“Emotivo Tremor”

“Ora isso é que são boas notícias!” ou “Fantástico, as coisas que tu sabes!”, frases como estas são ouvidas a cada momento a qualquer altura e em qualquer dos ciclos envolventes onde pertencemos. Poderemos rapidamente associar o significado que daremos a cada uma delas. Ambas demonstram expressões de aparente contentamento, surpresa e alegria ao mesmo tempo. Eventualmente a sua interpretação será outra, associando a mais alguns significados, mas isso é o que vale.

Referir que, muitas vezes, há situações, expressões, para não mencionar atitudes, que terão interpretações diferenciadas mediante o contexto, a envolvente e até os intervenientes. Por outro lado, interpretações idênticas podem mesmo assim ser assimiladas de formas diferentes por indivíduos, também com entendimentos diferentes. Para tal basta simplesmente alterar o grau de conhecimento que os indivíduos têm sobre o contexto da frase ou situação para a emoção expressada poder ter um efeito diferenciado, Como exemplo generalista, claro. As emoções são de quem as têm, e expressa, e não de quem as observa. Faz sentido. Sim? Também me parece!

Quando, por um breve instante, entramos num estado de confusão de sentimentos, por um qualquer motivo com que nos deparamos, este estado associado de certa forma ao nosso temperamento, aos nossos objetivos e motivações ou mesmo à nossa personalidade, estamos perante o sermos emocionais. A ter ou a expressar emoções.

Muitas maneiras temos de mostrar, expressar as nossas emoções, quer seja através da fala, da escrita, do olhar, de movimentos corporais ou outros. O que é certo é que o Ser Humano tem emoções e partilha-as na maioria das vezes. Emoções, sendo experiências subjetivas, terão as interpretações momentâneas que cada um lhe dará a cada evento e em cada contexto.

Importante, qualquer que seja a envolvente onde pertençamos, académica, profissional ou empresarial, conseguir entender as mensagens que por vezes nos querem transmitir através das emoções expressas. Para tal o conhecimento é um fator importante. Em primeira instância conhecimento do individuo, da envolvente, do contexto, só para mencionar algumas variáveis relevantes.

Numa ótica de Gestão o que acontece muitas vezes, nas empresas ou até na academia,  é haver ruido por falta de comunicação ou por falta de conhecimento, em especial nas variáveis referidas anteriormente. Há que estar preparado para receber e interpretar os sinais, as mensagens que nos querem enviar ou fazer chegar. Como se diz em linguagem corrente, “ler nas entrelinhas”

Ter astucia para ler para alem das letras, ver para alem do horizonte e interpretar para alem do saber, parece tarefa complicada, mas não será assim tanto. O efeito de conhecer, o entendimento inteligente da experiencia já vivenciada ou a razão detida, perante fatos ou situações, são, nada mais nada menos que conhecimento adquirido. Esse conhecimento será o mote para o rececionar e desvendar de mensagens ou comunicações que nos estejam a endereçar ou que apanhemos no ar.

Não deveremos nunca é tirar elações precipitadas se não formos possuidores da informação necessária, nem que mínima. Possuir informação, tomar consciência de algo ou alguma situação, ter a capacidade de dominar, genericamente, os assuntos da envolvente, isso é conhecimento. Use-o e se possível partilhe-o e faça o ciclo avançar.

Em resumo, nem sempre as emoções que nos chegam à vista, ou aos ouvidos, serão interpretada da forma correta. Muitas vezes, e quando isso acontece, nada melhor que, tentar interpretar da melhor forma, em consciência, e se dúvidas houver, há que esclarecer de imediato com o emissor de tais expressões ou emoções.

"Emotivo Tremor"

Diz-se tantas vezes por ai que , histórias mal contadas só dão em asneira futura. Imagine algo mal esclarecido entre você e outro alguém. O tempo passará, o ambiente de incerteza mutua continuará e ….não se estabelecerá comunicação perfeita entre vós. O motivo é simples: Quem tenta (ou tentou) transmitir a mensagem ou expressar as suas emoções para que você as interpretasse corretamente pensará que tudo foi explicito e que você é que está a ignorar a mensagem. Por outro lado, você, como não terá apanhado o sentido do expressado ou sequer qualquer mensagem em sua direção, não se pronunciou ou sequer teceu algum comentário. Você não está sequer sintonizado com tal mensagem.

Você tem conhecimento, você sabe lidar com emoções, como tal, não encalhe num rio de aguas profundas, não só não faz sentido, como é pouco provável que receba colaboração ao apresentar tal argumento.

O comportamento humano flui a partir de três fontes principais: desejo, emoção e conhecimento.”
## Platão ##

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“Não Acanhar”

 Certas pessoas com poder, vamos chamar-lhe assim, nem sempre merecem esse mesmo poder que têm. Seja alguém na hierarquia da empresa, o seu patrão, o professor na academia ou alguém de qualquer ciclo onde estejamos envolvidos cuja posição seja tabelada como superior. Esse tipo de indivíduos, superiormente colocados na organização ou entidade, não têm necessariamente de saber ou fazer melhor do que você faz.

Muitas vezes por pensarem o contrário e se intitularem donos da razão, devido ao poder conseguido, rejeitam as suas ideias, eventualmente excelentes, ou discordam abundantemente das suas sugestões, que até podem ser fantásticas. É assim. Fazer o quê? Ter sempre em mente que o que se passa não terá a ver com a solidez de seus conteúdos expostos ou suas ideias. Uma das possibilidades pode estar assente na comunicação, ou falta dela. Tal pessoa simplesmente não o entende. 

