Já muito se tem falado sobre o mundo global onde vivemos atualmente. A abertura de certas fronteiras, a livre circulação de pessoas e bens em alguns casos, a facilidade de comunicação e a era digital, enfim a vida tal como era há uns tempos mudou e já nada tem que ver com o que era.
Por evoluções e mudanças temos passado muitas vezes ao longo dos tempos, mas uma coisa é certa, teremos de concordar que nem tudo é aceite de bom grado logo à primeira. Há uma fase de adaptação, é normal que haja. Imagine as novas tecnologias, se para a geração atual tudo é normal, para as gerações anteriores (que apanharam toda esta corrente de mudança abruptamente) já terá que haver tempo de interiorização, pratica e desenvolvimento de novas capacidades. Adaptação portanto.
Há que haver capacidade de adaptação e até terá de haver uma força motivacional para que consigam apanhar a embalagem, situação que para a geração atual não se coloca pois apanham o ritmo tecnológico e evolutivo desde a nascença.
Devido à necessidade de ser global, como se diz hoje em dia, alguns indivíduos pertencentes às mencionadas gerações tentam a todo o custo adaptar-se e integrar-se, aprendendo novas técnicas de comunicação, línguas estrangeiras, tecnologias, só para mencionar alguns exemplos.
O que faz com que o numero de pessoas a perder “o medo” de enveredar por um mundo tecnológico e virado para o virtual está a aumentar. Passo a passo vão conseguindo o seu lugar, a sua posição na sociedade, sem se deixarem ultrapassar diretamente pelas gerações mais recentes. É muito interessante este fenómeno de resiliência.
A capacidade de adaptação, superação de desafios, de fazer face aos mais variados infortúnios ou às eventuais intempéries da vida permitem-nos considerar indivíduos com resiliência. Tal como possuir aptidão para suportar a fadiga, a dor, o esforço em certas alturas, como é caso dos desportistas, ou a própria inércia que se opõe como força ao movimento, e este um exemplo generalista, uma força de vontade interior motivada (digo eu) pela efetiva necessidade de adaptação à realidade atual fazem-nos indivíduos integrados e funcionais na nossa sociedade e nos mais diversos ciclos exemplificativos.
No caso, estes indivíduos, embora fieis ás suas convicções não serão considerados obstinados pelas mesmas, tentarão tudo para que a integração funcione através da adaptação á realidade atual. Tornam-se possuidores de uma grande persistência para alcançar, resolver ou atingir alguma coisa ou algum objetivo.
Reportando-nos aos típicos ciclos exemplificativos, quem não se lembra do professor na Academia que proferia conteúdo durante todo o tempo de aulas não recorrendo às novas tecnologias para lecionar, mas sim para partilhar conteúdos pós aulas, usando plataformas académicas e outras que tais? Sinais de mudança gradual, eu diria.
No mundo profissional quem não se depara com colegas que para além do portátil ou telemóvel, carregam sempre um bloco de apontamentos (à moda antiga)? Pois um misto de modernidade com tradicionalidade. Lembra-se da ultima vez que alguém lhe perguntou o numero de fax da sua empresa? Eventualmente há bastante tempo, pois nos dias que correm está a ser uma ferramenta pouco utilizada. Não obstante poderá ter clientes ou fornecedores ainda a usa-los. Não se tratará de teimosia, mas sim de passagem pela fase de adaptação tecnológica neste exemplo.
Numa ótica de gestão pessoal ou organizacional, salvo melhor opinião, a resistência será bem vista na ótica de persistência. Persistência para se conseguirem desempenhar tarefas designadas, para se cumprirem “missões” ou para se atingirem objetivos. A resistência por resistência, como o exemplo da mudança, e a falta de adaptação será encarada como uma ideia e uma postura antiquada de alguém que não quer desenvolver o processo da sua própria integração na realidade que nos envolve a cada dia.
Ao haver o confronto com esta realidade, não teremos de saber fazer tudo e de todas as maneiras, teremos é de nos tornar flexíveis para o que nos é proposto. Não teremos de ser submissos, teremos de enfrentar os desafios com a postura “guerreira” que se impõe de quem não teme aprender a cada instante, e que quer num espaço curto de tempo conquistar posicionamento nesta realidade de desenvolvimento consequente.
“Uma viagem de mil milhas começa com um passo“. ## Lao Tzu ##



