“A Partilha”

“O que se doa não nos torna mais pobres”. Esta será uma frase ouvida tantas vezes, por tanta gente e de tantas formas cujo significado será sempre o mesmo. Representará o ato de doar, de dar algo a alguém, de ficar sem algo em prole de alguém ficar com esse mesmo algo… Enfim, quantas e quantas vezes não nos deparámos já com situações destas nas nossas vidas quotidianas. Por vezes pelas piores razões.

Nos tempos que correm, e devido à situação financeira que se vive de um modo geral no pais, cada vez se veem mais movimentos de solidariedade. Solidariedade para com terceiros, que necessitam no momento, solidariedade para com associações, organizações, entidades e por ultimo exemplo até para com países. Há pois é, a moda está em ajudar e ser solidário com países necessitados, valendo o que vale, esta é uma evidencia factual.

Podemos não ter para solidariedade interna mas temos para dispensa externa, podemos não ter para nós próprios mas arranjamos forma de ter para terceiros. E é assim que a cada dia se dá conta de como solidários nos tornamos em tempos de dificuldades assumidas. Sem entrar em detalhes e argumentações criteriosas, nem fazendo juízos de valor, a questão que se coloca é: ” Será que a partilha, a que nos predispomos,  está a ser efetuada da forma correta?”.

Quando dividimos o que temos em muitas partes, quando repartimos o que temos com alguém, quando usamos algo em conjunto com alguém, estamos efetivamente a partilhar algo. Por outro lado se repartimos algo com alguém significa que partimos o que já tinha sido partido e de onde nos tinha calhado algo em sorte, ou seja nos tinha calhado a nossa parte.

Em suma, distribuímos algo que nos pertence por direito com alguém que necessite ou não dependendo do caso concreto a exemplificar. Conceitos, mas que no fundo nos levam a algo interessante.

Numa ótica de gestão, fala-se em delegação, partilha, distribuição mas não só. Diz-se também (e de um modo geral) que o saber não ocupa lugar e que a partilha do conhecimento é mais valia no crescimento pessoal e profissional dos indivíduos. Ora, salvo melhor interpretação e opinião, nesta ótica, quando mais conhecimento se partilha mais se cresce e mais se faz crescer o outro.

Se crescimento, neste sentido, é enriquecimento pessoal que por sua vez conduzirá ao enriquecimento académico ou profissional, arrisco-me a afirmar que partilhar é enriquecedor. Arrisco-me a concordar. Concordo plenamente.

Nos nossos já habituais ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial) muitas são as vantagens de partilhar o conhecimento, no entanto há quem confunda partilha de conhecimento com perda de posicionamento numa lógica em que o terceiro envolvido ficará a saber tanto como o próprio que partilha a informação. Pois não me parece que esta teoria seja a mais assertiva.

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Vejamos: O Professor ensinará sempre o aluno de forma gradual, nunca tudo de uma vez, logo se o mesmo está em constante processo de aprendizagem, direi que nunca ensinará tudo ao aluno. O mestre nunca revela toda a sua sabedoria pois todos os dias assimila mais, que oportunamente a partilhará, isto sim é um ciclo real de partilha. Não por mal, porque assim é. Da mesma forma, um individuo que seja chefe ou leader de uma equipa pode, e deve, partilhar informação e conhecimentos técnicos  com os seus colaboradores, pois ele mesmo terá acesso diário a mais e mais informação e absorverá mais conhecimento que poderá partilhar à posteriori. Nunca se dará o caso da “pseudo-teoria” atrás descrita.

Como gestor de uma empresa também o caso não se dará. Pode pôr os seus diretores a par do que se passa, transmitir informações e conhecimento especifico, pois pelo mesmo principio, ao saber onde se quer posicionar no mercado/setor envolvente encarregar-se-á de conseguir mais preciosa informação e conhecimento estratégico.

Desmistificar a ideia de que delegar é ficar sem poder é importante para a progressão não só profissional, académica ou empresarial mas também pessoal. O conceito de partilha é completamente oposto ao do egoísmo. se soubermos partilhar, não formos egoístas no sentido de querer ficar com toda a informação pensando que levaremos todo o conhecimento connosco para a “hipotética cova”, a vida correrá muito melhor.

Delegando coerente e conscientemente levará a que possa gerir muito melhor todas as tarefas, projetos, objetivos que tem em mãos, rumando, por certo, em conjunto com seus colaboradores ao sucesso da sua missão.

Em resumo e pela logica da partilha, dê o que têm e eventualmente o que não tem, crescerá exponencialmente como Ser Humano o que o transportará para um elevado patamar de superioridade.

Se partilhar é crescer, você pode ser grande!  

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“O Magnético”

Já dizia alguém, em tempos idos, usando uma expressão muito peculiar: “É sempre na mesma vista”, relembrando imagens especificas deste desporto chamado pugilismo. Ora esta expressão muito poderá significar. Para momentos mais complicados, onde tudo nos acontece, mesmo que tentemos resolver cada caso de cada vez, mais algo acontece e assim sucessivamente, ou mesmo para momentos onde queremos apenas reforçar uma situação que se acaba de repetir um determinado numero de vezes.

Há situações que são simplesmente, eu diria, aflitivas. Imagine quando sai de casa, a horas para o trabalho, e de repente a meio do caminho dá conta que se esqueceu desse aparelho sem o qual já não passa, o telemóvel, claro está. Entretanto o que faz? Com certeza (usando um exemplo generalista) volta a traz, mesmo que isso implique chegar tarde ao emprego ou até mesmo faltar à primeira hora de aulas. Pois, mais importante é o telemóvel para validar tudo o que hoje em dia carrega nas mais variadas aplicações contidas em tal aparelho.

