“Traço Fugaz”

A vida tem destas coisas. Nunca se sabe como termina a agenda do dia, quanto mais planeamentos a logo prazo. Temos sempre uma “ideia” de como vai ser, de como será, mas…na realidade não sabemos mesmo nada do que se vai passar. A chamada “futurologia” e nesse campo não me prenunciarei, por motivos óbvios.

Há uma máxima que diz, quer se subscreva ou não, o seguinte: O passado não existe pois foi o presente do momento vivido, o futuro será o presente do momento a viver, logo resta-nos viver mesmo o que existe, ou seja o tal “presente”. Assim temos o Hoje, o aqui e agora. Posto isto, e segundo esta ideia a tal futurologia será difícil de fazer.

Tudo isto em meu entender, como é obvio. Assim, poderemos pensar em metas, objetivos, mas temos de ir diariamente monitorizando o estado ou ponto de situação. É dia a dia que se constroem os alicerces para o atingir de objetivos com sucesso.

Reportando-me ao inico deste texto, e não sendo contraditório, o que se passa muitas vezes é que temos a ideia de que os objetivos que planeamos a longo prazo estão dados como adquiridos pois temos mais tempo para nos esforçar e conseguir alcança-los. Tempos hipótese de permitir desvios temporais sem nos preocuparmos muito e assim vamos andando com objetivos em “carteira” que se tivessem prazo já estavam impróprios para consumo.

Vejamos o exemplo da academia, quando nos inscrevemos o numero que vem logo à cabeça é longínquo, em anos. Ainda falta para o términos pensa-se rapidamente. Ainda agora vou começar as aulas. Muitas vezes este objetivo não é traçado com alicerces profundos de consciência em terminar e com bons resultados no tempo previsto. Pois é, dai as cadeiras para traz, as épocas de recurso etc.

Por outro lado ao dar entrada no mercado de trabalho, os primeiros tempos passará a querer segurar o lugar, integrar-se, e quando pensa na carreira a sério traça um plano para chegar até um certo patamar. Como esses passos dependem de muitos vetores, vai deixando andar e esperando que todas as variáveis se desdobrem para resolução da equação. Seja, atingir lugares cimeiros na hierarquia. Mas também aqui o sucesso se constrói a cada dia, com focos e determinação.

Faz, é certo, um plano estratégico para a sua empresa, em conjunto com os seus diretores, e tudo parece bem, mas…o plano é de longo prazo, e por norma espera que lhe tragam resultados mensais que o encaminhem ao sucesso. Pois a empresa também tem de ser monitorizada dia a dia. Por variadíssimos motivos. Enfim, voltamos ao tópico do dia a dia. Do Hoje.

O Hoje, o agora, tem o tempo que quisermos pois estamos a vive-lo. O dia terá 24 horas para quem se balizar pela temática do tempo em horas, e consequentes divisões ou multiplicações dependendo da escala a usar. Mas, o que é certo é que passa, e passa a correr. O tempo é algo passageiro, não para, cada momento é efémero, passa rápido e vem outro momento atrás de outro momento e assim sucessivamente.

Não há duvida que para algo tão fugaz terá de ser preparada uma estratégia de vivencia muito bem delineada. Há que viver o Hoje, cada momento, muito bem, e sempre a monitorizar o que foi planeado para o Hoje do momento futuro, ou seja o chamado amanha.

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Mas se dentro do nosso plano a longo prazo entrar a nossa felicidade, o nosso bem estar e daqueles que nos rodeiam, que acredito esteja nos planos da maioria dos mortais, então há que disfrutar de cada momento agora e continuar a monitorizar o objetivo ou plano em mente. Por certo mais momento menos momento esse tal objetivo está dado por completo, atingido, há que disfrutar do momento da chegada como se disfrutou de cada momento ate o alcançar.

Ninguém disse que a vida algum dia seria fácil, mas, poderemos contribuir que a cada momento seja menos complicada. Se podermos comemorar cada vitoria de cada momento, cada passo dado em direção ao nosso objetivo, porque sofrer o caminho todo para só saborear e celebrar no fim, nesse Hoje de tempos futuros que, não sabemos ao certo quando será.? Planear é mais valia, monitorizar dia a dia é chave.

Não dê por certo o que ainda não tem, mas não perca de vista nunca o seu objetivo. O Hoje, o momento de hoje que se replicará no tempo, tem de ser comemorado da mesma forma que o momento seguinte.

“Uma atitude positiva provoca uma reação em cadeia de pensamentos positivos, eventos e resultados. É um catalisador e desperta resultados extraordinários.”
## Wade Boggs ##

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“Absurdo Negado”

Os tempos mudam. Não me refiro só ao tempo de relógio, como da uma para as duas ou das seis para as sete. Tempos significará alturas da vida, momentos, situações. O que era de certa forma norma ou regra da sociedade, ou de cada ciclo envolvente, poderá ter sido alterado ou mudado e estar neste momento completamente diferente.

Para fazer face a esta mudança, que cada vez mais nos damos conta existir, é necessário entender. Entender toda a situação, como estava, como está e como se pensa irá ficar. O que menciono aplica-se a regras e procedimentos, a estados de atitude e funcionamento, quer seja na academia, na sua vida profissional ou empresarial.

É necessário fazer uma introspeção de entendimento pois só assim nos sentiremos preparados para os desafios que se vierem a cruzar no nosso caminho. Entender o histórico das situações, o porquê dos procedimentos para compreender a situação atual, fazer face ao existente e melhor nos prepararmos para o que será num futuro próximo.

Para tal, comunicar, expressar o que lhe vai na alma, no consciente, dialogar, trocar ideias com alguém que tenha algo a dizer-lhe ou a partilhar consigo, é essencial. Não guarde para si duvidas que podem fazer ou criar ruido na sua mente, O desconhecer as razões de algo é, em muitas circunstancias, um primeiro passo para as desilusões e desfoque das perspetivas corretas sobre as matérias, assuntos ou situações.

