Mais de meio da semana e mais de meio do ano já passados. Já só se olha em frente no calendário, e para quem ainda não carregou baterias com as tão esperadas férias, é altura de pensar em descansar. Descanso que para ser alcançado também dá trabalho.
Saberá por certo que a altura que antecede a pausa para as férias por que tanto anceia, é sempre complicada para a sua agenda e muito mexida, com muita ação. A nível profissional, teremos de deixar tudo organizado, tarefas e processos delegados e orientados, equipas preparadas para passar os próximos tempos com o mesmo ritmo tendo menos uma pessoa, nós próprios.
Tudo tem de ficar em perfeição de organização para que nada falhe. É sempre assim que pensamos, confiamos nas equipas, nos colegas, nas chefias claro, mas pensamos sempre um pouco desta forma…a Ansiedade que é causada pela ausência do escritório é notória…
Lembramo-nos de imediato daquela lenda urbana que diz que “na nossa ausência tudo acontece”, pois nem sempre é assim. Se durante um ano os processos, procedimentos, tarefas e equipas estão alinhados e coordenados para fazerem o seu negócio rolar, porque haveriam de parar na altura em que está ou vai de férias? Há que confiar nas pessoas a quem se delega e que compõem as equipes, departamentos, divisões ou entidades. Nada parará por certo…
No entanto há um fenómeno, relativamente recente, no seio da gestão de empresas e que envolve projetos. Afirmativo. Projetos que aparecem do nada, que foram planeados em papel e que é necessário implementar. Consideremos agora que estrategicamente se pensa numa mudança na estrutura da organização.
Quando se implementa? na altura das férias pois está menos gente, as mexidas são menos notórias para quem está no escritório e por norma altura de férias também significa ambiente mais calmo para quem ficou a trabalhar… Imagine a implementação de um novo sistema informático, depois de todos os passos a dar, chega-se á implementação.
Quando? Na altura de férias do pessoal. Mas desta vez o argumento é diferente. É que nos passos anteriores á implementação esteve a fase de testes e para tal foi necessário que o pessoal estivesse mesmo no ativo. Se tudo ficou OK então implementa-se nas férias do pessoal. Terá menos impacto na organização.
A Gestão de uma empresa de um modo geral trabalha sobre pilares de objetivos. Por norma a altura de fazer um ponto de situação é logo após o fecho do trimestre que abraça Setembro. Dará tempo de se fazer algumas correções de rumo, ou estratégia, se for caso disso e, para que se feche o ano da melhor forma. AH referi Setembro altura de todas as movimentações de implementações, pois claro, no calendário vem depois de Agosto, ou seja depois das férias. Coincidências? Não. Já insinuava (por outras palavras) Henry A. Wallace enquanto vice presidente dos EUA (1941-1945) que não haveria almoços á borla…E tinha razão.
Tudo numa empresa estará pensado por muito que não faça sentido á primeira vista para alguns colaboradores. Estrategicamente estará pensado por alguém, mesmo que as implicações de movimentações extras por excesso de trabalho, falta de capital humano e demais aspetos inerentes não sejam sentidas diretamente pelos estrategas. Obvio, há que cumprir objetivos, neste caso refiro-me a objetivos temporais para findar processos de implementação com sucesso.
Normalmente e em resumo, quando para se cumprirem certos e determinados objetivos temporais, qualitativos ou até quantitativos, se estica a corda em demasia, corre-se o risco dela partir. Extrapolando para a vida quotidiana, pense nos seus objetivos faseadamente, equilibradamente e com um tempo de execução e implementação fazíveis. Desta forma terá mais hipóteses de monitorizar cada um deles, analisar eventuais derrapagens e fazer correções. Parece-lhe que a proximidade ao sucesso diminui? Só mesmo no papel!
“Quando é óbvio que os objetivos não podem ser alcançados, não ajuste os objetivos, ajuste as etapas da ação.”
#Confúcio#



