“Consílio Cavernal”

Poderia falar da ação que decorre da entrada de ar pelo nariz ou mesmo pela boca, e continuar a falar de certa forma tecnicamente, referindo que o mesmo ar passará depois pela faringe, laringe, atinge os brônquios e por ai fora até aos famosíssimos pulmões. Esta situação, de todos conhecida e que muitas vezes nos serve para, descontraidamente acalmar e relaxar.

Efetivamente não é disso que se trata agora, mas sim como evitar chegar a tal necessidade. Obvio que me refiro à calma necessária para não ter de parar, relaxar e acalmar. Se estiver calmo à partida o mencionado não é necessário para tal efeito, só mesmo para o ato de respirar.

Adiante. Quantas vezes se sentiu a explodir de nervos, se me permitem a expressão,  por se deparar com uma situação que considera injusta para si ou para os outros. O que não faltarão são situações deste género no dia a dia e provenientes de qualquer um dos ciclos envolventes onde nos encontramos inseridos, integrados, onde nos consideramos pertences.

Na academia acha injusto uma classificação de um trabalho de investigação, nem que não seja o seu, mas no seu entender há algo que está disforme. A tendência é a irritação, os nervos por nada poder fazer e, prole da situação. Acontece-lhe por certo pelo bom senso que impera em sua pessoa.

No seu mundo profissional, no seu emprego, quantas vezes, a si ou a outros colegas, aconteceram situações em que discorda da forma, ou até mesmo do conteúdo, como as mensagens chegam ( ou não chegam) e a sensação de impotência para com o momento eleva-se ao expoente de o enervar. O chamado fervor interno. Aquele momento em que até respondeu (à letra embora cordialmente – sempre) mas…de nada serviu.

O mesmo se passará na sua empresa quando os seus planos saem gorados por motivos alheios à sua vontade, por força da envolvente, do mercado ou simplesmente provenientes de fatores completamente externos e imprevisíveis… pois é, a raiva, fúria até, por não conseguir controlar no momento tal situação, apodera-se da sua pessoa.

Todos os termos usados, embora pareçam excessivos, são (nada mais nada menos) que os termos que refletem o que lhe vai na alma em tais momentos cujos exemplos genéricos e simplesmente exemplos, representam. E ai sim, inspira. Inspiração a palavra descrita no inicio que pode, também, ajudar a acalmar e a relaxar. Não deixe chegar a esse ponto. Use-a só para o ato de respirar.

Na verdade o que é necessário é ter, por si só muita inspiração, ser criativo como um artista. A criatividade profissional, numa ótica gestão comportamental, pode ser a solução para não chegar a extremos de nervosismo como os acima referidos. “Slice”. Quantas e quantas vezes refiro este termo. Na essência de “fatiar fininho”. Sim. Corte as “gorduras” do que, na envolvente, gera “nervos”. Dê importância ao que realmente é importante.

Uma outra variável a ter em consideração é o estimulo, ou a coragem para a ação e a decisão em si que tem de tomar. O compromisso e a entrega. Questiona: “Que raio vem a ser isto?” Simples. É o que necessita por parte dos seus colegas, parceiros, chefes, lideres ou sócios. A isto chamo inspiração também. Quando se consegue absorver de outrem algo positivo, inspirador, motivador até, para uso prático. Revê a situação? Pois muitos exemplos haverá.

Inspiração poderá também, eventualmente mais filosófica ou teologicamente, ser considerada a compilação de ideias ou conceitos de certa forma considerados futuristas no entendimento ou até na consciência Humana. Mas em consciência poderemos afirmar que sem dúvida é considerada, a inspiração, como sendo a influencia que direta ou indiretamente atua sobre alguém ou alguma situação. Na verdade todos nós necessitamos de algum tipo de inspiração, ou não será?

 Se você não sente, ou não tem de todo, a inspiração que necessita na sua envolvente, especialmente na sua equipa, colegas, chefia ou sócios, terá mesmo de a encontrar em si próprio. Não poderá deixar “abater-se” como se de um caça de guerra se tratasse. Você á um vencedor, aqui ou em qualquer lado.

A inspiração chegará, nem que de dentro de si próprio, do seu consciente e …ai sim, o alvo ficará bem definido. Não quem não o inspira, mas sim o seu objetivo magno. Estará confiante e a dar importância só mesmo ao que é importante, como tal, toda a energia ficará para o objetivo em mira.

 O seu estado mental, acabou de ser transformado no momento em que desvaloriza a falta de inspiração que advém dos demais. Não se enerve. Não estará sozinho nesse trilho. Verá que alguém o acompanhará pois, viu em si a inspiração que também lhe faltava. O caminho não será feito sozinho.

Com a sua própria inspiração descobrirá a ambição, a ansiedade, o desejo de realmente querer atingir os seus objetivos. Cordialmente, suspirando (de alivio talvez) vai anunciando a si próprio o seu real e consciente entusiasmo para a caminhada que tem por diante. Sabemos que não sendo arrogantes, ou desonestos, e trabalhando muito,  tudo o que desejamos a seu tempo atingiremos.

A caminhada é longa. Vá, mas vá bem consigo próprio. Não faça mudanças só mesmo por fazer, sinta a sua própria inspiração, ganhe as suas energias e motivações, antes de tentar, como se costuma dizer, “inventar a roda”.

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Em resumo, embora sempre tentando, e pensando em, ajudar, opinar, contribuir, ou o que seja,  você não é, nem poderá ser responsável pela felicidade dos outros, pelas as suas motivações ou o que quer que seja, mas é-o por si. A responsabilidade neste caso é acrescida. Uma vez mais, pela segunda vez, pode parecer “pesado” ou “duro” de se ler, mas há que considerar as suas necessidades reais em detrimento das suas necessidades percebidas.