Ao tentar regressar ao ritmo normal, já em posse do tão importante aparelho, dá-se conta que tudo mudou. Ainda terá de por combustível, pois com esta volta extra, o que têm já não dará (Está na reserva) , o transito não está como habitual, o percurso demora mais a fazer, enfim, não chegará um pouco mais tarde, mas sim bastante mais tarde. Um simples percalço na sua agenda trará agitação completa ao seu dia. Perdeu a reunião da manha com o seu chefe, ou a referida aula cujo conteúdo até era importante de assimilar, ou até ficou sem oportunidade de dar o seu parecer naquele projeto cujo debate seria efetuado também pela manha. Usando outra expressão típica” um mal nunca vem só”, ou melhor ainda “É sempre na mesma vista”.

O bom de tudo isto, pelo que me apercebo, é que já não se usam argumentos para justificar tal situação. O esquecimento do telemóvel é argumento, pelos visto, completamente aceite socialmente. Mas será que o é profissionalmente? Pois isso agora não interessa pois já o tem em seu poder, o resto virá mais tarde! (genericamente assim se pensará, adiante)

No exemplo expresso há um género de poder da Maquina sobre o Homem. Isto é, o telemóvel (do exemplo) tem um poder absolutamente extraordinário sobre o Ser Humano conseguindo alterar toda a sua rotina, independentemente das consequências. Incrível a dependência que hoje em dia se tem de certos objetos ou situações (mas quanto a situações ficará para outro tópico). Parece haver um certo magnetismo. Um poder inexplicável que tal aparelho tem. Eu compreendo, mas mais facilmente compreendo um musico voltar atrás para recuperar a sua guitarra, mesmo que atrase o espetáculo…enfim opiniões à parte, dá para entender.

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Pois é, o magnetismo referido no exemplo anterior, também pode e deverá ser visto como um fator determinante nas nossas vidas enquanto elementos dos nossos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional ou Empresarial). Quando referimos magnetismo como um poder atrativo entre objetos, e porque não pessoas, e neste caso referia influencia real, deveríamos pensar em quem pertence à nossa envolvente e entender o que de bom temos a aprender com essas criaturas. Tentar criar nós próprios um campo magnético que nos puxe para a organização, que nos influencie positivamente, que nos motive. No final das contas analisarmos em consciência com quem poderemos aprender, e o quê, e com que campos magnéticos queremos lidar e pelos quais queremos ser influenciados. Em boa verdade a decisão é sempre nossa. Parte de nós, não de mais ninguém. Nós saberemos onde queremos assentar.

Salvo melhor opinião, o fascínio, o encanto, o gosto e porque não o gozo que nos dá,  que temos por certos temas, tópicos ou circunstâncias da nossa vida são magnéticos. O gozo que dá estar envolvido em tal projeto académico , mesmo que não haja feedback contemplando incentivo e motivação, isso é magnetismo que você criou perante a academia. O prazer que lhe dá, acordar pela manha, e ir trabalhar. Sim na empresa que adora, embora nem tudo sejam “rosas” e por vezes apareçam os “catos”, mas que reflexão feita, é o que você mesmo gosta de fazer e á qual se orgulha de pertencer. A sua própria empresa que dá a cada dia mais um passo, embora com as adversidades inerentes a uma economia em fraquíssimo crescimento e um mercado em pouca expansão ou desenvolvimento…mas você continua a acreditar e a dar tudo a cada dia.

A isso chamo magnetismo. Algo o puxa para lá, para cada circunstancia, com a autorização e acordo prévio do seu consciente, claro. Foi e é tudo planeado por si e pelo seu consciente. A decisão é sua. Sempre. A vida é uma lição constante. Aprendemos desde que nascemos e até terminar a nossa passagem por estas “bandas”. Cabe-nos a nós escolher qual o campo magnético que queremos para nossas vidas. Campo ou campos, poderemos ter mais do que um. Pode e deve fascinar-se em consciência, mas não se deslumbre sem o consentimento da mesma.

Magnético não é só para adornar o frigorifico.

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“Sentido Factual”

“Não entendo”. Pode ser assim o relançar de um dialogo que começara em língua desigual e para a qual não existe entendimento. Quantas vezes nos deparamos com situações semelhantes à descrita, mesmo que não passadas connosco diretamente. A comunicação entre duas pessoas é alvo de ruido, neste caso uma barreira chamada “língua”. Também é do nosso conhecimento que, dependendo das culturas, há quem siga em tentativa de entender, interpretar o que o comunicador quer dizer ou transmitir, recorrendo a uma terceira língua, que nem a de A nem a de B ou mesmo por gestos, escrita, desenhos enfim, há quem de tudo tente para realizar a nobre arte de Comunicar. Pois outros há que nem por isso. Muitas vezes, e ultrapassando a questão cultural, será um pouco pelo interesse que se terá na hipotética matéria, se é que me faço entender!

Chegado a um entendimento do tópico, assunto que o individuo A quis transmitir a B, partimos para a parte da interpretação. Em bom Português e na gíria, dir-se-ia que “eles lá se entendem”, mas…será que o assunto foi bem interpretado? ou ficou simplesmente pelo “Ah entendi-te” e na verdade não se faz nem ideia do que era suposto compreender?

IMG-20150812-00774Em muitas situações das nossas vidas, de um modo geral, temos casos onde a interpretação é um fator importante. A Interpretação de uma obra arte, no sentido critico de comentário por exemplo, a interpretação de um texto, para futura analise e eventual resumo, uma interpretação musical de uma partitura para que o ouvinte se torne sensível à mensagem de tal arte, a interpretação de uma obra representada ou coreografada, como seja de musica ou dança, a interpretação que damos a uma imagem, uma fotografia, um desenho. Enfim, poderia dar tantos mais exemplos, mas com os descritos já se vê que a interpretação é de cada um. Há pois é. Pode haver um consenso, mas em ultima instancia há que concordar que a interpretação é de cada um.