Referi comunicar. Comunicar, falar, expressar-se por meio de palavras, dizer a alguém o que para si é a verdade tal como a interpreta, é uma mais valia da chamada comunicação. Contar algo ou questionar sobre algo, fazer com que haja interação e troca de conhecimento reforçará o interesse e a mais valia que é a sintonia de comunicação e a troca de informação. Comunicar não será somente “botar palavra”, passa também por estar disposto a ouvir, pois ouvindo se assimila e se aprende bastante.

O que mais se vê hoje em dia é uma curiosidade a todos os aspetos. A fofoca. Quero com isto dizer que falar e comunicar é importante, mas neste contexto, “fofocar”, ou seja falar de alguém ou sobre terceiros sem a presença dos mesmos não nos conduzirá a nenhum lado de valor acrescentado. Este tópico é necessário afinar entre os ciclos envolventes, Vê-mos muitas pessoas interessadas em falar de outras e vice-versa…isso não passará de novelas a que não nos queremos ver como atores ou figurantes sequer.

Importante será ter o conhecimento, como referido anteriormente, de onde estivemos, onde estamos e para onde queremos ir, para com isso poder discursar quando necessário, poder partilhar esse mesmo conhecimento passando informação e transmitindo confiança a quem o ouve. Essa sim será mais valia de comunicação.

Mesmo que nesta fase da sua vida já possa, ou já se sinta capaz de fazer o seu trabalho de olhos fechados, como diz o ditado “enquanto dorme”, não deixe de questionar quando tiver duvidas. Nada pior que numa palestra, seja ela qual for, alguém dar conta da sua insegurança num determinado tópico, assunto ou contexto. Até os seus professores, chefes, coordenadores, diretores ou outros elementos da hierarquia a que pertence, estarão dispostos a ouvi-lo e a explicar o que quer que seja, Se não for hoje, será amanha. mas não perca nunca a oportunidade de, em sede própria e em altura oportuna, questionar.

Ao assimilar informação, poderá trata-la mentalmente e reforçar todo o seu conhecimento sobre situações, temas, a organização ou ate sobre pessoas. Quanto mais aprender com quem sabe um pouco mais sobre assuntos diversos, melhor preparado fica para enfrentar a plateia da vida. Independentemente do ciclo envolvente.

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Calar, usar da liberdade do silêncio, em certos casos não será a melhor estratégia de crescimento e evolução. Não tema dizer, solicitar a palavra, tempo de antena. Só o fará crescer. Como as ondas do mar com seu sentido próprio de se fazerem ouvir. Tudo isto como é obvio bem enquadrado em cada situação e com as normas do bom senso a imperarem. Não se proponha a ser inoportuno, qualquer que seja a temática.

Como comecei o texto, dizendo que os tempos mudaram, efetivamente reforço a ideia de que hoje temos acesso a muito mais informação que poderemos compilar e analisar,.. também temos acesso a informação direta, pois os docentes, as chefias, as direções tem de certa forma, as mentes mais abertas à partilha do conhecimento. Já o referi num artigo anterior, “o Mestre nunca ensina tudo ao aluno pois até ele está em constante aprendizagem”.

Perdoe-me o meu absurdo, assim como eu também perdoo o absurdo dos que pensam que falam com sentido.”
## Robert Frost ##

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“Sólido Focos”

Ao seu alcance haverá sempre uma ferramenta pronta a ser utilizada. Se assim é, em teoria, você pode sempre atingir os objetivos a que se propõe. Se são objetivos fazíveis, se tem essa meta em mente e, se ainda por cima, tem ferramentas à mão….conseguirá atingir e superar os desafios a que se propôs. Ter em conta que a sua força de vontade, visão estratégica para delinear objetivos, motivação e capacidade de combater o (chamado) stress com que se possa deparar, serão as ferramentas mais valiosas e, eu diria, indispensáveis para o sucesso do planeado.

Em qualquer um dos ciclos envolventes, (académico, profissional ou empresaria) irá deparar-se com objetivos diários que, quer queira quer não, terá de enfrentar e superar. Basicamente há que mencionar e separar o que serão objetivos, metas e tarefas a serem atingidos e superadas por inerência ou imposição da envolvente e os mesmos que você colocará a si próprio, mesmo que dentro das mesmas envolventes. Salvo melhor opinião, objetivos são objetivos e uma vez presentes em cima “da mesa” deverá olhar todos por igual, mesmo que tenham processos e fases de desenvolvimento diferentes.

O objetivo de passar de ano, com boas notas e trabalhos reconhecidos, será perante a evolvente académica algo a considerar a cada ano. Sem hesitações e com bom planeamento chegará lá. O que não falta na vida profissional, diária ou semanalmente (compilando-se em mensais) são tarefas e objetivos de desempenho pessoal perante o seu chefe, departamento, divisão ou entidade patronal no geral. Também para estes há que planear, estruturar e implementar com toda a precisão e prontidão possível. É a vida. Já para a sua empresa, terá desafios, compromissos, acordos que, para o bom percurso da empresa e ou companhia, terão de ser tratados de forma especifica, com boa colaboração da sua direção e com sintonia e harmonia de ideias e etapas. O Sucesso chegará por certo.

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Se seguiu o raciocínio, terá constatado que, para todos estes haverá esforço e trabalho a desenvolver, mas terá sempre algo a “puxar” por si pois serão objetivos impostos, se me é permitida a expressão. Já para os seus objetivos pessoais, aqueles que você colocará a si próprio para a sua vida, terá de ser você a combater, a “puxar” por si próprio para que tudo chegue onde pretende. Para estes casos, mais que para os outros terá um desafio extra: Sentir-se sozinho a lutar pelos objetivos. Mas pense bem, estes são seus e de mais ninguém, como tal o esforço, dedicação e empenho requerem maior concentração.

