“Ensejo Esfumado”

É de certa forma triste quando se pensa que se pode fazer algo em prole de outrem e na verdade nada se consegue, pelo menos a curto prazo. Casos destes, genericamente escrevendo, passar-se-ão um pouco por toda a parte, um pouco com cada um de nós, independentemente do ciclo envolvente onde nos encontramos.

Ouve-se tanto falar das dificuldades da vida, dos sacrifícios, da falta de isto ou a carência daquilo…mas no final de contas na sociedade em que vivemos e nos tempos que correm, de que necessitam verdadeiramente as pessoas? Bem, muitos exemplos se poderiam dar e muita especulação se podia fazer, mas, sempre escrevendo de uma forma generalista, eu diria que muitas das pessoas não sabe bem o que quer ou que necessita. Muitas vezes o que lhes falta (e de uma analise exemplificativa) serão bens materiais de ostentação, ou algo mais profundo ainda, mas, e não os bens de primeira necessidade.

Refiro-me como é obvio a pessoas que frequentam e pertencem aos nossos habituais ciclos envolventes como a academia, a vida profissional ou empresarial. Muitas vezes há falta é de atenção. Atenção para saber estar no local certo, na hora exata, e falar com as pessoas certas referindo o que lhes vai na alma. Faz-me lembrar a questão da panela de pressão, faz um barulho irritante mas se não o fizer a coisa pode dar para o torto pois não vai libertando o ar e por sua vez acumula a pressão…pode rebentar.

Pois bem, voltando à frase inicial, se as pessoas certas souberem, ou estiverem a par das necessidades efetivas dos demais, por certo algo se arranjará para mitigar tal “dor”, sofrimento ou angustia…oportunidades não faltarão para se realizarem desejos e ambições a terceiros. Mas isso só pode ser feito se houver conhecimento de causa.

Imagine que na academia o colocam com um horário cheio de “furos”, que lhe estraga a vida que tinha previsto e o deixa completamente desmotivado…ora se não comentar, desabafar ou falar diretamente com alguém, nunca poderá ser ajudado. Por outro lado, como estudante, acaba um dos ciclos de estudo e pretende fazer-se à vida profissional…se não procurar, falar com alguém, mostrar interesse, o estágio, trabalho ou o que seja não lhe cairá do céu.

Imagine-se num emprego onde discorda com certa politicas e que se sente prejudicado, ao ponto de pensar em mudar….tal nunca acontecerá se não comentar, se não falar com alguém próximo que de certo estará disposto a ajudar. Sim, as pessoas na sua maioria tendem a ajudar os outros, só que não o fazem (muitas das vezes) de espontânea vontade…tem de haver noção da necessidade alheia.. O mesmo se passará na sua posição de empresário, não pode ter conhecimento absoluto de tudo. Se se vê na necessidade de solicitar conselhos e opiniões faça-o…a sua direção por certo o ajudará e todos encontrarão soluções para os desafios.

A possibilidade de melhorar alguma situação ou alguma aspeto na vida de alguma pessoa é algo que assiste ao Ser Humano. Houve, há e continuará a haver ocasiões favoráveis para que algo de novo apareça para tal situação ou para o tal individuo. A isso chama-se oportunidade, certo? Oportunidades há que saber “agarra-las”, há que procura-las mas também há que proporciona-las. Há tanta gente desejosa de uma oportunidade, e isso é sabido da comunicação social generalista, que…efetivamente custará a quem a tem para dar, não ver interesse por parte de quem poderia beneficiar… tramas da vida real.

Ajudar, dar oportunidade a alguém ou ter a oportunidade de mudar algo em alguma circunstancia, eu diria é ter visão de futuro. Não que se queira algo em troca, isso já lá vai, mas porque na realidade hoje ou amanha todos ganharão com tal fato.

Ter a chance de conseguir algo é muito importante, há que agradecer pois é como o “pontapé de saída” para o grande jogo da vida, independentemente da envolvente, mas…ter a oportunidade de ajudar alguém a conseguir atingir seu objetivo, de dar o primeiro passo que se pensa ser no caminho certo, é, em consciência uma mais valia do Ser Humano. Muitas vezes adormecida pelo ritmo e imposições desta sociedade…

"Ensejo Esfumado"

Hoje eu, amanha tu, o ciclo não parará e … há lugar para o bom desempenho de todos em qualquer posição da sociedade. Tal como o farol que ilumina o caminho e a direção marítima aos transportes aquáticos, sendo uma referencia no horizonte, e que com seu sinal luminoso acorda muitas vezes o marinheiro ou arrais desse navio, também nós poderemos despertar o adormecido, e começaremos o dia magnificamente bem dispostos.

Algo teremos feito e tanto teremos para fazer.
Sem sombra de dúvidas que estou de acordo comigo próprio.

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“Ato Assertivo”

“A memória já não é o que era!” ou “Estes neurónios já não dão para tudo” são frase conhecidas e ouvidas no nosso dia a dia, em qualquer um dos ciclos envolventes a que pertencemos. Por um qualquer motivo ou por outro ainda, e como exemplo generalista, rapidamente referimos aspetos de memória para justificar algumas atitudes ou ações, normalmente relacionadas com apontamentos de calendário, mas não só.

Escusado será referir as vezes que o calendário, a carga de marcações, o “outlook” ou seja que tipo de suporte de agenda for serve de primeiríssimo travão a qualquer convite. “Deixa-me verificar a minha agenda”, “vou ver se tenho algo no plano” ou ainda “Da-me um segundo que abro aqui o calendário num instante”. Quer se queira quer não cada vez mais este travão é efetivo. Não será por mal, nem por segundas intensões. Isso quase que se assegura. A questão está no modo de vida que se leva hoje em dia.

