vias de circulação, não estará nas regras de transito como permitido. Ora ha que haver bom senso. O comodismo terá de ficar no sofa…se não há lugar estacionar, vai-se a pé.

Uma gincana, onde se tem de enfrentar obstáculos, enigmas ou tarefas é por certo algo que todos sabemos que temos na vida profissional. Desafios são constantes, obstáculos, entropias, enigmas inerentes ao desenvolvimento pessoal e profissional é algo que temos como garantido, ter que superar, na nossa vida. Tomamos isso em conta e com bom senso, sem atropelos, tentaremos atingir as metas e cumprir os objetivos a que nos propusemos.

Evitaremos colegas, colaboradores e outros que se posicionem em segunda fila, prejudicando o normal percurso. Manteremos o carater e a postura e chegaremos ao “destino”. Aplicar-se-á nos nossos ciclos envolventes, agora na via publica? Em meio urbano? Por favor!

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“O Gládio”

Nada acontece por acaso, mas também nada se faz sem esforço. Esta é uma verdade universal pela qual, salvo raríssimas exceções, e referindo-me á noticia recente que menciona que 1% da população (globalmente) deterá a mesma riqueza dos 99% restantes…Bem, esta foi a conclusão de um estudo de uma organização não-governamental britânica, a Oxfam, que se baseou em dados do banco Credit Suisse referentes a outubro de 2015 e citado pela BBC news. À parte e adiante.

Trabalho, esforço e dedicação, resiliência e bom senso, com saúde, levarão a bom porto o comum do Ser que empenhado tenta conquistar os seus objetivos. Conquista de objetivos, marcação de posições e até a salvaguarda de ideia, projetos entre outros. Como exemplo generalista, é mesmo necessário uma grande dose de esforço físico e mental, ginástica cerebral e espirito de luta para se conseguir defender o que se pretende. Aplicando-se a ideia à vida em geral mas mais propriamente aos ciclos envolventes a que pertencemos.

Esprito de luta e bravura é algo conhecido de muitos povos. Usarei um pouco de história, a nossa, a de Portugal, riquíssima em exemplos. Recuemos no tempo às raízes da nação, do território, do que é o hoje o que é. Também o nosso território começou por ser pequeno, mas já era rico. Teve de haver muita luta, não só para crescer territorialmente, mas para guardar e salvar o que era nosso, ou por direito conquistado.

Não sendo de todo um historiador ou um “expert” em ciências históricas, os exemplos são ilustrativos, deixando admiração pela sabedoria e mestria a quem a tem.  Aprecio e respeito.

Alguns autores clássicos referem que a “Lusitania” seria no seu tempo exportadora de ouro, prata, chumbo, cobre, estanho entre outros minérios. Pelos vistos terreno fértil e rico em minério. Exportado, à maneira da época serviria para gerar riqueza para o território. Lusitânia, proveniente do latim: Lusitania, terá sido o nome atribuído a um pedaço de terra (território) na zona oeste da península Ibérica (em outros tempos, ou na Antiguidade) onde terão vivido os povos lusitanos desde os tempos do Neolítico.

O povo Lusitano, designados historicamente como Lusitanos, fizeram parte de um dos povos ibéricos pré-romanos e que habitaram a região oeste deste cantinho à beira mar plantado, conhecido por península Ibérica desde a chamada Idade do Ferro. Por volta de 29 a.C., na sequência das invasões  romanas às quais resistiram longos tempos, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal. O nosso Portugal. Historicamente, consta como a figura de maior notoriedade, entre os lusitanos,  Viriato (já por volta dos anos 140 a.C), um dos seus líderes no combate aos romanos nas referidas evasões.

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Viriato, consta, andou sempre de batalha em batalha a defender as suas montanhas, os seus ideais o seu território. Não ganhou sempre, mas das vezes que a vitória não lhe aparecia, voltava e tentava uma e outra vez. O que é certo é que consta da história como um guerreiro que nunca desistiu de seus ideais.