Eventualmente, conjugar tantas tarefas, metas, objetivos, sejam pessoais ou inerentes à envolvente, poderá leva-lo ao cansaço, físico e mental, poderá sentir alguma pressão ou ansiedade para ver atingidos todos eles sem falhar nenhum, a isso por norma chama-se stress. Mas esta deverá ser palavra proibida. O stress irá afetar por certo a sua capacidade de desempenho, a sua atenção e concentração. Na vida poderá leva-lo a sentir que não está a viver saudavelmente e com alegria, tal poderá ser o esforço físico ou mesmo da mente.

Os sintomas ou aspetos que detetamos na vida quotidiana ao que chamamos de stress podem, efetivamente, trazer complicações ao nível de depressão, ao nível físico e por norma está também associado a complicações do nível cardíaco,. Posto isto já se nota que é algo se sério e não deve ser desvalorizado. Há que tudo fazer para não ter tal palavra por perto (o stress, claro).

Clarificar, analisar  os desafios que enfrentaremos para conseguir atingir os nossos objetivos, tendo em conta (uma vez mais) que são fazíveis, atingíveis. Validar a prioridade dos mesmos, dividindo inclusive em objetivos de curto e médio/longo prazo. Ter em conta níveis de grandeza e de esforço para cada um deles. Esforço não só físico, mental ou de capital. Sim, por vezes, ao envolvermos capital reforçamos a necessidade de estarmos e trabalharmos ainda mais serenamente. O capital pode levar a stress desnecessário.

Após todos os aspetos considerados, ponderados e planeados, estaremos em condições de desenhar o nosso mapa de objetivos, o nosso planeamento estratégico, Este pode e deve ser adaptado a cada momento mas tem de ser muito bem monitorizado, pois nesta fase já teremos os nossos objetivos pessoais, académicos, profissionais e ou empresariais, todos no mesmo mapa e planeamento.

Será capaz de enfrentar todos os desafios e todas adversidades se tudo estiver bem planeado e bem definido, especialmente na sua mente. O Focos, o empenho e dedicação a cada momento para cada situação, serão chave para um bom desempenho. Só assim se conseguem conduzir vários tópicos, vários objetivos rumo ao sucesso.

O poder da visão não está nas lentes!
Que expressão mais adequada. Uso-a frequentemente!.

Os mais altos níveis de desempenho vêm das pessoas que estão centradas, que são intuitivas, criativas e reflexivas pessoas que sabem ver um problema como uma oportunidade.” ## Deepak Chopra ##

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“Compulsão Arejada”

Da politica, cultura e desporto, poderão chegar exemplos diários de euforia, movimentações de massas, acompanhamento sistemático do tema, pessoa, partido ou clube em causa, um entusiasmo bem visível aos olhos do comum dos mortais. Como em tudo na vida, moderadamente até poderá ser “saudável”. Sem querer imiscuir-me em assuntos de autoridade médica, como é obvio, considero saudável, numa ótica de que os intervenientes se distraem, trocam completamente de ciclo envolvente enquanto seguidores de algo ou alguém.

Como exemplos generalistas, temos fans de desporto, fans de equipas ou atletas que se deslocam para ver as prestações, as competições, as participações Nacionais e estrangeiras…temos também conhecimento de fans entusiastas que se deslocam para assistir a espetáculos em território Luso ou ao exterior, além fronteiras, tudo isto para apreciar, disfrutar de algo que o seu artista, grupo, clube faz, pratica, etc. Diria por paixão, por gosto.

Gostar, apreciar ou até mesmo querer muito algo ou alguém tem o seu encanto mas, salvo melhor opinião, tê-lo-á até certo momento. Nunca em demasia. Não ´só pelo ditado que refere: “O que é demais não presta”, mas pelo fato de poder tornar-se numa mania, ideia fixa, preocupação ou até em obsessão.

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Quando se gosta muito de algo, tudo se faz para conseguir. Quanto a isto não haverá duvidas, o pior é quando não se olha a meios para o atingir e aquilo que seria um gosto, algo consciente e com determinação passa a ser muito mais de que uma meta ou objetivo e passa a perseguição intensa dentro do seu próprio cérebro deixando-o vidrado no tema, tópico ou no que seja.

Ter objetivos de boas notas na academia, parecem-me razoável, deixar de fazer uma vida saudável só para estar fechado a estudar, já nem por isso. Ter objetivos no trabalho, (quem não os tem?), consegui-los com esforço e dedicação, parece-me tranquilo. Tentar atingi-los por meios desviantes de entropias físicas ou mentais, chegando a não “viver” senão para tal, totalmente incorreto eu diria. Só para expressar uns simples exemplos que se podem cruzar connosco em qualquer dos círculos e a qualquer momento.

Quando o tema, tópico, objetivo ou o que quer que seja, se torna em preocupação constante e exagerada e se torna presença constante na agenda como se de um autocolante se tratasse (referindo-me ao excesso), um apego excessivo a esse mesmo tema, tópico ou situação em questão como um íman cerebral, onde tudo é visualizado e pensado em prole de, tornando-se na já mencionada ideia fixa, está na altura de refletir. Estamos entusiasmados, motivados com o referido, ou estamos mesmo é obcecados?

Na vida, no geral,  já por si pode ser preocupante passar-se por uma situação de obsessão, mas nos ciclos de envolvência, académica, profissional ou empresarial, temos de estar muito atentos e não nos deixar embarcar mentalmente em tal, pois será muito pior. Ficarmos obcecados significará que nos “cegámos” com algo ou por algo, torna-se a nossa visão ofuscada, vivemos eventualmente com a consciência muito perto da obscuridade e isso leva a que não se olhe em redor, que se “atropelem” pessoas, as vezes sem dar conta, e não me refiro aos comuns “chega para lá”.