Genericamente, já quase ninguém consegue, em consciência, assegurar a sua oficial presença em tal evento, reunião, palestra, seminário ou o que seja, sem confirmar primeiro com sua agenda. Dois pontos a salientar: Em primeiro lugar e como referido, o modo de vida e a carga de tópicos (variados) que queremos abordar num dia que, segundo calendário, conta com 24 horas. Depois a consciência que se vai tendo (aos poucos) de ocupar o cérebro só com o que é importante. Logo, saber de cor toda a agenda não me parece muito importante. Para isso servem os auxiliares de suporte de agenda. Por este ultimo motivo mais ainda a importância de se ter um auxiliar a que recorrer, e fazer uso efetivo do mesmo.

Não obstante, verifica-se que os tempos evoluem, cada vez mais há diversidade de equipamentos, objetos de suporte à nossa agenda do dia a dia. Com isso vamos por um lado libertando o cérebro de tais preocupações de agenda mas logo de seguida “carregamos” com mais tópicos que queremos abordar. Libertamos por um lado, “carregamos” por outro. Qual será ou se tornará mais pesado para o próprio cérebro? Pois é uma boa questão, mas à primeira vista diria que ambos são carga que não devem ser abusivas para a nossa massa cinzenta.

 Caderninhos, cadernos, blocos, diários e posteriormente agendas de todas as cores e feitios e para as mais diversas utilidades, dentro do âmbito da gestão de agenda, apareceram e evoluíram para o suporte digital, com as conhecidas aplicações, e sabe-se lá onde isto vai parar. Cada um usará o meio e método que lhe dará mais jeito tendo em conta a eficiência e posterior eficácia nos resultados a tirar da boa gestão da sua agenda e do seu tempo.

"Ato acertivo"

No seu dia a dia, necessita de agenda para qualquer uma das envolventes em que se encontre. Necessita de saber o seu horário na academia e coordena-lo com palestras, seminários e demais tarefas inerentes. Na vida profissional, embora saiba que há um horário base das 9:00 as 18:00 (como exemplo), devido à intensidade de trabalho, volume e carga de tópicos, se não fosse a utilização de uma agenda como garantiria o bom desempenho nas tarefas e seus objetivos, como garantiria a presença em todas as reuniões para as quais é convidado ou como faria a gestão do seu tempo no geral?

O mesmo se passa na sua vida enquanto empresário. Há reuniões a serem marcadas, interna e externamente, viagens de negócio e afins…tudo isto tem de ser previamente planeado, contando com outros fatores, muitas vezes externos à envolvente, e tudo isto para que nada falhe e se cumpram os objetivos definidos. Pois nada melhor que uma agenda bem delineada para que possa ser quase que automaticamente bem gerida.

Numa ótica de gestão há a consideração de planeamento, estratégico ou não (isso seria um outro tópico) a longo e a curto-médio prazo. Como se apercebeu o texto de hoje basicamente está focado no curto-médio prazo por ser aquele que mais tem que ver com o individuo que por sua vez refletirá o efeito da gestão desse planeamento na equipa ou departamento que por sua vez se refletirá na divisão, empresa ou companhia.

Voce, como individuo, têm um papel de gestão importantíssimo. Se reparar desde que toca o despertador, o primeiro alerta da agenda, começa a orientação das suas tarefas do tal dia que supostamente tem 24 horas. Uma boa gestão de agenda, pessoal, combinada com outra que seja (académica, profissional ou empresarial) pode, e salvo melhor opinião é, uma das chave de sucesso. Importante não é gerir agenda depois de todos os tópicos estarem lançados. Não. A mestria é saber gerir onde encaixar esses tais tópicos e só depois vem a gestão dos mesmos.

Uma agenda bem planeada e bem gerida, leva a que tenha tempo para tudo. Sim, se não for agora é mais logo, se não for hoje será amanha. Oportunidades não faltarão…a questão é mesmo saber a prioridade dos tópicos com os quais necessita de preencher a agenda. Não diga que não por dizer. Se o convidam para algo é por que é necessário, ou até porque têm consideração por si. Não pense em tudo como uma chatice que não tem tempo para fazer ou atender. Prioritize e verá que fará furor ao aceitar cada vez mais tópicos (que sejam relevantes, claro.)

“Não, toda a minha vida é planeada. É chamada gestão de tempo.”
## Sean Hayes ##

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“Ciente Vigor”

Falado num dos artigos anteriores, deveremos estar sempre minimamente preparados para o que possa acontecer. Escrevo minimamente pois, ao ser assim, significará que estamos em consciência acerca da nossa envolvente, do caminho que traçámos, dos que nos rodeiam e da posição que temos perante cada momento ou situação. Se assim for, por certo temos consciência do que eventualmente se poderá passar, quer nos planos de ação, quer no desenrolar das etapas delineadas estrategicamente.

Mudanças repentinas em qualquer um dos planos traçados podem ocorrer até mesmo nos relacionamentos com quem pensamos estar mais assertivamente bem sintonizados. Um apontamento de agenda, de certa forma,  inesperado poderá ser sinal do fim de uma longa caminhada por um objetivo, uma meta, ou mesmo uma batalha pelo poder. Poder no sentido figurado de afirmação académica, profissional ou empresarial. Afirmação nos grupos de trabalho, na estrutura da empresa ou no setor, enquanto empresário.

Muitos elogios você receberá se der conta atempadamente que esse tal compromisso de agenda pode dar em perda de todo o sentido da sua caminhada. Estou a ser derrotista? Não. Muito pelo contrário. Elevo o “modus operandi” de quem assim age. Já se viu, estará minimamente preparado, um passo à frente da situação anómala e impropria que se poderá avizinhar e com tempo para dar a volta por cima e recuperar o plano estratégico e o caminho delineado. Parabéns se você procede desta forma.