Você estará nesse momento a pensar, como se diz na gíria: “muito à frente”, e por certo de uma forma ousada ou mesmo corajosa para os padrões a que ilustres pessoas estão habituados (referindo-me a cada ciclo envolvente). Pois é, ser possuidor de pensamentos inovadores tem destas coisas, os outros não poderão ser culpados de não o acompanharem no seu registo de raciocínio mental. Não obstante, só desta forma se transmite realmente o que se quer. Pensamento avançado, que seja, mas expresso em consciência. A questão de interpretação e entendimento virá depois, poderá dar outro tópico de comentário.

Da mesma forma que consideramos personalidade ou caracter de ousado ou audaz, o mesmo poderemos considerar da forma de pensar ou ate agir. Eu diria que ao revelar, audácia, ousadia ou coragem pode revelar também arrojo. Estará a ser arrojado e isso pode ser estratégico, não interprete as suas próprias ações como despropositadas, olhe para o seu pensamento inovador e arrojado como mais valia para a sua estratégia. Nunca seja arrogante, mas diga o que tiver que dizer, seguindo os seus pensamentos sempre em consciência, a quem tiver de dizer…a hora certa é importante, mas a sua verdade consciente também.

Reportando-me ao inicio do artigo, referia que alguéns poderiam não o entender, mas…nunca tenha receio de ser mal interpretado, pois se você pensa muito à frente, alguém terá de vir a refazer pensamentos atras de si e a colar as ideias para as compreender. É a vida. Não tenha receio de expressar as suas ideias ou opiniões mesmo que pareçam descabidas por não acompanhamento de raciocino de tais terceiros envolvidos.

"Não Acanhar"

Possuir capacidade de intervenção com pensamento e raciocínio rápido não será para todos os que habitualmente compõem o ciclo envolvente, se lhe parece que está a ser arrojado, por ventura estará mesmo. Está a arriscar uma ideia, um principio, uma sugestão em prole do trabalho, tarefa, projeto ou o que seja. Ser atrevido, corajoso, decidido, demonstrar uma certa valentia de raciocínio é mais valia. mostrará sabedoria e elasticidade mental. Digo eu. Assim seja interpretado.

Não se deixe cair na solitária que é a sensação de que só você está errado e todos os demais estão certos. Esse é um mau principio. Ser humilde é uma virtude de caracter, mas ser humilde não significa ser inferior, ou ter menos aptidão. O que não se pretende é que seja tímido, que se acanhe, ou mesmo que receei, seja o que for.

Se a sua ideia formulada for boa e tiver sido estruturada em consciência com os prós e contras da situação, não se envergonhe, não trema e não se deixe enfraquecer. Pelo contrário, seja aventureiro com a transmissão do pensamento ou ideias. Sugestões audazes e arrojadas são bem vistas de que previamente analisadas.

Se conseguir modificar o seu “mindset” em relação a este tema, só terá a ganha.

Não se afogue com agua pelos tornozelos.
Concordo.

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“Engenhoso Trilho”

“Assim sendo, continuação de boa tarde e até amanha”. Esta frase poderá exemplificar um caso em que, em contradição com a maioria, se decide seguir o nosso caminho. Pré-estabelecido ou não, no momento e em consciência achámos que não deveríamos acompanhar os demais.

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Quantas vezes nos deparamos com situações em que, pelos mais variados motivos, não nos encaixa seguirmos os passos de quem nos desafia. Em todos os ciclos envolventes isso se passa, passou ou irá passar-se. Há uma tendência natural, e por vezes cultural de fazer o que os outros fazem, de não contradizer, de não pensar pela própria cabeça e dai muitas vezes resultarem frustrações, depressões momentâneas e até situações que nos poem em desagrado connosco próprios. Pergunta porque? Simplesmente porque não estamos a fazer o que achamos correto e o que achamos que faz sentido fazer. Simplesmente vamos contra a corrente do nosso intimo e isso é muitas vezes prejudicial.

Na academia, por exemplo, não usar o tempo que tínhamos programado para estudar só porque nos juntámos ao grupo de colegas que resolveu ir ver “a bola”…tudo bem, se não estivéssemos a sair do nosso trilho. Típico e critico, em minha opinião, será numa reunião no emprego dizer que sim a tudo, concordar com as ideias dos outros e não expor as suas. Isso vai trazer-lhe dissabores no futuro, já para não referir que não se sentirá bem consigo próprio quando se aperceber o quão vazio esta situação o deixa.

Na empresa deixar-se influenciar por um ou mais diretores só porque fizeram o texto e o teatro necessário para o desvincularem da sua linha de pensamento, também não é bom para futuro. Está a perder força e credibilidade. Todos os exemplos generalistas referem tópicos que podem acontecer a qualquer comum dos mortais em qualquer situação.

Em primeira instancia há que ser, ate um certo ponto e sempre funcionando em consciência, você próprio. Agir dentro das normas da envolvente, nunca passar barreiras ou limites mas ser você próprio, tendo o seu quê de originalidade e criatividade para que novas ideias possam ser postas à discussão e apreciação de terceiros. Da discussão nasce a luz já se diz há muito tempo.

Ser empenhado, esforçado, ativo, trabalhador no sentido de batalhador, também é ser criativo a cada momento, a cada dia. Há que ter a atitude para fazer, opinar ou construir algo sobre alguma coisa já existente, seja um processo, um procedimento, um pensamento, uma linha de estratégia, ou o que for. A isso podermos considerar ser criativo ou mesmo possuir criatividade no caracter. Se juntarmos um pouco de criatividade ao fato de sermos nós próprios, não representando ou indo no “comboio”,  imagine os bons resultados.

Numa ótica de gestão, ter capacidade de fazer evoluir um processo, ou até mesmo criar um novo para o propósito já existente, ter a capacidade de formular hipóteses de analise, procurar soluções, testar e voltar a testar, apresentar resultados a debate é ser criativo. Ter criatividade para expor os seus feitos de forma engenhosa, eu diria, a um conjunto de pessoas e saber ouvir opinião é mais valia pela certa.

