“Osso Quebrado”

Por vezes perdemos muito tempo à procura de cadeados. Cadeados que nos fechem os portões da quinta, que nos fechem a fortaleza que é como dizer a resistência a abordagens externas, aquilo que fazemos ou sobre o que temos responsabilidades. Pior é se por acaso não se descobrem as chaves.

Já lá vai o tempo e o tipo de mentalidade, ou pelo menos deveria já ter-se ido, em que as pessoas erguiam vedações, marcavam territórios, perante o seu pequeno universo de trabalho, estudo ou conhecimento. Havia medo de que os outros ficassem a saber tanto quanto elas próprias e por vezes isso podia atá trazer atitudes menos positivas ou mesmo improprias, Em todos os ciclos envolventes poderemos encontrar exemplos do mencionado.

Em pleno mundo académico, alunos que não partilham o que aprenderam, mais expeditamente, com os seus colegas ou professores que não fazem mostra de técnicas de ensino a outros professores. Na vida profissional colegas de trabalho que não partilham todo o conhecimento com outros da mesma equipa ou departamento ou até chefes que não poem à disposição toda a informação. Já no mundo empresarial ainda se usa o ditado “o segredo é a alma do negócio” e muitas vezes a informação não circula pelos membros da direção como deveria.

Outro grande motivo da existência de barreiras, vedações ou muros na ótica de cada um que as ergue é o medo…sim, o medo de que algo de errado apareça no quintal. Se é que me faço entender.

Em primeira instancia, dever-se-á libertar das barreiras e começar a partilhar todo o que puder. Comunique, partilhe informação e conhecimento, só se valorizará ainda mais, não perderá nada com isso, pelo contrário. Quanto mais der mais recebe. Essa é a mais valia da partilha. Não tenha medo de encontrar, de procurar fundo por erros no seu trabalho. Afinal se os descobrir poderá mais facilmente corrigi-los. Ou mais ainda, não tenha medo de que alguém descubra algo menos correto, seja um chefe ou um professor. É sempre melhor voce antecipar-se, mas…

Obviamente que, quanto mais voce de predispuser a partilhar, a comunicar, mais rigoroso voce será consigo próprio. Voce vai investir mais energia e tempo para verificar, rever algo que vai posteriormente partilhar. Vai ser um ciclo de exigência. O esforço, no final, valerá a pena. Com esta exigência, voce quererá construir uma reputação de quem partilha, comunica e possui informação correta, coerente e consistente, não importando a altura em que a mesma é transmitida, quererá que a reputação permaneça sempre ao longo do tempo. Preferível é ter informação certa, não só atempada.

"Osso Quebrado"

Os momentos antecedentes à quebra de barreiras por vezes posicionam-nos em terrenos hostis. Agressões psicológicas por não interpretação dos porquês de estarmos fechados em nós próprios. Os colegas, os professores, os colaboradores não entendem o porquê das portas fechadas à partilha de informação, podem ou levam isso como provocação, tendem a ter posições de oposição e isso torna a vida complicada…nada melhor que.. partilhar. É assim, se ainda é deste tipo de pessoas, entenderá o porquê de certas atitudes por parte dos outros. Partilhe e verifique a diferença.

Por certo não gostará de situações hostis, ambientes constrangedores com manifestos momentos de mau humor, pessoas na envolvente que estão pouco recetivas, que se tornam ameaçadoras, eu diria que até usam do rancor ou agressividade verbal ou psicológica à sua presença.

Em resumo, para viver tranquilamente no meio de qualquer que seja a sua envolvente, liberte-se das hostilidades ou até da possibilidade de ambientes hostis aparecerem pelo caminho. Evite inimizades, ideias de oposições perante si, ao invés, partilhe com os outros a informação que puder, comunique, quebre barreiras e faça ou prepare caminhos para si e para os seus colegas ou colaboradores.

Salvo melhor opinião não ha nada melhor que um bom ambiente no seu ciclo envolvente, sem aversões, brigas (nem que mentais) ou conflitos no geral, em especial se descobrir que o motivo seja uma qualquer barreira que ergueu por motivos desatualizados no tempo. A insegurança em si, o medo da descoberta de erros encobertos (mesmo que não propositadamente), ou mesmo a luta pelo seu quintal…a vida ensina-nos a que ha trajetos que tem que ser feitos em conjunto e não isoladamente.

“Saber o que você sabe e o que você não sabe, é o verdadeiro conhecimento”. ## Confúcio ##

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“Ponto Adjacente”

Partindo do pressuposto que, a partir de certo momento da vida,  cada pessoa terá seus objetivos definidos, estrategicamente planeados, podermos pensar em que todos temos o seu “quê” de ambição como variável nesta equação, a de atingir objetivos propostos.

Muitas vezes deparamo-nos com aquilo a que chamamos rotinas, zona de conforto e que se torna muito difícil abandonar, precisamente devido ao conforto instalado. Como exemplo generalista diria que assim não se crescerá, não se progredirá na carreira, não se vislumbrará muitas celebrações de objetivos de crescimento. Por norma quem se deixa ficar na zona de conforto terá objetivos menos ambiciosos e de mais fácil atingimento, pois guardará sempre uma distancia em relação à aventura (no sentido de sair da rotina).

Voce ate pode ser ambicioso mas ter alturas em que não se sente extremamente autoconfiante para dar o passo necessário. Nessa altura, se por acaso se reconhece nesta situação, há que questionar-se o que está a fazer para testar essa mesma confiança em si próprio e em suas ações. Questione-se até descobri uma resposta, depois veja se é adequada, se for caso, mexa-se no sentido de fazer algo pelos seus objetivos. O sucesso dos mesmos não aparece em casa pelos correios.