“Não vá para onde o trajeto o possa conduzir, vá pelo contrário por onde não há nenhum trajeto e deixe um trilho.” 
## Ralph Waldo Emerson ##

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“Controlo Assertivo”

Diariamente, mesmo sem darmos conta, deparamos-nos com inúmeras situações, que por vezes até se tornam repetitivas, no entanto nem nos apercebemos que estamos por elas a ser dominados. Refiro-me, como exemplo generalista, aos inúmeros casos onde optamos, quase sem pensar, por colocar a negação pela frente.

“Não posso”, “agora não dá”, “tenho pena mas ficará para outra oportunidade”, “terei de verificar com a minha secretária”, “ligou para…deixe mensagem após o sinal”, enfim poderia referir inúmeras situações generalistas mas exemplificativas de situações de negação, recusa, tentativa e que mais. Na verdade tudo situações onde sem darmos conta estamos a fragilizar a nossa agenda, a nossa vida pessoal, profissional, académica ou empresarial.

Cada negação direta transmitida será pouco provável de ser recuperada. Quero com isto dizer que, sempre como exemplo generalista, na maioria dos casos quando se nega algo, o caso de apontamentos de agenda, reuniões de trabalho ou estudo, encontros sociais ou culturais, raramente conseguimos reparar o “mal feito”, ou recuperar da negação para a aceitação.

E quando conseguimos, será que tem o mesmo impacto? Pois é verdade. Dependerá da circunstancia. Não obstante, cada vez mais se deverá pensar em analisar, neste caso a agenda, antes de dar uma resposta que até poderá não ser a queremos dar.

 Em boa verdade, cada vez mais estamos enclausurados em temas e mais temas, tópicos e mais tópicos que nos fazem ficar agarrados a uma rotina verbal de negação. Pensamos que estamos atarefados, mais do que aquilo que estamos, e depois podem as coisas não correr tão bem assim pois estamos e ficamos cada vez mais condicionados. Condicionados de ações, movimentos, socialização, confraternização, enfim … enclausurados por muralhas que criamos em volta de nós próprios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASem darmos conta, estudaremos sozinhos, pois negámos uma saída para o efeito. Trabalharemos e investigaremos sozinhos por motivos parecidos e aos poucos deixamos inclusive de socializar. Isso é bom? Pois não me parece. Tudo tem o seu peso, mas este radicalismo da negação, a tudo e a todos, salvo melhor opinião, não me parece a melhor nem a maneira mais razoável de tratar da sua agenda. Bem pelo contrário.

Estar sujeito a obedecer ou a cumprir, certas e determinadas condições, estar ou ser submetido às referidas condições, consciente ou inconscientemente, é estar regulado, controlado ou como já referido, condicionado. A questão que se levanta é esta: “E é isto que se quer?” passar a vida condicionados? Já não basta quando tem mesmo que ser por inerência das situações profissionais ou empresarias, calendário oficial académico ou outro, quanto mais o condicionamento causado e incutido pelo próprio.

Não se condicione a si próprio, não seja condição de voce mesmo, não diga que não a tudo como se outra abordagem não fosse possível. Analise cada situação e responda em conformidade.  Não se deixe influenciar por uma agenda fictícia, que só existe no seu imaginário, que você gerou de propósito para se alhear do seu ciclo envolvente, do seu universo. Em suma quando responder negativamente tenha em consciência que avaliou a situação e que mais nenhuma hipótese é mesmo viável. No geral, só terá a ganhar.

Por vezes aquilo que parecia um dia normal para si, carregado de negações de manha até à noite, pode virar um dia extraordinário se você refletir antes de responder as chamadas de “negações tontas”. Será um dia superior à média, no que a satisfação, alegria e motivação diz respeito, e, de repente dará conta que se dá com mais gente do que pensava dar.

Fantástico não é? Quando se torna a dialética positiva, é porque já o cérebro assim está. Curioso não?

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“Torta Afronta”

Sempre se ouviu dizer que para se acabar uma maratona não se podem fazer “sprints”. Esta a afirmação de cariz desportivo aplica-se na perfeição à vida quotidiana bem como à nossa vida enquanto indivíduos pertencentes a ciclos envolventes como a academia, a profissional ou empresarial.

No fundo a ideia por de traz da frase será que quanto mais longínquo estiver o nosso objetivo, quanto mais difícil, trabalhoso, moroso de atingir, mais tranquilidade teremos de ter. Temos de descobrir a energia e resistência para superar os desafios ao longo do período de tempo necessário para que consigamos atingir tal objetivo, meta ou propósito.

O chamado sacrifico, esforço, que se faz para atingir ou realizar algum objetivo ou tarefa deve ser controlado, ponderado, para que no final ainda restem energias. O objetivo de qualquer processo que tenhamos em curso será a realização do mesmo, ou seja, chegar ao fim com o que nos prepusemos.

Muitas vezes queremos tanto algo que não pensamos em todas as implicações, sejam elas físicas, psicológicas, mentais ou até implicações de cariz de envolvência. Sim. Podemos por em causa a nossa presença, integração, na envolvente onde estamos incluídos. Olhamos demasiadamente fechados para a nossa agenda, para o nosso objetivo, e não nos apercebemos que existe uma quantidade de situações abrangentes a 360º. A toda a volta.

Este fechar de portas à envolvente, por focos num objetivo, nem sempre é bem feito. Podemos fechar portas, sim, necessitamos de nos concentrar ou trabalhar, investigar mais minuciosamente, tudo ok, mas…deveremos deixar as janelas abertas para entrar oxigénio. Se é que me faço entender. O Ato de cobrar de nós próprios, de colocar sempre a fasquia o mais alto possível, tem que se lhe diga e tem de ser feito com ponderação.