Outra coisa também é certa, e também consta da história, a cada vez que a vitória lhe sorria, a ele Viriato, duplicava a raiva, o odio e tudo o que possamos imaginar lá no chamado Império Romano. Ahhh pois é. Vitória de uns, raiva e desdém de outros.

Este fato  é aplicável á vida e a cada um dos ciclos envolventes a que pertencemos. A elação a tirar será de que, mesmo sem espadas, escudos e capacetes, lanças ou dardos, hoje em dia as guerras, ódios e desdéns estão a cada esquina…não se veem muitas vezes (a olho nu) pois andam disfarçados por entre capotes e vestes de clérigos, nobres ou até plebeias…

Uma coisa é mesmo certa, se vivermos em plena consciência de que o que conquistámos foi merecido e foi-o honestamente, seremos e procederemos como Viriato, iremos sempre à luta por algo que nos é pertença e adquirida com o tal esforço, dedicação, resiliência e afins…Atentos e vigilantes.

Quanto mais nos aproximamos da Luz mais sombra fazemos.
Mantenho-me de acordo comigo próprio.

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“Não Acanhar”

Não poderia de deixar de “Republicar” este artigo, depois da surpresa recebida com um video inspirado nele próprio. Excelente trabalho de Gonçalo Fonseca e sua empresa a “Script Factory”.
Façam favor de ler o artigo e ver o video.
Palavra simples: Obrigado

https://youtu.be/BGItecOxQ-E

Obrigado

João Farinha's avatarO Caminho da Sapiência!

 Certas pessoas com poder, vamos chamar-lhe assim, nem sempremerecem esse mesmo poder que têm. Seja alguém na hierarquia da empresa, o seu patrão, o professor na academia ou alguém de qualquer ciclo onde estejamos envolvidos cuja posição seja tabelada como superior. Esse tipo de indivíduos, superiormente colocados na organização ou entidade, não têm necessariamente de saber ou fazer melhor do quevocê faz.

Muitas vezes por pensarem o contrário e se intitularem donos da razão, devido ao poder conseguido, rejeitam as suas ideias, eventualmente excelentes, ou discordam abundantemente das suas sugestões, que até podem ser fantásticas. É assim. Fazer o quê? Ter sempre em mente que o que se passa não terá a ver com a solidez de seus conteúdos expostos ou suas ideias. Uma das possibilidades pode estar assente na comunicação, ou falta dela. Tal pessoa simplesmente não o entende. 

Vocêestará nesse momento a pensar, como se diz na gíria: “muito…

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“Incursão Benévola”

Por muito que não queiramos passar essa imagem, todos nós temos algo mais para dar aos outros do que na realidade aparentamos. Figuras altivas, executivos implacáveis, estejamos onde estejamos, no que a hierarquias diz respeito, há algo por traz da mascara. Benevolência implícita na essência do ser. Quer se queira que não…é inevitável, embora em algumas pessoas mais a miude que outras. Temos algo no nosso intimo que nos está constantemente a alertar para que alguém poderá estar a necessitar de nós. Em algum aspeto e alguma situação.

E se o mencionado acima se aplicasse a países, sociedades ou estruturas social e politicamente poderosos? É  verdade, se pensarmos nas guerras que temos hoje em dia por esse mundo fora, a maioria é por haver excesso de preocupação (!) entre os povos. Quem ataca preocupa-se com a fraca gestão da riqueza do pais atacado, reclamando para ela própria a futura gestão dessa mesma riqueza e … como a preocupação é tanta, por que não gerir e governar todo o  país? Embora como exemplo generalista é isso que se passa. Preocupação de sentido inverso, ou o “olho no umbigo”.

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Há outros casos onde países outrora separados (por guerras anteriores) e cada um legitimo pais independente, veem-se em guerrilhas territoriais por parte desse mesmo país (outrora independente). Será neste caso a preocupação (!) com a má gestão e mau aproveitamento de localizações estratégicas desses bocados de terra que, até então estariam tão descansados. Ameaças de cortes de ligações de gaz, de cortes de linhas estratégicas de transportes marítimos são postas em cima da mesa, sempre por preocupação (!).

