“Mutação Radical”

Há dias em que se houve dizer: “Só a mim…só a mim é que estas coisas acontecem”; “isto é irreal, não me está a acontecer de certeza”; “Que absurdo! Nem dá para a creditar”. Pois estas são algumas frases, como exemplo generalista, que ouvimos dizer em tons de desespero de causa. Alguém que está incrédulo com o que se está a passar á sua volta ou consigo próprio. Algo se passará com o qual não estaria a contar ou então a situação em causa terá extravasado os limites do razoável.

Muitas vezes deparamo-nos com situações que de graves ou até de caricatas se tornam quase surreais, absurdas ou muito improváveis de acontecerem. Mesmo assim, tentamos, fazemos um esforço para entender o sucedido, tentar compreender para, como sempre voltar a apreciar a situação.

Mudarem a fechadura central do seu prédio, sem avisarem, e tornarem a entrada no local que será o seu “quartel general” uma aventura, isto parece absurdo e será o que você dirá se lhe suceder. Pedir num restaurante vegetariano um bife da alcatra, não parece normal, a não ser que lhe sirvam o “bife de alcatra” sem o próprio bife, pensando precisamente que o seu pedido não foi nada normal e muito improvável mesmo de se repetir. Comprar um livro técnico pela web, caríssimo por sinal, e chegar-lhe um livro A5 de banda desenhada, não o fará ficar muito contente e fá-lo-á dizer (depois de outras palavras) algo como: ” Que mais me irá acontecer? isto parece impossível”.

Efetivamente, e já o tinha referido antes, esta será uma palavra que aprendi a usar com cuidado (já o referia Wernher von Braundizia eu sobrescrevo): Impossível.

Impossível refere sempre a algo de negação, quando se trata de possuir, ser, acontecer, nomeando só alguns exemplos. Algo que quer muito mas não consegue, tende a classificar de Impossível. O mesmo se passa com algo que não será concretizável, independentemente dos motivos, será por certo catalogado também. Se alguma situação tende a não acontecer, ou passar a ser, catalogo de imediato…como se vê há sempre uma negação á volta da palavra que é elevada ao extremo potencial. Que não acontecerá nunca, que não será nunca, que não terá nunca e assim sucessivamente.

Exemplos destes temos, como sempre, em todos os ciclos exemplificativos. Chumba a segunda vez seguida a uma cadeira, na academia, com a qual não consegue encarreirar, e vai dai “Isto é impossível de obter positiva”, diz por certo. A caminho do trabalho, em cima da hora para a tal reunião importante, fica sem combustível e dá conta que a carteira ficou em casa…..”Que cena. Que mais me irá acontecer, …Isto é impossível, logo hoje”. Chega a hora e o seu diretor dá-lhe indicações que o vosso próximo cliente chegou para a reunião de definição de acordos comerciais, ao ouvir a proposta que traz, você, como o decisor, exclamará “isso é impossível, não conseguiremos combater tais margens”….

Posto isto dá para entender o quanto usamos a negação, direta ou indiretamente, nas nossas vidas e nos ciclos envolventes aos quais pertencemos. Garantidamente se usarmos menos a negação e mais a outra versão, a outra perspetiva, a vida decorrerá muito melhor. Adiante.

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Como exemplo generalista, passamos a vida a comentar, a referir, verbal ou textualmente, que tudo é contrário à razão, como se uma travessia sem fim e sem hipóteses se tratasse. Passamos a vida a referir que tudo é infinitamente distante da realidade, que tudo são desejos impensáveis e sem sentido concreto ou racional. Tudo, dizemos se turna insuportável desde  que haja muito fluxo extra, do que quer que seja.,…logo impossível de suportar..

O que temos de fazer mais vezes, ou arriscando-me a dizer, sempre, é contornar a ideia de que não temos hipóteses, que algo não pode mesmo ser feito, que ninguém consegue, ou que não acontecerá. Dará sempre a sensação de desamparo, desamparo mental…fraqueza é o que demostramos com tais pensamentos. Se é tão absurdo assim, contrariemos a ideia e passemos a olhar para a mesma situação com  uma perspetiva de “incrível” por exemplo. “Olha que absurdo” poderá muito bem ser dito “Que incrível situação” pois a interpretação está em você, no que diz e como diz. Verá que tudo á sua volta muda, quanto mais não seja de espanto !

Passar a usar o mecanismo cerebral para mudar perspetivas, conceitos, imagens ou visões preconcebidas, ou preconceitos existentes. Deixemos o impraticável na gaveta, o inviável e o impensável no cofre e esqueça, retire do seu “dicionário” o impossível. Enfim, verá a diferença….Os dias até parecem outros.

“Comece por fazer o que é necessário; em seguida, fazer o que é possível; e de repente você estará a fazer o impossível.” ## Francisco de Assis ##

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“O Azimute”

Em Viagem uma das coisas que nos acompanha, por norma, é um mapa. Um mapa de cidade, de zona, de região ou ate do país que visitamos. Escrevo tempos idos pois na era do digital já tudo se faz recorrendo á tecnologia GPS, entre outras, que nos dão localizações concretas com hipótese de saber como chegar, o que ver, o que visitar e, recorrendo a aplicativos adicionais, onde ficar, onde comer bem, etc…. Típico e atual site de viagens…

Se recuarmos ainda mais no tempo, lembramo-nos que o tal mapa servia de guia, orientador e tinha muitas vezes por apoio oficial uma bússola. Bússola, aquela aparelho cujo mostrador contem os pontos cardeias, uma agulha magnética que nada mais faz que apontar para Norte. Isto sendo um exemplo ilustrativo de um momento de orientação.

Mapa e Bússola na mão e haveríamos de nos orientar e chegar ao local pretendido. O destino de sonho, de férias estrada fora, ou o simples lago no meio da floresta, ou até aquele trilho que nos conduzia aquele convento escondido por de traz dos montes e vales….

Destino. Destino no sentido de ponto de chegada, direção, rumo, final do nosso itinerário, final do nosso caminho ou percurso. A nossa meta, o nosso objetivo enquanto viajantes, caminhantes, passageiros do nosso calçado. Por norma não andaremos ao acaso, traçamos um rumo, ou um destino para chegar do tal ponto A, onde nos encontramos, até ao ponto B, designo Destino. Tal como exemplo generalista um avião traçará a sua rota, o navio o seu rumo, nos traçaremos nosso ponto de chegada, o nosso destino.