Da mesma forma que, em consciência, se sente bem a produzir ideias e a ser criativo e não a “embarcar no comboio”, também deverá aceitar a ideia de que os colaboradores da sua equipa não deverão estar constantemente a concordar com tudo. Eu diria, devem discordar também em consciência. Mas isso vai de cada um, como é obvio. 

 criatividade deve ser estimulada pelos lideres de equipa. Faz todo o sentido que assim seja. É por isso que reuniões, “workouts”, “workdhops” e até eventos com a equipa são em algumas situações de caracter prioritário. A coesão entre os elementos da equipa supostamente ganhará força e solidificará. Assim haja partilha de ideias e opiniões. Trabalho de equipa, trabalho conjunto ajudam a que sejam alcançados objetivos.

Se os colaboradores da sua equipa, concordarem com tudo e a toda a hora, isso pode significar que interiorizam a, hipotética, censura ás suas idéias ou que simplesmente não têm capacidade de gerar quaisquer novas ideias, genericamente em todos os aspetos, Isso definitivamente não é bom  para ninguém.

Especialmente para si, e como exemplo para os demais, terá de ter uma forte ideia e bom senso quando se trata do que é (hoje) considerado certo ou é errado. Contudo este bom senso e sensibilidade para o tema é seu, especificamente, para aquilo que são as suas necessidades, metas e (ou) objetivos. Desta forma não tente usar ou aplicar tal aos problemas dos outros.

Só irá oferecer conselhos questionáveis (aos olhos dos outros) que, na verdade, ninguém irá provavelmente seguir, quer questionem ou não.  Siga o seu próprio caminho e não ladeie junto com o que magotes de gente está a fazer neste momento. Só porque a maioria das pessoas está a fazer algo, uma qualquer coisa, não significa que seja a coisa certa para que a faça também. Não pelo menos nesta fase. Não agora.

“O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes.”
##  Albert Einstein ##

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“Cáustico Caso”

Hoje, amanha ou depois, poderão acontecer situações menos agradáveis. Situações que na sua perspetiva não são normais, simplesmente não se enquadram. Algo que possa fugir aos seus padrões mínimos de compreensão e aos quais, em consciência, pensará: “mas que raio se está a passar?”. No final, e após repetição de tal facto começará a sentir-se incomodado com o fato de aquela situação não estar a ser contornada pela sua pessoa e você tem de assistir de “camarote”. Situação não desejada por si, começa a tornar-se maçadora, sempre inoportuna e quase intolerante. Faço-me entender?

Em qualquer dos ciclos envolventes a que pertencemos, ou onde nos incluímos haverá sempre alguém, ou alguéns, que isoladamente ou propositadamente farão, ou criarão, situações em que você terá de considerar como irritantes. Algo que após todas as suas analises e reflexões possíveis, considera como enervante ou até insuportável, tal não foi já o seu investimento para que a situação se alterasse.

Efetivamente “irritante” pode ser a situação gerada ou o próprio individuo ao fim de tanta tentativa para que assim não o fosse. Se você se enerva ou se irrita com alguém ou algo, se você começa a julgar como intolerável a situação ou mesmo alguém, se você revê que repetidamente há uma tendência para ficar quase fora de si, reportando-se ao motivo causador de tal situação, então você deve estar a ficar mesmo irritado, e o tópico, a situação ou a pessoa está, em seu ponto de vista, definitivamente marcado como sendo irritante.

O incomodo não se representa só pelos mosquitos na praia, o vento e a chuva em Agosto, as greves dos transportes públicos, a falta de luz à noite ou a falta de algo quando é necessário de uma forma generalista. O incomodo pode ser representado por não ter Aulas quando se esforçou por chegar a horas, pelo cancelamento de uma reunião para a qual se preparou toda a semana, pelo fornecedor que não lhe responde ao contrato revisto que lhe enviou para analise e futura pareceria, ou até o individuo com quem tentar relacionar-se e não faz parte da envolvente simplesmente porque não quer integrar-se. Tudo isto poderão ser exemplos generalistas de situações com que nos deparamos nas nossas envolventes.

Para grandes males, grandes remédios. Já diziam os sábios antepassados.

No caso de situações que se estejam a deparar à sua frente e com sua pessoa, a lógica diz-me para atuar de imediato. Em consciência, refletir no que se estará a passar e atuar em conformidade. Desta forma garantirá, ou pelo menos em consciência tentará, que corta o mal pela raiz, identificando o motivo da situação irritante que se lhe deparou.

O descrito acima funcionará para situações, das mais caricatas, até mesmo aquelas que incluam indivíduos que embora (vou acreditar que sim) não o farão de má fé, conseguem estragar o ambiente envolvente, tornando-se insuportáveis, intoleráveis, logo muito irritantes.

Numa ótica de gestão, também nas nossas vidas nos aparecem tarefas, coisas para tratar ou despachar, em que quase que colocamos um carimbo de “chato”, “aborrecido” ou “trabalho irritante”. Pois da mesma forma, para grandes males haverá grandes remédios. Atue. Para melhor gerir o seu dia a dia, não só a sua agenda ou o seu tempo, mas também o seu bem estar, faça as coisas, tarefas ou ações que acha ou considerou como mais “irritantes” em primeira instancia, em primeiro lugar.

Esta será uma regra (se me permitem a palavra) muito simples, bem… talvez a mais simples. Se pensarmos bem, tal como nas situações e pessoas que tornam as situações irritantes, se atuarmos temos muitas hipóteses de tudo ficar esclarecido e terminado de imediato. Se procedermos em relação as tarefas, simplesmente, quanto mais depressa despacharmos o que achamos irritante de fazer, mais de pressa avançamos com o que realmente nos dá prazer e podemos canalizar todas as energias para os desafios que por acréscimo virão.