Este será o ato da exigência.   Aquilo a que nos propomos terá de ser equilibrado com tudo o resto. O nosso “bem estar” não é só um termo para a saúde, e muito mais que isso. É todo um circulo onde há ligações e mais ligações, interações, conexões, de variadíssimos tipos. Sociedade, família, trabalho, academia, religião, empresa,  o que de mais e com que mais nos relacionamos. Bem, este será um outro tópico, por agora referir que há que haver uma ponderação e equilíbrio no que exigimos a nós próprios.

Pelas exigências, pela forma como exigimos de nós próprios conseguimos refletir na forma como procedemos com os outros, sendo que nós somos sempre mais exigentes connosco do que com os outros. Esse é o ponto a ter em consideração, pois por vezes as exigências que fazemos, ou que definimos para a nossa pessoa, são até absurdas, ou podem chegar a ser. Se assim, em consciência, evidenciarmos, então devemos alterar a forma como nos tratamos a nós próprios.

Como exemplo generalista, não desperdice todo o tempo que têm a analisar todo o trabalho da equipa de investigação, de trabalho, o departamento ou empresa até.  Apenas tente concentrar-se nas suas próprias tarefas ou trabalho em curso. Isso já será suficientemente bastante. Há delegação e tem de servir para qualquer coisa, e este é o caso, delegue e não se preocupe em excesso.

Quanto á critica que possa advir ou que queira fazer com base nos argumentos que pretende recolher, quer seja profissional, social ou culturalmente ( nas organizações há que ter em conta o fator cultural  cada vez mais) qualquer uma pode esperar mais um tempinho. Reflexão e ponderação primeiro e depois haverá tempo para criticar e ser criticado. Não se preocupe em demasia. Não exija em demasia. Refiro-me a si próprio.

Permitir que haja interação com o próximo pode ser um travão da sua própria exigência. Partilhe, desabafe com alguém próximo os seus planos e verá que acalmará. Isto porque quando queremos fazer muitas coisas ao mesmo tempo, exigimos a nos próprios o sucesso em todas as vertentes e, a nosso ver, tudo tem de ter excelência nos resultados.

Mostrar ao próximo o melhor que têm em mente fazer, para oferecer, ao projeto ou objetivo, é um fator impulsionador para o incentivo à confiança. Ao partilhar algo que é seu por natureza, está numa posição de liderança e nada terá a temer.

"Torta Afronta"Faça o que tem de fazer, mas, a reflexão e ponderação sobre a exigência é fundamental. Não será positivo não acabar as etapas a que se propos por falta de capacidade “física”. O caminho é longo, e sinuoso mas é para fazer. Como tal para chegarmos com sucesso ao fim do nosso planeado trajeto ha que usar o corpo mas também a mente. Sem stress chegará lá.

“Se você quiser correr, corra uma milha. Se você quiser experimentar uma vida diferente, corra uma maratona.” ##  Emil Zatopek ##

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“Vista Sentida”

Ter desempenho positivo na academia, a cada etapa, a cada ano que passa. Ter uma consolidada progressão na carreira ou ter muito sucesso na expansão empresarial. Estes poderão ser alguns tópicos com que nos preocupamos no nosso dia a dia, pois estão diretamente ligados às envolventes onde estamos inseridos.

No âmbito estritamente pessoal, e sempre como exemplo generalista, podemos juntar ao acima descrito, as férias com que sonhamos ano após ano, pois queremos sempre aventuras diferentes. Juntar também a ideia de trocar de casa, ou até a recuperação de uma casa de férias ou fim de semana, mais espaço, melhores condições de bem-estar. Juntar a aquisição de uma viatura nova, um meio de transporte mais adequado à realidade atual. Enfim, referindo simples exemplos daquilo que pode estar a fazer o cérebro estar ocupado a pensar em formas de atingir certos e determinados objetivos.

Sempre que pensamos em objetivos, em metas, em desafios a superar, tentamos ao mesmo tempo pensar numa forma de as atingir. Fazemos planos, delineamos estratégias e desenhamos métodos de implementação. Na realidade criamos, na nossa cabeça, um mapa mental com uma serie de hipóteses e soluções imaginárias que queremos que sejam concretizáveis.

Um dos fatores de sucesso para a concretização de qualquer plano, meta ou objetivo é saber à partida que o mesmo é fazível. Com mais ou menos peso desafiante, mas fazível. Com maior ou menor tempo de execução, mas atingível. Depois cabe a cada um delinear a melhor maneira de canalizar esforços, dedicação, tempo e alguns recursos (não me referindo diretamente ao capital) e …. passar do planeamento à implementação.

Se, neste momento, a sua mente está focada no presente que planeia vir a ser real daqui a uns tempos, ou seja o conhecido “futuro”, este será o momento ideal para refletir sobre o caso concreto que o faz pensar. Ou seja, há que pensar em primeira instancia, no conteúdo e só depois na forma de alcançar tal objetivo. É tempo de iniciar algo em já pensou, eventualmente o mais ambicioso objetivo, o mais arrojado ou até aquele que o deixaria verdadeiramente com sentimento de realização alcançada.

Fazer uma reflexão sobre de onde veio, onde está, no contexto de onde já conseguiu chegar e para onde é o seu destino, ou melhor para onde quer ir, será importantíssimo para o próximo passo.  Visualize tudo o que poder. Procure nas imagens imaginárias algo que lhe trará algum tipo de desafio mental ou até físico. Haverá sempre desafios pela frente mas também haverá quem esteja por perto para o acompanhar.

Se você está entusiasmado, outros também o estarão. Pode não parecer mas na sua visualização mental encontrará tais companhias de caminhada. Alguém bem perto de si, pertencente também a um dos sues ciclos envolventes, estará por certo tão entusiasmado como você. Tente abordar tal pessoa, tal companhia, e comece a comentar os seus planos de caminhada. Ficará estupefacto com o que vai descobrir, se desabafar, comentar com alguém que na realidade está próximo de si. Descobrirá muitas formas de ultrapassar desafios que se avizinham para a concretização de seus objetivos.