Posto isto, leva-me a pensar quantas vezes o traçamos? Quantas vezes paramos para pensar onde realmente queremos ir, onde queremos chegar, no final de cada momento, qual é o nosso destino? Por certo concordará comigo se disser que hoje em dia fazemos quase tudo em “modo automático”. Isto é, circulamos sem pensar para onde vamos, mas chegamos sem saber bem por onde passámos.

Ligamos a viatura e damos por nós a chegar ao trabalho pela manha, saímos ao fim do dia e damos conta estamos na Universidade ou na nossa empresa já prontos para a tal reunião e se bem calha nem nos lembramos qual o caminho que fizemos para lá chegar. Não nos recordaremos por onde passámos, que alterações fizemos no caminho para fugir ao transito, ou ao que quer que seja. O objetivo traçado em “modo automático” referia simplesmente chegar.

Pois na vida, na sociedade ou nos ciclos envolventes onde pertencemos, não deverá ser assim.  Deveremos, em prole da realização pessoal, académica, profissional ou empresarial, ter sempre objetivos, metas bem traçadas. Deveremos parar, refletir e em consciência traçar o nosso rumo ou destino.

Desta forma saberemos perfeitamente qual a estrada da vida que necessitamos de apanhar, faremos também alterações pontuais se for caso disso, mas poderemos monitorizar se estamos na direção correta, se não estamos a perder o rumo. Eventualmente teremos de recorrer a um mapa e uma Bussola, mas isso só servirá para reforçar a confiança em que estamos no bom caminho.

Traçar objetivos, a todos os níveis e para todos os ciclos, é muito importante. É um exercício que deverá ser feito não só no nosso mapa mental, deverá ser passado para o papel e revisto. Uma analise à exequibilidade de cada um, deve ser feita, bem como uma analise de correlação entre objetivos e ciclos para validação até que ponto são compatíveis e se realmente não existirá nenhum que ponha em causa outro.

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Temos de acreditar que chegaremos onde queremos chegar, independentemente do tempo que o caminho demore a fazer e dos obstáculos que apanharemos durante o mesmo. Agora, o que realmente é desaconselhável é tentar começar uma jornada, mesmo que bem apetrechado de material, mapas, bússolas e afins, para um local ou destino (objetivo) que só existe no seu imaginário. A primeira coisa a fazer é desmistificar este ponto, não só com a questão da exequibilidade mas também da fiabilidade que o ponto de chegada terá. É atingível? Existe? Ou especulei, sonhei, contaram-me uma história que acreditei e fiquei com esse destino no meu imaginário?

Em suma, pare para experimentar a sensação de conhecer o seu destino mesmo antes de lá chegar. Prepare-se para a caminhada, que pode ser longa, tire o azimute, escreva as coordenadas e os pontos de referencia. Bem ciente do que eventualmente o poderá esperar, em consciência que o local existe, com tudo preparado …..faça-se á estrada.

“Tudo que você precisa é de ter o plano, o mapa, e a coragem para seguir para o seu destino.”
## Earl Nightingale ##

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“Freeeente – Arch”

Longe vão os tempos em que “marcar passo” se referia maioritariamente a aspetos de “ordem unida”, procedimentos de cariz militar. Muitos se lembrarão das horas e horas passadas, investidas, na parada a cumprir e a treinar, praticar a tão famosa “ordem unida”. No tempo em questão, não havia preocupação com a meteorologia, pois quer chovesse ou fizesse sol o bendito treino, de “ordem unida”, tinha de ser feito.

Fazia parte do processo de aprendizagem, e muita aprendizagem, muitas elações se tiram desse tempo…  Pois, sem entrar em nostalgias ou aspetos mais tecnicistas, salientar o fato de que há que recordar que o treino em questão, onde constam duas palavras tem muito significado. Ordem: capacidade de fazer um individuo respeitar, acatar o que era dito, ou instruído fazer e Unida, conseguir faze-lo com massas, muita gente ao mesmo tempo.

Mas quando se investe tempo nesta ou noutra aprendizagem o objetivo não será com certeza “marcar passo”. Se o era em tempos de serviço militar, não o será nos dias de hoje na nossa vida, nossos ciclos exemplificativos, nem nas envolventes onde pertencemos. Queremos com certeza evoluir, fazer o nosso percurso, caminhando passo a passo é certo, mas mesmo que por vezes pareça que estamos no mesmo sitio a “marcar passo” não o estaremos de todo,. estaremos a consolidar a ganhar terreno para uma progressão solida. Crescimento acontece pouco a pouco.

“Ninguém nasce ensinado”, é uma frase típica que refere que tudo tem o seu processo evolutivo. é assim na vida, no exemplo generalista, é assim na academia, assim é na vida profissional e na empresarial o mesmo será. Tal como escrito pelo poeta, espanhol, António Machado, “O caminho faz-se caminhando. Não há caminho pois este faz-se ao caminhar”. Ora, nada mais certeiro do que aplicar esta tão nobre frase e seu sentido ao que queremos expressar….O caminho que cada um tem de fazer para alcançar o que pretende, por norma, o crescimento e a progressão na carreira (Académica, profissional ou empresarial).

Movimentação para a frente, no sentido positivo de uma caminhada da vida, desenvolvimento para melhor, como o progresso de um aluno na academia, ou no sentido contrario, e na vida o progresso ou desenvolvimento de uma doença (exemplo menos positivo mas existente infelizmente). O crescimento de uma empresa, o seu posicionamento crescente no mercado, no setor e porque não acrescentar o que tanto se espera, o desenvolvimento de um país ou de uma nação. Tudo isto é progresso, progressão, é do que se escreve hoje por aqui.

Ao chegarmos a casa, ao fim do dia, fazemos uma introspeção, ou reflexão de como correu o dia, e achamos magnifico tudo aquilo que fizemos e os feitos que conseguimos. Sim, é magnifico e dá-nos força e energia para o dia seguinte, o pior é quando chega o momento do “déjà-vu”, ou seja pensamos para nós próprios: “Alerta! já vi isto em qualquer lado…Ahh foi na introspeção de ontem” e assim sucessivamente, serão “déjà-vus” consecutivos…..