Interpretação no entender de sentido, do significado que se deu a, da versão que damos a cada caso. Alguém ouve tal comentário e interpretará de uma forma, você interpretará de outra e assim sucessivamente. Como referido, cada um terá a sua versão dos fatos e terá dado o sentido que achou por bem ao mesmo comentário. Podem existir diversas formas, argumentos, variáveis que, levem os intervenientes a chegar a um consenso sobre a interpretação do mencionado comentário. Não obstante, primeiro que tudo há que haver bom senso na interpretação da envolvente em que o comentário (como exemplo) terá sido dito, em que moldes, em que contexto. Só assim se pode partir em busca de consenso na interpretação.

Em resumo e sempre exemplificando com os ciclos habituais, (Académico, Profissional e Empresarial) pois neles muitos exemplos haverá para ter em linha de conta, há que analisar a evolvente em que os comentários, conversas, textos, etc, são elaborados. Deveremos verificar se há uma história por trás, nos leve a uma mais clara interpretação dos fatos. Por outro lado entender muito bem quem são os interlocutores e até que ponto teremos de ser envolvidos, com isto quer dizer que, “Menos é mais”, ou seja, quanto menos envolvido estiver em assuntos de difícil interpretação mais despreocupado se fica e com menos hipóteses de se criarem “especulações”.

Para todos os ciclos, há exemplos onde devemos ter muito claro o seguinte:

Saber ouvir é dos pontos mais relevantes. Ouvir para interpretar e não ouvir por ouvir. Estar atento, estar vigilante, entender e analisar a envolvente, o contexto onde tudo se passa, validar se há história, seus intervenientes. Mais que tudo, e tal como já dito: Saber ouvir.

Após analisados e praticados todos os tópicos referidos, eventualmente poderemos acrescentar outros que possam ser relevantes, perceber até que ponto o grau de interpretação está ao nível mais elevado. Questionar se for caso e se for oportuno, claro, verificar o sentido e que versão demos à mensagem que recebemos, no final das contas cabe-nos a nós com o nosso bom senso validar se fizemos em consciência uma interpretação correta dos fatos para podermos agir em conformidade como íntegros que somos. O poder de dar sentido a qualquer interpretação está em nós.

Todas as coisas são sujeitas a interpretação, como a interpretação prevalece num determinado momento é uma função do poder e não da verdade.” ## Friedrich Nietzsche ##

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“A Orvalhada”

Sendo Verão espera-se sempre o melhor e mais equilibrado tempo, ou seja o calor bastante, a gosto, a brisa suficiente para não deixar o Sol escaldar até ao ponto de secar a pele como areia no deserto, temperatura amena, quase como se pudéssemos regular seja o que for. E se assim não for? E se em pleno Verão o Sol aperta, sim, mas em demasia, e a brisa se torna em vento forte e desagradável, o mar que deveria estar tranquilo e sem ondas se torna agitado e banhos impraticáveis? Pois é uma situação que pode ocorrer e cada vez mais devido a fatores que dariam outro tópico de conversa.

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Perante tanta adversidade ao mesmo tempo, o nosso estado de espirito altera-se por completo. A envolvente não está como esperávamos, como imaginámos, logo entra-se (como exemplo genérico) no chamado “estado de parafuso”, pensamos que tudo nos corre mal, que os planos já não serão o que previmos e assim tornamos-nos impacientes á espera que o cenário ideal se recomponha. Ou seja a adaptação está a faltar e a compreensão que tais factos não estão ao nosso alcance também não estão a ser bem interpretados por nós próprios.

Ora, aquele que mostra tranquilidade perante as adversidades, desafios, e situações anómalas, diz-se sereno ou que enfrenta a vida com serenidade. Por norma, aceitar-se-á a sim mesmo e às pessoas na envolvente, como são e sempre demonstrando uma atitude realista em relação aos fatos, eventualmente sábia e de cariz positivo de uma maneira geral em relação a tudo. Há que manter um equilíbrio entre o real e o imaginado, face a cada situação, manter a calma a cada instante e porque não uma certa indiferença aos fatores que, aparentemente, estragam os seus planos.

Aquele que vive em ansiedade, agitação ou até stress, pode com tudo isto torna-se intranquilo ou furioso com a adversidade momentânea que este não pode controlar. Haverá necessidade de tal raiva, fúria perante as circunstancias? Eventualmente não.

Ora a quem não lhe ocorre um exemplo de fúria momentânea por algo que foi contra a sua “ideia”, “vontade” ou “imaginação” do que seria um plano perfeito? Pois muitos exemplos se poderia ter em consideração. O Transporte que chega tarde e o faz atrasar em todos os planos, o Objeto que queria comprar e que já foi vendido entretanto, o passeio que queria fazer mas que tem de ser alterado pelas obras a decorrer na estrada que seria seu trajeto, enfim, muitos exemplos o podem “chatear” momentaneamente. Mas Haverá necessidade?

Nos nossos ciclos exemplificativos (Académico, Profissional e Empresarial) também são recorrentes as situações que não estavam nos seus planos, que o seu consciente considera de anormais e que logo o deixam em estado de “inquietude” ou até de “fúria” momentânea. Relembrando aquele trabalho académico que fez com tanto afinco para a cadeira X cuja espectativa estava elevada e cuja nota não foi assim tão generosa, pois a primeira reação será de agitação nervosa até obter os argumentos que balanceiem a situação.

A novidade de restruturação na sua empresa em cujo seu palpite de movimentações de pessoas e cargos inerentes sai gorado, pois é, sem refletir ou tentar entender o porque da situação estar a ser aparentemente anómala, dá-lhe uma pitada de fúria ou ansiedade…e falando da sua empresa, o fornecedor com quem pensou ter negociado o melhor preço do ano falhar o pré acordo por motivos concorrenciais, isso, a energia de stress tende a vir ao de cimo.