De certa forma, será uma regra de importância extrema e talvez a única que realmente o ajudará a fazer as coisas que tem para fazer e despachar as tarefas que tem para despachar. Se esta simples regra for seguida à risca, vai por certo tornar-se ainda mais eficiente a cada dia. Dará por si mais motivado pois cada vez terá menos coisas irritantes para fazer e pode dedicar-se ao que realmente lhe interessa. Mas….é bom entender que na vida nem só coisas ou pessoas interessantes se cruzam connosco. É preciso ter isso em consideração.

Muitas pessoas optam por não fazer o que é irritante, por ser irritante, ou por não ligar ou até ignorar o individuo capaz de tornar uma situação ou a ele próprio de irritante, mas não o faça pois está a ser um espelho do que se está a passar á sua volta. Em vez disso atue e faça o que tem de ser feito. Seja diferente, pense diferente, mostre a diferença. 

Em resumo, comece o dia a cumprimentar a pessoa mais irritante que tem na sua envolvente e  depois faça o maior numero de tarefas ou ações irritantes que possa a cada dia. Entretanto, se me saudar matinalmente, não se preocupe, pois por certo que lhe darei os bons dias a sorrir.

Um sorriso caloroso é a linguagem universal de bondade.”
## William Arthur Ward ##

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“Intrépida Maré”

Tenho referido variadas vezes que nem tudo na vida é facilitismo. Desengane-se quem pense o contrário. Muitas vezes deparamos-nos com fatos que evidenciam carência de conhecimento do valor que se deve dar ás coisas, ou situações, por causa da falta de necessidades. Neste caso referir que o exemplo se baseia em quem nunca sentiu na pele a necessidade de “se fazer á estrada” e lutar pelo seu objetivo, palmilhando passo a passo o caminho de “Macdam” muitas vezes sem solas de proteção para seus pés.

Efetivamente quanto mais se tem de estudar, investigar, trabalhar, lutar por algo, mais valor se dá ao resultado final. Na adversidade, aquele que enfrenta a situação, “sem medos” e com carater determinado, sempre em consciência é claro, terá um retorno muito mais valorizado (para próprio) pois tudo foi trabalhado desde raiz e sem facilitismos.

Quantas vezes ouviu falar em trabalhador-estudante, que ganhando o seus sustento de dia, investe parte da verba á noite para aumentar o seu nível de conhecimento e patamar académico. Quem nunca ouviu falar no individuo que se multiplica em trabalhos, desde o principal aos part-times complementares para poder ter uma vida em que possa dormir descansado e com as contas saldadas. Quantas vezes se ouvem falar em sacrifícios empresariais em alguns quadrantes para que as empresas possa florescer e solidificar no seu todo. Pois isto são alguns exemplos generalistas que servirão para o comentário e que poderão por certo ser encontrados em qualquer um dos ciclos envolventes a que pertencemos, Profissional, Académico ou Empresarial. Teremos muitos destes exemplos, se calhar não tantos devido ao facilitismo que se vai instalando aqui e ali. Sempre com exemplos generalistas meramente ilustrativos.

Pois, conseguir realizar ou efetuar tarefas até mesmo missões em condições e circunstâncias deveras difíceis, enfrentar complicações ao longo da jornada, será ser audaz. Denotar-se-á um certo atrevimento, um certo arrojo, um desejo de quebrar barreiras e de arriscar, mas sim, veremos audácia na pessoa.

Importante, como referido, é analisar, planear e implementar o que quer que seja em que circunstancias for, mas sempre em consciência e nunca desistir. Medir as consequência, se forem passiveis de alguma prevenção, mas ser arrojado e ter espirito valente indo á luta em busca daquilo que se idealizou e planeou. Isso é ser audaz e proceder de certa forma com ousadia e afoito.

O que se salienta com esta descrição é que, sabem…! Claro que saberão mas não posso não escrever… O leite não se produz ou vem do frigorifico, nem as cenouras da dispensa. Há que entender que para as mesma aparecerem em casa há que se fazer girar o ciclo económico em que uma das partes é trabalhar para se ser ressarcido  e  fazer o dinheiro circular também comprando este ou aquele bem, pagando pelos produtos e serviços na mercearia ou supermercado. Ora assim aparecem o leite e as cenouras lá em casa.

Ter a característica, se assim poderei chamar, de se auto impulsionar para realização de ações ou tarefas em certo grau de dificuldade, social, profissional ou outra é mesmo o que se chama de ousadia. É também um fator importante quando nos propomos a cumprir certos e determinados objetivos na vida independentemente da envolvente em que nos encontramos. Por vezes ser audaz ou ousado é também querer quebrar a barreira da chamada zona de conforto. Não se pode “esperar sentado” que os objetivos sejam atingidos se nada por eles for feito.

Em resumo, se quer vencer etapas da sua vida, completando objetivos e verifica que os mesmos nunca mais chegam ou que se está a tonar no celebre “patinho-feio” (com todo o respeito pelo autor de tal ilustre personagem animada) verifique se na sua matriz de trabalho está algum “check in the box” referindo-me a que tenha feito algo em prole do seu objetivo. Pois. Também me pareceu que (com o seu ar tristonho) não tinha descoberto nenhuma quadricula preenchida.

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Seja ousado e audaz consigo próprio, desafie-se a si próprio e teste a capacidade de realizar os seus desejos que entretanto transformou em objetivos, metas fazíveis, Teste e volte a testar, mas……faça algo por si próprio, se você não se mexer, por muito apoio externo que tenha irá sempre queixar-se que faltou combustível ao “Pai Natal” para chegar à sua chaminé. E o pior é que a pensar assim estará sempre á espera do próximo 24 de Dezembro, ano após ano e sempre a olhar para a “meia” na chaminé.