Como exemplo generalista, imagine ter feito um acordo, muito recentemente, que você ajuíza poder ter sido um erro. Estando em consciência do que se trata, dá-lhe tempo de chegar a essa conclusão, solicitar um pouco mais de tempo e analisar uma eventual contraproposta ou mesmo, no limite, desfazer o tal contrato.

Viver de saudosismos e a olhar para o presente do tempo ido não é de todo a melhor forma de gerir a sua vida, mas no caso demonstrativo estamos a referir alguém que….refletiu atempadamente e pode “safar” aquilo que na gíria, ou ate na vida profissional se chama de “mau negócio”, Estar um passo à frente é sempre mais valia, na perspetiva de ter tempo de acertar o passo, se for caso.

Recuperar, restabelecer situações complicadas, sobressair no meio de ambientes de pessimismo, crises, ou eventuais crises, emocionais, não é fácil. Mas não é fácil quer seja no âmbito pessoal, académico, profissional ou em qualquer das envolventes que estejamos inseridos.

"Ciente Vigor"

Se recuperar significar que teremos de adquirir novamente, o que quer que se tenha perdido, que teremos de reaver algo de alguém que por sua vez tinha sido nossa posse, então não é nunca considerado caso simples. Por todos os motivos e mais alguns e não estando simplesmente a referir-me a aspetos materiais. Imagine a perca de reputação, do bom nome, da palavra….pois é…nunca á caso simples. Por esse motivo mencionava que mais vale estar minimamente preparado para o que possa acontecer.

Mais vale investir tempo a solidificar os pilares essenciais de qualquer situação ou momento na vida, do que deixar tudo desmoronar, sendo que a recuperação e reconstrução demorarão muito mais tempo e requerem muito mais investimento.

Referi há umas linhas atrás que não estava a mencionar somente fatos materiais. Pois bem, reforço a ideia de que há algo também muito difícil de recuperar e para tal fato há que estar ainda mais atento e preparado para não deixar que aconteça. Refiro-me á energia. Deveremos estar sempre um passo à frente no que à analise de gastos energéticos diz respeito. Deveremos saber com o que realmente nos temos de preocupar, com o que temos realmente de despender energias…desta forma, conseguiremos manter os nossos níveis de energia carregados e preparados para enfrentar o que quer que seja.

Não nos poderemos distrair e desperdiçar energias com o que não é importante ou relevante para o caminho traçado. Cada unidade de energia é essencial e fará parte da carga necessária para que se atinjam objetivos, um a um, passo a passo. Lembre-se que a recuperação de algo é, em todos os sentidos muito mais agressiva do que a construção desse mesmo algo. Se carregar já não é fácil, imagine recarregar!

“Energia e persistência conquistam todas as coisas.”
## Benjamin Franklin ##

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“Ingratidão Própria”

Quantas vezes palavras ouvidas, ou lidas, de alguém não combinam com as ações que supostamente deveriam ser praticadas? Apercebemos-nos disso diariamente, certo? Este tipo de situação levar-nos-á a pensar duas vezes e a refletir um pouco antes de tomarmos as nossas decisões ou seguirmos o nosso caminho.

Em essência essas contradições serão um sinal claro de que as pessoas ou situações em questão não serão propriamente quem você pensava que seriam ou como seriam. Este tipo de situações é recorrente em qualquer dos ciclos envolventes a que pertencemos. Vimos e assistimos na academia, na vida profissional e até na empresarial. Quanto a percentuais, ou peso é irrelevante para agora.

Ser extrovertido poderá representar, em alguns casos, uma porta aberta à entrada de mais situações ou indivíduos que se encaixam no exemplo acima. Se lhe faz confusão tal, faça uma pausa no alargamento dos ciclos de amizade ou relacionamentos. Sim, é sempre melhor concentrar-mo-nos mais em menos, conheceremos melhor quem pertence às nossas envolventes e tiraremos elações a preceito. Desta forma você começará a saber com quem poderá contar na realidade e em qualquer ocasião.

Na vida, e ao longo da mesma, encontramos muitas portas fechadas, pelos mais diversos motivos, outras portas se fecham ao longo do caminho, muitas barreiras temos pela frente, mas a cada superação de cada obstáculo, de cada momento teremos mais força, daremos mais valor e reforçaremos a energia. Energia necessária para a próxima etapa. Tal como a água de um rio quando sai da nascente desconhece o leito por onde terá de passar, mas tudo fará para chegar ao seu destino que por norma é o mar.

Algo que por vezes nos esquecemos é que o caminho quase nunca se faz sozinho. Haverá sempre alguém que nos acompanha. Por certo alguém acompanhará numa certa fase, outro alguém noutra. Muitas vezes nem nos apercebemos que essa pessoa nos vai a acompanhar. É necessário uma reflexão dos passas já dados para verificar e validar que isto acontece. Como já referi várias vezes, o mal está em darmos por adquirido que alguém nos acompanha.

Ora, pela lógica, se não damos conta que alguém nos acompanha, por certo estaremos em falta com algo importante: o agradecimento. Está por certo a faltar agradecer a alguém, pôr enfase, no ato de reconhecimento da tal pessoal, esse alguém que lhe prestou apoio, mesmo que indiretamente, que lhe proporcionou um benefício, que lhe deu auxílio, só mesmo para referir alguns dos aspetos.

Tudo na vida se consegue, embora com muito esforço. Não sou conhecedor, embora haja casos, de vitórias sem esforço. Não obstante temos sempre de ter gratidão por algo ou alguém. Mas, como visto e referido anteriormente, se nos esquecemos de estar gratos a alguém, como nos lembraremos de agradecer a nós próprios. ? Já pensou em ter atitudes de gratidão também para consigo próprio?