Segundo os especialistas na matéria, quando se passa a viver, a respirar, o e pelo que se quer, somente o objetivo conta, nesta altura já temos um alerta bem real de obsessão. Não obstante poderemos notar outro sinal de alerta, ao individuo obcecado por algo ou alguém não terá gozo, prazer no que está a fazer pois esta obstinado em faze-lo, já o mesmo não se passa com que tem um objetivo planeado em consciência e para se atingir dentro das normas e dentro do previsto tempo. Obsessão pode insurgir em sofrimento. Parece-me que sim.

Em resumo, e nesta sociedade de ciclos e círculos híper competitivos, há que saber bem a diferença entre algo que objetivamos e que tentaremos atingir passo a passo, na nossa caminhada, e o que estamos a querer de tal forma que estamos a obcecar. Não deveremos nunca, vidrar só e sempre na mesma coisa, não deveremos persistir no mesmo ponto sendo intransigentes para com tudo o resto como se o referido ponto fosse Uno e verdade absoluta. Estaremos a tornarmo-nos teimosos, a perder a noção da realidade e eventualmente a razão da existência de tal sonho ou objetivo.

Se detetas sinais de obsessão em algo, ou por algo, abre já a janela e apanha ar. Não deixes o cérebro fritar. Tenta ser um pouco indiferente ao tópico, desvaloriza e posiciona-o no local certo, trata dos teus sonhos e objetivos como merecem ser tratados.

Eu tenho uma obsessão intensa por fazer filmes. Eu não só adoro faze-los, como acho que talvez precise de fazer filmes”. ##  Jacqueline Bisset ##

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“Realce Mental”

Na vida, muitas vezes se ouvem queixas á situação atual, ou seja queixas da própria vida. Temos exemplos acumulados dia a dia. Ouvem-se queixas porque está transito, porque está mau tempo, porque o transporte publico atrasou, porque o combustível está caro e os bens de primeira necessidade também não param de aumentar, o modo de vida no geral está caro ou insuportável, as propinas estão caras, a alimentação diária impossível de aguentar, enfim queixas inerentes á situação económico-financeira em que o país está. Mas nem só destas queixas nos enchem o cérebro a todo o momento.

Há aquelas queixas que, se analisadas, serão queixas circunstanciais em que as pessoas transformam em “pesadelos da vida”. Como exemplo generalista, aquele tipo de falatório existente só mesmo por existir… “Que chatice tenho mais uma hora de trabalho pela frente” ou “tenho agora uma reunião mesmo chata”, ou ainda “duas horas para preparar uma apresentação”.

Exemplos serão muitos e oriundos de todos os ciclos exemplificativos onde poderemos pertencer, Académico, Profissional ou Empresarial. São queixas, lamentos que podem ter o seu quê de “razão” mas são por norma ( uma vez mais exemplo generalista) usados como depreciativos das situações. Ora, assim sendo estamos sempre a colocar o cérebro a trabalhar em “modo descendente” no que diz respeito a animo, motivação ou força de vontade.

Quando assim é, poderemos estar a entrar numa diminuição da nossa capacidade de nos Auto motivarmos, numa eventual perda de brio académico ou profissional, podermos estar a caminhar para o fim da vontade de progredir em consciência pelo caminho, ou desafio que decidimos enfrentar, poderemos decair nos nossos objetivos pois já não estaremos a produzir energia suficiente para dar continuidade. Declinamos mentalmente. Perigoso isto.

Diminuição da nossa capacidade de produção de energia, como mencionado, queda de energização, declínio. Não deverá, nem poderá acontecer nunca. Se estamos na academia não poderemos desmotivar à primeira adversidade, como uma má nota ou um mau feedback, o mesmo tem de ser visto pela positiva, ou seja servirá para melhorar e fortalecer ainda mais o trabalho. Na vida profissional, se não lhe aprovam um projeto, não deve desmotivar ou desistir, pois haverá alguma razão para tal.

Veja e pense positivo, numa ótica poderá preparar melhor o referido projeto e ate propor mais budget, quem sabe?! Na sua empresa se o primeiro cliente considerado grande (de grande volume) tarda a aparece, não é caso para fechar a porta…quando tiver de aparecer aparece. Questiono: está a trabalhar em consciência e a fazer tudo o que está ao seu alcance? Se afirmativo, não se apoquente, o que tiver se ser será e, será de efeito positivo.

Sempre que levamos o cérebro a pensar de uma forma que não a positiva, pensamos de certa forma de uma maneira declinável ou em caminho da decadência. Quero com isto dizer que se você não acreditar em si, não olhar para os assuntos, tópicos ou situações sempre de forma positiva, está a alimentar a fuga de óleo nos travões e a descida está a acentuar-se. Cuidado. O cérebro pode entrar no estado de ruina, e não conseguir recuperar a vontade e o gosto por fazer de novo tal coisa, ou apreciar tal situação.

Com isto referir o seguinte: Quem gosta de se sentir inferior? Em Baixo, deprimido, diminuído, prostrado,  derrubado ou até humilhado. Não gostaria por certo. Pois não se deixe entrar ou levar por um caminho desses só porque está a começar a enfrentar contrariedades na vida,  é assim mesmo. Faz parte…são aprendizagens…

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Em resumo, sempre que se sentir atacado pela febre e o caminho do declínio mental pense no assunto ou tópico que o levou a tal e veja-o positivamente. Tire elações positivas do que lhe está a acontecer e não veja tudo escuro como negação. Ao fazer esta experiencia verificará que terá, assim como , um reinicio, uma elevação de moral e uma subida da motivação para o mesmíssimo fato.

Nunca nos poderemos “ir abaixo”. Nunca. Se pensarmos que o Sol quando nasce, dizem que, é para todos, simplesmente há dias em que nos calha a sombra. Mas se refletirmos antes de nos queixarmos, o Sol também nasceu para nós, sem ele não tínhamos a sobra que nos calhou hoje.