O que lhe digo? Celebre a cada dia, faça algo por si…O Natal, em boa verdade é quando você quiser. Olhe para a chaminé a cada dia enquanto reflete no que fez em prole do seu objetivo. Pense para além da linha de horizonte, que neste momento, pelos vistos, não passa de uma parte integrante de uma Lareira. A Chaminé!

A esta hora nem os pássaros se ouvem, mas eles andam ai!
Hoje, por acaso, também concordo com a minha pessoa!

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“Maturando”

O dia a dia desafia-nos a cada momento. O certo é nem sempre as situações se desenrolarem como esperamos. Vários serão os motivos: Espectativas muito elevadas, objetivos menos bem traçados ou mesmo inatingíveis, perspetivas diferenciadas em relação a certos assuntos, opiniões opostas (entre outras) mencionando só algumas.

Para enfrentar cada situação deveremos estar sempre minimamente preparados. Seja em que ciclo envolvente for, deveremos ter sempre um pouco de flexibilidade mental para interpretar cada situação que nos surge e não nos deixarmos levar na enxurrada do momento. Como tantas vezes e de tantas formas referido a vida não é fácil. Esta é uma frase feita, mas o que é certo é que não deveremos ser nós a torna-la ainda menos fácil.

Com isto quero dizer que as dificuldades, as preocupações, as adversidades, independentemente da carga emocional, de transtorno ou complexidade, poderão ser mitigadas de certa forma se estivermos minimamente preparados para tal. Deveremos ter consciência do que se passa em nosso redor, nos nossos ciclos envolventes e com isso vivermos sempre precavidos para qualquer eventualidade.

Ter consciência do que se passa na envolvente (como referido) , ter consciência efetiva do que se quer, de quais são os nossos objetivos, metas e afins, saber analisar e definir para poder agir atempadamente – no momento correto, definirá por certo maturidade. Talvez concordem que a vivência e continua experiencia de vida conduzirão e consolidarão a maturidade de cada ser. Ganha-se e desenvolve-se ao longo do tempo. Tal como a fruta da época, não se nasce maduro. Emadurece-se.

Ao estarmos em consciência, e com ela sabermos que estaremos prontos para algo fazer ou aprender, a cada instante, definirá um certo grau de maturidade. Saber o que se quer, ter uma certa clarividência na maioria das abordagens temáticas, possuir responsabilidade para assumir, ser exato, ser correto entre outras características refletem a maturidade do ser humano.

Ter maturidade deverá ser sentido em primeira instancia por cada um de nós. Devemos considerar que se somos maduros temos capacidade de “encaixe”, logo saberemos e estaremos preparados para enfrentar qualquer adversidade que situações de vida nos tragam. Cada situação é uma vitória. Mesmo que a primeira impressão mostre o contrário. Ganha-se sempre algo em cada situação mesmo que aparentemente se tenha perdido. Parece confuso mas não é.

Se tudo correr em conformidade, um processo que se exemplifica como muito simples, terá duas hipóteses de desfecho: O sim e o não. Simples até aqui, certo? Pois baseado em tudo o descrito acima, deveremos estar sempre preparados para a menos boa das hipóteses, ou seja o “não” estará garantido e teremos de lutar, trabalhar, pelo “sim”. Desta forma se conseguirmos o tão desejado “sim” ganharemos o desafio a que nos propusemos, caso contrário, ganharemos na mesma, pelo menos ganhamos conhecimento de como melhorar o nosso processo para uma próxima confrontação. Como se verifica, ganhamos sempre.

Se estivermos, em consciência, a contar com o pior dos cenários, nunca nos deixamos abalar por adversidades que até já tinham sido contempladas. A tal preparação antecipada. Não há melhor forma de enfrentar qualquer que seja a situação do que estar minimamente preparado para a mesma. Imprevistos existem claro, mas referi minimamente preparado, ou seja, pelo menos a contar que algo poderá correr menos bem.

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Não deveremos proceder de forma imatura, leviana, mostrando inexperiência ou ate mesmo irresponsabilidade. Isso será o pior. Entraremos num chamado “poço sem fundo”. Perderemos eventualmente credibilidade e até reputação perante a envolvente. E isso, quer seja numa ótica académica, profissional ou empresarial, é a pior coisa que poderá acontecer. Recuperar, mostrar ou evidenciar maturidade leva o seu tempo.

Nunca agir de forma precipitada, ponderar sempre o que se está a passar, quem nos está a transmitir informação e que tipo de informação. Ter noção perfeita das condicionantes da reação ao momento. Refletir, ponderar, e agir em conformidade são palavras de ordem.

Não se deixe invadir por infelicidade quando na verdade esta não faz parte da sua vida. Atos imponderados levam-no á infelicidade pois não se sentirá bem depois de “arrefecer” o momento. Evite que tudo isto aconteça. simplesmente viva de encontro ás suas normas e viva-as bem. Simplesmente Viva.

Maturidade é a capacidade de colher sem desculpas e não reclamar quando as coisas não vão bem.”
## Jim Rohn ##

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“Raiz do Sério”

Um dia escrevi, a propósito do link para o “Caminho da Sapiência” que : “já não somos meninos, e sabemos onde pisamos, que caminho queremos”, basicamente esta era a mensagem. Em abono da verdade, estes são conceitos do próprio “Caminho”, que ao abordar temas, reflete sobre o trajeto que decidirmos tomar. Porque o que queremos já sabemos, podemos é não mos lembrar! Ironicamente falha-nos a memória quando não estamos focados, mas, lá que sabemos o que queremos isso saberemos.