Loucura será dizer que teremos que agradecer a alguém e depois ainda por cima agradecer a nós próprios. Ah pois é. Se não veja. Gratidão será uma característica de alguém que é grato , ora se você se esforçou, lutou, batalhou pelo seu objetivo deverá agradecer a si próprio por tal feito. Não Concorda? Pois já para não falar que fica sempre bem agradecer aos outos em primeira instancia, se é que me faço entender. Fica sempre bem.

Se na vida profissional, na academia ou na vida empresarial, se reconheço mérito a alguém, se devo dar “louros” a alguém, porque não faze-lo? Uma das forma é e será sempre o simples agradecimento. Não se carece de passadeiras vermelhas, holofotes ou cerimónias…simplesmente um “obrigado”. no final das contas, olhamos o espelho e validaremos se há lugar a um grato efeito para nós também.

Refletindo sobre as portas e as janelas deste artigo, muitas se fecham ao longo do caminho, mas se apanhamos uma brisa de ar, significa que há abertura, e esta servirá para sair ou entrar ar..ar que pode ser o que nos falta para chegar um passo mais à frente.

Se do outro não sei e de mim não me lembro, como se deram os passos.? Deverá haver lugar a resposta e agradecimento. O caminho não se faz sozinho.
Bem haja.

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“Classe à Parte”

Olhamos em nosso redor e “catalogamos” tudo e mais alguma coisa. Damos nomes, referimos e expomos ideia preconcebidas sobre quase tudo e quase todos. São diariamente centenas de milhares de rótulos que colocamos, consciente ou inconscientemente, nas coisas, pessoas ou situações.

Desprezamos, desvalorizamos, elevamos, minimizamos, agraciamos positivamente. Enfim, mesmo sem querer estamos constantemente a fazer apreciações mesmo que seja só por fazer… porque na verdade está enraizado na nossa maneira de referenciar o mundo que nos rodeia ou a envolvente onde nos encontramos.

Na Academia, na vida profissional ou empresarial, muito exemplos podem ser considerados. Poderemos ter uma ideia sobre um colega ou professor, que nos ficou da primeira impressão ou contacto. Se nada fizermos por desmistificar tal feito passaremos o tempo a rotular tal individuo sem hipótese de retroceder nossa opinião.

Para o bem e para o mal. Há pessoas que nos “encantam” com algum aspeto e como tal, passamos o tempo a pender positivamente para tal individuo mas se a verdade for contrária, deveríamos ter feito a referida desmistificação e entender a real personalidade… reforço a ideia de que casos destes existem e são visíveis diariamente em todos os ciclos envolventes.

Categorizar é algo que se deve fazer para melhor controlar a segmentação de um produto ou até serviço, mas na verdade o que fazemos é usar essa categorização para definir pessoas e agrupalas na nossa mente em grupos, classes, por conceitos, camadas (hierárquicas ou não), mas basicamente com separações simplistas tais como: Gosto ou não gosto; aprecio ou desprezo; mau carater ou simpático e ainda mais simples, como gordo ou magro, bonito ou feio e mais uma variedade de categorização se usa diariamente.

Mas os termos usados como categoria ou classe deveriam ser usados na real essência da palavra e somente quando o uso da mesma fosse passível de tal entoação. Pessoa com classe, que tem categoria, educação e ética, essa sim deveria ser rotulada pela real e concreta essência de tal nome: Categoria.

"Classe à Parte"

Usamos tantas vezes palavras para qualificar. Qualificar pessoas, coisas ou situações como se de um jogo se tratasse, mas na verdade damos muito pouca importância a analisar, estudar e interpretar cada uma das referidas. Isto é, se investíssemos tempo em analise previa para poder categorizar ou rotular situações coisas ou pessoa, por certo teríamos a segmentação não feita com base em especulações e ideia preconcebidas mas sim com base em fatos e evidencias concretas.

Lanço o desafio de se fazer uma analise a um terceiro que pertença a um dos ciclos envolventes… alguém a quem sempre rotulamos da mesma forma. Quando as conclusões tiverem tiradas comentaremos, mas por certo se mudou a categoria ou o rotulo a tal individuo deve ter-lhe dado um especial prazer e gozo, independentemente do posicionamento da alteração categórica.

Em resumo o que quero dizer é que, quando avaliamos efetivamente as valências de cada um que nos rodeia, para além de termos certezas e evidências mais concretas, poderemos em consciência categorizar a pessoa. Até poderemos vir a errar na avaliação, mas em primeira instancia teremos mais cabimento no que mencionamos e por certo estaremos satisfeitos com a forma que tratamos tal individuo.

Com certeza cada um deve gostar de ser apreciado pelo que é e não pelo que não é. Independentemente da classe social, estatuto ou posição. Há que reconhecer o que for para ser reconhecido e não inventar baseado em paradigmas, estímulos ou ideias.

Sem um perfeito conhecimento, uma boa analise de quem nos rodeia, nunca chegaremos a ter total confiança na nossa envolvente. Andaremos sempre desconfiados, com histórias mal contadas, não partilhando toda a informação, não revelando tudo o que se devia, enfim…a vida não será como deveria ser. Comunicar é ponto fundamental para o desenvolvimento académico, profissional ou empresarial. Transparência faz a diferença. Para tais situações acontecerem de forma perfeitamente normal e transversal a cada momento, há que olhar para cada individuo de uma forma de aceitação minimamente credível.

É verdade que deve haver sempre uma distancia de “segurança” entre o que é a nossa ideia do outro e o que realmente o outro é.  Esta distância não deve ser preocupante, em boa verdade será necessário manter as diversas identidades separadas, referindo-me à confiança, e bem desenvolvidas no que ao conhecimento de causa diz respeito..