Enfrentar hipotéticas adversidades que a vida lhe coloca quando de um desafio se trata, não será fácil, mas é assim que se dá valor. Mais, desta forma, enfrentando os desafios você conseguirá provar a si próprio o quão especial é. Mesmo sabendo que o “Não” ou o insucesso podem aparecer no seu trajeto, só o ato, a atitude de enfrentar desafios, de desafiar a monotonia e rotina do seu dia a dia (se for caso) tornar-se-á muito significativo.

Se voce se predispuser a enfrentar um dos seus “medos”, ou a enfrentar uma subida a uma montanha, (dessas tipicamente altas) sozinho, estará enfrentando grandes desafios e assim sendo voce consegurá provar a si próprio do que é capaz e que a coragem existe. Após esse passo as distancias serão encortadas e o sucesso estará cada vez mais perto. Dará por si a pensar, “se fiz isto, se me aventurei, sou capaz de qualquer coisa”

Para tal, terá de sair da sua zona de conforto e ai sim verificará que é capaz de mais do que pensava e que é capaz de fazer mais do que maioria. Sim, há sempre a tendência de cravar uma distancia, pelo lado menos positivo, entre os outros e nós próprios. Por certo se lembrará do ditado ” A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha”. Pois é, está na altura de deixar esses pensamentos de parte e de se “fazer à estrada”. Vá ao baú e descubra algumas ambições que estão para si adormecidas.

Na vida, bem como em qualquer ciclo envolvente, chamaremos de ambição, de querer conquistar algo mais a cada instante. Mais um grau académico, mais uma promoção ou distinção profissional ou mesmo mais uma empresa ou o alargamento do universo da sua. Será normal para quem se posiciona face aos seus objetivos, que quando os atinja queira mais um pouco, ir mais longe crescer a todos os níveis.

Salvo melhor opinião, uma das soluções passará pela junção de dois fatores: O sair da zona de conforto, como mencionado anteriormente, e o de encurtar distâncias. Se tivermos em consciência objetivos fazíveis, realizáveis, e os tivermos devidamente planeados no espaço e no tempo, certamente saberemos a que distância os colocamos. Essa mesma distancia, o espaço definido entre dois momentos delineados, terá de ser encurtado à medida que os passos a caminho do atingimento do objetivo forem sendo dados. Poderemos assumir que cada movimentação de confronto com os medos, em sentido do nosso objetivo é um passo, um grande passo e um grnade corte na distancia para o mesmo.

"Ponto Adjacente"Imprevistos acontecem sempre, ou quase sempre ao longo de uma qualquer caminhada, não deixe que estes o desviem do seu focos, tenha sempre bem presente a distancia que faltará para atingir o seu objetivo e conte com as adversidades que ainda podem surgir. Não se deixe abalar, desmoralizar ou desmotivar por efeitos colaterais que aconteçam. Lembre-se que o fato de sair da zona de conforto e monotonia em direção ao objetivo enfrentando os desafios é a maior prova de que voce conseguirá atingir o sucesso desta etapa e de qualquer outra que apareça.

Levante-se e faça-se ao caminho, nem que comece a etapa descalço!
Nem sempre umas boas solas aguentam todo o percurso.

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“Cómodo Existir”

Será do senso comum que, como exemplo generalista, as pessoas não gostam de ter barreira na sua vida. Não gostam que lhes seja barrado o conhecimento, a informação, a liberdade de movimentos, a liberdade de escolha, isto só para enumerar alguns exemplos.

Quanto mais se sente a carência de informação mais especulação se cria. Começam as conversas do “diz que disse”, do “deverá ser por este motivo” ou até “cá para mim será assim”. Este tipo de situações só leva a especulação atrás de especulação e por inerência, preocupações, incertezas, incómodos e situações menos agradáveis, umas atras de outras.

Não será, mesmo, muito agradável viver com restrições, sejam elas de caracter material ou psicológico. Porém as mesma poderão ser muito vantajosas no que diz respeito a ensinarem o valor de algumas coisas. Tal como quando damos algo por adquirido. Pois é, não damos valor ao que temos e depois dá nisso. Turbilhões de ideias passam pela cabeça quando algo sai de rota.

Imagine que é um adepto de compras, grandes centros comerciais, jantaradas, muito tempo em frente á televisão ou de qualquer outro tipo de situação que não seja propriamente considerável como sendo uma vida saudável e de repente o médico o manda parar com este modo de vida? Voce vai por certo lembrar-se do quanto lhe era agradável o modo vida que tinha. Lembrar-se-á dos prazeres que vivia em tempos idos. Não obstante haverá alturas em que se encontrará a si mesmo e o seu consciente passará a faze-lo saborear e disfrutar do que tem no momento sem angustia do tempo passado.

Um turbilhão de ideias, especulações de imaginários cenários, é gerado na sua mente, e ai questiona-se a necessidade de se viver em constante inquietação, desordem consigo próprio. Será agradável viver como que num constante motim cerebral? A mente e o cérebro em constante rebuliço? Fará sentido?

A vida deverá ser vivida como ela é, sem especulativos momentos só porque sentimos a necessidade de algo que pensamos que era certo, que demos por adquirido. Devemos sempre precavermo-nos e não contar sempre com tudo a toda a hora. Se apreciarmos o que temos ao momento não veremos necessidade de ter o que já tivemos, vamos deixar ficar para traz.