Deverá querer dizer alguma coisa…è isso, caiu na rotina, terá estagnado, …não houve novidades de valor acrescentado no que fez durante o dia…ao ter o momento “déjà-vu” repetidamente, esta será a mensagem…dá que pensar, certo’

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Pois não é isso por certo (como exemplo generalista ) que se quer. Quer-se progresso, progressão e isso implicará haver sempre algo novo.. o efeito de progredir, poderá e deverá significar um conjunto de mudanças, quer sejam de cariz pessoal ou profissional, de rotinas, de hábitos de aprendizagem ou simplesmente de crescimento de caracter.. è muito bom ouvir-se de alguém “boa, progrediu e para muito melhor”…(seja qual for o tópico ou variável em causa). Progresso na eficiência, na eficácia, no desempenho de uma tarefa. Progresso na academia, progresso ou progressão pessoal ou de carreira…Há que fazer por isso.

Progresso começará quando disser: “hoje altero as minhas rotinas” , “Vou começar a fazer algo diferente”, pelo menos vai prepara-se para tal, e isso já é progressão. Será uma vantagem em relação ao dia anterior, uma melhoria pois está a começar a ativar o cérebro com algo em curso, a ser planeado, estudado ou preparado. Progressão não é deixar afundar-se em mágoas e lamurias, cair no retrocesso dos “chinelos e sofá” (com todo o respeito por quem é adepto). Se pretende progredir, terá de avançar.

Dar o primeiro passo. Parece-lhe que não há caminho pela frente, parece-lhe que não há trilho? Haverá sempre, e estará sempre alguém, quando menos espera a …dar-lhe aquela boa indicação. Siga, evolua pessoal e profissionalmente, aprender, compreender, é crescer. Sentir-se-á outro, logo após o primeiro passo. Enfrente as adversidades da vida.

Lembre-se que já calçou “botas da tropa”, um dia….Confortáveis?

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“Arquétipo Desviante”

Esta poderia ser uma frase de qualquer individuo pertencente a um dos ciclos exemplificativos, envolventes, académico, profissional ou empresarial: ” Trabalho e trabalho, tópicos e mais tópicos, agenda e mais agenda de vários tipos, para vários assuntos… UFF, isto está demais”. Pois é. Enquanto for fazível, enquanto fizer sentido e todos os tópicos estiverem alinhados (de manha á noite) nos diversos ciclos que tal agendas compreenderá, tudo parece estar bem. O único problema é que se tem que ter cuidado, sempre, para não se assumir muita coisa (leia-se muitos temas ou tópicos) em pouco tempo.

Ou seja tudo o que seja considerado por em agenda terá de ter sentido lógico e ser mesmo fazível. Não se “carregam” agendas só por “carregar” para que no final metade das tarefas fiquem para trás. Se o tempo for passado, repetidamente,  á volta de muitos assuntos vai acabar por diluir o valor do conhecimento que se está a tentar usar para resolver, ou solucionar, os tais tópicos ou temas em agenda. Poderá prejudicar o cumprimento ou atingimento de metas ou objetivos da sua equipa, organização ou empresa. Acabará, eventualmente,  por perder o foco sobre o que realmente importa para seguir o caminho que traçou.

O exemplo acima ilustra um dia de calendário que, pelos vistos estará repleto de tarefas e a fazeres. Por norma isto acontece, como exemplo generalista, a pessoas com muita atividade em varias áreas, de variados ciclos envolventes. A ideia que estará subjacente, digo eu, será a de, como exemplo, manter o cérebro ocupado, sentir-se útil, partilhar e desenvolver conhecimento, e saber, aprender mais e mais, tudo isto feito em alturas diversas do dia. Na gíria o aproveitar do tempo de forma útil segundo esta perspetiva.

Como é obvio, haverá reconhecimento em tudo isto, que não seja pelos outros, será por quem se dedica a ter este tipo de azafamas, a cada minúscula situação “ultrapassada ou resolvida” poderá considerar uma vitória, uma alegria e assim por diante, ganhando energia, determinação, conhecimento (na vida aprende-se a cada instante)  e motivação para continuar o seu caminho… Num modo geral, até me parece uma boa ideia e um bom conceito desde que planeado (agendado) em consciência e em quantidades fazíveis. Concretizáveis, se é que me faço entender.  

Cada vez mais, numa sociedade híper ativa, onde a palavra “stress” anda por ai designada, comentada ou escrita em tudo o que é lugar, (pessoalmente evito a companhia de tal palavra), há que entender até que ponto um individuo usa o termo “agenda cheia” é realmente um aluno, um executivo ou um empresário que se enquadram no exemplo acima, ou se é um simples resultado de um paradigma social ou profissional.

Pois é na gíria chamar-lhe-íamos “seguir as tendências”, “seguir as modas”, mas, Paradigma enquanto conceito de ciência e de epistemologia, será uma representação de um padrão que está a ser seguido, um exemplo típico ou até um modelo de algo. Por exemplo, também pode ser considerado um modelo adaptado por algumas culturas ou costumes regionais.

Em resumo poderemos estar a falar em paradigmas e referir-nos a modelos ou padrões, de exemplos que marcaram e servem de “guião”, textos e normas que se sigam, às quais se façam constantemente referencia. Relembrar formulas e métodos, formas e regras que sejam usadas como bitola de bom exemplo. Tudo isto e muito mais representará a figura do Paradigma.

A questão que se coloca será; “Haverá mesmo tantas agendas cheias, ou será simplesmente uma ilusão de seguimento de um paradigma?”, Pois efetivamente muitas pessoas terão a capacidade e a necessidade de ter os seus tópicos a encher a agenda de cada dia e de cada semana, sendo até difícil incluir algo mais, mas também haverá muita moda à mistura…

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Salientar que não deveremos inventar a roda…já comentei anteriormente, mas será oportuno “Menos é Mais”, ou seja não haverá necessidade de estar a encher a agenda só por encher, ou simplesmente porque se pensa que a moda funciona, dá resultado….pois não me parece. Olhando um pouco mais detalhadamente e numa ótica de gestão…. esta moda, este paradigma que se tende a seguir, eventualmente pelos motivos menos coerentes, só funcionará (se assim for) na primeiríssima fase….após uma certa altura começa-se a revelar uma menos critica agenda pois começam-se a desvalorizar tópicos…não por si…pelos outros, depois será você a desvaloriza-los e quando dá conta não tem agenda credível…..o melhor mesmo, e seja a sua evolvente qual for, qualquer que seja o ciclo….não invente a roda.