Se você confiar demais nos outros e nas ideias deles, nunca vai sentir-se confiante o suficiente nas suas próprias ideias.
Tenho de concordar comigo próprio!

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“O Farsante”

Dias de sufoco, sem razão aparente, serão o que se designa na gíria de dias tramados. E quem não os tem?! Tudo pode estar a correr aparentemente normal, dentro do previsto em agenda, tudo conforme planeado e, eis que, algo faz com que toda a situação se altere. Da passividade da gestão do seu tempo, da sua agenda, passa ao desaire do imprevisto, descontrole e inquietude.

Imagine só ter estimado uma passagem numa loja para fazer uma compra, uma aquisição, cujo tempo planeado seria o expectável. Entrar na loja, já ter o produto previamente escolhido (muito em voga nos dias que correm devido à facilidade de pesquisa de informação) solicitar a aquisição, afinar algo que necessário, pagar e sair. Pois estimado um tempo curto, diga-se de passagem. Se tudo isto for só o planeado e você tiver estado duas horas e meia para proceder ao acima descrito, ficará com toda a certeza de espirito abalado. Digo eu!

Pois este tipo de exemplos do dia a dia podem ser facilmente transpostos para qualquer um dos nossos ciclos envolventes. Como exemplo generalista, ter planos para depois das tutorias, pois as mesma estavam com tempo estimado e devido ao empolgar dos ânimos sobre um tema especifico o tempo foi passando e começam os suores frios….nem dá atenção ao tema que tanto lhe está a interessar nem consegue pensar em chegar a tempo a tais compromissos anteriormente agendados. O mesmo se passará em meio profissional cuja agenda compreende uma serie de “slots” com agendas, tarefas e outros que tais…e vai dai, basta um deles, uma reunião por exemplo, atrasar e tudo começa a derrapar…la se vai a concentração ….

Tudo isto mostra, de certa forma, que você até é interessado nos temas, nos indivíduos com quem partilha informação, comunicação no momento, mas simplesmente por querer cumprir com toda a sua agenda, sente-se pressionado entrando ate num certo nervosismo e falta de conforto perante a situação.

Pois, sendo verdade que a sua rotina diária não deverá tornar-se em algo que lhe pareça estar em piloto automático, se assim for, de tempos a tempos será bom compensar com a mudança de paradigma e conscientemente afirmar que saberá precisamente o que fazer. Isto trará conforto e bem estar. ter agenda controlada, tempo consertado e tudo a rolar dentro das perspetivas. No final do dia, não haver imprevistos na sua agenda, ou na sua vida, não significará que não haja emoção. Dependerá sempre da atitude que você optar por demonstrar, por ter ou por adotar. 

Beneficiar de um período profissional de alguma estabilidade, se lhe for permitido, vai trazer-lhe alicerces de postura e estratégia para os tempos futuros. Assim você consiga aproveitar esses momentos para refletir e afinar algo que seja necessário.

Momento! Chegou a altura de puxar pelo esforço e dedicação para conseguir atingir alguns dos objetivos a que se propôs. As faíscas voam….você questiona: “E agora o que fazer? Puxei demasiado? Entrei num ritmo que não se acompanha? Não por certo. Mudou foi de paradigma, exigiu de si próprio.

Nunca é, nem nunca será, cedo de mais para colocar um pé á frente do outro vezes sem conta dando os próximos passos. Há sempre algo mais que possa ser feito e deva ser feito. Não se encoste na zona de conforto a recordar medalhas do passado.  Trabalhe arduamente pelos seus objetivos e procure estar no sitio certo, à hora certa.

"O Farsante"

Por favor não confundir, ter ou criar uma oportunidade com apropriar-se de oportunidade alheia, ou seja ser oportunista.  Não conduza a vida a pensar em beneficiar de algo que não lhe pertence e ainda por cima, já estou a imaginar, a tirar partido da situação. Não será mais valia em nenhum dos ciclos envolventes.  Desculpar-me-ão todos aqueles que se reveem nesta situação e que acham um procedimento normal, mas, salvo melhor opinião, o valor da-se, ou deve dar-se a quem se esforça e trabalha e não a quem simplesmente leva a vida baseada na construção do puro oportunismo sem olhar a meios. Aproveitamento despropositado, exploração de situações em prole de si mesmo, não será de todo mais valia, pelo menos a longo prazo. O universo é pequeno e limitado.

Comportamentos, condutas desta natureza por norma ultrapassam as preocupações com a ética, a moral e, se me permitem os bons costumes. Se analisarmos mais em detalhe, verificaremos que quem não se preocupa com ética e moral também não se preocupará nunca com normas, regras, processos ou procedimentos. Porquê? Razão simples o oportunismo cega. Nada nem ninguém fará ver o caminho correto a seguir a tal personagem.

Se queremos, em qualquer momento da vida, ser reconhecidos pelo nosso valor, pelo nosso trabalho, não ficaremos à espera da carreira das sete cujo destino é o “Oportuno” e que só leva os “oportunistas”. Se for necessário, deixe passar a carreira e avance a pé.

Não espere por oportunidades extraordinárias. Aproveite ocasiões comuns e torne-as grandes. Homens fracos esperam por oportunidades; homens fortes criam-nas.”
## Orison Swett Marden ##

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“Feitiço Dormente”

Muitas vezes há conexões intelectuais que fazem faísca. Faísca no sentido de criarem valor para uma qualquer situação. Parece correto dizer que se seguirmos o nosso intimo, o que o cérebro comanda, não teatralizarmos a vida, ela fará sentido e muitas serão por certo as conexões a aparecer. Seguindo a linha de pensamento consciente hoje, isso refletir-se-á no hoje de amanha, trará boas energias e até posso usar o termo felicidade.