Na academia muito se especula, muita agitação se levanta quando da altura de saber as notas ou os resultados de trabalhos apresentados. O Ser Humano tem a necessidade do saber, da recolha de informação quase imediata, e quando isso não acontece, especula-se e ocupa-se o cérebro com a informação que gostaríamos de ter recebido.

Na vida profissional, por norma é a falta de informação organizacional ou estrutural que leva à existência de borburinho e agitação cerebral. Levanta-se a preocupação a todo o instante. Valerá a pena? Porque não gerir as espectativas com base em fatos e não em especulações e preocupações desnecessárias?

Na sua empresa será a constante necessidade de recolha de informação do mercado, dos concorrentes, do negocio em si, que o fazem andar sempre em alvoroço mental. Poder-se-ia viver muito mais tranquilo se não quiséssemos sempre saber tudo a toda a hora e especular por tudo e por nada.

Ao viver desta forma, ou seja a dar sempre mais valor ao que não tem do que ao que tem ou conseguiu ira viver sempre em angustia, inquietação e desordem consigo próprio. Se dermos valor ao que temos e menosprezarmos o que já tivemos ou o que em tempos ambicionávamos ter, veremos que a vida nos sorri muito mais. Deveremos saborear cada momento da vida e apreciarmos o que temos e o que foi conseguido com esforço.

"Cómodo Existir"Em resumo, na vida raros são os momentos de aguas tranquilas, por norma navegamos em águas bem agitadas, o que torna a navegação completamente diferente no que á forma diz respeito. Há que estar preparado, não querer o que é supérfluo e dar realmente valor ao que se tem para que não passemos a vida em agitação inquietude e …desordem connosco mesmos.

Em aguas agitadas não se servem bons jantares. Lá se vai a loiça

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“Imutável? Não!”

Discordia, conversa agitada, pontos de vista discordantes e atitudes menos próprias, podem acontecer em situações em que não há consenso. A sua questão será, tal como me interrogo sempre: “Porquê chegar a este ponto?” A resposta é simples, cada pessoa quer marcar a sua posição, afirmar-se ou até fazer valer a sua ideia custe o que custar.

Obviamente na vida, e temos exemplos em todos os ciclos envolventes onde pertencemos, muitas vezes nos deparámos, ou até fizemos parte em situações idênticas. O ponto central é que tudo corre bem se houver bom senso, se não houver um dos intervenientes a querer levar a sua avante. Quando alguém pensa que tem o conhecimento máximo sobre um assunto que está a ser debatido, e não tem capacidade de ouvir os outros e trocar opiniões terá que dar em “chatice”, obrigatoriamente.

Quando mais do que uma pessoa, ou seja duas ou mais, se juntam com fim a debater um tópico ou um assunto, há muito poucas hipóteses de fuga a esta realidade. A saber: ou se tem objetivo comum, e é em prole desse que as cabeças pensantes terão de chegar a um consenso, ou há objetivos dispares e terá que haver uma relação WIN-WIN. Este será o mundo ideal. Ou se luta pelo objetivo comum ou se tenta a uniformização do termo “vitória” para que ambos saiam a ganhar da discussão, do debate ou da tal conversa animada.

Em termos generalistas e como exemplo, ninguém será dono da verdade, mesmo que se trate da “sua” verdade. Devemos partilhar a nossa opinião, sempre, até expor as nossas ideias e conceitos, perspetivas e noções que temos sobre um qualquer tópico, quer seja no âmbito académico, profissional ou empresarial, mas nunca vincar a ideia como se fossemos donos da verdade una e absoluta.

Posto isto, e salvo melhor opinião, tudo aquilo que voce tem em mente, consciente, e que para si é visto como estando dentro da sua realidade pessoal, será considerado a “sua verdade”. Será, no fundo, tudo aquilo em que voce realmente acredita. Será para si algo inquestionável, infalível, algo dado como adquirido, imutável poderemos acrescentar. Mas tudo isto é o que vai na sua mente, no seu consciente. Os outros terão outras perspetivas e olharão para o seu tópico de conversa, para os seus argumentos à maneira deles, logo terão também a verdade deles para expor.

Uma coisa é sermos certos, francos, exatos, transparentes ou até sinceros, pois estamos a ser verdadeiros em essência, outra coisa é sermos possuidores da verdade. Muitas vezes o que queremos é conseguir transmitir algo sobre um fato concreto que terá acontecido e em que não tenha havido qualquer influência de qualquer que seja o ponto de vista, perspetiva, onde tentamos a todo o custo transcrever tal fato ou situação de forma o mais detalhada possível sem haver sujeição de contaminação por opinião alheia. Isto será o que pensamos ser a verdade. Mas será mesmo? Afirmativo, a sua verdade. Simplesmente.

Cada cabeça sua sentença, já diz o ditado. No entanto em ciências sociais as verdades são balizadas por fatos e evidencias, isto porque, as verdades serão variadas e com várias proveniências nem sempre com a mesma interpretação. Por esse motivo haverão sempre vozes discordantes onde quer que estejamos.

Em resumo, não sendo possuidor da verdade absoluta, só mesmo da sua, pare para ouvir o que os outros têm para dizer ou expor, depois tente acrescentar conteúdo valido à conversa e valorizar o tópico, discorde se necessário, mas construtivamente, de espaço e verá que no final haverá um consenso e que todos ficaram valorizados de conhecimento.

Salvo em ciência exata onde 2 +2 = 4,  não force para sair sempre vencedor: voce e a sua verdade. Deixe que os outros contraponham e que contribuam também para alicerçar conhecimento.