Um dia sem luz do sol é como, você sabe, a noite.”
## Steve Martin ##

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“Vendaval Craniano”

Há fenómenos no nosso dia a dia em que são usadas expressões, frases típicas e até caricatas e oportunas mas que nos dão que pensar pois muitas vezes não estão diretamente relacionadas com o que, textualmente e interpretativamente, deveriam significar. Por exemplo generalista, a expressão “tenho uma fezada” fará sentido que provenha de algo de cariz religioso, de crença, de acreditar… Muitas vezes é simplesmente um desabafo ocasional de intenção de querer dizer que há um “feeling” para o assunto ou situação se resolver ou acontecer. Isto sem nada ter a ver com religião ou crença.

Se falarmos em “Desta é que é”, questionamos: “Mas é o quê?” e muitas vezes a resposta resumir-se-á a um “feeling” que se têm em como as coisas vão correr bem. Normalmente, e partindo do principio que a maioria das pessoas não adivinha o futuro e quanto ao mesmo, não há certezas, leva-nos a mentalizarmo-nos em que o nosso “feeling” diz que…há algo não ar, alguma energia que nos diz, assertivamente, que o que pensamos que vai acontecer, ou melhor, o que gostaríamos que acontecesse, vai mesmo acontecer…

Ora quantos de nós não vivenciámos já situações destas, em que sem termos certezas de nada, algo nos diz que tudo irá correr pelo melhor e dará certa a nossa previsão. Como exemplo generalista, e reportando-me a alguns dos nossos habituais ciclos, na academia temos um exame e logo após seu términos, questionados sobre como terá corrido, responderemos: “Já está, este já está”, e dizemo-lo com ideia expressa que de terá corrido bem e que termos a nota pretendida. Será? Pois não adivinhamos, mas no nosso consciente tudo fizemos para que o resultado seja positivo, aliás como esperado. “Feeling”.

Na vida profissional, um colega questiona-o, num dos breaks para café entre reuniões importantes : “Como está tudo a correr”, responderá por certo (se for caso claro) “Tudo a correr bem, os detalhes estão a ser expostos e a aceitação parece-me muito boa, logo. Já está”, mas teremos a certeza? Não sabemos mas temos um “feeling” uma sensação que estamos a fazer um bom trabalho explicativo e que o resultado será positivo.

O mesmo se passará na sua empresa quando você reúne os seus associados para um “Debrienfing” após uma reunião com aquele importante cliente. “Parece-me que conseguiremos o negócio”, isso é o seu “feeling” pois não tem certezas.

Ter sensação de algo positivo, ter uns “feelings” ou outra qualquer expressão que se possa usar para descrever uma fonte de segurança em algo ou alguma situação, uma crença, mesmo que não religiosa, um poder e entusiamos capaz de convencer alguém de alguma situação, chamaremos convicção.

Convicção não passará de uma opinião que a nossa mente gera sobre algo, alguma situação ou alguém, mas de caracter firme, quase como certeiro, algo em que você acredita mesmo. E você acreditando, vai convencer-se a si próprio de que está certo ou de que a situação se vai resolver por si própria da forma como imagina ou acredita. E se não acontece?

Pois é, mas você terá ainda mais convicção se o questionarem outra e outra vez…você deixou de ter um simples “feeling” você está convicto, acredita, que tudo se resolverá da forma que pensou e quer. E se não acontecer?

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Não deveremos obstinar por algo, deveremos ser controlados nas ideias, naquilo que acreditamos ou nas nossas fortes convicções. Deveremos ser moderados até mesmo para não nos magoarmos psicologicamente.

Já referi há uns artigos atrás que deveremos balizar comedidamente as nossas espectativas para não sofremos co “pseudo-desilusões”. Quanto mais consciente for o posicionamento da fasquia das espectativas menos nos confrontaremos com o sentido da desilusão, trauma de falha e afundamento psicológico.

Uma convicção não é de todo uma certeza, será um convencimento, neste caso a você próprio de que algo será como você imaginou. O alerta, e para não sofre desilusões desnecessárias, vai no sentido de pensar se temos as espectativas controladas e em consciência ou nem por isso.

Se tem um objetivo em mente, reveja as balizas de espectativas, veja se o mesmo é fazível e concretizável. Nada pior que sofrer desnecessariamente por espectativas demasiado elevadas ou por convicções em excesso. Por outro lado se vai escrever ou delinear um , ou mais, objetivos use o critério desde o início, pondere e seja moderado.

Humildade e sopa de cebola nunca fizeram mal a ninguém.

Concordo comigo próprio!

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“Às cinzas”

A música, já o escrevi em tempos, é realmente uma companhia, uma inspiração e uma fonte de prazer ao ouvir tão magistrais instrumentos em perfeita sintonia, por muito pesado que seja (aparentemente) o som em referência. Mas como disse, já comentei anteriormente.

Lembrei-me de referir a música como fonte de inspiração pois onde, ou de onde, menos se espera (pelo menos para alguns) chegam-nos verdadeiras profecias envoltas em acordes e batidas, sonoridades que nem nos apercebemos do que querem transmitir…imagine-se ouvir num poema, o seguinte, aplicando se me permitem, tradução direta: “Queremos fazer parte da cura e não parte da praga”…. Pois muitas elações e contextos se poderiam tirar ou aplicar a tal frase. Adiante.

No contexto do exemplo, sigo no “Caminho” e, como tal, transponho o conceito para o que me parece apropriado ao momento. Infelizmente temos muita miséria mental, encapuçada, neste nosso universo. Refiro-me a indivíduos, que, fazendo parte de todos os ciclos envolventes a que possa imaginar pertencer, são fracos de espirito, não se tendo enquadrado ainda no contexto, nem descoberto o seu próprio ciclo envolvente e que como tal vivem a vida um pouco à revelia de uma integração na sociedade dita propicia á tão falada socialização. Sempre à margem do seu próprio circulo.

Como exemplo generalista , para tais criaturas, tudo é normal. Tudo é passível de ser feito, pois pela inferioridade que deverão sentir (imagem com que acordam de manha) falta de auto estima, ou quem sabe, falta de amor próprio, tudo pensam poder fazer em prole da pseudo-sobrevivência nesta sociedade de difícil integração.

