“O Aparentado”

Vezes sem conta se ouve dizer que “a vida é o momento” ou, a mesma é para se viver “ao momento”. Eu diria que a vida é para ser apreciada e disfrutada a cada momento. Já escrevi anteriormente o que penso sobre o momento atual de daqui a dias….simplesmente é o momento de outra qualquer data. Mas adiante. Viver, saber viver o momento, a cada e único momento é fundamental para que tudo corra muito positivamente.

Politiquices à parte, um bom exemplo e atual, do conceito “viver o momento” passa-se precisamente neste país à beira mar, na extrema da velha Europa. Com eleições presidenciais à porta, começa a campanha eleitoral. Em alguns candidatos é visível o esforço para se intrometerem em temas que anteriormente não tinham tido oportunidade para o fazer. Considera-se que haverá as mais variadíssimas razões.

Outros tentam “marcar pontos” nesta mesma campanha, com ataques extrapartidários mas completamente do foro pessoal, relembrando histórias do passado sobre os seus adversários, mesmo se as mesmas não tenham qualquer relevância para a questão. Outros ainda prometem fazer coisas que ultrapassam de longe as competências de um Presidente da Republica…enfim, é mesmo o que temos. Uma campanha aguerrida por vontade e apego ao poder..

Mas também há os candidatos que se encaixam perfeitamente no conceito de “viver o momento”. Candidatos que querem a proximidade ao povo, à sociedade. Sem promessas que não podem cumprir, e se prometem algo eventualmente a ingenuidade eleva-se e nem saberão bem as repercussões da promessa efetuada…mas…estão em campanha a “viver o momento”, sem sacrifícios de fazer por ser quando estão simplesmente a ser eles próprios enquanto pessoas.

O descrito acima reflete aquilo que consideramos de fachada, mascara ou papel de ator. Com todo o respeito pelos atores e atrizes, quando se representa um paper, não se é a pessoa da personagem que se encarna. É-se sim a mesma pessoa sempre, mas encoberta por uma “cortina” de fachada. Isto deveria ser assim somente no teatro, cinema ou outra arte de representação. Não na vida real.

Não quero com isto passar ideias valorizadas sobre cada candidato, simplesmente salientar que há candidatos a fazer um sacrifico magnânimo para fazerem bem a representação e outros que, embora em campanha, estão a “viver o momento”. Neste caso mesmo que algo corra menos bem, rapidamente solucionam uma saída airosa pois não se enganarão, por certo, no discurso. já os outros entrarão por certo em pânico por não saberem o guião.

Tal como numa campanha, um mau momento pode prejudicar a sua pessoa independentemente do ciclo envolvente. Pode prejudicar inclusive a sua organização. Momento, aquele período de tempo, aquele instante que pode ser fatal. Mas, caso não esteja a ser honesto consigo próprio e esteja a passar esse mau momento a representar poderá tentar solucionar e ultrapassa-lo.

È muito difícil conseguir mensurar o custo para uma organização provocado por um mau momento. A precisão será muito relativa ou escassa. Há no entanto indicadores que saltam à vista e que fará com que se aperceba do quão o mau momento está a ser prejudicial para a organização. Os objetivos são postos em causa ou até não atingidos. A sua equipa ou colaboradores em redor deixarão transparecer tristeza no trabalho, falta de motivação ou outros sentimentos tantas vezes conotados com algo menos bom. No limite, os clientes, quer sejam internos ou externos, deixarão de receber o “tratamento”, o focos que merecem ou que estão habituados. Um simples mau momento pode ser transversal a toda empresa.

A questão será: Como evitar estes mau momentos? Haverá  variadíssimas formas, mas destacarei uma relevante e que começa mesmo por si: Assuma a responsabilidade pelos seus atos, pelas suas decisões. Atirar ou empurra as cultas de algo para outros, terceiros, ou culpar o estado da nação, as finanças. a crise o que quer que seja não é favorável á situação. Voce ficará vulnerável a outro tipo de pressões. Se não pode melhorar algo para o qual tem o controle, procure pois haverá tantas outras coisas nos seus ciclos envolvente que acabarão por balancear o todo.