"Imutável? Não!"Encontre algo, ou alguma situação, com a característica de estar em conformidade com fatos e evidencias e de acordo com a realidade. Mais: Encontre algo em concordância entre o que voce pensa, entre o que vai no seu consciente, e o que voce apregoa. Voce estará cada vez mais perto da verdade. Pertíssimo da verdade fatual e da verdade expressa que sera descrita se necessário com precisão, genuinidade, exatidão e também veracidade. Não obstante, e até se confirmar, será apenas a sua verdade. Não manifeste o contrario.

Não levante barreira que não possam ser derrubadas. A subjetividade da vida leva-nos a dizer que por vezes 2+2 não serão 4.
Concordo comigo e com esta minha verdade.

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“Bruma Incolor”

Se uns dias pensa estar confuso, outros haverá que algo sente mas não saberá o que é. Um vulto turvo à volta da vista, uma nevoa, uma hipotética dor de cabeça, mas motivos não saberá diretamente os quais serão. Pois bem, há dias em que tudo parece que nos afeta, mental e fisicamente mas na verdade nada temos. Estaremos um pouco baralhados, confundidos, angustiados ou aborrecidos com algo que pertence à nossa envolvente ou a nós próprios.

Um dia escrevi que estar em consciência, dormir descansado e nada temer, estando minimamente preparado para uma eventual adversidade, era mais valia em todos os aspetos. Pessoais, académicos, profissionais ou empresariais. Um dos fatores que pode, e deve, contribuir eficazmente para tal fato é, sem dúvida o esclarecimento interno.

Devemos, na vida ou em qualquer ciclo envolvente, sermos pessoas bem esclarecidas. Os chamados maus “agouros” do passado, as histórias mal contadas tem de estar ou ficar bem esclarecidas, e bem fechadas na nossa caixa de memórias. Sim, para o bem ou para o mal, todas as situações vividas no presente de tempos idos fizeram-no crescer e estar onde está hoje. Desta forma há que ter memórias também desses tempos e não só dos momentos que, sem hesitar , considera ótimas ou muito boas memórias.

Se assim for, teremos com certeza uma mente aberta, mas também limpa de todo o lixo especulativo e de caracter atormentador que poderíamos ter connosco. Parece que a nevoa do inicio do texto se está a desvanecer, a hipotética dor de cabeça a passar e as reações musculares a irem ao sitio. Tudo porquê? Porque com uma visão clara e uma clareza de ideias a pressão e o nervosismo desaparecem. Clareza de ideias e nitidez de espirito.

"Bruma Incolor"Uma imagem nítida tornará a vida mais bem definida em todos os seus contornos. A nossa envolvente e todos os que nos rodeiam ganharão mais brilho, não porque nos ofuscarão mas porque voce os valoriza mais pelo que são na realidade e não pelo que aparentavam ser. Adiantarei que, quando assim é, tudo se torna mais transparente. Uma clareza inigualável pois voce vê os outros com outros olhos (se me permitem a expressão) e os outros retribuirão da mesma moeda.

Como se diz na gíria “Fica claro como água”, não haverá subterfúgios, não haverá farsas nem atores e atrizes. Haverá franqueza de parte a parte e por fim harmonia. Pois é. Deve estar a rever-se no inverso, ou seja, inúmeros colegas com quem não se dá, precisamente devido a histórias mal contadas e esclarecidas que tornaram a imagem desfocada.

Imagine que consegue “ver” tão nítido, tão nítido que consegue ver a alma de quem está consigo, colega, colaborador ou associado. UI, a visão passa pelas artérias, músculos e vai ao mais profundo intimo. Consciente a funcionar em plena transparência de ideias e sem maldades ou paradigmas de especulação maliciosa.

Muitos indivíduos passam por fases da vida onde se consideram à deriva, com excesso de trabalho ou estudo, distraídos por tudo e por nada, com a mente a fervilhar ou até em situações de “prisão com eles próprios” que os impedem de alcáçar o expoente máximo do seu potencial.  Se nestes caso houvesse o desenvolvimento de um processo gradual e constante de clarificação da mente e do espirito, limpando as tais histórias “da carochinha”, fazendo os devidos ajustes, cirurgicamente adequados, a cada situação (caso a caso) por certo começariam a viver muito mais animados, motivado, felizes e até, porque não saudáveis.

Com uma visão clara e objetiva, transparência a transbordar das lentes da maquina, certamente se alcançarão os resultados que se objetivou ou desejou.

Se começar com sintomas “estranhos”, respire fundo, não se deixe desfocar, nem deixe que a visão se torne opaca ou obscura. Liberte-se da nevoa e abra a “pestana”. Se não o fizer, os outros farão por si e com isto quero dizer que se deixará ultrapassar no meio desta concorrência frenética que se vive nesta vida e em qualquer das envolventes. Por tudo e por nada se compete e por tudo e por nada se têm desilusões, muitas vezes a resposta está na transparência e mente aberta com a necessária nitidez de espirito.

“Clareza e coerência, não são suficientes: a busca da verdade exige humildade e esforço”.   ## Tariq Ramadan ##

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“Arte Prudente”

Negativo. Há situações onde não se pode “atirar a moeda ao ar” (como no desporto) não se podem fazer sorteios de “papelinhos” nem fazer jogos de “palitos mais curtos e mais cumpridos”. Há na vida decisões que não podem ser oriundas do acaso. Há que pensar bem no assunto, deliberar, analisar e por fim decidir. Para todos os efeitos, embora haja quem diga o contrário, a vida não será propriamente um jogo.