Na academia, falam de lado para si, levantam o “nariz”, erguem um ar de importante, que, em boa verdade até poderiam ser, mas com este tipo de atitudes tudo perdem perante quem até os quer integrar. Não pior do que nunca faltar ao respeito a tal individuo e sofrer de uma espécie de menosprezo pelo terceiro envolvido. Não é de todo agradável.

Por sua vez também pode encontrar deste tipo de pessoas na vida profissional, neste caso e visto o ciclo ser mais restrito, limitam-se a não lhe falar, nada consigo comentar senão o essencial e eventualmente, passar um pouco de detergente no chão onde irá pisar na ótica de assistir a uma bela derrapagem…enfim, troque mas é de pneus o quanto antes.

Na sua empresa, o exemplo pode vir do interior ou do exterior, pois como lidará com um universo mais abrangente de pessoas de diversas tipologias de feitios, mais depressa detetará o típico exemplo generalista agora dado. Como vê. Por todo o lado poderá encontrar pessoas que pelo isolamento que causam á sua própria mente, em seu universo especifico, tendem a ter este tipo de reação,.

Comento aquilo que me parece ser o reflexo de tal alma. Eventualmente bom coração e até bom carater, mas por querer para si o seu espaço, não permitindo a quase ninguém a intromissão, levanta as barreiras de proteção como se um escudo se tratasse….é assim

Como na letra da canção, referida acima, o que todos devemos querer é ser a cura. Cura não no sentido de restabelecer saúde, de solução farmacológica ou remédio. Cura não como de medicar, tratar ou como se me referisse a livrar-nos de uma doença. Refiro-me a cura, metaforicamente, como sendo nós,  seres impulsionadores da integração de indivíduos que, pertencentes a um dos, ou vários, ciclos envolventes, queremos e fazemos questão de ver integrados.

IMG00767-20120916-1104Muitas vezes é verdade que, tal como na história do ermita, não querem nem ouvir falar de nós, mas não deixaremos de tentar . Tentar o que estiver ao nosso alcance. Pelo menos dormiremos descansados. Dormiremos de consciência tranquila que tudo fazemos a cada dia para que tudo esteja bem com todos e em todos os aspetos. Por vezes há quem diga que, “se todos estiverem bem em nosso redor, nós estaremos ainda melhor pois não teremos de certo nenhuma chatice proveniente desses lados” – subscrevo.,

Não seremos curandeiros, muito menos médicos, o que sabemos é analisar o meio onde estamos envolvidos e por que tipo de pessoas queremos estar envolvidos. Como não podemos escolher, tentamos que as pessoas pelas quais nos rodeamos, estejam bem…ao menos com elas próprias. Também não digo para se deixar espezinhar, simplesmente estar atento e vigilante pois o seu momento de mostrar quem você é, e quem é capaz de ser, aparecerá oportunamente.

Não responda na mesma moeda…. a musica “Fight fire with fire” (combate fogo com o fogo) neste caso não se aplicará, pois perderá a razão. Melhor optar por “Behind the mirror” (por de traz do espelho) e tentar entender que verdadeira personalidade que se esconde por traz da “mascara” de individuo. Poderá ter agradáveis surpresas.

Ou não, mas pelo menos você tentou.

As pessoas que combatem fogo com fogo, geralmente acabam com cinzas.”  ## Pauline Phillips ##

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“Ilusão Visual”

“Estou em lágrimas!”, “Não aguento mais!”, duas frases curtas de duplo significado. Tanto podem querer dizer ou transmitir o que, por certo, estará a pensar: pesar, tristeza, fragilidade, intolerância, e uns quantos mais adjetivos que poderia enumerar… ou então poderão também querer expressar alegria, satisfação, dor nos músculos (mas de tanto rir), enfim, são frases que tanto se ouvem numa vertente como noutra.

Tantos casos na vida em que frases, textos, momentos ou situações podem ter varias aplicações e, cuidado, interpretações. É verdade, (como exemplo muito generalista) imagine-se a entrar na cozinha da sua casa e a depara-se com a sua esposa, namorada ou companheira a chorar incondicionalmente. Por certo (digo eu), ficará preocupado com o que se terá passado nos instantes em que se ausentou.

Com tanta tecnologia disponível hoje em dia, terá recebido alguma má noticia, terá sido algo que a transtornou à séria…. pois é, isto poderá ser a sua interpretação…..e que tal passar-lhe um pano para limpar as lagrimas e continuar você a descascar as cebolas!! Simplesmente umas cebolas que tão saudáveis serão, que compõe tão bem a nossa gastronomia e depois dão em choro…

Falando em lágrimas, mas de alegria, imagine-se junto daquele colega, que mal chega já está a animar os demais. Não por nada, mas pela sua forma de ser…muitas vezes é de ir ás lágrimas, mas neste caso, não será por algo menos positivo, pelo contrário, pessoa como as do exemplo deveriam estar espalhadas um pouco por toda a parte, pois marcam a diferença e podem fazer mesmo toda a diferença no seu ciclo envolvente. Procure-as.

Por norma devemos procurar pessoas de referencia na nossa envolvente. Teremos de certeza aquele professor que nos marca pela positiva pela sua entrega de ajuda e cooperação a cada instante. Os seus ensinamentos serão por certo mais apreciados do que os dos outros que na realidade não lhe ligam nenhuma…isto é assim mesmo.

Da mesma forma terá tido aquele chefe, que lhe ensinou tanto, lhe mostrou o interruptor da luz para você ver o caminho, mas que tanto o chamou á atenção, o corrigiu na sua carreira, mas que hoje é lembrado por si, como :” aquele que me fez estar onde estou hoje”. AHH pois é.