A questão é: Vale a pena? Stressar, angustiar, ficar inquieto e intranquilo por algo cuja solução em primeira instancia não dependerá de nós próprios? Pois parece-me que não vale a pena vivenciarmos tal situação. Deveremos manter uma postura de serenidade, demonstrando sabedoria, confiança e discernimento perante cada situação.

Ao deixarmos para traz qualquer evidencia de exaltação, fúria ou ira, estaremos ou entraremos em situação de quietude, paz de espirito, tranquilidade e conseguiremos em sossego connosco próprios remediar, solucionar ou resolver a situação da melhor e mais objetiva maneira. Desta forma tudo se encaminhará para aquilo que o bom senso nos transmita na altura exata. A cada momento.

Serenidade é saber que o seu pior tiro ainda é muito bom”.
## Johnny Miller ##

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“Habilitar Embaciado”

“Em caso de emergência ligar…XYZ”. Esta é uma frase mais do que nossa conhecida, contendo um numero, diria, universal e escrita em todo e qualquer local, eventualmente para prevenir pânicos, medos e ansiedades, em caso de necessidade, mas por outro lado é suposto ser efetivo se usado, digo eu. É espectável que do outro lado da linha esteja alguém que “resolva” a situação, que aconselhe, que dê orientações, enfim, esteja a “tal voz”, a tal solução.

Anavyssos-20140521-00032Em tempos idos havia outros tipos de figurativos que representariam, em carne e osso, a tal voz que tudo resolvia ou aconselhava, ou sabia a resposta às pertinentes questões muitas vezes colocadas. Não mencionando a figura da família, refiro-me à figura da autoridade, o policia como exemplo, ou o militar até. A figura da professora na escolinha, do catedrático para níveis mais avançados, a figura do clero, há pois era…e assim poderia continuar a dar exemplos…

O que me apraz dizer é que, efetivamente, os tempos mudaram e hoje, para as gerações mais recentes, não me parece ver a existência de tal figura interiorizada na consciência das pessoas, neste caso dos jovens. Salvo melhor opinião, tenho a impressão de que olham para as fardas (quando é caso) como simples fardamentos e não dão o devido valor e sentido às pessoas que desempenham tais profissões, nem consideram seu conhecimento e autoridade com respeito e valor que merecem e deveriam, por si só impor, em qualquer situação.

Quem possui conhecimento em uma área especifica é mencionado como uma autoridade na matéria, quem possa fazer valer o poder de ordenar, de fazer cumprir, será uma autoridade também. Ora pelas definições chegamos rapidamente aos exemplos anteriormente descritos. Se as definições não mudaram, porque mudou a maneira de se olhar para o que é considerado uma autoridade?

Os nossos ciclos exemplificativos e tão sobejamente conhecidos, parece-me que também foram afetados por esta falta de consciência e interiorização do conceito de autoridade. Eventualmente pela rotação de efetivos no mercado de trabalho, a entrada de muitos colaboradores da nova geração, saídos da academia e sem experiencia de vida profissional, em que o desconhecimento na matéria á notório, logo não por mal, mas está enraizado na maneira de estar destes indivíduos.

Se falamos da Academia de onde provêm tais colaboradores, os mesmos passam os anos a cumprir “cadeira” a “cadeira”, a ler uns documentos técnicos e a pesquisar informação no universo Web, desvalorizando o papel do professor. Na sociedade em geral é notório o desrespeito (ou a falta de respeito mais propriamente) que muitas vezes se verifica perante a autoridade local ou nacional e isso é visível em grandes eventos quer sejam culturais, desportivos ou outros, poderemos também referir os ajuntamentos (vulgas manifestações) independentemente do motivo. Estes são só exemplos generalistas não são por ventura representativos da sociedade, mas o que é certo é que são notórios a cada dia.

Parece-me pertinente referir que em qualquer dos ciclos mencionados e onde nos encontramos há cada vez mais exemplos do descrito acima. Há muita liberdade de movimentos, politica de portas abertas, facilitismos de horários e ate contemplações, exceções à regra, penso que tudo isto numa ótica de agilizar a integração e o desenvolvimento, mas porém há algo a ter em conta, quer para quem seja interveniente ou para quem tenha a responsabilidade de gerir tais situações:

Já se dizia no passado “O seu a seu dono” ou seja há certos padrões que não deveríamos perder de vista e deveríamos interiorizar de uma vez por todas. Hierarquias sempre houve e haverá, como tal, por muitos que sejam os facilitismos deveremos ter respeito por tais “postos” e por tais elementos de autoridade. Se assim for tudo correrá bem mais alinhado.

Há sempre que relembrar: “À vontade não é à vontadinha”!

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“Energia Alternativa”

“Então, que tal vai isso? Muito atrapalhado de agenda, muito atarefado?” A este tipo de pergunta, usualmente feita nos nossos ciclos quotidianos, também de certa forma para quebrar o gelo em alguma circunstancias (mas isso será outro tópico), a resposta repetidamente ouvida será eventualmente deste tipo:” De rastos; A TOP; nem sei para onde me virar” ou até a mítica expressão “Nem se te diga se te conte”, enfim..

O tópico em questão (cansaço, fadiga, fraqueza…) até pode ser sazonal, ou ter uma serie de argumentos por de trás para vir ao cimo como resposta, mas o que é certo é que há, muitas das vezes, um queixume latente na esperada resposta à questão efetuada. Muitos de nós, senão todos, usamos recorrentemente expressões tipificadas como “sem energia, falta de corrente, baterias em baixo, falta de pilhas…” só para nomear alguns exemplos.