Quando se veem projetos a ser idealizados no papel, analisados, ponderados e em seguida a serem implementados com um certo grau de sucesso…muitos fatores estarão por de trás de tal fato, mas um haverá de certeza: Sintonia entre os intervenientes. Um grupo de trabalho, uma equipa, um departamento, uma divisão ou até mesmo uma empresa poderão encaixar perfeitamente no exemplo generalista dado.

Já várias vezes se abordou o tema das equipas, mas na realidade as situações de trabalho em equipa não se resolvem com magia. Resolvem-se com sintonia, comunicação e entrega à causa. Só desta forma e adicionando alguns outros “ingredientes” se conseguirá atingir os fins a que nos propusemos.

A boa performance, o reconhecimento, o sucesso pessoal ou da equipa pelo atingimento de objetivos, não acontecem pelo simples desígnio de fascínio ou deslumbre, A tal magia. Magia é por natureza uma palavra ou uma designação que nos reporta para o imaginário, e os objetivos tendem a ser bem concretos e definidos. Magia transporta-nos para o campo da ação em sentido contrário ao das próprias leis da natureza. Em qualquer dos ciclos envolventes onde nos encontremos, ou mesmo na ótica de gestão tudo tem de ser bem concreto e real, mensurável, bem definido.

Genericamente falando e não entrando em detalhes, não se podem atingir objetivos, sejam de caracter pessoal, profissional, académico ou empresarial, a contar com a ilusão, com poderes ou forças externa sem, e, primeira instancia, fazer algo para o atingimento do mesmo. Formulas ou ritos mais ou menos secretos podem dar uma sensação de fascínio e ilusão. Lá voltamos á magia.

Na vida real, não se fazem desaparecer e aparecer objetivos ou parte destes. Ou temos ou não temos objetivos e se aparecem é porque os criámos nós próprios ou os recebemos de alguém e no caso de desaparecem ou deixaram de fazer sentido para nós, e desvalorizámos, ou foram atingidos e já temos outros em curso. Não haja ilusões.

Se o trabalho for bem desenvolvido, o projeto bem seguido e implementado e os resultados aparecerem, não serão fruto do acaso, não haverá mistérios ou situações inexplicáveis. Haverá, ou terá havido, sim, trabalho, esforço, dedicação, empenho por parte dos elementos da equipa. Como exemplo generalista, claro.

Salientar que quando me refiro a “magia” é no sentido figurado e a querer valorizar o que é o esforço ou trabalho empregue num determinado momento ou situação. Não me refiro, de todo, a magia como ciência, de certa forma conhecida como oculta, que estudará a relação do Homem e os segredos da Natureza, envolvendo faculdades espirituais, e que terá características cerimoniais ou rituais. Com todo o respeito, magia no contexto deste artigo é metafórico e expressando ilusão ou fascínio.

Se na vida nos deslumbramos  com algo e se queremos mesmo muito esse algo ou que essa tal situação aconteça, não poderemos esperar os chamados “milagres” ou “magia”. Há que trabalhar arduamente para que tudo aconteça como planeado e para que se cumpram os objetivos traçados. É assim que devemos encarar as adversidades da vida. Lutando a cada dia para que chegue mais depressa o cumprimento dos objetivos. E que felicidade dá. Quando acontece, damos valor pois trabalhámos para tal.

"Feitiço dormente"

Por outro lado há momentos em que nos desiludimos. Quando tal acontece, há que tentar rapidamente entender o porquê. Será que colocámos espectativas demasiado elevadas no assunto ou situação, ou confiámos num determinado status de atingimento do objetivo e não conseguimos lá chegar? E se for o caso, refletir o que fizemos para ter conseguido? Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, ou andámos a “passear os livros” como se diz na academia?

Ter um ambiente de trabalho magnifico, uma equipa motivada e de alto nível profissional, com uma sintonia direta e imediata a cada situação, cuja performance fala por si só…a isso eu chamarei magia… o ambiente torna-se num campo energético e os relacionamentos numa cúpula de energia positiva, que farão com que os objetivos sejam cumpridos e …não por magia mas por trabalho esforço e empenho. Faça por isso!

“Faça sempre o seu melhor. O que você plantar hoje, vai colher mais tarde.”  ##  og Mandino ##

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“Âmago Ponto”

Enquadrando a ideia: Num cenário dito normal, com horários ditos normais, onde se dorme de noite e se trabalha ou estuda de dia, é com certeza diferente a imagem de um qualquer individuo antes de dormir (ao deitar) do que ao amanhecer (ao levantar). Por certo, e por diversos motivos, concordarão com o descrito.

Não há necessidade de este tipo de comentários ser feito por outro alguém, um terceiro. Existirão, com certeza, artigos ou objetos que são usados para refletir a mencionada imagem. Se a imagem é refletida verticalmente, por norma em superfície plana para garantir fiabilidade visual, ou não, isso serão detalhes, mas o que é certo é que por todo lado há objetos refletores. Espelhos portanto.

Espelhos, esse objetos refletores de luz que acabam por reproduzir a referida imagem das pessoas ou objetos quanto presentes em frente ao dito. Será que quero mesmo falar sobre espelhos (objetos)? Não senhor! Há espelhos mais importantes que refletem algo mais importante e sobre esses há que refletir.

"Amago Ponto"

Imagine algo, ou alguma situação onde, após analise e contemplação retira dai algum ensinamento, incremento de conhecimento, informação adicional. Tal situação será referida como um espelho. Recorde-se de expressões como “os olhos são o espelho da alma” ou “história espelho da consciência humana”. Com certeza que já ouviu ou leu muitas outras expressões como estas com sentido figurado. A essência está na mensagem que passam e o porquê terem sido consideradas.