Ideias, sugestões aparecerão, e você terá a tarefa de compilar toda esta informação com toda aquela que já tinha projetado. Terá de complementar, ou ir complementado, o puzzle de ideias e metodologias para que a implementação do seu plano seja efetiva. Por certo, o tal alguém, trará ideias que podem parecer exageradas na forma de implementação, mas isso demonstra que há trabalho a ser feito em prole do seu objetivo. Assim sendo, e não havendo interesse por parte terceira, descobre, que realmente há pessoas com quem se pode contar.

Tornar visível, processar a imagem na mente ou melhor, criar uma figura mentalmente é o que referia anteriormente quando mencionei o termo visualizar. Será um exercício criativo, ate, se considerarmos que estamos a usar lapis e papel imaginário, folhas e canetas que não existem, estão só na nossa mente. No final o importante é que esta imagem, esta visualização ou este desenho mentalmente criado fique retido no seu consciente e que sirva de inspiração a cada momento, a cada etapa da sua caminhada com rumo ao concretizar do seu sonho, objetivo ou ao atingir de sua meta.

Em resumo, ter um objetivo é mais do que só pensar no mesmo. É pensar em algo fazível, delinear estratégias, planear formas e métodos, visualizar mentalmente o mapa de todo o trajeto e fazer as escolhas de tempo e espaço de implementação. Não esquecer que, aquele alguém que aparecerá no mapa mental, na realidade existe mesmo. Só ha que refletir e calmamente encontrará tal companhia para sua caminhada.

Quando menos se espera, de onde menos se espera, aparecem as portadas.
Como concordo comigo próprio! Portadas fechadas podem esconder janelas abertas.

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“Dado Cortês”

Quantas vezes se sentiu aborrecido, chateado ou até farto de uma certa, e especifica, pessoa? Pois na verdade, e de uma forma generalista, já todos nós teremos passado por tal experiencia.  Situações por vezes simples, nada de grave, mas a pessoa irrita-o, leva-o ao extremo da sua capacidade de tolerância (ou pelo menos você assim pensa em certo momento) e chega ao ponto de nem seque se sentir confortável ao ouvir o nome de tal individuo, quão inoportuno é o seu respirar.

Em boa verdade não chegaremos ao limite da tolerância, por esse motivo ter referido que “pensamos” que chegamos, estamos “quase a rebentar”, mas na verdade ainda há muito para fazer, para além de respirar fundo. Não necessitamos de agir de forma a quebrar hipotéticos laços de relação, mais ou menos cordiais. Menciono aqui “relação” no âmbito das envolventes onde estaremos incluídos, a academia, o meio profissional e o empresarial.

O individuo em causa não necessita de saber diretamente que voce está farto de certas situações ou atitudes. Não há necessidade de confronto direto. Nestes casos, onde já se verificou que os motivos muitas vezes são, simplesmente, o fato do individuo respirar, há que proceder com bastante serenidade, caso contrário ainda se agravam mais as coisas e você até pode sair, de certa forma, magoado com tudo isto.

Teremos que, tranquilamente, usar a indiferença. Indiferença para com os seus atos, atitudes ou situações por ele geradas. Sabemos que ser indiferente não faz parte da sua personalidade, mas nestes casos terá de ser e sempre sem explicações. Será uma forma mais subtil de lidar com a situação que, na verdade, o está a deixar arrasado. Deixe esta situação de indiferença durar algum tempo, dê tempo ao referido tempo e inclusive afaste-se um pouco do meio onde por norma tal criatura circula.

Este afastamento e a pausa que conseguir concretizar na relação com tal individuo, farão toda a diferença, e resultará numa outra forma de ver o relacionamento e o ambiente na envolvente. Não obstante voce analisará e fará ponto de situação até ao ponto de ter de chegar à fala direta se assim tiver de ser. O mencionado referia-se á primeira fase, a chamada preventiva e…esta mesmo assim em fase de explosão na sua cabeça. Há que mitigar o risco de tal ocorrência.

Em boa da verdade e usando uma expressão popular e até de cariz muito pragmático, haverá duas formas de tratar a situação, embora muito diferentes: Ou você tenta abafar o zumbido ou pontapeia a colmeia. A forma como o terceiro envolvido reagir á mencionada primeira fase, fará toda a diferença.

No fundo teremos sempre de agradecer aos minutos de atuação inteligente que permitimos a nós próprios realizar. O momento chave esta na calma e concentração colocada na analise do tópico que chamámos “individuo indesejado pelas redondezas”. A forma como tratámos do assunto, o afastamento e a mensagem que transmitimos, indiretamente, durante o período em que procedemos com indiferença, não só nos fez bem à mente, como nos deixou muito bem de espirito. Alivio e gratidão por tal momento.

No final das contas, até se colocou uma relação proveniente de um dos ciclos envolventes a funcionar, sem confronto direto, sem chatices ou aborrecimentos. A criatura poderá respirar sossegada, novamente.

"Dado Cortês"O momento de agradecimento é muito importante. Na vida não temos de agradecer somente aos outros, a terceiros, reconhecendo um beneficio, um ato, uma atitude que houve em nosso favor. Não senhor. Então e o reconhecimento perante nós próprios quando agimos bem e ainda por cima a nosso favor? Terá de existir. Auto agradecimento, é verdade, mas é muito importante. É importante que não estejamos à espera que alguém reconheça algo que fizemos ou dissemos. Deveremos ter a capacidade, se feitos existirem (e teremos tantos de certeza), de comemorar, celebrar connosco próprios.

O ato de congratular seja quem for, e em que situação for, continua a ser primordial existir. Assim como reconhecer atos ou atitudes nos outros ou em quem quer que seja nos nossos ciclos envolventes…mas deveremos ter a capacidade de reconhecer fatos como a tolerância, a paciência, a compreensão por terceiros, entre outros, em nós mesmos.