Normalmente (como exemplo generalista) só se está “mesmo bem” perante os outros enquanto se contam as aventuras de fim de semana, de uma escapada de três ou quatro dias a uma qualquer cidade, ou mesmo das férias, sejam elas de que época do ano forem. Pois é, isto leva-me a pensar que as “tais baterias” estarão ligados diretamente ao “Mindset”. Isto é, se sempre que se faz algo de extraordinário se está “aparentemente bem”, e quando se está na vida quotidiana, a viver a essência dos nossos ciclos (académicos, profissionais ou empresariais), o que mais se houve são lamentos e lamúrias, dai, hipoteticamente haverá uma correlação entre estas situações.(bem, métricas e estatísticas à parte).

Parece faltar energia em certos momentos, chamemos-lhes, chave e noutros haver energia q.b. ou em excesso. Quando refiro energia quero dizer firmeza, vigor, robustez, força e não me refiro só à parte física, também e até mais à parte moral, anímica, mental ou até motivacional, porque não. A parte que está relacionada com o próprio, sua forma de estar de pensar, de agir em cada situação. A pessoa e o seu interior moral, anímico, se é que me faço entender.

Poderia falar um pouco sobre energia, mas de todo serei “expert” na matéria, o que posso referir é que há produção de energia, armazenamento, uso e recarregamento, ou mais produção para reposição. Isto faz sentido e é o ciclo que poderemos aplicar ao exemplo dado ou a parte dele. Segundo dizem os entendidos, a forma mais usual de se ganhar, criar, energia em nós será dormindo, descansando, gastando-a de seguida, e pouco a pouco, nas atividades do nosso dia a dia. A pergunta que se impõe nesta fase é e como recarregar as tais “baterias”, como armazenar a energia em nós?

Todos temos conhecimento de que nos nosso habituais ciclos exemplificativos, há formas de “recarregar baterias” ou “repor energias”, ou simplesmente “respirar um pouco”. Temos pausas entre aulas que recebemos ou damos na Academia, por norma há possibilidade de fazer umas pausas durante o dia de trabalho e há por certo pausas entre reuniões na sua empresa. Já para não falar do tempo que (por norma) nos é concedido para o almoço.

Quero com isto dizer que há alturas do dia, no nosso quotidiano, que poderemos usar para reforçar a “energia”, obvio que também há os momentos de maior efeito, como fim de semanas e férias, mas vejamos o exemplo como carregador de emergência e carregador a sério.

Em forma de resumo e para evitarmos responder da forma mais usual que nos retoma a aspetos menos positivos (fadiga, cansaço, falta de vontade e afins,) poder-se-á começar a usar os momentos acima descritos da melhor forma. Ou seja, nos momentos que pode fazer uma “pausa” do trabalho, use-os para fazer algo (dentro dos limites do aceitável) que lhe dê prazer fazer, que o faça sentir bem, que o faça desligar um pouco do meio de trabalho onde está envolvido, simplesmente algo que lhe dê a energia que poderá ter em falta.

IMG-20150811-00764Como exemplos básicos mas exemplificativos, não faça o mesmo que os outros colegas nas pausas só por que foi de “arrasto”, faça algo que realmente aprecie fazer. Aproveite o tempo e cada momento.  Não almoce só pelo ato de alimentar-se, nada melhor que saborear o almoço. Se tiver companhia disfrute de conversas extra profissionais, extra ciclos usuais. Se possível no resto do tempo descontraia. Pequenas alterações na sua agenda, poderão significar grandes quantidades de força e energia. Não custa tentar. Há alturas na vida em que temos de procurar alternativas ao disponível na envolvente para que nos sintamos bem e nos mantenhamos sempre positivamente energizados!

A vida é realmente simples, mas nós insistimos em faze-la complicada.”
##
Confúcio ##

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“Carga Não Excessiva”

Muitos dos momentos da vida contêm pequenos passos ou objetivos atingidos. O Ano é repartido por blocos, quer se queira quer não, já o fazemos quase que inconscientemente. Da passagem de ano ao Carnaval é uma corrida, depois a época das amêndoas e dos chocolates da Pascoa, vira-se a pagina e pensa-se em férias de Verão, regressa-se e olha-se o ultimo trimestre a pensar nas luzes de Natal, vira fim de Ano e estamos no Carnaval outra vez. Como referido, um bloco de cada vez, e o ano passa a correr.

Imagine a conjugação da sua vida pessoal com a sua agenda (diária, como exemplo de curtíssimo prazo) , ou agendas se for caso. Se planear algo com lógica e sentido pratico e que seja fazível, conseguirá tomar o pequeno almoço descansado, cedo pela manha, sem stress ou agitação e ao dar este bloco por cumprido, estará já a focar no próximo que será deslocar-se para o ginásio. Por ser muito cedo, não haverá transito, logo não haverá stress. Ao terminar o treino, já leva dois blocos de agenda completados, ou seja duas vitorias no seu planeamento.

Entretanto entra no escritório, na Academia ou na sua empresa e começa a conciliar a sua agenda especifica do bloco (chamemos-lhe) principal do dia por requerer por si só mais tempo seguido. Não obstante, chega a hora do almoço e o bloco da manha já foi, mais uma pequena vitória no seu dia. Depois de regressar de satisfazer o ato da alimentação, rapidamente estará na hora de sair e dar por terminado mais um bloco.

Mais umas vitórias. Poderá seguir-se o ir buscar as crianças ao infantário (caso seja o caso como exemplo) e leva-las às atividades extra curriculares, como o futebol, a ginástica, o remo ou ate a musica, para nomear apenas alguns. Mais umas vitórias na agenda. Casa, jantar, alguns a fazeres, ler, escrever, relaxar e ….dia feito..