Ao assumir a responsabilidade está a dar credibilidade ao seu produto ou serviço.

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O Cliente ou parceiro saberá disso na hora. Não se atrase.
Eu olho a agenda constantemente!

 

 

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“A Luneta”

“Isto já não é o que era!”, é uma frase que cada vez se ouve mais. Onde quer que estejamos, com quem quer que estejamos e em qualquer altura se ouvem frases deste tipo. Efetivamente são os chamados “sinais do tempo”, uma sociedade em perfeita mutação devido a um enorme numero de fatores.  Nem o clima, pelo menos no nosso canto do velho continente, se pode considerar normal e regular. Ora chove quando deveria fazer sol, sendo o inverso também verdadeiro, vendaval quando menos se espera e por ai adiante.

Há dias em conversa com uns colegas num dos meus ciclos de envolvência, comentava-se a estabilidade dos indivíduos no mercado de trabalho. A diferença de gerações que se cruzam debaixo do mesmo teto profissional, da mesma empresa, e a forma como diferenciadamente se tem de lidar com cada um dos elementos. A geração a que pertencem, os valores do trabalho absorvidos, a relação que tem com o próprio emprego são completamente dispares uns dos outros.

Nesta area imaginemos como será liderar uma equipa com colaboradores de diferentes gerações. Motivações diferentes, necessidades diferentes e até propósitos diferentes. Ao que uns dão importância os outros relevam. Se uns querem estabilidade já os outros querem aventura, percorrer varias posições em empresas diferentes. Uns motivados pelo capital, outros pela carreira e pelo reconhecimento.

Enfim, há que haver adaptação ate nas formas de liderar, caso contrário corre-se o risco de não conseguir ter controlo motivacional na equipa, precisamente por haver interesses e perceções de motivações diferenciados.

 Posto isto, é mesmo necessário haver uma estratégia de motivação que seja adaptável a qualquer momento e adaptável também a cada colaborador. Mas em boa verdade como se saberá se a estratégia está a ser a mais adequada?

Pois é, muito se tem estudado e investigado à volta de tópicos como o comportamento motivacional, comportamento organizacional,  métodos de motivação entre tantos outros relacionados. No que diz respeito a motivação, estudos citados recentemente num artigo de J.Schroeder e A.Fishbach (2015) publicado na Harvard Business Review (HBR), prestigiada revista de cariz cientifico, referem que os colaboradores trabalham mais quando obtém feedback, assim à primeira vista estou de acordo.

A mesma fonte refere ainda que os colaboradores também trabalham mais quando se estabelecem objetivos ambiciosos, até posso concordar pois pode ser um fator motivacional e…imagine-se, que os colaboradores trabalham mais quando são dados incentivos. Pois também posso concordar até um certo ponto. Mas adiante.

Eventualmente devido à frase mencionada na abertura do artigo, “Isto já não é o que era!”, ou não, houve uma revisão a mais de uma centena de artigos científicos sobre o tema e algumas interessantes questões, considerações e comentários há a fazer, pois na verdade tudo está a mudar.

Só para dar alguns exemplos, um feedback positivo poderá ser encarado com  “tempos de relax” naquilo que são as tarefas e no focos a incluir em cada uma delas. A desistência do atingimento de objetivos pode vir a ser causada pela ambição dos objetivos traçados. Pois é os colaboradores estarão menos recetivos a grandes desafios. E quanto aos incentivos, os mesmos podem ser considerados como parte integrante da compensação e …lá se vai o fator motivacional.

Como se pode verificar afinal isto já não é mesmo o que era. Em tempos idos, e como exemplo generalista, apreciava-se um bom feedback, lutava-se afincadamente pelos objetivos traçados, em nome próprio e em nome da empresa, e…obvio, valorizava-se imenso os incentivos. Estes eram, bem na verdade até podem, em alguns casos, ainda ser fatores determinates de motivação pessoal e chamemos-lhe até organizacional.

Não obstante e devidos às alterações de paradigma, ha que haver adaptação,. como tal até na estratégia motivacional perante os colaboradores haverá que adaptar. Desta forma e com base nos exemplos expostos acima adaptaremos a forma de atuar.