Termos, apreendermos, ganharmos a característica de pessoa grata, com sentimento de gratidão, em qualquer circunstancia da vida, em qualquer parte do caminho é importantíssimo. Agradecer é meio caminho andado para o bem estar de qualquer Ser Humano. Muitas vezes há esquecimento neste campo…dizer o quê?

Não seja ingrato consigo próprio, na verdade até nem o é com os outros. Reveja-se!
É positivo o sentimento de concordar comigo próprio.

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“Vanguarda Luminosa”

Deparamos-nos com informação contraditória quando menos se espera. Imagine-se as noticias da meteorologia, de vez enquanto ha previsão de sol e aparece a chuva, outras vezes de céu pouco nublado e com pouca precipitação e vai dai chove torrencialmente. Um simples exemplo do dia a dia que ilustra bem a frase sabia que diz “o que hoje é, amanha pode não ser”. Com isto referir que por muito que se creia numa ideia, num conceito ou em algo que nos foi transmitido (de informação ou conhecimento) dever-se-á dar continuidade ao estudo e analise para se validarem e verificarem os fatos.

Como exemplo generalista, terá legitimidade para neste momento murmurar, como que a dizer-me: “tenho mais que fazer do que ir estudar a meteorologia para validar previsões”. De acordo, comentário aceite. Mas a ideia era generalista e aponta num só fator: a prevenção. Prevenção é uma variável a ter em conta quer seja ao longo da vida, no geral, ou em qualquer das envolventes, académica, profissional ou empresarial,

Por principio,  todas as pessoas são credíveis e estarão sempre de boa fé (digo eu). Sempre, até indicio, quer seja por atitudes ou comportamentos desviantes, ou mesmo por prova em contrário. Posto isto, o que nos dizem, ou demonstram, poderá ser levado em consideração como verídico. Temos bem a consciência de quem pertence à nossa envolvente e com quem lidamos, em suma, a quem ouvimos.

Tudo o referido é lógico mas há sempre algo mais a considerar. Nos ciclos envolventes onde pertencemos há, e haverá,  sempre indivíduos a entrar e outros a sair. É assim na academia, no emprego ou na nossa empresa. Ciclos fatuais que assim sendo levam a que hajam indivíduos a quem ainda não conhecemos o carater de suas palavras e atos, como tal temos de ser preventivos.

Prevenção poderemos considerar como o ato de se antecipar a algo , alguma situação, ou às suas consequências para desta forma se poder prevenir do resultado, podendo ainda ir a tempo de fazer correções caso seja o caso. Prevenção também poderá ser considerado, mais tecnicamente, como mitigação de risco.

Obviamente há situações que podemos proceder com precaução ou cautela, mas outras que nem por isso. Mas naquelas que, em consciência, nos será possível, segundo o nosso entendimento, deveremos considerar uma serie de medidas para evitar situações menos agradáveis a qualquer nível. Devemos estar preparados e sempre de sobreaviso para poder tomar as medidas adequadas e proceder prudentemente para com a situação casual.

"Vanguarda Luminosa"  Quando você se apercebe, ou sente, de certa forma, uma sintonia ou conexão de caracter mais fortalecido no que ao crescimento relacional diz respeito, com quem quer que seja pertencente a um dos ciclos envolventes a que pertence, é algo que você deve explorar. Faça planos para fortalecer essa conexão ou essa sintonia. Se assim for estará a começar a libertar-se da tal prevenção pois estará a cada momento a reconhecer credibilidade e valores de caracter no individuo em causa.

No centro da sua envolvente, levantar-se-ão algumas das questões às quais você quererá obter respostas. Em consciência, use da precaução como variável a considerar, balizes as espectativas, e as respostas certas, que aparecerão, não o deixarão desiludido ou desapontado. Voce estará prevenido. Um passo è frente.

Ter uma visão futurista, apontada para o horizonte onde estão desenhados os objetivos a atingir, é sempre mais valia. Porém, ponderação, prudência, atenção para com as situações e especialmente para com as pessoas, é essencial. Como se costuma dizer: ha que saber bem o terreno onde se pisa para que o caminho seja percorrido sem sobressaltos.

Tomar um medida antecipada é estar um passo à frente.
Já referi isto antes, certo? Pois, como eu acredito nisso.

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“Importância Real”

Há uma expressão do senso comum que diz “Há que tirar a medida às coisas”. É verdade sim senhor. Em termos genéricos, se no que diz respeito a medidas quantitativos estas serão de caracter exato, já no que toca a medidas qualitativas a questão já muda de figura. Não obstante, medir é sempre medir e sem medições não há gestão, seja do que for.

Temos também mais um ingrediente para juntar ao conteúdo de hoje, ou seja aquilo a que damos valor e ao que consideramos importante. O que para nós pode ser de extrema importância para um terceiro pode não o ser. Vejamos, como exemplo generalista, se comentarmos “ali estão 3 caixas”, não teremos duvidas de que são 3, classificamos quantitativamente, e quanto a serem 3 ninguém porá em causa. Se afirmarmos ou considerarmos que daquelas 3 caixa a primeira é a mais clássica, entramos numa espiral de considerações e comentários. Estes critérios de avaliação qualitativos tem muito que se lhe diga, sempre escrevendo em termos genéricos.

Ou seja, referimos a primeira, pois sim, e a contar de que lado (imaginemos que estarão todas lado a lado)? E porque é que é a mais clássica? Qual será o conceito em causa? Após a primeira consideração efetuada, muitas serão as que lhe seguem. Ah e tal, para alguém a segunda caixa é a mais moderna, para outros será a primeira, mas a contar da direita, outros dirão que a caixa do meio é antiquada, e outros questionarão ainda: “Caixas, quais caixas?” É assim em exemplos generalistas e assim é na vida enquanto indivíduos pertencentes a ciclos envolventes. Teremos considerações e opiniões para dar, comentários a fazer e, como diria alguém, não poderemos todos gostar da mesma cor.