Por norma, se falamos em caracter, valores humanos  ou personalidade, diz-se que seremos o espelho dos ensinamentos que obtivemos dos nossos pilares familiares ou das vivencias que tivemos ao longo do ciclo de vida. Será? Parece-me que se adequa. Neste caso estamos a falar puramente na ótica do “Humanoide”. E reportar esta metáfora para a vida e para os ciclos envolventes? Não é difícil mas tem o seu quê!

Por vezes os valores humanos superam a vontade e o desejo de atuação de certa forma em determinado contexto. Como exemplo, pessoa com boa educação, por norma, não responderá mal a um professor, após ter recebido uma negativa que considera injusta, mesmo que a vontade seja de dizer quarenta palavrões seguidos, pois a pessoa também os sabe.

Por uma qualquer incompatibilidade de horário de marcação de agenda de reuniões, que o obrigam a estar no escritório em tempo completamente fora do seu “programa”, não se reviram as secretária, ou se partem cadeiras, simplesmente se tenta cordialmente desmarcar a reunião e marca-la novamente para tempo oportuno. À primeira contrariedade profissional não nos enfurecemos diante de todos os colegas, simplesmente tentaremos tratar da situação e arranjar soluções efetivas. Todos exemplos generalistas que podem acontecer em qualquer um dos ciclos envolventes onde nos encontremos.

Com isto dizer que há muitas vezes um espelho que não está a refletir a imagem correta, em especial a do seu intimo, da sua vontade, do seu consciente. Não me estou a referir só aos exemplos de contrariedade. Refiro-me aos “papeis” que temos de desempenhar nesta vida. Temos de proceder de uma forma por ser politicamente correto, quando o nosso intimo e o nosso consciente, ao dar-nos razão , nos diz que deveríamos agir de uma outra forma.

Por vezes devemos entrar na parte da nossa mente, onde a realidade está perdida, desfocada e onde o tempo de certa forma parou. Se assim for, entrará num novo “mundo” e aperceber-se-á de que, efetivamente, o seu intimo e o seu consciente embora coabitando o mesmo espaço, viverão noutra dimensão daquela que você está a viver no momento.

Na gíria é o “despertar”. O que se verifica é que, mesmo sem ver nada, de olhos fechados, conseguirá desvendar o que pensava serem mistérios e os mesmo tornam-se claríssimos. Claros pois está a refletir o seu consciente e não a imagem que passa no dia a dia. Ao voltar á realidade, verá que não há escapa possível, são as politiquices dos ciclos envolventes com os quais temos de aprender a viver. Deixe-se de ódios e terrores no cérebro. Olhe-se ao espelho e aprecie o que é seu e o que de valência tem. Pense, viva sempre em consciência, esse é o reflexo que o seu espelho deve transmitir.

Alguém dizia um dia “não compre um livro pela sua capa”, subscrevo e acrescento se me permitem, “Olhem sempre para além do espelho” 

A personalidade é uma série ininterrupta de gestos bem sucedidos.”
## F. Scott Fitzgerald ##

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“Nobre Corredor”

Toca o despertador pela manha. Reação? Pois serão as mais variadas consoante a pessoa, a envolvência da hora a que aconteça tal fato e…..enfim tantas outras variáveis. Como o simples exemplo do despertador, também na vida as situações podem ter diversas interpretações mediante o contexto onde forem, e como forem, apresentadas.

O que para si é nota negativa num exame da Academia, poderá ser um “quase lá” para o seu professor, que embora o tenha chumbado está sempre a ser muito simpático. Aconteceu-lhe alguma vez? Pois é normal. São perspetivas e formas de posicionar a situação. A tal história da média calculada ao almoço.

Ahh não sabe? Pois estavam dois alunos na hora de almoço na cantina da tal academia, mandaram vir uma dose de frango para o almoço, logicamente o que se comenta é que terão comido meio frango cada um. Pois é, mas a realidade por de traz dos boatos é que um deles é vegetariano. Logo as situações, tal como este almoço, podem ter varias interpretações diretas e indiretas.

No meio profissional acontece muitas vezes o mesmo. Você não é pior colaborador que o seu colega, ele é que teve uma oportunidade extra de “brilhar” a sua vez chegará…cordial maneira de dizer que você vai lá chegar mas não “hoje”…diferentes formas de dizer, de apresentar as situações e também diferentes formas de olharmos para as mesmas.

Teremos por conveniência nossa e do nosso consciente, para que (como se diz na gíria) podermos dormir tranquilos, olhar as coisas pela forma mais objetiva possível. Mesmo que haja “floreados” à volta, cabe-nos a nós desmistificar tal situação, comentário ou o que seja de forma a estarmos em consciência. Consciência de que fizemos o nosso melhor e temos noção perfeita do porquê das coisas. Assim deverá ser. Deixe lá o meio frango!

Ter carater próprio, saber ser e estar, conhecer o seu lugar na estrada, conhecer ou propor-se a conhecer o percurso que quer trilhar, é hoje e será amanha uma mais valia. Ter uma visão ajustada, apropriada à realidade do momento, da envolvente é acréscimo de uma perceção adequada para si e para os que o rodeiam. Se calmamente pensar mais além, se olhar comodamente para além do horizonte verá a estrada que os outros não veem, mesmo que instalados nas proximidades.

Mesmo que a ideia do meio-frango persista na mente de terceiros, pertencentes á envolvente onde se enquadra o exemplo, não seja inoportuno, nem impertinente,  com explicações ou argumentos, mostre-lhes tranquilamente para onde será o caminho, e não se deixe incomodar com descabidos comentários menções a algo que já é para si alheio á realidade . Já passou. Você já se consciencializou que a média não funcionou (continuando a usar a metáfora do almoço). Você já está pronto para se lançar ao caminho.