Não é por termos menos tópicos em agenda que trabalharemos menos, não significará que teremos menos importância que seja quem for, cada situação será uma situação. Torne a sua agenda eficiente à luz da sua realidade e não da realidade sob o paradigma que segue. Faça conscientemente as suas escolhas. O que fizer hoje, trará reflexos no futuro.

Seguir um paradigma sem evidencias de fato só funcionará enquanto o calçado tiver solas, ou seja na primeira fase do percurso. Recorde-se que haverá partes onde já o calçado irá desfeito e já sentirá o relevo do piso nas palmas dos pés…. o caminho é longo.

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“Peso invariável”

Muito se fala em conseguir o que se ambiciona, em ter o que se pretende…tudo isto e muito mais se ouve e se comenta no nosso dia a dia pelas mais diversas razões. Nem sempre é fácil, há por norma caminhos longos a percorrer para se chegar onde se quer. Como em tudo na vida há que planear, analisar, delinear a melhor estratégia, medir impactos de implementação, ter em consideração tudo isto e eventualmente algo mais, para se alcançar o tão desejado objetivo, meta, propósito a que nos propomos.

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Refletindo sobre este tópico e tomando em consideração alguns exemplos práticos dos nossos ciclos habituais, o académico, profissional ou empresarial, leva-me a algumas considerações. Imagine a altura das matriculas para a Universidade, depois de feitas, haverá um plano a seguir, uma estratégia de trabalho, de estudo para que se consiga progredir de forma positiva neste percurso académico. Levará o seu tempo, dedicação e será trabalhoso, mas chegará por certo a bom porto. O mesmo se passará na sua profissão, quando lhe dão tarefas e responsabilidades acrescidas, terá de planear e analisar as melhores ferramentas e métodos para atingir o feito de cumprir seus objetivos. Trabalho com certeza haverá pela frente. Na sua empresa, o desafio de conquistar um novo cliente, levá-lo-á, a si e aos restantes membros da direção, a delinear a melhor estratégia para que o negocio se concretize e seja fechado da melhor forma para todos.

Em resumo, o que em todos os casos, independentemente do ciclo envolventes, se pretende é atingir os objetivos propostos com sucesso. Muito se fala de sucesso e muitas definições haverá, inclusive variadas mediante os tópicos, desafios ou ciclos, mas em boa verdade, sucesso poderá resumir-se (como exemplo generalista) a ter êxito em algo a que nos propusemos, obter um resultado apreciado em alguma coisa ou até conseguir atingir ou chegar à meta , ao fim da jornada considerada.

Por outro lado também nos referimos ao sucesso por situações mais simples e imediatas como o êxito num determinado desempenho, uma consequência positiva de um ato efetuado, um qualquer acontecimento favorável e porque não um simples resultado que seja feliz. Sempre que algo, algum acontecimento ou situação, seja de êxito, vitória ou prosperidade, algo que tenha sido triunfante, que mereça festejos ou comemorações, por norma chamamos de Sucesso.

Neste propósito arrisco-me então nas considerações anunciadas no inicio do texto. Para se obter sucesso na vida, independentemente do ciclo onde nos encontramos, serão necessárias efetivamente muitas variáveis operarem em torno deste propósito. Numa visão de certa forma simplista, diria que uma das formas de se obter sucesso é ter em conta alguns aspetos primordiais, e não quero com isto dizer que não hajam outros.

Refiro-me à Ambição, à sua autoestima, à forma como comunica, aos objetivos a que se propõe, á sua atitude perante os fatos e importantíssimo o seu trabalho, o trabalho que terá de por em pratica. Os aspetos referidos estão interligados…significará que quando se reforça, ou desvaloriza, um deles estaremos a “mexer” com todos os outros, incondicionalmente.

Posto isto consideraremos que, no que refere Ambição, esta será a base de tudo pois sem o desejo de conseguirmos algo por certo não o conseguiremos. Se não formos nós a ter ambição e a querer, pensar e estruturar algo, algo como meta ou objetivo, não serão os outros que o farão por nós. Por outro lado há a Autoestima, pois se você não gostar de si mesmo, como consegue convencer os outros a gostarem? Não poderemos ser autocríticos em demasia e estarmos sempre a desvalorizar-nos. Deveremos dar-nos o justo valor pelo que temos consciência que merecemos.

Outro aspeto muito relevante é a Comunicação. A linguagem, que os seres humanos tem vindo a desenvolver ao longo de seculos, é vista como uma tentativa de expressar o que acontece dentro do nosso cérebro. A transmissão dos pensamentos tidos em forma entendível para terceiros, para os outros. Não se conseguindo transmitir totalmente o que se passa no cérebro, leva a mas interpretações, e isso pode custar “caro”.

Enganos na comunicação podem fazer perder dinheiro em negócios, na escola podem custar o futuro da gerações recentes, na família relações, satisfações e entendimentos, enfim, tanta coisa que poderia ser evitado se houvessem excelentes níveis de comunicação. Pequenos detalhes podem fazer grandes diferenças nos resultados finais,

Aspeto  sempre a considerar é o de ter objetivos determinados na vida. É fundamental. Quando se desenha um objetivo poderemos dizer que estamos a participar na construção do nosso próprio destino (se me permitida a expressão). É necessário balancear os objetivos entre os de caracter profissional, pessoal, familiar, académico, empresarial. Sem uma correta harmonia e um bom balanço tudo pode dar mau resultado. Poderemos descorar alguma vertente que será importante como alicerce de outra.

No dia em que passarmos a aprender com os desafios que a vida nos coloca, a vida tornar-se-á muito melhor e em muitos aspetos. Chamo-lhe Atitude. Devemos deixar de passar a vida a queixar-nos de isto e daquilo, pois  nada trará de benéfico se não aprendermos com esses próprios desafios,. Estes serão constantes ao longo da jornada, por certo que sim. Na vida passamos o tempo a enfrentar desafios, uns atrás de outros, isso faz parte, o modo como os enfrentamos ou como estamos dispostos a enfrenta-los é que fará a diferença. A nossa atitude marcará a diferença.

Como se costuma dizer “parar é morrer”. É necessário fazer as coisas acontecerem, não estagnar e deixar tudo como está. Há que trabalhar arduamente, há que ser proactivo e não reativo. Importante não é fazer o que se gosta, mas sim gostar do que se faz. E isso em ultima instancia terá se se aprender. Nada melhor que levantar pela manha e ter gosto por ir enfrentar mais um dia de trabalho.