Parece complicado mas não é. De vitória em vitória, na agenda diária, ganhamos animo para a próxima etapa ou tarefa. Se assim pensarmos, cada dia correrá melhor que o anterior pois sentimos que estamos a atingir algo, não que fisicamente, mas estaremos a atingir metas e objetivos que colocámos em nossa agenda e nossa mente. Cada atingimento uma vitória, logo mais motivação e entusiasmo para a próxima tarefa.

O ato de atingir poder ser conotado como se de uma agressão física se tratasse, pois a palavra poderá levar-nos à ideia de acertar, atacar ou ferir, mas em boa verdade o intuito neste exemplo é o atingir de chegar, concretizar, culminar,  de compreender, de perceber, sim, atingimos uma ideia ou percebemos a mesma ideia. No sentido de missão cumprida, atingi o objetivo proposto, cheguei onde pensei chegar e mais exemplos se poderão dar.

Em resumo e transpondo a ideia para os nosso ciclos exemplificativos, o Académico, o Profissional e o Empresarial, se e quando nos propomos a fazer algo dentro dos limites do razoável que sabemos que conseguimos atingir, ganhamos motivação extra para o próximo desafio, e assim por diante. Isto leva-nos a pensar que desta forma teremos sempre uma agenda cheíssima, pois é verdade, mas se quantificarmos os sucessos atingidos estes também nos encherão a alma.

Quanto menos objetivos completarem a sua vida, pressupõe-se que serão de prazos muito alargados, logo o sabor do sucesso demora a chegar e isso pode desmotivar e tirar força anímica para trabalhar sobre os referidos.

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Se pensarmos a nível pessoal, deveríamos sempre fazer planos de curto prazo para que o vislumbrar do efeito “done”, ou “check in the box”, “missão cumprida” ou o termo que quiser aplicar, possa alimentar a motivação de seguir para o passo seguinte. Poderemos ter muitos objetivos de pequena dimensão, fazíveis e atingíveis e passo a passo sentir-nos-emos sempre e a cada dia no caminho do sucesso. Não desfocaremos os objetivos Makro pois teremos noção e consciência que os objetivos Micro contribuirão para os Makro de certeza e com isso viveremos muito bem. Com determinação e tarefa a tarefa, objetivo a objetivo, por certo celebremos mentalmente muitos passos no caminho para o sucesso.

“O fracasso nunca me irá ultrapassar, se a minha determinação para ter sucesso for forte o suficiente.” ## og Mandino ##

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“Prudente Belígero”

Já muito se tem falado sobre o mundo global onde vivemos atualmente. A abertura de certas fronteiras, a livre circulação de pessoas e bens em alguns casos, a facilidade de comunicação e a era digital, enfim a vida tal como era há uns tempos mudou e já nada tem que ver com o que era.

Por evoluções e mudanças temos passado muitas vezes ao longo dos tempos, mas uma coisa é certa, teremos de concordar que nem tudo é aceite de bom grado logo à primeira. Há uma fase de adaptação, é normal que haja. Imagine as novas tecnologias, se para a geração atual tudo é normal, para as gerações anteriores (que apanharam toda esta corrente de mudança abruptamente) já terá que haver tempo de interiorização, pratica e desenvolvimento de novas capacidades. Adaptação portanto.

Há que haver capacidade de adaptação e até terá de haver uma força motivacional para que consigam apanhar a embalagem, situação que para a geração atual não se coloca pois apanham o ritmo tecnológico e evolutivo desde a nascença.

Devido à necessidade de ser global, como se diz hoje em dia, alguns indivíduos pertencentes às mencionadas gerações tentam a todo o custo adaptar-se e integrar-se, aprendendo novas técnicas de comunicação, línguas estrangeiras, tecnologias, só para mencionar alguns exemplos.

O que faz com que o numero de pessoas a perder “o medo” de enveredar por um mundo tecnológico e virado para o virtual está a aumentar. Passo a passo vão conseguindo o seu lugar, a sua posição na sociedade, sem se deixarem ultrapassar diretamente pelas gerações mais recentes. É muito interessante este fenómeno de resiliência.

IMG-20150808-00716A capacidade de adaptação, superação de desafios, de fazer face aos mais variados infortúnios ou às eventuais intempéries da vida permitem-nos considerar indivíduos com resiliência. Tal como possuir aptidão para suportar a fadiga, a dor, o esforço em certas alturas, como é caso dos desportistas, ou a própria inércia que se opõe como força ao movimento, e este um exemplo generalista,  uma força de vontade interior motivada (digo eu) pela efetiva necessidade de adaptação à realidade atual fazem-nos indivíduos integrados e funcionais na nossa sociedade e nos mais diversos ciclos exemplificativos.

No caso, estes indivíduos, embora fieis ás suas convicções não serão considerados obstinados pelas mesmas, tentarão tudo para que a integração funcione através da adaptação á realidade atual. Tornam-se possuidores de uma grande persistência para alcançar, resolver ou atingir alguma coisa ou algum objetivo.

Reportando-nos aos típicos ciclos exemplificativos, quem não se lembra do professor na Academia que proferia conteúdo durante todo o tempo de aulas não recorrendo às novas tecnologias para lecionar, mas sim para partilhar conteúdos pós aulas, usando plataformas académicas e outras que tais? Sinais de mudança gradual, eu diria.

No mundo profissional quem não se depara com colegas que para além do portátil ou telemóvel, carregam sempre um bloco de apontamentos (à moda antiga)? Pois um misto de modernidade com tradicionalidade. Lembra-se da ultima vez que alguém lhe perguntou o numero de fax da sua empresa? Eventualmente há bastante tempo, pois nos dias que correm está a ser uma ferramenta pouco utilizada. Não obstante poderá ter clientes ou fornecedores ainda a usa-los. Não se tratará de teimosia, mas sim de passagem pela fase de adaptação tecnológica neste exemplo.