Indivíduos cuja função primordial é desconversarem tendo sob tema as médias do almoço, chegam a um ponto que não deverão seguir viagem consigo. Deverão permanecer no mesmo ciclo envolvente enquanto você se faz ao caminho. Independentemente se o começa sozinho ou se arranja companhia…mas é tempo de trilhar. Para estar tranquilo consigo, não deverá ter sobressaltos com histórias mal interpretadas, de que tipo forem. Este tipo de situação é desadequado e incompatível com o seu bem estar geral.

Enquanto trilhar, não importa em que tipo de envolvente (académica, profissional ou empresarial), irá encontrar a ocasião certa, oportuna e o momento conveniente para expor toda a clareza dos fatos e dar a entender que tinha já entendido muito antes de começar a trilhar. Aha pois é. Esse momento chegará, até lá há que ir fazendo o caminho.

"Nobre Corredor"

Caminhando sozinho, você seguirá e  quase sempre, os trilhos repartem-se em direito e esquerdo e muitas vezes, lá seguimos nós por aquele que, nunca saberemos, ter sido o mais cansativo ou não, mas faz parte do nosso caminho. Lá vamos nós por caminhos sinuosos, mas também nunca ninguém disse que a vida era fácil. O que é certo é que não levamos a história das “médias” do almoço connosco. Esse tipo de mal entendidos, não deverão acompanhar-nos no nosso percurso. Tudo tem, sempre, de estar bem resolvido.

Nada dura para sempre, nada será eterno, exceto o caminho a percorrer pois nunca saberemos onde termina.
Tenho de concordar comigo próprio!

“On the road again” ## Willie Nelson ##

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“Brisa Ardente”

Sê por acaso você tem estado, de certa forma, a sentir-se entediado com sua vida e a sua envolvente nos últimos tempos? Muito motivos poderá haver, isso é certo. Um género de boa noticia, que será sempre boa noticia desde e quando você quiser, é a de que, você pode sempre agitar as águas e sentir alguma adrenalina de novo. Lógico será que esteja a pensar que…fazer algo para mudar algo dará trabalho e pode trazer insegurança. Pois, é sempre assim, todos querem e são favoráveis à mudança mas ninguém quer mudar. Já viu como é?

Obvio será que ao agitar águas e fazer subir adrenalina para com as situações exigirá alguns, mesmo que muito diminutos, riscos. Risco que se têm de “correr” ou aceitar quando se quer que algo se modifique, se transforme. Mas na realidade não é sempre assim? Se queremos algo teremos de assumir riscos, e, em consciência estar preparados para eventuais danos ou riscos colaterais que possam advir das situações a que nos propusemos.

Ponderar avançar para uma situação futura de incerteza, onde se pode dar menos bem, ou onde pode simplesmente sair com menos do que entrou, será consideração de risco. Mas ao saber que você tem capacidade e que está a proceder em consciência, por certo o resultado será melhor do que o descrito anteriormente. Não sendo tão importante o resultado final, o importante é a forma como está disposto a fazer a mudança de ciclo, voltar a sentir a adrenalina nas veias e ver as águas a seguir o seu curso na direção certa.

Por vezes, nos nossos ciclos envolventes, académico, profissional ou empresarial, esquecemo-nos de algo. Como diria J. Maxwell, a vida no topo é solitária, ora como tal é aconselhável levar alguém connosco. Escrevendo isto refiro uma vez mais o espirito de grupo, trabalho de equipa e boas relações pessoais e profissionais.

Lembra-se com certeza do lema usado pelos famosos mosqueteiros; “Um por todos e todos por um”? Pois este lema é só mais um exemplo do que pode ser um bom espirito dentro de um grupo de trabalho, uma equipa, um departamento ou uma organização. Tente que esta seja a sua filosofia, mas tenha em mente que deverá passar a mensagem. O mote e o lema só funcionarão se todos estiverem sintonizados para tal.

Pensar de uma forma e proceder de outra será impróprio, perante a equipa que o segue como líder, será inconveniente. No fim das contas não terá cabimento pois todos deverão seguir o exemplo. Se não fizer o que apregoa, essa atitude ou ação será vista como indesejada, proibitiva para um líder ou para alguém com tal estatuto e capacidade. Não quererá por certo ser considerado a uma pessoa de ações e atitudes irregulares e descabidas.

Perante os seus colegas na academia, o grupo de trabalho que integrará, perante os seus colegas de trabalho, a sua equipa ou departamento, perante a sua empresa e seus diretores, não se afaste da realidade, não se afaste do seu real propósito, com isto dizer não proceda de forma impropria. Há sempre alguém, num dos seus ciclos envolventes, que terá os olhos em si como alguém a seguir, como exemplo. Como tal o despropósito, a conduta inconveniente não cairá bem e não trará mais valias futuras.

Ser idóneo, ter sentido de oportunidade, ter intervenções pertinentes, possuir mente aberta e favorável à coesão, à integração de toda uma equipa, procedendo em conformidade com o que apregoa, é efetivamente a mais valia presente e futura.

"Brisa Ardente"

Seja você próprio, não vá com o vento. Ser o próprio, embora por vezes com ajustes de direção, desde o seu consciente à expressão que mostra para o exterior, passando pelas suas atitudes e ações. Se assim for, por muitos para-quedas que haja visíveis em pleno ar… você saberá sempre quem são os membros da sua equipa e eles saberão quem seguir…mesmo que com ventos adversos.

Quando uma equipa supera o desempenho individual e aprende, a confiança da equipa e a excelência tornam-se uma realidade.”
## Joe Paterno ##

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