“Será tão, ou mais, difícil alcançar um destino que você nem sabe qual é do que regressar a um local onde nunca esteve”. ##Lair Ribeiro##
Dá que pensar e muito!  Ah pois é, deixe lá o “Há e tal, vai-se andando”…

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“Sentido Tenaz”

Bandeira Nacional a ser hasteada, o atleta a subir ao pódio e tudo está preparado para ouvir o Hino. Depreende-se que falo de um feito e um momento importante quer para a carreira do atleta, quer para o país que supostamente o apoiará a cada competição. Quando referi país, não me estava a referir ao estado, organizações etc, isso pode dar falatório pois umas vezes há apoio e outras não, mas referia-me sim ao povo, ao comum cidadão que se orgulha dos feitos de seus conterrâneos por esse mundo fora.

Assim sendo há aqui uma relação entre estes dois elementos do exemplo generalista apresentado: o atleta e os cidadãos da sua nacionalidade. Se por um lado uns “torcem” para que tudo corra bem com os feitos do atleta, por outro lado há o atleta que “torce” para que tudo corra bem, também, para poder presentear os seus com mais um titulo, uma medalha, mais uma situação de orgulho para o seu país.

A questão é: E se algo não corre como previsto? Pois a situação exposta acima não é tão linear assim. Não se trata de haver medalhas ou não, de haver pódios ou não. Não é tão simples assim. Há treino, dedicação, superação muitas vezes de dificuldades com o clima, os recursos e condições para que os treinos e a preparação física possam acontecer da melhor forma possível…só para enumerar alguns dos aspetos que estarão por traz de uma subida ao pódio que muitas vezes não se concretiza.

Saliento para o exemplo a firmeza e persistência que se têm que ter para treinar dia após dia e mais, competição após competição, para se conseguir o mencionado objetivo, ou seja o pódio. Entende-se que, para dar resposta à questão colocada acima, se responda “há que voltar a tentar”. Treinar mais, melhor, fortalecer o espirito e o corpo para voltar a tentar. E a isso, salvo melhor opinião, chamo de determinação.

Todos vemos á nossa volta exemplos de pessoas que consideramos determinadas. Tem objetivos em mente e tudo fazem para os atingir. Exemplos poderei dar muitos, do desporto à cultura, da ciência à politica, em muitos dos ciclos envolventes também encontraremos determinação em pessoas, causas ou até organizações.

Em qualquer dos casos, em qualquer dos ciclos envolventes, chama-nos a atenção cada pessoa ou situação cujo ato seja de permanência focada numa meta, num objetivo. Por norma há que ter uma capacidade, uma condição mental, para superar um eventual mau resultado, e a frustração subjacente ao mesmo, e continuar “lutando” pelo objetivo traçado. Acrescento à firmeza do objetivo a persistência que se têm de ter para conseguir o que se pretende.

Ora, se juntarmos firmeza, persistência, esforço (claro), alguma ousadia e audácia, focarmos no objetivo traçado com determinação chegaremos a “bom porto”. Mas nem tudo são facilidades. Se no exemplo do desporto há que treinar muito, competir, voltar a treinar e competir, há algo que temos de referir: o Não desistir. E isso sim é determinação.

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Assim sendo e sabendo nós que à nossa volta poderemos encontrar exemplos de determinação e que conduziram a feitos notáveis, porque não olharmos para nós próprios. Será que estamos determinados a algo? Será que traçamos o objetivo que realmente queremos? Ou estamos só a deixar andar a situação, ou situações, umas vezes melhores outras vezes piores? Falhámos num exame ou na apresentação de um trabalho? Correu-nos mal a reunião com a equipa? Não conseguimos fazer ver a situação problemática do momento? Há que alterar estratégias empresariais? Todas estas são situação que deverão ter firmeza, persistência, a tal determinação em conseguir aquilo que nos propusemos.

Em resumo, qualquer que seja o ciclo exemplificativo, Académico, Profissional ou Empresarial, se queremos algo, e se traçamos objetivos fazíveis, deveremos lutar por eles com persistência e determinação. Deveremos, em primeira instancia analisar os patamares de dificuldades que iremos ter de ultrapassar para chegar ao referido objetivo.

Depois de tomada a resolução, a tal decisão, após refletirmos sobre todas os pontos a considerar, seguiremos passo a passo, pois a determinação levar-nos-á onde pretendemos. Sem trabalho e sacrifício, na ótica de esforço e dedicação, nada se consegue.

Não deveremos vacilar ao primeiro obstáculo que a vida nos coloca, se temos um objetivo traçado, nem oscilaremos  pois “para a frente” é que é o caminho. Deveremos ter sempre apetite para dar mais um pouco em prole do nosso objetivo e faze-lo com animo constante. Teremos de ir buscar energias onde for necessário, pois isso é determinação.

 “Perseverança é o trabalho duro que você faz depois de se cansar de fazer o trabalho duro que você já fez.”
##Newt Gingrich##

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“Curva Fechada”

“Nó no estomago”, aperto no coração, dificuldade em respirar, dor no peito estes são alguns dos sintomas, não com considerações médicas, claro, que poderão significar um estado de ansiedade, impaciência e até de aflição. Termos e expressões ouvidas repetidamente quando alguém espera ou, aparentemente, desespera por alguém ou por alguma coisa, alguma resposta, resolução e assim sucessivamente.

Todos nós já devemos ter vivenciado casos idênticos como quando aguardamos impacientemente aquela nota do exame, quando afinamos aquela apresentação para a administração da empresa ou quando aguardamos pela decisão do concurso ao qual a nossa empresa concorreu. Em todos os ciclos exemplificativo da nossa envolvente há testemunhos de casos destes.

Imagine o pai que empresta o carro ao filho para que este leve a namorada ao cinema após o jantar. Até aqui tudo bem (ou não). Bem, se assim for, parece-me que alguém não irá dormir cedo esta noite, e não me estou a referir ao jovem que foi ao cinema. Por certo, e no exemplo generalista em causa, o pai não deverá descansar até o assunto (neste caso a viatura retomar à garagem) estar terminado. Impaciência, agonia, ansiedade e até um estado de aflição se vão instalar mal o jovem saia o portão da garagem…ahhh pois é.