Pessoas contagiantes, que geram bem estar em redor, mas também que ficam na memoria pelos seus atos, suas atitudes, seu caracter, como é obvio. Quem nos deu a mão um dia, nunca esqueceremos. Terá sido um líder de equipa, um chefe, um diretor, um professor, quem quer que seja, nunca esqueceremos, já uns quantos de inversas características, já nem nos lembramos do nome. Se me faço entender. Por muito que não queiramos, no nosso intimo é sempre assim. Guardamos memórias positivas, e tentamos esquecer as negativas, ou dar-lhe muito menos valor, desvalorizando-as mesmo.

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Referir que a menção neste texto a pessoas fascinantes, ou seja que são encantadores, que animam ou que são capazes de gerar fascínio envolvente só está relacionado com a relação impactante quer seja académica, profissional ou empresarial. Pois em todos os ciclos as há. A chamada de atenção segue no sentido de que, tal como as cebolas, estas pessoas também podem ter duplo figurino ou seja, aquele que aparenta ser cativante, sedutor no sentido de chamar a atenção e atrair o tal fascínio, pode muito bem ser “lobo em pele de cordeiro” (se me permitem a expressão).

Individuo com carisma, ou pessoa carismática, tende a ser seguida pelos demais pela sua forma de estar, de ser ou até de comunicar. Se analisar e realmente esse for o caso, deverá tirar elações e eventualmente tirar partido da boa companhia e ensinamentos, mas se a sua analise mostrar indícios de “casca de cebola” não permita mais intromissões.

Faça com que entenda que você já entendeu a forma de estar e onde o individuo quer chegar. Coloque o que se chama uma margem de segurança, não porque você se sinta inseguro, mas para não permitir invasões ao seu espaço.

Em resumo, e pegando no exemplo metafórico (do lobo com pele de cordeiro), o que aparentemente pode ser um individuo simpático, cativante, bem disposto e por ai fora, que se mostra querer incluir, integrar por completo nos seus ciclos envolventes, poderá ser realmente alguém antipático, pretensioso, muito ambicioso que só quer aproveitar-se da sua sabedoria, da sua pessoa para conseguir o que quer…e desses há muitos por ai… Não confundir carisma com simpatia forçada ou circunstancial.

A fim de realizar uma ação positiva,  devemos desenvolver aqui uma visão positiva.” ## Dalai Lama ##

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“Obscuro Inconsciente”

“Isso não se faz! Estou mesmo, mesmo, chateado!” Poderia ser esta uma das frase a ouvir após uma situação menos agradável para alguém, onde se terá sentido mesmo afetado, melindrado, e a repensar em todo o caso. Quanto mais pensamos neste tipo de recalques, repetições e tentativas de interpretações do “porquê” alguém falhou connosco ou perante nós, pior vai ser a espera pelo alivio da mente e da alma…

Ou se trata de raiz ou não se deve guardar as emoções e recalcar sobre as mesmas….pode dar “asneira”, se me permitem a expressão. E embora nós não nos apercebamos, este tipo de situações está sempre a acontecer-nos na vida em qualquer dos ciclos envolventes onde pertencemos.

Imagine aquele dia em que apalavrou, com o vendedor, aquela casa de sonho. Já se imaginava lá com a família, seu jardim, plantas e afins. Vai dai, um dia, sem saber porque, sem motivo ou razão aparente, vem a saber que a casa foi vendida a outrem. Sairá um “Não se faz” e poderá ficar sentimento de revolta para com o caso, ou o vendedor do imóvel.

Da mesma forma que tinha tudo preparado para aquela reunião onde ia apresentar um tal trabalho, para o qual tinha sido convidado a encabeçar e, vai dai um colega seu começa a falar, segue para a apresentação e não termina senão no fim…Deixou sem o brilho da palavra. Pois parece-me que haverá ai um sentimento de retaliação a crescer…

Exemplos como os descritos (exemplos generalistas) acontecem quando menos se espera, e em qualquer um dos ciclos, académico, profissional, empresarial…. é necessário ter muita atenção à forma como analisamos cada caso, como o interpretamos e como classificamos.

No final esta classificação mental, de rápida gravação no nosso cérebro, será importantíssima para futuras decisões ou reações que se espera não se tornem em represálias. Não me refiro a casos concretos nem sequer de justiça…refiro-me e interpreto bom senso, simplesmente.

Qualquer situação que classifiquemos com incorreta, mas ao ponto de estarmos a recalcar sobre o assunto e apensar no mesmo vezes sem conta, significará que nos tocou e muito. Teve muita importância ou demos-lhe muito valor. No entanto quando assim é podemos pensar em represálias para com a pessoa ou a situação em causa.

Todo o ato que daqui surja com intuito de retribuir o suposto mal que nos foi feito, será represália. Será que a nossa vida se torna melhor depois de, de certa forma, castigarmos o outro? Depois de olharmos e apreciarmos o outro em sofrimento com o efeito da nossa represália? Não me parece que na vida se “ganhe” algo com isso, ou que nos tornemos mais felizes. Não me parece.

Não se pode ficar estagnado sem nada fazer para colmatar o nosso próprio sofrimento…Não. Mas podemos após analisar cada caso, compreender a situação e os intervenientes, arrastar o individuo em causa no que chamarei uma viajem ao centro da sua própria mente. Faze-lo compreender que o que fez foi mal feito e que deverá sair do mundo das trevas (onde aparentemente vive) que lhe ofuscam a realidade da sua própria vida, levando-o a sentir-se melhor por prejudicar os outros sem “olhar para traz”.

Este tipo de indivíduos até podem ter uma alma infinita, mas obsoleta, tornando-os na realidade ignorantes. Há que proceder da melhor forma para os encarreirar no trilho da vida. Recordo que, por norma ficamos mais magoados por aqueles que estão no circulo mais próximo…

…logo lidaremos mais com essas pessoas, e por norma queremos é bom ambiente na envolvente e não chatices ou aborrecimentos e “tragédias” de interpretações ou vingançazinhas…O silencio muitas vezes é o melhor remédio. Dá-nos para refletir no que se passou, ignorando temporariamente a situação ou o individuo.