Muitas vezes para nos “encontrarmos”, ou para decidirmos o caminho a seguir levamos em conta a reflexão pessoal, neste caso individual, ou então a conversa com amigos, familiares ou alguém de extrema confiança que, até indiretamente, nos faz chegar ao cruzamento de trilhos completamente sem dúvidas. Para tal, há que estar munido de algo importantíssimo: Seriedade. Seriedade para consigo próprio e para com os outros. Sem uma vertente a outra nunca funcionará.

A qualidade de ser sério, a credibilidade, a confiança, a transparência, o modo como atua perante terceiros, perante os seus ciclos envolventes, perante a sociedade em geral, a postura, ou até os gestos podem e devem demonstrar e refletir a particularidade ou característica de seriedade da sua pessoa. Este atributo referido como sendo a seriedade, poderá, e por certo acontece, estar repleto de honestidade. Refletirá confiança mesmo que a aparente imagem seja sisuda, sem sorrisos frequentes.

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Todos nós sentimos ser assim para alguém mas também sentiremos ter alguém para quem, e pelo qual, nos recaem tais atributos. Sintonia. Poderá não ter no seu ciclo envolvente muitos indivíduos que se encaixem no referido, mas alguns terá. E com esses usa os méritos da franqueza e abertura, clareza e honestidade e …pratica seriedade e partilha o que tiver que partilhar. Não digo que não use da sua seriedade sempre e com toda a gente, não foi isso que mencionei, simplesmente reforcei que na ótica da partilha e transparência você o fará com quem estiver mais relacionado. Mais ligado e mais em sintonia. É sempre assim. Para os demais você simplesmente desvalorizará o conceito de abertura pois não imagina sequer partilhar algo pessoal, por exemplo, com alguém que simplesmente não está disposto a ouvir.

E o mencionado acontece. Por veze damos por nós “lançados” na conversa direta e depois reparamos que o recetor de informação está lá mas não está. E ai já haverá uma correção a fazer. Não falaremos nunca para a parede. A nossa informação, por mais humilde e simples que seja, ao ser nossa e ao possuirmos o dom da partilha, rogamos-nos o direito de não falarmos para o abstrato e em vão.

Se partilhamos é porque achamos que a pessoa  A ou B são merecedoras de consideração e estima ao ponto de partilharmos algo, que supostamente é nosso, a informação sobre nós próprios ou sobre algo que nos envolva.

Se a situação se passa, o que não será novidade, mas é de todo lamentável, devemos fazer certas reflexões de  carater do nosso recetor de informação. Pois em boa verdade poderemos ter tido uma interpretação errada da sua maneira de ser ou personalidade, por outro lado pode revelar-se afastado quando parecia sintonizado. Mas isto acontece.

Cada pessoa tem a sua “frequência” onde, e sob o qual, o cérebro estará a trabalhar, ora se você estiver noutro registo, noutra frequência, o recetor de informação, ou o ouvinte, simplesmente poderá estar a desvaloriza aquilo que você está a partilhar, mostrando indiferença, mesmo que não propositada. Pode ser simplesmente uma reação momentânea.

A cada momento da vida, deveremos ser dignos, honestos, íntegros para com terceiros, pois desta forma nunca poremos em causa os valores que nos transmitiram e que consolidámos ao longo dos tempos. Não obstante deveremos saber quando e a quem partilhar certas e determinadas informações, pois as mesmas só terão o mesmo grau de importância ou relevância se ambos, você e o individuo recetor da informação estiverem na mesma sintonia.

O Homem, encontrando-se no seu ultimo estagio de desenvolvimento, de evolução enquanto ser humano, tendo perfeita consciência do que quer, estará no pleno da sua maturidade. Ou não, mas considerando que há maturidade, haverá discernimento de analise e raciocínio para não se perder nas suas atributos de caracter e se ver envolvido em comunicações desnecessárias.

Nunca deixe de ser quem é mesmo que, para alguéns, pareça não o ser!

“A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança.”
## Friedrich Nietzsche ##

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“Cunho Invisível”

Pode acontecer que se dê uso ao conceito de que as palavras transmitem sentimentos. Sim, essa será a norma quer se queira quer não. Fazemo-lo sem dar conta. Se pensarmos um pouco, refletirmos sobre o assunto, verificaremos que cada palavra ou conjugação de palavras, que formam a típica frase, irá refletir (em boa parte) o sentimento que lhe vai na alma.

Sentimentos à parte diz-se também que para haver uma conexão, uma sintonia, ou seja uma interligação entre dois seres humanos deverá haver um contacto de proximidade, não queria dizer físico, mas de efetiva proximidade. Este contacto, aqui mencionado como o contacto visual, usando a expressão “olhos nos olhos”, servirá para se tirarem as primeiras impressões da pessoa com quem estamos a comunicar.

Por vezes servirá para se desmistificar o que nos foi enchendo o cérebro com especulações acerca da pessoa com quem tantas vezes contactamos por via eletrónica ou mesmo por telefone. É não é? Imaginamos a pessoa pela forma de falar, de escrever, pela voz, enfim, imaginamos. Mas quando realmente os olhos se cruzam, ai sim, paramos e refazemos a ideia que tínhamos. 

Nos nossos ciclos envolventes, temos imensos exemplos do mencionado, ora recorde lá aquela vez em que ligou para a secretaria da academia e não se conseguiu entender telefonicamente com o funcionário. Houve ruido na comunicação. À parte e para resolver o seu desafio, deslocou-se lá e chegou à fala com tal individuo. A proximidade e a interação que existiu levou a que o assunto se resolvesse. Enfim em vez de ter a imagem de uma pessoa “incapaz de resolver os seus desafios” ficou com a ideia de que a pessoa era competente e até simpática. Acontece.