Há alguns dias (semanas ou meses a esta parte) viram-se intensificados os níveis de preocupação com terceiros por parte de chamadas “coligações ocidentais”. As preocupações (!) foram tantas que juntaram umas economias e foram todos de avião ver o que se passava lá para os lados de terras alheias…enfim, a preocupação que nem sempre se ve…ela existe, com os outros ou com os próprios.

Mais recente ainda o levantamento de sanções politicas, económicas e ate sociais a um pais que, por sua vez é muito rico. Estava fechado aos negócios, até ha bem pouco tempo não poderia vender seu produto, mas, mais uma vez, apos muita analise, consideração e deliberação sobre o caso especifico, e com muita preocupação (!) à mistura, levantou-se o embargo e … logo o pais em causa vem dizer que está capaz de inundar o mundo com seu produto (falando de ouro negro, avisam capacidade de um milhão de barris por dia) algo que se tinha visto proibido de fazer…. É dose.

Isto leva-nos a uma questão, a uma consideração a ter em conta. Parece que desta vez, algumas imposições foram feitas, não tantas como em outros casos e, parece-me ter sido permitido que o pais em questão comece a gerir os seus produtos, exportações incluídas da melhor forma possível. Isso parece um bom principio em essência. Será que é mesmo assim?

Seja como for, e não ironizando, ha uma elação a tirar. Quando alguém ao nosso redor está mesmo a enfrentar um desafio deveremos ajudar, estar próximo, prestar auxilio, gerir a situação da melhor maneira, mas em prol do terceiro e não em prol de nós próprios como  descrito acima nos exemplos generalistas de geopolítica.

Todos nós queremos acreditar profundamente que teremos um dom considerado especial, que poderemos fazer a diferença, que poderemos alcançar terceiros de uma forma especial, e, que poderemos também, em ultima instancia, fazer deste nosso mundo, um lugar gigantescamente melhor.

Não estaremos a divagar demasiado? Não, nem por isso. É o tal “algo” por traz da mascara referido no inicio do artigo. Tudo pode ser tratado, analisado e considerado mas, não podermos nunca tornar-nos abelhudos. Sim, metediços e intrometidos na vida dos mencionados terceiros. A envolvente de terceiro a ele lhe diz respeito, deveremos, aguardar a chamada para a intervenção e não abusar da “mania do conhecimento alheio”, sob outrem.

Só porque alguém que você conhece anda à procura de respostas em alguns aspetos da vida, não significa que seja vocêdar-lhas. Você pode saber exatamente o que eles precisam fazer, mas, poderão dizer ou pensar que não concordam consigo. Será legitimo. Há que ter em consideração a suscetibilidade que cada um possa ter para com  este tipo de situações. Se refletirmos bem, eventualmente também não gostaríamos que alguém se expressasse diretamente, dizendo-nos como proceder para com a nossa própria vida.

Ouvir os comentários, as queixas, as observações momentâneas, e, em vez de dizer-lhes o que você pensa (diretamente) ou o que esse alguém deva fazer, há que perguntar a esse alguém o que gostaria que voce fizesse por ele. A apreciação será muito maior e a sua abordagem muito bem recebida. “O que posso fazer?” é diferente de “E se fizer isto ou aquilo”. Chamemos-lhe o entendimento entre quem se preocupa e quem, eventualmente, necessita de algo.

Não pense pela cabeça de alguém, pense pela sua em prol de outrem.

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“A Ventoinha”

Realmente as noticias que nos entram pelo cérebro a dentro e que nós, comuns dos mortais, na maior parte das vezes nem damos conta. E porque é que isto acontece? Pois bem porque já estamos a dar tudo por adquirido e já não tomamos a devida atenção a quase nada. Vida agitada, correrias de um lado para o outro, logística de mobilidade desde a manha à noite, são alguns dos motivos por que andamos a não prestar atenção a nada, ou melhor, a quase nada.