Em resumo, e não querendo dizer que quem nos trata mal deve passar impune, de longe, mas é importante salientar que há formas de fazer as coisas e tratar dos assuntos sem ser com insultos, desforras, retaliações ou reações de carater mais incisivo na crueldade do mesmo, nem mesmo tentar fazer o “mesmo “causando” o referido sofrimento ao terceiro envolvido.

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Seremos mais fortes, ganharemos mais posição, se erguermos a voz, nos levantarmos perante o que é a razão, por nós considerada, e nunca capitularmos perante os fatos que nos marcaram ou através dos quais fomos prejudicados. Em sentido figurado, quando se está no chão só há um caminho, o cimo. Ou seja, termos de nos erguer e subir o nível e acender a luz a quem anda nas trevas, como morcego, sem ver a realidade envolvente.

Vingança não, nem a frio. Uma boa chapada de “luva branca”, um ensinamento  à séria…isso sim merecerá quem proceder incorretamente ao ponto de o deixar incrédulo. A nossa força na vida, em qualquer dos ciclos, ver-se-á pelas nossas atitudes.

A coragem é o que toma para se levantar e falar; coragem é também o que é preciso para sentar e ouvir.” ## Winston Churchill ##

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” Atenua”

Faz-se uma pausa a meio da manha. O dia ainda está “farrusco” mas faz parte do quadro de Outono que se avizinha, enquanto se relaxa um pouco de algum desgaste de energias decorrido na primeira parte do dia, eis que há um desabafo entre um arfar:” Então o que contas? Alguma coisa para dar alento? A manha começou “pesada” no que a trabalho diz respeito”, ou então “Estou atulhado de documentos para ler para o exame…nem sei como me virar”…ou ainda “não me marque mais reuniões para a semana, já não sei como fazer é que  vou estar fora, regressando no dia x”. Alguns exemplos, vários ciclos envolventes, o mesmo tipo de situação e a mesma necessidade: repouso. A necessidade de respirar, como se diz na gíria.

Todos nós necessitamos de respirar de vez em quando e não me refiro ao ato de introduzir ar para dentro dos pulmões, carregando ou absorvendo oxigénio, De todo. Refiro-me sim ao sentido figurado de descansar, aliviar a mente e o espirito e folgar o corpo. Seja por estarmos muito empenhados nos estudos ou preparação de conferencias e seminários académicos, ou mesmo por na nossa vida ativa e profissional estarmos perante semanas ou meses em que não se vê o fim dos tópicos a tratar, das reuniões infindáveis, das apresentações  a preparar ou mesmo na nossa empresa que se faz tudo para que a estratégia resulte em bons resultados e os mesmo nunca mais aparecem…seja em que ciclo nos encontremos, há alturas em que necessitamos mesmo de fazer uma pausa.

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Como referido, pausas ou oportunidades de descanso, de recarregar baterias, caberá a cada um decidir quando é mais oportuno serem feitas. Uns dirão que as férias servem para isso mesmo, e no entretanto esforçam-se atá á exaustão entre estes períodos, outros preferirão os fim de semanas, e com eles carregam energia para cada semana, e outros ainda farão recargas de energia entre espaços mais curtos, a cada dia, por exemplo. Cada um saberá como educar o organismo, a mente e o espirito para enfrentar cada desafio e o próprio dia a dia. Adiante.

“Ainda respiras?” Questionamos constantemente a terceiros ao observarmos situações de maior complicação, nervosismo ou ate mesmo pressão acumulada em tais indivíduos. O importante é conhecermo-nos muito bem para sabermos exatamente quando é a nossa altura de respirar, de repousar, descontrair ou ate descansar na sua verdadeira essência. Todos sabemos que o organismo, após determinada altura já não se torna produtivo, já não nos deixa produzir o que desejamos. Quando assim é torna-se contraciclo, ou seja tudo o que fazemos, provavelmente teremos de refazer para validar que esta mesmo bem feito, o que nos levará o dobro do tempo.

Assim sendo, nada melhor que saber perfeitamente quando é a sua altura de parar. A altura de respirar fundo, e recarregar baterias. Aproveite os intervalos em que nada tem para fazer, mesmo pequenas pausas, relaxe, disfrute o momento e sentir-se-á melhor logo de seguida. Sentir-se cansado e até expressar isso mesmo para terceiros também não é boa ideia. Passará uma imagem de que algo não está a ser eficiente no trabalho ou que não está a usar o tempo corretamente e a desempenhar as suas funções adequadamente.

Quando usamos o tempo para respirar, acabamos por nos encorajar a nos próprios para mais uma etapa, estimulamos o cérebro para mais um “slot” de tempo a dispensar energia, entretanto recuperada, confiamos a nos próprios a tarefa de conseguir atingir mais um objetivo. Se pensarmos bem, tudo pode ser feito com um pouco de respirar de vez em quando. Não tecerei comentários de teor medico, mas de senso comum, não acumule sintomas de falta de energia, pause e recupere. Exalte quando melhor consegue despender de tempo e forças e verá que as frases serão :” até parece que respira energia”.

Respirar profundamente oxigena também o cérebro, e não só em sentido figurativo, levando-o a conseguir melhores níveis de atenção e concentração, melhor capacidade de raciocínio, logo de discernimento. Se respirar é energizar o cérebro e a mente e isso é vida então, salvo melhor opinião, respirar é viver. Agora pense comigo: Se lhe dá um grande gozo disfrutar da sua vida o melhor possível, já imaginou quando considerar que respirar lhe dará tanto ou mais gozo.

Faça uma pausa, atempadamente, respire e ….. vá em frente! Enfrente frontalmente os desafios da vida sempre com muita energia. Não a desperdice, vai necessitar quando menos esperar.

“A sua mente vai responder à maioria das perguntas, se você aprender a relaxar e esperar pelas respostas”.
##William S. Burroughs##

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