Numa ótica de gestão pessoal ou organizacional, salvo melhor opinião, a resistência será bem vista na ótica de persistência. Persistência para se conseguirem desempenhar tarefas designadas, para se cumprirem “missões” ou para se atingirem objetivos. A resistência por resistência, como o exemplo da mudança, e a falta de adaptação será encarada como uma ideia e uma postura antiquada de alguém que não quer desenvolver o processo da sua própria integração na realidade que nos envolve a cada dia.

Ao haver o confronto com esta realidade, não teremos de saber fazer tudo e de todas as maneiras, teremos é de nos tornar flexíveis para o que nos é proposto. Não teremos de ser submissos, teremos de enfrentar os desafios com a postura “guerreira” que se impõe de quem não teme aprender a cada instante, e que quer num espaço curto de tempo conquistar posicionamento nesta realidade de desenvolvimento consequente.

Uma viagem de mil milhas começa com um passo“. ## Lao Tzu ##

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“Regozijo Serõdio”

O dia pode estar a correr bem: saúde, sol, amigos, familiares, enfim uma envolvente ideal para se passar um bom dia. Tudo em perfeita normalidade. Eis que há algo que salta à vista. Uma notória alegria de alguém inserido na envolvente. Magnifico, pensamos, alguém está mesmo a disfrutar do momento. A alegria notória em certos momentos, dos mais simples, da vida, leva-nos a pensar que valor daremos às coisas quando chegamos ao estado consciente de contentamento.

Por vezes o excesso de materialismo que envolve o nosso dia a dia, leva-nos a querer sempre mais, e mais, e a elevar as espectativas em relação a tudo e todos. Como infelizmente damos  por adquirido muitas coisas, e que não deveríamos, esperamos dos outros e das coisas ou situações ao redor, o mais elevado desempenho, funcionalidade ou verdadeiro e sincero relacionamento, pessoal, social ou profissional, no ciclo que seja.

Quantas vezes, pelos pergaminhos existentes, se espera um desempenho magnifico por parte de um Professor na academia, ajuda cooperação numa investigação ou estudo e inerentes processos, pois se é o melhor dos melhores, nada pode falhar. O mesmo se passa em relação aos colegas de trabalho, sabendo que são os especialistas em certo e determinados tópicos, não esperamos que nos falhem, esperamos que remem na mesma direção e com a mesma cadencia que nós próprios, rumo ao sucesso. Exemplo complementado com a sua empresa, os seus colaboradores, por tê-los escolhido, serão os melhores e nada mais que esperar o  melhor dos melhores desempenhos. Mas nem sempre assim. Quando maior é a espectativa maior pode ser a desilusão.

Temos mesmo que nos contentar com o que temos, no momento, e assim preparar a nossa felicidade. A alegria do momento, a satisfação e a vivencia da situação atual. Há quem afirme que: o futuro não existe e que o passado foi o presente daquele momento, logo há que viver, e aproveitar ou disfrutar, o presente contentando-nos realmente com o que temos. Concordo, pese embora com algum planeamento de objetivos, que nos fazem motivar a dar um e mais um passo, mesmo por mínimo que seja o referido planeamento, concordo. Não sofreremos por antecipação e vivenciaremos o momento atual.

Fazer com que alguém fique satisfeito, tentando realizar (dentro dos possíveis) os seus desejos, as suas eventuais necessidades significará contentar alguém. Da mesma forma que tornar alguém alegre, por um qualquer motivo, ou até transmitir tranquilidade, paz e  sossego significará contentar esse mesmo alguém. Se fizermos o que está ao nosso alcance para não aborrecer, ofender, abalar ou entristecer alguém, estaremos a tentar contentar o individuo. Preocupações, desassossego, fragilização como exemplos, não farão parte do processo de contentamento de ninguém.

Efetivamente muito se pensa nos outros, é verdade,  mas o motivo? Será que, na generalidade, a sociedade atual não se contenta com o que recebe (material ou não) querendo sempre mais, pois as espectativas que se coloca em todos os aspetos, são muito elevada, são dadas como adquiridas.?Na generalidade não se “pede” o necessário e essencial e porque não indispensável, para o dia a dia…há efetivamente exagero nas espectativas. Muitas vezes, caríssimos, saem goradas.

IMG-20150403-00556A perspetiva dos outros e para com os outros está entendida, e sempre temos algo a dizer. E quanto a nós próprios?  Contentamo-nos com o que temos? Pensamos em ter, obter, adquirir só mesmo o essencial e indispensável quer de bens materiais ou não? Pois não me parece! Salvo melhor opinião, ainda (mesmo assim) há uma maior preocupação em contentar os demais em detrimento de nós próprios. Com isto quer dizer que apaziguamos as coisas ou situações para os demais e quanto a nós colocamos s “fasquias” muito elevadas com espectativas ao mais alto nível, AH pois é. Contamos que tudo corra sempre pelo melhor para nós e que nunca nos vai falhar uma carta no baralho ou uma pedra de domino para jogar. Por vezes as espectativas saem-nos goradas, mesmo vindo de onde não se espera.

Assim é na vida, assim é nos ciclos exemplos, Académico, profissional ou empresarial. Numa abordagem de gestão pessoal e de expectativas, tente refletir na elevação das situações, deveremos visualizar mentalmente até onde devemos esperar algo de alguma situação ou pessoa. Na academia, por exemplo, por certo a única pessoa que deverá estar preocupada, no momento, (reforço – no imediato) com algum tipo de trabalho, somos nós próprios e, como tal, as espectativas colocadas terão de ser balizadas à medida das nossas capacidades de elaboração e desenvolvimento do referido trabalho.