O melhor dos exemplos será, como generalista, o do momento em que vai de carro, na sua deslocação para casa ao fim do dia, a ouvir radio e começam a transmitir as noticias de transito. É sempre assim, como por norma a primeira localização de onde a noticia é proveniente, não está no seu raio de deslocação, voce desvaloriza de imediato as noticias das localizações seguinte..

Imagine-se na segunda circular, em Lisboa, e a primeira noticia que ouve é sobre a ponte da Arrábida, no Porto, seguida da situação na circunvalação e assim sucessivamente. O que lhe passa pela cabeça? “O transito está caótico”, “O habitual” e só já quer é ouvir a sua musica tranquilamente.

Estamos cada vez mais a ser assoberbados por informação e como tal, a triagem da informação que interessa nem sempre é efetuada. Consumimos demasiada informação mas já nem a processamos para os fins que deveríamos. Seguindo o exemplo, quando ligamos o radio, quantas vezes antes verificámos o telemóvel, os e-mails e mensagens, para estar a par das noticias? Dezenas de vezes por certo. E a quantas dessas noticias demos a devida importância? Para quantas delas parámos a pensar, refletir sobre a causa ou o efeito? Pois diria que, quase para nenhuma.. é assim que vivemos hoje em dia.

Somos recetores de muita informação a uma velocidade estonteante, mas tiramos muito poucas elações da mesma. Isto salvo raríssimas exceções, como é obvio.

Os tempos são de mudança e cada vez mais temos de estar atentos a tudo o que se passa á nossa volta, nos nossos ciclos envolventes e saber ler e interpretar as entrelinhas, tirar elações e planear soluções se for caso. Tipicamente tentar estar um passo á frente.

Ora um passo não diria, mas estamos a (segundo dados históricos) a 3 dias de avanço. De que? Do típico tempo que visita o nosso magnifico arquipélago dos Açores. Há um dito popular que menciona que, devido ao “anticiclone dos Açores”, o tempo que visitar as ilhas vem para o Continente 3 dias depois. Se estivermos atentos a esta informação, minimamente saberemos com o que contar.

Posto isto, reparem uma noticia que não menosprezei hoje, que transcrevo da imprensa online: “Furacão ‘Alex’ atingirá os Açores com ventos de 170 quilómetros por hora”.

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A primeira coisa nos ocorre é pensar que este tipo de situações só acontece aos outros, lá para os outro continentes (lá está a situação de não relevar). Mas depois apercebemo-nos de que há um alerta vermelho, emitido pela entidade competente (Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)), de que uma tempestade está a dirigir-se mesmo para o arquipélago e há até previsão de ondas na casa dos 18 metros de altura. Ai pensamos: “isto não vai ser fácil”. “Não é brincadeira”.

Em resumo, antes de chegarmos ao ponto de estar a reagir, deveremos ser proactivos e estar preparados minimamente para qualquer eventual situação que implique mudança. Mudança de comportamento, perspetiva, atitude ou ate de forma de estar. Se nos apercebemos que há que mudar algo para prevenir ou melhor algo que seja, façamo-lo.

Em essência, e salvo melhor opinião, mudar até é positivo, trará sempre alguma motivação acrescida nem que seja pela novidade, pela descoberta de algo, pela entrada numa outra dimensão da situação, poderia enumerar diversos fatores….Mas, nem sempre é assim tão confortável.

Se por acaso você está a passar por alguma situação de mudança ou transição, na sua vida ou em qualquer um dos ciclos a que pertence, na sua envolvente, prepare-se para combater esse, eventual,  desconforto. Por exemplo, rodeie-se de pessoas que o façam sentir bem e de coisas que lhe tragam conforto. Tire um tempo para si, um tudo nada afastado do que o está a “puxar” para a sua anterior “zona”, e que não está a permitir a mudança como deve ser. 

Acorrentar-se à sua secretária, ou onde quer que seja, não significa que voce esteja a ser disciplinado em altura de mudança. Comece por desamarrar as correntes da perspetiva. Olhe e veja o outro lado da situação, a outra versão.

Se está ao sol ponha-se à sombra mas aprecie a mesma paisagem…
“Viu” o mesmo? Bem me parecia.

 

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