Normalmente há uma tendência para colocar tudo o que imaginamos como preocupação em posição de nos estragar tudo o que de tranquilizante temos para disfrutar. Isto é, por tudo e por nada, empolamos situações que nos levam a este estado de ansiedade e de angustia.

Opressões dolorosas apoderam-se do corpo, frequentemente junta-se a ansiedade física numa inquietude profunda, sem igual, que oprime os órgão. Entristecemos, afligimos sem motivo aparente, cansamos-mos de tanto batalhar em roda do mesmo. Num analise ainda mais profunda o homem tomará conhecimento do seu ser, dizem os Filósofos, através de experiencias metafisicas, os apertos, as ansiedades e as agonias serão disso sinais. Mas isso sim é outro tópico.

Momentos que quase desesperamos à espera, impacientes, num estado de aflição, parece que tudo vai correr mal (sabe-se lá o que há que possa correr mal) e tudo à nossa volta parece muito mais atribulado. Uma roda viva na qual se começa a perder o discernimento. Tudo na mente está vidrado na angustia que se criou em volta de uma situação momentânea. Queremos ser torturados constantemente com momentos destes? Não me parece que seja boa ideia.

Aguardamos por aquela nota do exame, pelos detalhes finais da apresentação que teremos de apresentar à administração, aguardamos pela resposta ao concurso ao qual a nossa empresa concorreu, e em todos os casos paramos de “respirar” para só pensar nestas situações que nos estão a afligir. Ficaremos ansiosos, aflitos, desesperados, atormentados, tornamos o momento num martírio e até chegamos á dor física em tantos casos. Será que é mesmo necessário chegar a este ponto? Já se deu conta? Pois tenho ideia que concordará que não deveremos chegar a tal.

Numa ótica de gestão, e mais uma vez, usaremos a técnica de “Slice” ou seja fatiar fino. Valorizaremos só o que temos de valorizar, desvalorizando tudo o resto. Teremos que pensar de outra forma e fazer uma analise à situação. Verificaremos até que ponto a resposta da situação que aguardamos (seja ela pertencente a que ciclo exemplificativo for), interfere com os nosso objetivos traçados.

Em que ponto impacta nos “timings” dos planos que fizemos. Até que ponto a referida resposta, ou solução que aguardamos tem verdadeiro impacto, no curto-medio ou longo prazo, no que delineámos para a nossa vida, pessoal ou profissional. Arrisco-me a dizer que a resposta à maioria das questões colocadas anteriormente o farão repensar pelo peso desvalorizável que terão.

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A maioria dos casos deve-se muito á falta de confiança, e neste caso não falo do jovem qua anda a passear a namorada na viatura do pai, refiro-me a falta de confiança pessoal, em nós próprios. Com isto dizer que os seus objetivos, metas ou planos, são seus. Desde que tenham sido desenhados em consciência, que sejam fazíveis, e desde que esteja (continue) a trabalhar para eles, nada nem ninguém lhos pode tirar, Dito isto e desvalorizando a importância que alguma respostas que aguardamos terão para o assunto, há que balizar muito bem as prioridades com que ocupamos o cérebro. Não deveremos angustiar por tudo e por nada pois isso tem impacto, direto ou indireto, naquilo que fazemos, que representamos no dia a dia. Nem sempre as respostas nos chegam no mesmo momento que as desejamos, mas será assim tão importante a rapidez da resposta? Ou será mais importante o conteúdo da resposta? AHh pois é, bem me parecia.

A estrada é feita de curvas, há que entrar nelas mas também sair. Não obrigatoriamente à mesma velocidade.

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“O Fleumático”

Dia tristonho pela essência atmosférica. Umas nuvens ao fundo, uma brisa quase constante e um Sol que se esconde permanentemente. Este é um cenário conhecido de todos nós e por norma o efeito tende a ser também idêntico na maioria dos ser humanos. Por norma, moleza, sensação de mau estar (na ótica de: Não se está bem nem se está mal), corpo mole, eu diria até de certa forma com sintomas de adormecimento.

Mas o nosso corpo e mente não “adormece” somente derivado ao cenário climatérico exposto acima, não. Por norma, e esse sim preocupante é quando nos deixamos adormecer para a vida. Isto é, deixamos passar indiferente o mundo que nos rodeia mantendo-nos fechados no nosso sono imaginário e sensação de conforto que é: nem pensar em abrir a janela para o exterior!

Quem nunca ouviu a frase, que por acaso é transversal a qualquer um dos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial), “Acorda para a vida!”? Esta é uma frase feita, dita maioritariamente em ambiente descontraído e onde impera a confiança entre os indivíduos, mas pode também servir de rastilho para a discussão ou provocação, mas isso sim, será outro tópico.

Normalmente e o exemplo expresso é de alguém que ficou, por querer ou pelas circunstancias da envolvente foi levado a, estagnar. Estagnar no sentido de não querer saber. O que existe chega. Respira, move-se e o resto pouco importa. Em suma, não evolui nem como ser humano, nem em conhecimento nem sequer socialmente pois na maioria dos casos e (exemplo generalista) nem quer saber de quem está por perto ou de quem possa vir a estar.

Um individuo nas circunstancias referidas será feliz? Com certeza à sua maneira, mas os outros não o verão como tal, haverá necessidade de esforço extra para ser entendido, compreendido e até integrado. Sendo o exemplo levado ao extremo, quem não quer saber, quem não se dá a conhecer, quem não se abre a novas situações ou oportunidades ou ate á convivência com pessoas novas, dificilmente fará com que os outros se preocupem com ele, se interessem pela sua situação ou pela sua integração.

Não podemos viver isolados do mundo. Mas muitas vezes nem é o caso, o que se necessita é de um abanão, Um despertar. Balde de água, sugere você? Pois também já tenho pensado nisso muitas vezes tem faltado é a oportunidade. Adiante.

Ao depararmos-nos com este tipo de situações, seja em que ciclo for, com certeza que não nos sentiremos indiferentes. Existe alguém a quem deveremos trazer á existência, despertar, fazer com que sejam originadas vontades, novos estímulos. Ter-se-á de fazer algo para alterar a situação.  Normalmente diz-se que a pessoa está “a dormir” e é precisamente isso que não se pretenderá em nosso redor. Queremos pro-atividade, capacidade de raciocínio e ágil, improviso, flexibilidade, prontidão e outras características completamente inversas a quem aparentemente estará a “dormir na formatura” como se diz no ciclo militar.