Enquanto em alguns momentos de “amena cavaqueira” a discórdia de opiniões até se torna divertido, pois fomentará a longevidade do encontro, da tertúlia ou do momento que seja, já noutros casos a situação pode mudar de figura. Sabendo nós que a nível institucional, académico ou empresarial, muitas das vezes geram-se grandes discussões à volta de assuntos que não mereceriam tal importância, não deixando de acontecer, muitas vezes por culpa de quem se julga ter o dom da palavra e a cartilha do conhecimento. Não gostando de ser contrariados, certos indivíduos, só estarão bem com eles próprios se “tiverem” sempre consenso favorável, para as suas ideias, em certos e determinados acontecimentos. A sério? Conhece casos destes? Pois é todos os dias nos deparamos com pessoas deste calibre.

O importante é nós, Nós próprios, darmos valor e importância ao que é realmente importante, desvalorizando os restantes tópicos no que diz respeito ao investimento de tempo para grandes debates. Investiremos sim, tempo e conhecimento a expor ideias e conceitos sobre aquilo que é significante para o contexto e se estivermos perante indivíduos recetivos a ouvir, escutar e darem-se ao debate de ideias. Caso contrario, voltaremos ao mesmo. Perca de tempo.

Assim, considero que aquilo que realmente possui, ou tem, carater de relevância e importância é efetivamente significante. Menos que isso é para desvalorizar no contexto referido, claro.

Com certeza que você já teve a sensação de não estar a fazer tudo o que deveria ser feito para atingir algo: Uma meta, uma etapa, um objetivo. Já verificou por certo que apesar da sua agenda cheia de tópicos a desempenhar, que eventualmente iriam contribuir para o que voce intitula de alcance de sucesso, e que esse sucesso ainda não foi alcançado..

Se calhar o que voce procura mesmo não será o sucesso. Porventura voce procura significância perante os outros, a envolvente ou a instituição. Eventualmente o Sucesso para si será atingido pelo reconhecimento e importância que lhe dão, a si e ao seu trabalho.

Acredita-se então que, lá no fundo, cada um de nós quer que a sua vida (da forma como a vivemos, como nos entregamos à família, aos amigos, à sociedade e aos ciclos envolventes) valha algo, que importe para alguém ou para alguma coisa. A referida significância. Queremos assim, de alguma forma, fazer a diferença. Em bom rigor, e desculpai-me o termo, queremos fazer parte da história. Ah pois é. Cada um à sua maneira.

Em resumo, seja qual for a intervenção que lhe toque a si nesta novela diária, independentemente do grau de significância ou significado que deseja para a sua pessoa ou para o seu percurso e carreira, em consciência terá de assumir que alguma significância lhe deverá calhar em sorte. Todos nos o fazemos, mais ou menos efusivos, mais ou menos focados nesse assunto mas a verdade é que esta variável pesa na balança do bem estar do Ser Humano. Ser reconhecido, ter a sua importância, e ambicionar consegui-lo é legitimo e se for calibrado é saudável. Ajuda a estimular a motivação e contribui para a progressão da carreira e do crescimento Humano.

Ser insignificante perante alguém ou para qualquer envolvente será das piores experiencia pela qual quererá passar. Não necessita falar de mais,  “bracejar” ou dar nas vista em modo carnavalesco. Saiba ser e estar, simplesmente erga a cabeça e posicione-se.

“Às vezes cria-se uma impressão dinâmica, dizendo algo, e às vezes cria-se uma impressão tão significativa permanecendo em silêncio.” ## Dalai Lama ##

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“Feito Argucioso”

Diariamente somos inundados de noticias, por qualquer que seja o canal de comunicação (TV, rádio, jornais, revistas, web, newsletters, e-mail, SMS, outdoors, só para enumerar alguns), nem sempre as noticias que queríamos ouvir. Dependendo da fonte jornalística, e sem querer formular juízos de valor, as mesma noticias passam por uma triagem, ou não, são difundidas com cuidado ou não, chegam-nos de forma transparente ou não, de forma agressiva ou não. Tudo dependerá de quem revê, edita e por ultimo de quem manda comunicar.

Na maioria dos casos, como exemplo generalista, diria que são triadas para não ferir suscetibilidades. São transmitas de forma coerente com o publico alvo, em linguagem cuidada, e sem muitos “rendilhados”, se me permitem a expressão. O objetivo será passar a mensagem e difundir o seu conteúdo para o maior numero de pessoas possível. Desta forma há que ter um  certo cuidado com a forma como a noticia é publicada.

O exemplo acima exposto fará com que nos reportemos de imediato para a nossa vida quotidiana e os nosso habituais ciclos envolventes onde pertencemos. Se analisarmos bem, todos nós (como principio) teremos cuidado com a forma como falamos, como comunicamos ou até como nos expressamos. Isso terá que ver não só com educação e princípios mas também com um cuidado que nos é, em consciência imposto, para que sejamos entendidos e nunca mal interpretados.

O cuidado para não entrar no “território” alheio, isto é, não dizer algo que possa ser levado a peito pelo individuo ou receptor da informação a transmitir faz-nos sempre lembrar a comunicação entre países, as famosas relações internacionais. É verdade, dai virá o termo diplomacia. Um pais a ter a astucia e arte de manter os seus direitos e ao mesmo tempo fazer promoção aos seus interesses perante outro pais. Quando refiro pais digo também, ou, governos estrangeiros. Diplomacia a funcionar.