Quem não se viu, em certa altura da vida, para não mencionar que há casos quase diários, numa situação de tomar decisões. Acredito que a maioria das pessoas responderá que sim. Pois, agora sim dá entrada o tópico de hoje. As decisões, que por norma acarretem responsabilidade, quer seja a nível académico, profissional ou empresarial, devem ser muito bem pensadas, deve haver uma reflexão sobre a matéria em causa, e deverá imperar sempre o bom senso. A isto chamarei ponderação.

Na verdade é o que temos de ter em consideração quando uma decisão está em causa. Devemos sempre ponderar os aspetos positivos e negativos (se for caso) os aspetos prós e os aspetos contra, tudo isto de forma a que a decisão, seja ela qual for, seja tomada em consciência e que tenha coberto todos os cenários de risco associados, diretos ou colaterais.

Ponderação terá que ver com o momento de reflexão que se faz, na altura certa, e onde se têm em conta todas as variáveis possíveis para a tomada da melhor (a seu ver) decisão possível. Considere sempre não decidir a “frio”, não fazer “joguetes” com o que vem a ser o resultado final da tomada de decisão. Faça um juízo de valor, considerando todos os aspetos reais, englobados na envolvente e não paradigmas. Pense muito, pense bastante, tenha bom senso. Se tudo isto tiver em conta está a ser ponderado.

Agir com cautela na tomada de decisão, ter atenção a todos os fatos envolvidos ou ate preocupação com os mesmos não significa que esteja sempre do lado da “prevenção”, que não goste de arriscar ou até ser uma pessoa empreendedora e aventureira. Significa que está a ponderar para tomar a melhor decisão possível dadas as circunstancia e tendo em conta a informação que possui ao momento.

O humilde (chamo-lhe desta forma) ato de ponderar, de ter tempo de reflexão, pode em certa maneira demonstrar o caráter bem equilibrado, calmo ou até tranquilo de um individuo.

Quando nos são oferecidas certos e determinados desafios que completarão as nossas agendas, independentemente da origem (de que ciclo envolvente) temos que, ponderar e validar, usando algumas técnicas de gestão de tempo (que será outro tópico) para que nada falhe na nossa agenda e para que nós não falhemos com os compromissos que estamos prestes a aceitar.

"Arte Prudente"Como referido, há momentos em que temos certeza de que a vida não é um jogo nem uma roda gigante e como tal…Ponderação nas decisões é palavra chave. Pode haver ou estar em “cima da mesa” das decisores fatos, variáveis que são efetivamente carentes de analise.  Sabemos que às vezes se age com o “coração”, se age por instinto, afeto, ou por paradigma ate, a chamada tendência, mas… outras vezes, e para outras situações não será bem assim,. Não pode mesmo ser.

Seja sensato em decidir, faça um justo julgamento. Ao mesmo tempo seja prudente, cauteloso. Mantenha a seriedade em todo e qualquer processo e faça-o da forma mais transparente possível. Ninguém lhe “apontará” más decisões desde que as mesmas tenha sido bem ponderadas e baseadas, em consciência, nos fatos e informações disponíveis tendo em conta a sua importância e relevância.

O antecipar-se a si próprio, ponderando, não faz com que chegue primeiro. Fa-lo-á estar um passo á frente!
Como posso discordar de mim próprio?

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“Juízo Visionário”

“Lições que se aprendem com o tempo”. Diriam os sábios que são “calos”, símbolo de trabalho e muito esforço para se conseguir o que se quer, dando valor ao que se consegue. Refiro “calos”, com todo o respeito, pois ilustram bem todos aqueles que com as mãos trabalham, muitas vezes arduamente,  e cujo tempo leva a ficarem calejados. Assim é e assim se usa a metáfora para ilustrar quem por muitas experiencias passou durante a vivencia da vida e que nos leva a referir, voltando ao inicio: “Lições que se aprendem com o tempo”. Lições de vida.

Humildade, aquela (eu diria) magnifica qualidade de todo aquele que é, e sabe ser, modesto. Humildade q.b. deve estar sempre presente em todas as circunstancias da nossa vida. Não saberemos quando a diferença é marcada por este fator. Como exemplo generalista, será de boa norma não esquecer, não fugir, não renegar às nossas origens, aos valores que nos transmitiram nossos antepassados ou aqueles de gerações mais sabias que entre nós, felizmente, estão.

Mantendo o trato genérico, todos nós temos ambições. Todos nós definimos objetivos e metas a atingir, e traçamos planos e estratégias para tal. Temos ambições talhadas à realidade de cada um. Uns mais céleres no desejo da chegada à sua meta, para poderem definir de pronto outra e outros haverá que tem também o seu traço marcado mas que o tentarão atingir ao seu ritmo, eventualmente mais tranquilamente. Não é importante para o exemplo e para o caso descrito onde se situa, em qual barcaças rema. O que importa é que se reveja a remar e que saiba o rumo a seguir. Isso é que importa. Adiante !

Não importa qual o ciclo envolvente a que pertence, ou quais, pois em todos eles haverá metas e objetivos traçados e com ambição de serem alcançados. Uma boa nota ou uma boa apreciação num projeto, na academia, ou uma promoção ou uma colocação em um novo departamento, na vida profissional. Um novo cliente ou um novo negócio na vida empresarial. Todos estes são exemplos de objetivos que se planeiam ao longo e em diversas fases da vida, em cada uma das envolventes.

Para conseguir qualquer que seja o objetivo, em primeira instancia o mesmo tem que estar muito bem definido e em consciência ciente de que é fazível, realizável. Assim podemos focar e lutar pelo mesmo. Importante o começo. Humildade.  Humildade para reconhecer profundamente 3 fatos. Será necessária uma reflecção para balizar os mesmos. Onde? questiona você!