Conseguir despertar alguém, tirar o individuo, seja colega de curso, colaborador, funcionário ou membro de gestão da nossa empresa, por vezes não é fácil, mas será recompensador se efetivamente a pessoa tiver a capacidade de recuperação do estado momentâneo em que se encontra. O estado referido poderá passar por varias razões (exemplificando apenas algumas), pessoais: que estão a interferir com a envolvente onde se encontra; profissionais: e poderemos referir falta de motivação ou desinteresse ou simplesmente falta de capacidade de intrusão nos núcleos sociais ou ciclos que seja necessário. Nesse caso conversa terá de ser outra pois já entramos no campo “erro de casting”.

Há algo a fazer, diria que deveremos provocar um “click” na mente do individuo, fazendo ver o que se passa em seu redor. Dar-lhe um motivo para abrir as pálpebras e ver. Ver a movimentação que o rodeia e fazer com que ele se permita a ele próprio trazer de volta as memorias da atividade que por certo em algum momento teve. Vamos acreditar que sim.

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Numa ótica de gestão de recurso, de equipas, você não poderá ter alguém adormecido nas suas fileiras, e volto a referir o espirito militar, pois não pode correr o risco de contagio. Uma situação dessas pode levar á desmotivação dos restantes elementos pelo fator de diferença. Quero dizer, alguém que não esta nas plenitude de suas capacidades não produzirá tanto e os restantes sentem que haverá diferenciação de trato, não poderá acontecer ou transparecer nunca.

Caso o assunto ultrapasse a esfera das hipóteses de despertar, com a típica e consecutiva “alvorada” que tem vindo a ser referida, ai confirmamos o erro de “casting” e teremos de proceder em conformidade para a boa e rápida estabilidade do grupo de trabalho, equipa, departamento, secção, unidade ou o que seja dependendo do ciclo envolvente.

Para o pachorrento individuo, regra geral e no exemplo generalista, terá o cérebro arrefecido, verá a sua capacidade de enfrentar a realidade cada vez mais debilitada, e tudo isto não terá sido, ou não será, por certo, mais valia. Normalmente agravando-se com a entrada em transe, a negação á integração e o descrer nos alertas constantes. Estes, levarão a que fique cada vez mais isolado, algo que não se quer nunca, pois nada melhor que tudo a funcionar sempre bem para todo, com todos, em resumo, em unidade… porém….

“Só se pode ajudar quem quer ser ajudado”…

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“Triste o Profano”

“A Simplicidade das coisas é o que as torna mais belas”, frase ouvida algures. Eventualmente num ciclo cultural, no teatro ou quem sabe escrita em algum romance. Importante é que realmente é uma frase simples e que marca quem a ouve ou lê de tal forma que a reproduz ou escreve. Terá deveras o seu que de significância, mas isto sou eu a dar saudações a mais uma noite de letras.

Ao longo da vida vamos vivenciando experiencias, colecionando exemplos, que por certo nos marcaram e nos fizeram crescer pelo conhecimento que nos foram chegando e que formos absorvendo. Vivemos nós próprios e assistimos ao crescimento de muita gente em nosso redor através de todos os ciclos envolventes por onde passámos ou estamos a passar.

Muitas vezes as coisas parecem estar a correr-nos menos bem, e alguém nos apoia, levanta a moral e ajuda a que tudo se reequilibre na balança emocional e do consciente. Normalmente podemos chamar Amigos a este tipo de pessoas. Farão qualquer coisa sem intenção de obter retoma com o feito. Amizade “a top”, quem não a teve ou tem? Pois é verdade, a amizade verdadeira dura para sempre, e como já tenho escrito, não têm limitações geográficas. Adiante.

E no mesmo exemplo passado no tempo, quando alguém se aproveita da sua fragilidade momentânea e torna a situação como oportuna para se elevar? Elevar no sentido de valorizar-se a si próprio, tirando partido do seu “mau momento” Reconhece o que escrevo? com certeza que sim….é nessas alturas que devemos pensar que os “pedestais também fazem cair as estatuas”.

Podemos estar menos bem, como se diz na gíria “na mó de baixo” mas uma coisa é certa, seremos humildes e só quereremos notoriedade quando assim a merecermos, ao contrário de quem se aproveita momentaneamente da situação.

Situações destas são recorrentes em qualquer um dos ciclos exemplificativos e teremos dezenas de exemplos. Quantas vezes verificamos alguém a ficar com “os louros” do trabalho num trabalho supostamente de equipa para uma cadeira na academia?

Quantos de nós não tivemos já colegas de trabalho a tentar “ultrapassar pela direita” com movimentações menos profissionais para chegarem em apoteose onde definiram ? (ou “pseudo-apoteose” imaginária desses indivíduos. Quantos negócios perdeu na sua empresa por falta de clareza e transparência de um concorrente ou de uma situação de mercado? Como se pode verificar, teríamos muitos exemplos.

Tão lento se sobe e num ápice se desce, ou se cai. É isso que devemos ter em consciência quando nos acontecem estes tipos de situações. Deixar andar, deixar rolar. Já diziam os sábios que o que “a nós nos pertence, a nós nos chegará”. Pois é. A apoteose hipotética do momento pode ser de pouca dura e não é isso que queremos para ninguém, queremos sim que as pessoas cresçam como Seres Humanos mas de forma consolidada e coerente com aquilo que podem crescer, um passo de cada vez para não tropeçarem. Se é que me consigo fazer entender.

Quando se eleva alguém, ou a si próprio, a um certo estatuto de superioridade, ou eleva alguma situação empoladamente por um qualquer motivo, á partida extraordinariamente (e não recorrente), está a criar uma situação de apoteose para esse alguém, para si próprio ou para a situação de exemplo.

Reconhecimento pontual, consagração por um qualquer feito, dedicação excessiva a algo ou a alguém por um especifico momento,  serão exemplos que se tornam ou se proclamam, direta ou indiretamente, de Apoteose. Gostamos de lidar com estas situações quando as mesmas não são devidas? Pois, tenho ideia que me acompanhará no raciocínio.