Posto isto, e feito o paralelismo às relações internacionais, lembremo-nos da nossa comunicação com os outros. Como a mesma deverá ser cuidada em prole de mantermos os tais nossos direitos e mostrarmos diplomaticamente quais os nossos interesses no meio de tal comunicação. Teremos de ser diplomatas, saber estar, falar, mas mais importante ouvir para podermos refletir e ser proactivos e não reativos, na ação a tomar ou comunicação a fazer. Recorde, sempre um passo á frente.

Tudo isto pode parecer complicado de gerir, ser diplomata, ser cordial, ouvir para ser proactivo…será uma questão de se pôr em ação o processo que apelará á aplicação do “feeling”, tato e inteligência por forma a conduzir da melhor maneira a relação e comunicação onde está envolvido, sempre com o intuito de resolução de desafios pelos meios mas tranquilos possível. Nada de agressividades na comunicação.

Manter os seus valores de carater, a sua personalidade é muito importante, não obstante haverá momentos em que terá de ponderar o que dizer e como dizer. É mesmo assim a vida. Ao validar o exposto acima verificará que trabalhar com os outros é muito gratificante. Tal como as caminhadas da vida não se fazem sozinho, também o ambiente profissional, académico ou empresarial, carecem de terceiros para dar os passos rumo ao sucesso. Adiante.

Trabalhar em conjunto com terceiros trar-lhe-á um crescimento emocional significativo. Voce, é que nem se apercebe, no inicio, mas torná-lo-á diferente no sentido da intrusão e integração, cordialidade e …diplomacia. Poderá deparar-se com conflitos dentro do núcleo da sua envolvente, que até o poderão tirar do sério, para fora do seu território “diplomático”, mas você não se deixará levar para aguas não navegáveis, terá esse cuidado e servirá, quem sabe até, de mediador. Como a luz ao fim do dia, quando faz falta.

Em tempos de “crises” em qualquer dos ciclos envolventes, pense no espelho…e, trate os outros a cada momento como se de um evento especial se tratasse, com finura, sabedoria, alguma perspicácia, em resumo com diplomacia e verá que apazigua os ânimos. Terceiros envolvidos reconhecerão em si tal fato ou atitude.

“Não dizer nada, especialmente quando se fala, é  metade da arte da diplomacia.”  ## Will Durant ##

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“Paralelo Esgúvio”

Nada pior que ter um momento de pausa, querer disfrutar de um som, e repente o ruido ser insuportável. Hoje em dia, com a evolução tecnológica, MP4 (por exemplo), temos musica em qualquer dispositivo móvel, levamos literalmente a musica connosco, até a radio se tivermos um pouco de internet. Pois mas recordar-se-á do ruido das interferências de radio, em outros tempos. recordar-se-á certamente do quanto isso é perturbador para quem quer ouvir tranquilamente aquela musica naquele preciso momento de relax. Mais que chato, diria, irritante. Ruido maldito, teremos dito várias vezes.

O que se entende (genericamente) é que haveria com certeza interferências nas ondas hertzianas que levariam a tal situação. O exemplo descrito, mostra o quão irritante uma situação que aparentemente se soluciona rápido, com a mudança de posição da antena, e como poderia levar ao polo oposto do extremo do razoável da paciência.

Embora já não se aviste muito frequentemente alguém com um radio de antena, em plena rua, imagem que num passado recente (relativamente) era comum, imagine o que não seria frustrante querer ouvir uma musica, uma emissão sobre que temática fosse e houvesse sempre interrupções? Ah pois é…mas mesmo sem rádio de antena, voce terá situações destas, constantemente, nos ciclos envolventes a que pertence (Academia, vida profissional ou empresarial), basta refletir um pouco sobre o assunto e verificará o paralelismo que as ondas hertzianas tem no dia a dia, no nosso quotidiano.

Vejamos: Quantas vezes desacordamos de algum colega na academia e a troca de comentários chega a um ponto que ninguém em sale se entende. Toda a turma a opinar e a uma certa altura já perdeu o fio condutor? Quantas vezes a estratégia da sua empresa, definida com os seus diretores, demora a ser  afinada por divergências de consensos? O mesmo chegará, mas por vezes demora tempo e haverá alturas em que as interpretações se perdem no meio de tanta seleção de critérios…algum ruido…

Na sua vida profissional quantas vezes numa reunião começam a existir conversas cruzadas, derivações de um tópico comum, mas não deixam de ser derivações que levam à distração e claro à descoberta do ruido em sala. Ruido em sala leva-nos a um tópico que pode ser ainda mais preocupante, e refiro-me não à forma mas ao conteúdo: a correta interpretação dos tópicos em discussão e a linha, o rumo, que os assuntos podem levar.

Pode verificar-se ainda um outro fator a agravar tudo isto e a gerar ainda piores ondas hertzianas na sala de reuniões. Refiro-me á falta de alinhamento entre os colegas, colaboradores, administradores, sócios, o que seja.

"Paralelo Esgúvio"Alinhamento é importantíssimo para um concreto atingimento de objetivos comuns, ou ate vários de caracter pessoal, que no final culminarão em sucesso coletivo. Quando nos deparamos com um certo desalinhamento nas conversas ou discussões deveremos de imediato fazer a tentativa certa para clarificar tópicos e afinar ideias, devendo envolver todos os visados, trazendo-os de volta à realidade do assunto.

Muitas vezes usa-se uma estratégia, no cariz empresarial, que consta de preparar a reunião preparatória da reunião onde os tópicos serão apresentados. Afirmativo, a frase está escrita de propósito e representa o equivalente a 3 reuniões. E assim vai a vida. O que quero dizer com tudo isto é que quanto mais os tópicos a discussão estiverem afinados e todos os intervenientes alinhados no assunto e estratégia a seguir, melhor. Mais rapidamente o que quer que seja é aprovado.