“De onde viemos?”, “Onde estamos?” e “Para onde queremos ir?”. Isso mesmo. Só com esta analise efetuada se consegue validar e reconhecer o percurso já efetuado, valoriza-lo e pensar no que ainda falta fazer. Passo a passo como ditam as regras far-se-á o restante. Como referido, se chegámos onde chegámos foi porque definimos algures no tempo este ponto como objetivo…Ahh pois é, já nem se lembrava…mas é verdade. Verifique sff o seu livro de tarefas e objetivos de há uns anos a esta parte e reveja o que escreveu. Se está onde está…deve ter este ponto assente.

A vida, tal como a carreira profissional, académica ou empresaria, está sedenta de progressão. Obviamente cada um terá o seu ritmo, mas sem dúvida que todo o individuo pretende progredir. Todos, em exemplo generalista, terão apontado parte dos seus objetivos que passarão por progredir. Muitas vezes pode dar por si a pensar que a sua carreira abrandou, ou estará já voce demasiadamente habituado a tal ritmo? Efetivamente há alturas que tem de se abrandar, mas nunca por costume ou habituação (zona de conforto ou desleixo até – o deixa andar).

Quer se queira quer não, em todas as vertentes de objetivos, metas e similares, a evolução, o progresso, o avanço continuo terão de fazer parte. Basta recordar o “Caminho” a percorrer, ele não será sempre o mesmo. Quanto mais andamos mais algo fica distante e outro algo se aproxima. Seja, objetivos aproximam-se, vida diária fica para traz.

Progressão na vida tal como na carreira também é crer, acreditar, confiar, auspiciar crescimento, expansão pessoal, crescimento mental, ter visão incremental….enfim, crer evoluir e não estagnar. Para tudo isto ter efeito ha que estar cientes dos 3 referidos fatos. Só assim se consegue lutar contra tudo e todos, num bom e cordial sentido, é claro pois temos consciência de quem somos, da nossa essência, do nosso verdadeiro eu (o chamado eu interior).

"Juízo Visionário"

A não esquecer a receita dos antepassados: Conhecer e reconhecer de onde se vêm, saber e ter consciência de onde se está e … “matematicamente” analisar o percurso efetuado. “Check in the box” – Objetivo atingido.  Valoriza-lo, pois em primeira instancia essa valorização tem de ser reconhecida por cada um. Passo seguinte, olhar em frente e com a mesma humildade perspetivar o caminho que falta para o próximo objetivo.

“Caminhar não custa…saber caminhar, isso já é outro tópico!”
De acordo entre eu e eu próprio.

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“Formas Divisas”

Tornando-se ao longo dos tempos uma expressão muito usada em qualquer dos ciclos envolventes (académico, profissional ou empresarial) “Work-life-balance” é sem duvida já uma das mais usadas “Buzz words”, ou seja uma palavra chave, muito usada para descrever o que deve ser o equilíbrio entre o “trabalho” e a vida fora dele.

Quando me refiro a “trabalho” refiro-mo não só ao trabalho no meio profissional como também ao empenho académico e empresarial. Não obstante, a frase mencionada, por norma simboliza o equilíbrio necessário que tem de se ter na vida. Não deixar que uma das vertentes, ou quadrantes, da vida nos impeça ou impossibilite de viver em estabilidade.

Não deveremos dar mais atenção a uma vertente do que a outra ao ponto em que uma delas seja prejudicada. Não se deve, por nada, descorar esta norma. Pensemos em tempo, e tempo, que investimos em estudos sem por vezes darmos conta de que não estamos a dar a importância necessária a outras vertentes da vida. Quando estamos no decorrer da vida profissional, ficamos “fechados” no âmbito das responsabilidades dos papeis e tarefas e temos tendência a descorar os horários e tarefas de outros âmbitos, inclusive os familiares. Na nossa vida empresaria, colocamos agendas à frente de tudo o resto e isso não pode acontecer para lá de um certo limite.

Ora, se apregoamos que deve haver equilíbrio, porque não trabalhamos nesse sentido? Pois é, muitas vezes esquecemos dos ensinamentos que nós próprios transmitimos e damos por nós a passar também esses limites. Limites que serão traçados pela proporção que se dá de igual modo a várias vertentes ou quadrantes da vida. Quando damos a mesma quantidade de algo a alguém ou dividimos por situações diferentes equivalentemente estaremos a funcionar em proporção.

Proporção estará portanto diretamente relacionado com equilíbrio. Equilíbrio da vida, equilíbrio das tarefas assumidas, do tempo dividido, equilíbrio em todos os quadrantes que nos rodeia. Sim. o chamado “Well Being” ou bem estar, não te só a ver com o bem estar de saúde (mas também como é obvio), tem que ver com toda a envolvente. Com quem nos damos, com quem interage connosco, com quem nos rodeia, com aquilo que fazemos, com o que nos importamos. Simplesmente para enumerar alguns aspetos que temos que ter em conta quando falamos de bem estar.

Efetivamente a forma como hoje em dia se “sobrevive” nesta desenfreada vida quotidiana, leva-nos a, muitas vezes, nem nos lembrar-mos de alguns dos quadrantes que envolvem o ciclo do “bem estar”. A família, os amigos, os colegas, os vizinhos, os conhecidos dos vários ciclos envolventes, as pessoas com quem temos de certa forma interação social ou profissional….todos estes elementos são importantes para consideração no seu ciclo de bem estar. Terá, claro que descobrir a proporção certa. O equilíbrio efetivo e necessário para que VOCÊ viva em consciente harmonia consigo próprio pois terá a sua balança equilibrada.