Transpondo o exemplo para a esfera dos nossos ciclos exemplificativos, o que fazer nestes casos? Pois, em primeira instancia, desvalorizar, ignorar, pois como já tantas vezes escrito, “o caminho para o sucesso faz-se pelas escadas”, logo fá-lo-emos passo a passo e temos consciência disso. Numa segunda fase, levamos em conta uma das regras de ouro da gestão: “Less is more”, também uma frase conhecidíssima nos corredores da academia e por sua vez da Gestão, ou seja “menos é mais” o que representa neste caso simplicidade.

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Não vamos complicar o que não é complicado e não vamos dar relevância ao que não é de todo importante para prosseguirmos o nosso caminho. Focos, será o que temos de ter em conta de seguida. Não podemos perder o Focos, por aparentemente alguém nos estar a tentar dar um “empurrão” em sentido contrário. Se estivermos focados no nosso objetivo, chegaremos lá. Teremos é que seguir o percurso passo a passo e degrau a degrau.

No seguimento e como exemplo generalista, quando menos se espera, e depois do nosso trajeto palmilhado, teremos também o nosso real momento de consagração. Não quereremos apoteose, como a “vizinhança”. Será legitimo, reconhecido o trajeto e humildemente direi, será merecido pois trabalhámos muito para tal e não mos deixámos abalar pelas intempéries que connosco se cruzaram no caminho.

Não deixámos e não deixaremos profanar aquilo que por mérito próprio será nosso e para o quê arduamente construímos as bases dia a dia, noite a noite.

Em resumo, sempre sem remorsos mas como sinal de que somos astutos, estamos atentos e vigilantes e sabemos bem o que queremos e como queremos atingir de objetivos, comentaremos:

“Não se esqueçam do pássaro”.

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“Prévio Olhar”

Muitas vezes já ouviu a frase tipo: “Para de pensar um pouco! Onde estavas com a cabeça agora?”, refere a sua cara metade vendo o seu olhar fixo no ponto no horizonte abstrato enquanto está à mesa. Ou então: “Lá está em órbita outra vez….Vai-se lá saber no que pensa!”, dira alguém ao seu lado que tenta chama-lo à conversa perdida pela sua “ausência” temporária.

Poderia dar muitos mais exemplos mas já entendeu por certo onde quero chegar. Isso mesmo. Refiro-me aos casos em que, mesmo sem querer, o nosso cérebro está a “mil à hora”. Para muitos indivíduos sei que é o estado normal pois não funcionam de outra forma senão tendo o cérebro ocupado com algo, preferencialmente que dê que pensar.

Muitas vezes o que acontece é que há pessoas que enquanto parecem estar a divagar no Universo, estão mesmo a por a cabeça em ordem , a arrumar ideias, pensamentos e informação captada, nos armários do cérebro. Metáforas à parte, no caso exemplificado, o que menciono é o caso em que alguém tem esta norma, não por não gostar de desarrumações mas por que tem por habito antecipar situações.

Pensar um passo à frente, antever, prevenir, mitigar qualquer eventual situação, libertando-se do “pseudo stress” que será ter essa mesma preocupação. Parece confuso? Nem por isso.

Há quem só descanse quando vê tudo despachado. Tudo, o que é tudo? Refiro-me a tudo o que lhe possa causar intranquilidade por estar numa situação considerada “pendente”, “em curso”, “em processamento” ou até “sob analise”,  e isto reflete-se e encontra-se em todos os nossos ciclos envolventes.

Há quem não fique descansado enquanto não distribuir todos os papeis da sua secretária, há também aqueles que não se sentem aliviados enquanto não despacharem todos os trabalhos da academia, outros há que marcam reuniões para o mais cedo possível alegando que quando mais cedo melhor, despacha-se pela fresca.

Há quem não suporte ter dividas, e prepare pagamentos a fornecedores sempre atempadamente e há quem só se sinta mesmo bem desafogado de “pesos na consciência” sob forma do: “por fazer!” Estas pessoas trabalham e processam a informação por antecipação, ou tentam faze-lo.

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Sempre que exista um período ou espaço temporal que se antecipa ao previsto ou sempre que se executa algo também antes do momento previsto estaremos perante uma antecipação. É assim para bens ou ações materiais mas também imateriais como os pensamentos que por vezes antecipamos.

Fazemos, ou pensamos em algo antes de outrem, adiantamos-mos a alguém ou a alguma coisa, em suma tomamos uma ação de antecipação perante uma eventual situação.

Por esta ordem de ideias, estaremos um passo á frente. Pensamos em algo ou fazemos algo por antecipação, pois, pois é…mas para tal, como diria alguém “é necessário sair da zona de conforto” ter mente aberta e estar disposto a vivenciar o efeito da referida antecipação. Podemos ter um efeito imediato de satisfação. “Por acaso alguém gosta de pagar contas?” – questionava um colega de trabalho – na verdade não, mas o efeito pós pagamento é libertador.

E na verdade é, liberta-se de um peso de responsabilidade que o fará sentir mais leve e o encaminhará a preocupar-se com outra coisa.  Por outro lado, o exemplo também serve para o caso de ter que realizar aquela conversa com um outro colega ou até o chefe, a sua cabeça não parará de funcionar “a mil” enquanto não despachar o tema. Sentir-se-á mais leve pois já despachou mais um tópico que o importunava pois estava pendente.

Para que a sua mente funcione em pleno mesmo trabalhando “a mil” como no exemplo, você deverá sair sempre da sua zona de conforto, estar preparado para a chuva e para o vento, para o frio e para o calor, deve estar ciente do que pode acontecer, mas terá de ter uma visão abrangente, terá de estar um passo á frente sempre fazendo previsões e cenários possíveis para cada situação. Não protele, não deixe para amanha, não retarde ou atrase o que pensa poder tratar ou resolver de imediato ou em curto espaço.

A Antecipação não deverá ser mal encarada pelos pares, deve antes ser vista como um ato de pensamento adiantado com previsão e analise dos cenários possíveis num futuro próximo. Não é futurologia, mas sim estratégia de movimentação. O que é certo é que isto não acontece por acaso. Este tipo de procedimento estratégico permite-nos estarmos constantemente a desvalorizar o que realmente não é para valorizar e a canalizar energias para o que é mesmo deveras importante.

Muitas vezes queremos mesmo é aplicar a máxima do “fatiar fininho” mesmo que aparentemente estejamos com muita fome.

A chave para fazer uma boa previsão não está em limitar-se a informação quantitativa.”
##  Nate Silver ##

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