“Fasto q.b.”

Dizem: “Não há vida como a do campo”…. Dizem…Pois bem, numa perspetiva de descanso, apreciação da calma e sossego, do “relax” não tenho duvidas que sim. Saborear o ambiente de ar puro entre os pinhos (onde os há, como é obvio) sentir a simplicidade do ar que respiramos e o peso que tem, a forma como por norma se é recebido neste meio interior que em nada fica a traz do Litoral, pelo contrário, em certos aspetos muito “à frente”, mas isso sou eu a divagar…

O que é certo é que, pelo famoso “Country side” ou seja pelo interior do pais, imperam as tradições, os bons costumes e os valores que outra hora foram ensinados, transmitidos de pais para filhos, de geração em geração (concordaremos que estão bem mais à vista que nos centros urbanos). Por norma não se é mal recebido, não se é mal tratado e assim poderia continuar e de Norte a Sul do Pais.

O que se passará então com as novas gerações? Se os Anciões, os Sábios, conhecedores do estrelado céu e dos ventos das montanhas, ou das mares, prezam pela simplicidade e dessa forma tem mantido toda a traça de educação e valores humanos, passando-os geracionalmente, pergunto-me se haverá correlação entre o “complicometro” (a forma complexa com que se faz crer que se vive a vida)  da própria vida de hoje em dia e a falta de valores que impera em certas circunstancia e ciclos onde interagimos.

Por um lado toda a gente tem (ou diz que tem) muito para fazer. Estarem consigo ou não é a mesma coisa que nada pois as tecnologias estão sempre no meio de qualquer conversa ou interação que esteja a acontecer, isto é…quase que se deixou de poder conviver socialmente e interagir de franco e genuíno gosto pela companhia, e em detrimento disso, vem um aparelho eletrónico para estragar o ambiente. Não se trata de um pensamento retrograda, mas sim de constatar um fato.

A tecnologia é magnifica para muitos aspetos mas no que diz respeito a estragar convívios, não tenho duvida que é um dos maiores causadores…MAS, há uma ressalva, em que poderão não concordar comigo, e eu entendo, é que como toda a gente está vidrada no dito aparelho, ninguém repara que está, ele próprio, a cortar o social. Será um ciclo, um fato.

Quantas vezes ao almoço com colegas de trabalho se sentiu a falar para o “ar”?, quantas vezes na Academia vê parada uma conversa debate, deveras interessante porque alguém (alguéns) decidiu começar a ver a aplicação X ou Y no seu telemóvel? Ou até, no limite, as interrupções de reuniões de trabalho por causa de e-mails que não param de entrar na caixa, ou pop-ups que não param no computador, ou simplesmente por desrespeito a quem está reunido em sala e decide ver os “posts” de uma qualquer rede social?

IMG-20140914-00270Será isto evolução? tecnológica poderá ser, mas de carater humano não me parece. Parece-me mais uma regressão, quanto mais avançada a tecnologia e mais acesso à mesma houver, menos interação pessoal, “face-to-face”, haverá. Isto é o que me parece. O que é feito das conversas à volta da fogueira, no centro da aldeia (no interior) , ou à volta da fogueira na praia (Litoral) conversa ao vento toda a noite, amizade, partilha, simplicidade nas ações e honestidade sempre a vir a lume?

Quando algo ou alguém é desprovido de, ou não composto por, complexidade, será simples. Simples de fato, não carecendo de manual de instruções, é simples. Alguém com um comportamento onde se evidencie a falta de pretensão, alguém com comportamento espontâneo, franco, singelo, modesto ou mesmo natural, consideramos simples ou que detém simplicidade em si ou nos seus atos. E assim deveríamos ser todos os Seres Humanos.

Visto a tecnologia, as apps, os gadgets, estarem em constante evolução e cada vez mais de fácil acesso e por, cada vez mais fazerem parte das nossas vidas, tentaremos por outro caminho. Evite que levem telemóveis para as reuniões, ou pelo menos que não estejam ligados no decorrer da mesma. Evite, ou recomende, o não consumo de telemóvel ao almoço ( a nossa gastronomia é tão boa), marque as agendas, monitorize o calendário, mas não de minuto a minuto.

Admita que o smartphone é uma ferramenta, mas para o que é extremamente necessário. Se estiver num grupo de conversa e de repente alguém se fechar no visor do aparelho não ligando nenhuma ao que diz, cale-se, após primeira experiencia sentir-se-á culpado pelo seu silencio. Abra a mente dos intervenientes nos ciclos de exemplo. Use, ou tente usar o tempo para o disfrutar e tirar partido dele. Tenha uma visão abrangente das coisas.

O mundo, bem como a informação, não acaba já hoje…

… talvez amanha, quem sabe?

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About João Farinha

Ph.D. in Management from Universidade Europeia – Laureate International Universities, with a Master in Marketing and a thesis on Brand Management. He also holds an Executive Master in Marketing Management from the same university. In addition, he has Certification in Business and Management from Case Western Reserve University (Leadership and Emotional Intelligence), Certification in Business and Management from the University of Maryland, College Park, (Entrepreneurship) and Certification in Business and Management from the Wharton School, University of Pennsylvania (Leadership). His Background is in Accounting and Administration–Taxation from Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.
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