Nada melhor que em todos ao quadrantes do ciclo de bem estar haja motivos de motivação e energia. Variáveis importantes para se poder desenvolver os trabalhos e tarefas necessário(a)s e para dar apoio ainda a outras iniciativas, estar envolvido em projetos e poder partilhar ainda energia e motivação aos outros, indivíduos que fazem parte dos nosso ciclos envolventes.

A energia que terá de dispensar, a agenda que terá de afinar, o tempo que terá de investir, para alem de outros variados tópicos têm de estar devidamente repartidos em equilíbrio e proporcionais aquilo que é o seu conceito de proporção nos diversos quadrantes do tal ciclo de bem estar.

"Formas Divisas"

Muitas vezes para haver equilíbrio nem todas as peças podem ter o mesmo peso. Em consciência, umas peças de toda a moldura ou os quadrantes do ciclo de bem estar, podem e devem ter formas e pesos distintos, o que importa é que haja equilíbrio e proporção no enquadramento entre cada quadrante. Formas dispares, pesos diferentes, mas….o equilíbrio aparece como ponto fulcral em todo o processo.

Desta forma, faça primeiro uma analise ao que compõe o seu ciclo de bem estar. Mediante as suas evidencias, verifique se a sua definição de proporção entre os quadrantes está coerente. Em seguida faça uma reflexão dos porquês das suas decisões incluírem tais quadrantes, validando a primeira analise. Feito e analisado o seu mapa mental sobre o seu ciclo de bem estar……..Ponha-o em, prática.

Nunca menospreze, nem desvalorize, nenhum dos quadrantes. O crescimento e o sucesso contam com o equilíbrio proporcional.
Bem sei que escrever é fácil, mas concordo plenamente com o que escrevi.

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“Mutação Vital”

Havemos todos de chegar à brilhante conclusão de que viver a vida num constante sobressalto não leva a lado nenhum exceto a criar problemas de saúde quer a nível físico quer a nível psicológico. Infelizmente, como exemplo generalista, é desta forma que a maioria das pessoas vive a sua vida. Em agitação e stress.

Muitos poderão ser os argumentos, muitas poderão ser as explicações que se tentam improvisar para justificar tal atitude perante a vida ou mesmo a forma de conduzir a mesma. Teremos de admitir que há quem se sinta bem a viver desta forma. Quem julgue que assim é que a vida terá de ser vivida. Pois penso que haverá um dia em que, mesmo esses, cairão em si e darão razão aos outros que entretanto já levam uma vida com um estilo e uma cadencia diferenciada.

Não fazendo juízos de valor, mas abordando o tema de forma generalista, alguma questões se podem colocar em sima da mesa. O que levará tanta gente em tão diversificado leque de ciclos envolventes, onde nos poderemos incluir, a pensar e agir desta forma? Adrenalina? Receios de perder algo que fique por fazer ou adquirir? A obsessão por ver e ser visto (no meio de multidões)? Para este numero reduzido mas exemplificativo de questões, muitas respostas haverá. Muitas justificações haverá, muitos argumentos se usarão.

Na academia, por exemplo, entrar em stress pela ausência de informação sobre as notas, ou por falta de comentários e opiniões sobre trabalhos, ou ainda o stress pelos horários. Enfim tantos casos se poderiam exemplificar. Na sua vida profissional, aguarda uma reunião e uma semana antes já está a tentar saber mais e mais sobre os tópicos que preencherão a agenda, quem já confirmou, quem declinou a presença. Tem um projeto em mãos e está no “timing” correto mas, continua a pôr pressão na equipa como se estivesse com atraso. Para mostrar algo? O que? Só se for que está nervoso!. Na sua empresa recebe uma proposta de um fornecedor a requerer analise do contrato para o próximo ano, convoca uma reunião geral, manda analisar todos os contratos existentes com os diversos eventuais concorrentes…Estes exemplos dizem-lhe algo? Pois claro….nervosismo e agitação em  todos eles e em cada um dos momentos.

A agitação descrita a nenhum lado o levará. Nem a si nem a quem o rodeia. A sua energia, representada pelo nervosismo será contagiada aos seus colegas, à sua equipa ou direção, e isso sabemos que não é bom. Deverá repensar para quê tanto stress e tanta agitação. Haverá motivos plausíveis para tal? Como é obvio voce saberá, mas num conceito generalista não me parece.

Ao contrario do que se passa na maioria das vezes com a maioria das pessoas, deveremos fazer umas trocas. Em vez de passarmos o tempo com alvoroços ou rebuliços desnecessários, em efervescência, agitados e sempre em fermentação, deveríamos pensar em manter a calma e o equilíbrio, tentar viver em quietude e serenidade e observar cada desafio diário com paciência e tranquilidade.

O “modus operandi” que se usa hoje em dia, muito devido á forma como a sociedade funciona ou nos faz funcionar, é baseado em ansiedade, agitação e tormenta de espirito, trazendo consigo o referido stress, inquietação e até fúria (para não dizer mesmo raiva) perante qualquer que seja a situação. Uma vez mais a questão: Valerá a pena?

Mudemos de paradigma, há que aceitar-se a si mesmo como realmente é. Este é o primeiro desafio a enfrentar e assumir. No seguimento, aceitar vida e as pessoas como elas são, o mundo que o rodeia faz parte integrante do universo de “bem estar”. Há que manter sempre uma atitude realista, pensamento positivo e sábio, em relação a tudo e a todos. Prepare o seu consciente de forma a que, em consciência, assuma que terá de mudar.