As chefias intermédias gostam de alinhamento pela eficiência e eficácia do resultado final. Aos membros da direção agrada-lhes alinhamento pois o fator tempo de discussão e decisão deverá ser o menos possível e demonstra que os lideres á sua responsabilidade tomam as decisões acertadas e de forma concertada. Um simples exemplo de mais valia do alinhamento. Quem não gosta de trabalhar num ambiente onde as chefias (qualquer que sejam) andem satisfeitos com o trabalho desenvolvidos pelas suas primeiras ou segundas linhas de report? Este simples fato faz toda a diferença. Quanto menos se discutir em sede de decisão, melhor.

Se a energia de outra pessoa o está a contagiar pela negativa e voce, em boa verdade não o pode ajudar, tente inspirar-se no inverso do que está a assistir. Talvez descubra a forma secreta de dar a volta à situação. Não implique com o que está a correr menos bem, tente ver o que poderia estar a correr melhor e lance o exemplo para a mesa…Sendo o espelho do atrofio existente, o individuo dará conta e …provavelmente a situação melhora. Só pode.

Moment. ou Momento!

Na realidade o que voce fará para “travar” o mau estar causado pela energia de terceiros, a voce compete, sempre dentro do bom senso e cordialidade profissional ou empresarial (eventualmente académica), mas não faça mais do mesmo, ou seja “por lenha para a fogueira”, e aumentar o mau estar em sala. A ideia é sempre dar o seu melhor para quebrar o mau estar e …voltar a “alinhar a direção” do assunto, da equipa, do departamento ou da empresa.

A aposta é sua, e só tem uma ficha, não a desperdice.
Alinhamento arriscado mas compensador.

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“Ligeiro Vogar”

Referi já várias vezes que mais vale trabalhar em equipa do que “queimar neurónios” a solo. Pois na verdade poderemos ter umas valências em determinadas areas mas outros colegas de curso, ou de trabalho, complementarão as lacunas que poderemos, e temos com certeza, noutras areas. A isso se chama união de partes diferentes formando uma força única de desenvolvimento de trabalho ou conhecimento, complementaridade.

Por outro lado, e segundo a ciência (física), opostos atraem-se. Pessoas pertencendo à mesma envolvente podem ser, e serão por certo, muito diferentes entre si. Isso é a mais valia de um universo onde pertencemos, académico, profissional ou empresarial. Com um pouco de contributo de cada um, contribuir-se-á para um todo potenciado ao máximo.

Veja, como exemplo generalista, se alguém do seu ciclo envolvente estiver desesperadamente a necessitar de algum tipo de energia, algo que faça revitalizar o espirito naquele mesmo momento. Não se admire se o escolhido para fornecer tal energia for você.  Porque não? Nunca se deverá excluir de poder contribuir com o que quer que seja se o seu grupo, departamento ou empresa estiver a necessitar de algo que voce, mesmo que não lhe pareça, possa contribuir de alguma forma.

Imagine ainda que a maioria dos colegas se deslocará em serviço e que voce não poderá acompanhar, por um qualquer motivo. Não deixe de dar seus comentários, sugestões ou opiniões. Torne-se participativo, contribuindo mesmo sem ir a lado nenhum desta vez. Os seus comentário, e dependendo das situações até conselhos, serão muito bem vistos e significarão algo para todos (bem, ou quase todos) os colegas. Posto isto, não se afaste, posicione-se. Você não é só mais um, voce é um dos. O que é diferente.

Pelos motivos referidos e muitos outros que ficaram por referir, como é obvio, se fala em junção de elementos em equipas. Cada um terá a sua função mais especifica, todos terão tarefas mais generalistas e o responsável pelo grupo, departamento, divisão ou o que seja terá, para além da responsabilidade e estratégia para o grupo, uma visão Holística que também passar aos restantes.

Juntar pessoas com diferentes habilidades e conhecimentos, formar grupos, incluir ou incorporar indivíduos em equipas já formadas, sempre em prole de uma causa ou objetivo é sem duvida uma mais valia para uma boa performance e sucesso de uma equipa.

Inclui-se alguém pois complementará a equipa, integra-se pois será mais valia. Este tem de ser o espirito se se quer conseguir algo. Se se quer atingir um objetivo. Unidos pela junção de diversas valências num só grupo de trabalho, onde ideias surgem para a mesa, debates são mantidos, projetos preparados, e estratégias implementadas, esta pode ser uma “agenda” de um grupo de trabalho.

Queremos fazer parte, acrescentar valor, trabalhar, produzir algo em conjunto para que os esforços unidos tragam mais valia, performance, flexibilidade, e celeridade eventual aos processos e procedimentos, verificando-se em seguida a sua eficiência e eficácia.

Trabalhar tal como caminhar não se fazem sozinho. Há sempre alguém para se juntar á causa. Muitas vezes tiramos elações de indivíduos da nossa envolvente, que nos levam a pensar que nunca os incorporaríamos em nenhum grupo de trabalho. Pois surpresas existem e não deveremos viver de paradigmas ou de ideias preconcebidas. Como referi cada elemento se complementará ao outro e o conjunto será uma explosão de sucesso.

Assim se deseja, e para tal se identificam características, caracteres ou perfis de indivíduos para que minimamente haja opostos de valências e até de personalidades. O todo será valorizado, sem duvida. Não se valorizam distanciamentos, isolamentos ou exclusões. Uma vez formado o grupo, e posso referir-me à academia, meio profissional ou empresarial, há que confiar, e levar a cabo todas as diligencias necessárias para que todos trabalhem em conjunto e com o mesmo objetivo.

"Ligeiro Vogar"Não se pretende andar às voltas no oceano. Não há tempo para “rodinhas” dentro de água…há um horizonte a atravessar, um porto seguro para atingir….como faze-lo, como atingi-lo? Com o esforço de todos imposto em cada remada.

Que todos remem para o mesmo lado e com a mesma cadencia. 
Afinal fomos, e seremos, navegadores de aguas profundas.

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