Também no seu emprego contactará centenas de vezes com fornecedores, por variadíssimos canais, e imagina como serão os seres do outro lado (da linha ou do seu “Outlook”). Um dia chega o frente a frente numa reunião de estratégia de compras, e aí…os mitos acabam. A menina de voz dócil e meiga que no seu imaginário teria simplesmente vinte e poucos anos, é afinal uma jovem senhora de sessenta e poucos que no fim lhe anuncia que se irá reformar no ano seguinte.. Ou aquele senhor que fala ” a correr” que quase não se entende, é afinal “um paz de alma”, símbolo da tranquilidade. Só para dar alguns exemplos de alguns das habituais envolventes.

Seja qual for a pequena ação que faça no sentido da proximidade, pode gerar um impacto enorme no campo relacional ou até emocional. Mostrar aos outros como você é tem muito mais impacto do que dizer-lhes ou descrever-lhes como você é. É obvio. Será? Penso que sim.

Tudo o referido acima estará direta ou indiretamente relacionado com comunicação, em primeira instancia, mas também com interação. Interagir é fundamental para criar laços de relacionamento. Dar-se para poder receber. Comunicar interagindo, um magnifico conceito, eu diria!

Tomar iniciativa de participação em algum dialogo ou conversa ou até fazer com que um grupo de pessoas, a certo momento, tenha o mesmo interesse por algo, tornar ou usar um processo, que lhe chamarei influenciador, entre mais do que um individuo, tudo isso será interagir. Interação é sem dúvida um processo de comunicação. Se num dos seus ciclos envolventes você consegue assimilar a cultura existente, direi que você está a interagir com a envolvente onde se encontra inserido, começou a interagir, pois está a assimilar e a integrar-se. Desta forma é compreensível dizer-se que interagir será um processo de integração social, académica, profissional ou empresarial.

Em resumo, e partindo do pressuposto que a presença física, o contacto visual, traz benefícios à comunicação e que esta é um processo de interação que por sua vez é integração…UFF,  diria que a sua presença no momento certo e na altura certa fará a diferença. A história antiga de que se quer dizer algo a alguém deve escrever-lhe, já lá vai. Apareça, comunique, interaja e verá que a integração acontece.

Tal como começa o texto, as palavras transmitirão sentimentos, assim, presencialmente, cada palavra expressa indicará ao recetor da mensagem algo sobre si, mesmo que inconscientemente ele interpretará algo que no caso da escrita por certo não faria. É o contacto visual a funcionar. A interpretação funcionará muito melhor e eliminar-se-á o eventual ruido. Por outro lado você existe, é Humano, é visível, e essa é a grande diferença.

Mesmo de alma bem limpa, ninguém é invisível!
Alinhadíssimo comigo mesmo.

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“Cirúrgico Recuo”

Será quase impossível descobrir um dia de calendário em que a agenda, e seus inerentes planos, sejam cumpridos à risca, sem qualquer “beliscão” se me é permitida a expressão. Essas ocasionais intromissões, que se bem analisado serão tudo menos ocasionais, podem derivar de vários quadrantes. Serão constantes e farão o nosso dia parecer uma montanha-russa ou um carrocel.

São chamadas contrariedades da vida, mas na realidade você só lhe dá este nome se o assunto for marcante para si.. Se for algo que embora coloque em causa a agenda ou o normal desenrolar do seu dia, mas que “quase” já faz parte do mesmo, você incomoda-se mas não lhe chamará contrariedade…chamar-lhe-á “má sorte”, “imprevisto” ou outro termo com menos peso no consciente momentâneo.

Como exemplo, o transito fora do normal, ou então depara-se com uma passadeira onde estão a passar os meninos da escola, em Junho, saídos de um autocarro para irem para a praia (neste caso muitas crianças saídas de  muitos autocarros) , chegar á estação de serviço e estar a bomba em pré-pagamento, ter de esperar que o pão saia do forno para levar pão quente para casa….todos estes exemplos generalistas refletem casos onde a sua agenda se comprometerá. Ou chegará um pouco mais tarde, ou mesmo atrasado até, e tudo isto impactará no bom cumprimento de agenda. Exemplos há-os em todos os ciclos envolventes.

Tudo isto não passam de travões ao seu ritmo.  Fazem o seu ritmo abrandar, pelo menos por alguns momento, são mecanismos de retrocesso do seu quotidiano, referindo-me ao ritmo de agenda. Como se pode compreender, pelos exemplos, quer queiramos quer não há sempre mecanismos de retrocesso na nossa vida. Uns mais significativos ou impactantes que outros mas todos eles terão a sua função e efeito.

Quando falamos em retroceder, a imagem que nos chega diretamente ao cérebro é a do recuo, de voltar para trás, uma imagem de não continuidade ou até desistência. É possível também querermos dizer, e no que a trabalho ou estudo diz respeito, perda de desempenho ou competências, como exemplo generalista uma vez mais. Em boa verdade, e como foco para a ideia de hoje, poderemos estar também a falar de retorno no tempo no sentido de reflexão e correção de rumo ou decisão.

Já imaginou quantas vezes teve vontade de voltar, desculpe, de retroceder em algo ou com alguém? Imagino que muitas vezes, especialmente quando reflete sobre determinada situação ou ocasião, contextualizada. Pois muitos dos casos dar-se-ão em relação a pessoas, feitios, caracteres etc. Em resumo personalidade diferentes tem sempre de ser ajustadas, que na academia, quer no trabalho, que na empresa. É sempre assim, sem sentido de adaptação não há concordância pois por norma há choque de personalidades. Digo há, mas subentende-se que refiro “pode haver”.

Nos casos onde os retrocessos envolvem pessoas, maioritariamente, e por uma questão Humana, há tendência a haver pausa para reflexão e …(como exemplo generalista) havendo reflexão normalmente há avanços. Avanços no bom relacionamento, no bom entendimento. Há progressos para aquilo que estava aparentemente sem solução (hipotética). Em consciência, e por isso refletimos, nem sempre o mal é dos outro, ahhh pois não é!