"Mutação Vital"

Verificará que começará a viver a vida com serenidade, sem a loucura do amanha que não chega. A tranquilidade trará o conceito, da frase feita e tantas vezes ouvida ou lida, de que com calma tudo se consegue, embora por vezes seja complicado fazer entender o sentido de calma. Complicado não significa que não seja fazível, para tal lembre-se da paciência e quietude necessária.  O simples ato de estar ou permanecer quieto consigo mesmo fará com que o seu consciente ganhe consciência de todo este processo de mudança.

Um dia, entenderá perfeitamente o conceito de “No Stress”, verá tal expressão como o encontrar da quietude e serenidade que tanto procurava. Uma vez mais, não faça tempestades em copos de agua (frase corrente mas aplicável), não ferva em pouca água nem se enerve por enervar. Há situações que, simplesmente, não merecem tal agitação. Se um animal está no seu repasto, no seu meio ambiente, não será pelo tempo mudar que vai deixar de o fazer.

“A mudança não é um destino, assim como a esperança não é uma estratégia.” ## Rudy Giuliani ##

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“Delírio Visual”

“Até parece que estou a ver!”, “Consigo imaginar tal situação”, estas são apenas duas frases que ilustram aquilo que muitas vezes se passa com todos nós. O poder da imaginação. Tentamos, através de descrições, cometários, imagens criativas ou o que seja, colocar expressões, situações em cenários hipotéticos, fazendo-nos crer que visualizamos a situação que se pretendia naquele momento.

Tudo isto pode acontecer, e acontece no dia a dia. Quando nos contam algo sobre alguém ou alguma situação em que não participámos, tentamos mentalmente fazer um desenho, um filme (mental)  por forma a nos posicionarmos no local e momento sobre a qual a descrição incide. O resultado? As frases acima. rapidamente juntamos variáveis e “peças” sobre as pessoas ou locais envolvidos e construímos em volta de tudo isso o cenário que os parece ajustar à história que nos estão a contar.

“Havias de ter visto a cara do Professor”, ou “Bem, nem queiras saber, o colega X, tratou-o da pior forma em frente de todos”, ou ainda “A reunião correu bem, havia de ter ouvido o feedback.”. Como ve, situações recorrentes,  que no nosso dia a dia, e em qualquer dos ciclos envolventes, nos trazem a laboração da fabrica e industria cinematográfica da mente.

Moment! ou Momento.

Tudo isto acontece, por norma, e como exemplo generalista, desvalorizamos pois é tremendamente habitual, mas…e se tudo o que imaginámos não corresponde minimamente ao que é a realidade, neste caso em história contada, ao que foi a realidade? Pois é. Neste caso tudo muda de figura pois poderemos estar perante uma ilusão. Podemos estar a iludir o cérebro com imagens completamente irreais e ficaremos desta forma com uma ou mais histórias mal contadas que se transformarão em mitos na nossa massa cinzenta.

À ideia ou à falsa crença da qual nos mentalizamos, seja por uma situação ou pessoa, é considerada uma ilusão. Quantas vezes nos deparamos com situações em que analisamos que nos iludimos com algo ou com alguém? Muitas vezes por certo. Isso dever-se-á à falsa imagem ou conceito que criámos para tal fato ou personalidade. Pode ser um engano, pode ter-se tornado algo de fantasia, imaginação pura criada por nós ou a chamada miragem.

 “Ver” ou interpretar algo de uma forma que possa por algum motivo não reproduzir aquilo que é a realidade, é miragem. Refiro-me, por exemplo, a uma visão enganadora, uma ilusão criada como um reflexo do, precisamente, inverso ao que tempos no momento. Lembro-me da figura de alguém no deserto, debaixo de uma temperatura abrasadora, sedento por água, e que no meio de tanta areia (por sua vez escaldante), vislumbra um lago com água cristalina. Pois a celebre miragem, o fenómeno de vislumbrar alguma coisa, situação ou pessoa, que simplesmente não existe.

Moment! ou Momento.

Na vida real e em qualquer uma das envolvente onde poderemos pertencer, Académica profissional ou empresarial, ter miragens pode ser um desafio ainda maior. Poderá significar que estamos a perder o sentido consciente do nosso rumo e estamos a desesperar por algo. O reflexo do inverso à situação atual e a ansia de o alcançar pode estar a ofuscar a visão e a propor um caminho desviante.

Ver o que não é verdade por estar ofuscado por um desejo ou uma necessidade, é muito perigoso. Não é filme, relembro que pode acontecer em qualquer dos ciclos… Não ver o que é real, não ouvir a voz da consciência, o silencio, tantas vezes mago de ensinamento, pode trazer consequências desastrosas e percursos trilhados por desviantes sinais.

Querer, desejar em demasia, leva a criar imagens irreais no nosso subconsciente que se ve superado pelo cansaço de tais pensamentos. Torna a vista num espelho dos registos arquivados, mas maioritariamente mal catalogados.

"Delírio Visual"

Não se deixe envolver por visões enganadoras, fruto de conversas ou descrições menos verídicas, por visões faltas esbatidas por conversas improprias e por desejos mal medidos. Ao criar este tipo de “Alçapão da ilusão” no seu subconsciente só estará a gravar histórias mal descritas. As mesmas, quando cair na realidade, eventualmente levá-lo-ão à deceção, à desilusão, voce sentir-se-á burlado por si próprio. Miragens funcionam bem no cinema, não na vida real.

Aquele que vê o que realmente não pode ser visto, não é visionário. É, e será, um eterno desiludido.
Totalmente de acordo comigo próprio.

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