Já ao nível profissional, se nos aparece uma candidatura a uma posição que gostaríamos de concorrer, não deveremos dar por adquirido que a vaga será por nós preenchida pois há muitas variáveis a considerar…não deveremos sair destroçados por uma espectativa mal calculada. Não conte que ganhou um cliente para a sua empresa, só porque o almoço de trabalho correu bem e o feedback foi positivo, haverá reflexão e analise á situação e a resposta pode não ser a mais agradável.

Não obstante, para qualquer um dos exemplos, a solução poderá passar por uma boa avaliação e “colocação” das espectativas para cada situação, e para cada uma independentemente e, mais importante, contentarmo-nos (a nós próprios) com o que temos ou o que conseguimos.

Deverá ser fruto de trabalho e dedicação, como tal, deverá ser celebrado e elevado ao expoente máximo de contentamento, O que temos serão que necessitamos no momento. Deveremos agradecer, realmente, o que temos, o que conseguimos atingir, onde conseguimos chegar. Se estamos é porque conseguimos ultrapassar muita situação e caminhos sinuosos. Isso terá sido por certo.

Se nos contentarmos com o que temos, ao momento, nada mais nos faz falta.

Celebremos!

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“Fasto q.b.”

Dizem: “Não há vida como a do campo”…. Dizem…Pois bem, numa perspetiva de descanso, apreciação da calma e sossego, do “relax” não tenho duvidas que sim. Saborear o ambiente de ar puro entre os pinhos (onde os há, como é obvio) sentir a simplicidade do ar que respiramos e o peso que tem, a forma como por norma se é recebido neste meio interior que em nada fica a traz do Litoral, pelo contrário, em certos aspetos muito “à frente”, mas isso sou eu a divagar…

O que é certo é que, pelo famoso “Country side” ou seja pelo interior do pais, imperam as tradições, os bons costumes e os valores que outra hora foram ensinados, transmitidos de pais para filhos, de geração em geração (concordaremos que estão bem mais à vista que nos centros urbanos). Por norma não se é mal recebido, não se é mal tratado e assim poderia continuar e de Norte a Sul do Pais.

O que se passará então com as novas gerações? Se os Anciões, os Sábios, conhecedores do estrelado céu e dos ventos das montanhas, ou das mares, prezam pela simplicidade e dessa forma tem mantido toda a traça de educação e valores humanos, passando-os geracionalmente, pergunto-me se haverá correlação entre o “complicometro” (a forma complexa com que se faz crer que se vive a vida)  da própria vida de hoje em dia e a falta de valores que impera em certas circunstancia e ciclos onde interagimos.

Por um lado toda a gente tem (ou diz que tem) muito para fazer. Estarem consigo ou não é a mesma coisa que nada pois as tecnologias estão sempre no meio de qualquer conversa ou interação que esteja a acontecer, isto é…quase que se deixou de poder conviver socialmente e interagir de franco e genuíno gosto pela companhia, e em detrimento disso, vem um aparelho eletrónico para estragar o ambiente. Não se trata de um pensamento retrograda, mas sim de constatar um fato.

A tecnologia é magnifica para muitos aspetos mas no que diz respeito a estragar convívios, não tenho duvida que é um dos maiores causadores…MAS, há uma ressalva, em que poderão não concordar comigo, e eu entendo, é que como toda a gente está vidrada no dito aparelho, ninguém repara que está, ele próprio, a cortar o social. Será um ciclo, um fato.

Quantas vezes ao almoço com colegas de trabalho se sentiu a falar para o “ar”?, quantas vezes na Academia vê parada uma conversa debate, deveras interessante porque alguém (alguéns) decidiu começar a ver a aplicação X ou Y no seu telemóvel? Ou até, no limite, as interrupções de reuniões de trabalho por causa de e-mails que não param de entrar na caixa, ou pop-ups que não param no computador, ou simplesmente por desrespeito a quem está reunido em sala e decide ver os “posts” de uma qualquer rede social?

IMG-20140914-00270Será isto evolução? tecnológica poderá ser, mas de carater humano não me parece. Parece-me mais uma regressão, quanto mais avançada a tecnologia e mais acesso à mesma houver, menos interação pessoal, “face-to-face”, haverá. Isto é o que me parece. O que é feito das conversas à volta da fogueira, no centro da aldeia (no interior) , ou à volta da fogueira na praia (Litoral) conversa ao vento toda a noite, amizade, partilha, simplicidade nas ações e honestidade sempre a vir a lume?

Quando algo ou alguém é desprovido de, ou não composto por, complexidade, será simples. Simples de fato, não carecendo de manual de instruções, é simples. Alguém com um comportamento onde se evidencie a falta de pretensão, alguém com comportamento espontâneo, franco, singelo, modesto ou mesmo natural, consideramos simples ou que detém simplicidade em si ou nos seus atos. E assim deveríamos ser todos os Seres Humanos.

Visto a tecnologia, as apps, os gadgets, estarem em constante evolução e cada vez mais de fácil acesso e por, cada vez mais fazerem parte das nossas vidas, tentaremos por outro caminho. Evite que levem telemóveis para as reuniões, ou pelo menos que não estejam ligados no decorrer da mesma. Evite, ou recomende, o não consumo de telemóvel ao almoço ( a nossa gastronomia é tão boa), marque as agendas, monitorize o calendário, mas não de minuto a minuto.

Admita que o smartphone é uma ferramenta, mas para o que é extremamente necessário. Se estiver num grupo de conversa e de repente alguém se fechar no visor do aparelho não ligando nenhuma ao que diz, cale-se, após primeira experiencia sentir-se-á culpado pelo seu silencio. Abra a mente dos intervenientes nos ciclos de exemplo. Use, ou tente usar o tempo para o disfrutar e tirar partido dele. Tenha uma visão abrangente das coisas.

O mundo, bem como a informação, não acaba já hoje…

… talvez amanha, quem sabe?

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