Embora o retrocesso possa ter tido inicio em si, o que é certo é que o fez refletir, e avançar. Mas não interessará muito a origem para agora, pois independentemente da origem a logica e funcionamento será o mesmo para si ou para o terceiro envolvido. Não obstante, será tempo de deixar o seu carácter hospitaleiro (já descobriu que o tem, certo?) refletir o seu brilhantismo. Permita-se expor a sua reflexão e demostre a sua humildade reconhecendo que o retrocesso, seja referente a que tópico seja, lhe mostrou possibilidades de avanço. Mostre que não é nenhuma maquina e também pensa por si, também sabe analisar decisões tomadas mais a “quente” ou mais refletidas. e por ai fora…

Às vezes você fica tão preso à sua agenda, aos seus tópicos, à sua vida do dia-adia que se esquece de aproveitar o tempo para receber, acolher, nova energia e novas pessoas nos seus ciclos ou na sua envolvente. Todos os dias você encontra alguém que você nunca viu, não conhece, seja na bomba de gasolina, no quiosque dos jornais ou até alguém, uma pessoa nova na empresa, designado para trabalhar consigo, como exemplo.

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Hoje e sempre, saboreie cada momento, seja naquela reunião, seja naquela conferência ou naquela palestra e simplesmente abra o leque de abrangência de um simples “sorriso”. Não perde nada em ter uma postura de boa disposição para com as pessoas mesmo que não as conheça. Haverá sempre uma escada por perto, pois o Universo é muito pequeno…se é que me faço entender.!

Parou, retrocedeu, refletiu, sorriu e eu até arriscaria acrescentar: venceu!
Hoje também concordo comigo mesmo!

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“Fio de Rigor”

“Tudo está bem quando acaba bem.” Já dizia o dito popular. Pois é. E se não acaba bem? Questiono. Poderemos ter situações muito embaraçosas. O dito popular, referido, parece-me refletir de certa forma uma pressão, nervosismo, resultante de uma qualquer situação em que, após passada é libertada e dá lugar ao alivio, à calma e ao descanso do espirito.

Expressões como esta na nossa linguagem corrente encontraremos com certeza umas quantas. E também a quererem dizer ou expressar o mesmo conceito. Será que necessitamos de aguentar algum tipo de pressão na vida, as vezes pondo em causa ate a nossa saúde física e mental? Será que há algo que valha um individuo aguentar pressões sem nada fazer à espera de poder expressar um dito popular? Pois não me parece.

Em tudo na vida, e em qualquer dos ciclos envolventes, somos sujeitos a pressões, eu diria, diárias, mas teremos de saber defendermo-nos de cada uma em cada situação. Aquele história do “isto só acontece se”, “A sua nota só é valorizada se fizer os 3 trabalhos”. ou em ambiente profissional: ” Sei que está cheio de trabalho, mas já agora lembro que o tópico X tem de ficar resolvido”, “Vi na sua agenda que não tem tempo para reunir-mos, vou marcar fora de horas, temos de fechar o tema”, e poderia estar aqui mais um pouco a exemplos e mais exemplos (sendo estes meramente generalista das nossas envolventes).

Quem gosta deste tipo de situação? Na verdade não me parece que alguém viva feliz num mundo deste tipo, mas isso sou eu a opinar. Há que ter energia, força interior, para lentamente começar a combater este tipo de pressões seja em que envolvente for. Há que ser de certa forma ser severo na expressão dos seus princípios e moral. Usualmente diria, “não se deixar menosprezar”. Dureza também é importante quando bem expressada, quando fazemos entender o que queremos dizer. Em boa verdade teremos de ser tão rigorosos com as situações ou pessoas como as mesmas são para nós.

Já escrevi sobre um desgraçado que “apanhava sempre na mesma vista”, pois aqui é o mesmo. Não poderemos deixar que nos massacrem com pressões que na realidade são inexistentes no seu consciente. Deixe as coisas rolar, seja rigoroso e criterioso com cada situação ou pessoa, começando por si próprio. Rigor, métodos, analise e implementação são chave “mestras” na gestão mas aplicam-se muito bem ao quotidiano ou á vida enquanto seres pertencentes a ciclos com envolvência, ás vezes pressionantes.

Se tiver por norma trabalhar com rigor em todas as situações verificará rapidamente se a pressão que estão a querer colocar na situação é necessária, real ou simples obra de fantasia de alguém… Quanto a intransigência ou à flexibilidade analise caso a caso. Se não o fizer, alguém o fará por si e isso resultará em mais pressão desnecessária.

Quando se fala de rigor, hoje em dia, também nos aparece o “balão” da austeridade, da aflição ou do aperto. Isto porque é uma palavra que significa rigidez, severidade ou intransigência, aliás como mencionado há pouco. Não seremos por certo moles, flexíveis ou doceis com a situação ou pessoa. Seremos objetivos. rigorosos.

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Em resumo, faça sempre valer o seu ponto de vista, analisado em consciência, de forma frontal, transparente, franca e rigorosa. Não se espalhe na curva, proteja-se e não deixe que atirem areia para o asfalto. Dá trambolhão certo. Se quer algo, interprete todas as explicações que lhe chegam ao cérebro que o fazem pensar e repensar no seu objetivo, mas não se deixe impressionar pelas pressões externas ao seu espirito e mente. Há muitas formas de …. uma delas é justamente a vitória pelo cansaço. Você quer isso para si? Ser vencido, em uma qualquer situação, pelo cansaço? Também me parecia que não.

Não vá na história do “Sim ou ..Caldo com legumes, massas e afins, por ordem o primeiro prato da refeição”, prefira soluções diretas como “Sim ou Sopas”

Estrategicamente pense que: “Pressão pode ter efeito de mola.!”
Revejo-me a concordar comigo próprio.

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