Dar-se-á um feedback positivo para aumentar o compromisso e um feedback inverso para realçar menor progresso. Quanto aos objetivos, bem nesse caso o melhor é serem traçados a curto prazo, para que se trabalhe mais celeremente para o seu atingimento. Falámos em incentivos e para este tópico ha que valoriza-los ao máximo salientando que não são, ou não fazem, parte integrante, por assim ser é que se chamam “incentivos”.

Efetivamente, os tempos mudam, os indivíduos no seu geral também e as empresas vão mudando e adaptando-se. Bem, algumas. O que é certo é que…”Isto já não é o que era!”

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Olhar para o Sol faz doer a vista, mas detesta-se a escuridão!
Vai se lá entender…
Bem…eu, em sintonia comigo próprio.

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“Concórdia Gradual”

Hoje teremos por certo mais acesso a maior quantidade de informação. Este é um fato. Não me refiro, nem comentarei qualidade, refiro-me a quantidade. A mesma, informação, chega-nos a toda a hora e momento por todos os meios possíveis e imaginários. Desde os famosos e tradicionais jornais, às revistas, radio, televisão, ou internet, entre outros que eventualmente me poderão escapar.

A cada passo que damos (como exemplo generalista) há algo de informação a absorver. Cada vez há mais formas de transmitir e por sua vez de receber informação. Se a processamos, se a analisamos e interpretamos de uma forma correta ou não isso será outro tema de debate.

O mundo está a girar à volta da partilha de conteúdos, informativos, lúdicos ou outros, maioritariamente em formato digital. Quer se goste quer não quem de nós, ou quem dos nossos ciclos envolventes, não comenta uma noticia (a qualquer momento) recebida através de um qualquer aplicativo móvel? Pois é…é difícil negar. Um novo paradigma existe atualmente.

Informação em paper ou informação digital? Pois esta é uma boa questão cuja resposta dependerá de cada um na sua essência, mas também do contexto da pergunta. Com isto quero dizer que se a pergunta for interpretada como retórica ao estilo, à forma como lemos hoje em dia as noticias ou informação no geral, então a resposta será efetivamente do gosto de cada um. Se a pergunta se direciona para qual a tendência para a sobrevivência ou êxito dos canais de informação, então ai a resposta depende do efeito das mudanças que realmente estão a acontecer neste meio.

A tendência, diz-se e vê-se diariamente, é a de a informação em formato tradicional, e refiro-me ao papel especificamente, tem tendência a diminuir. Não quero com isto dizer que acabará, até porque eu sou uma das pessoas que gosta de ler informação em papel, mas adiante. A diminuição das tiragens em papel é um fato, a tendência será haver cada vez mais leitores de informação digital, menos assinaturas das publicações tradicionais e assinaturas em formatos de distribuição digital.

Numa analogia rápida, havendo uma maior aposta no digital, em detrimento do papel, haverá menos receita direta (da venda de cada jornal ou revista) também eventualmente menos aposta de publicidade, mas por outro lado menos custos diretos e até indiretos.

Isto é uma visão generalista, pois ao apostar-se no digital também se tenta ganhar por assinatura, ganhar sobre publicidade ao click ou à visualização. Mas, é  sem duvida um paradigma totalmente diferente e ao qual teremos de nos ir adaptando. é uma realidade e está à vista.

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O que uma “simples” mudança na forma de transmitir e de receber informação pode ter numa economia global. Empresas necessitarão de menos colaboradores, haverá cada vez menos emprego efetivo, farão compras em menos quantidade de matéria prima voltando-se para a aquisição de serviços. Outro tipo de contratações se começam a verificar a nível profissional.

Tudo começa a rodar em volta do trafego, do “Buzz” que uma noticia faz e com ela as visualizações os clicks e ai o “profit” resultante de publicidade por exemplo.

São escolhas que se tiveram que fazer para haver uma adequação e adaptação a uma sociedade cada vez mais informatizada e digital, onde tudo pode estar à distancia de um click. A fonte e o conteúdo são importantes mas mais importante é a forma como a informação chega e quanto tempo demora a chegar. Ninguém quer pensar nisso. Quer-se é ter a informação á distancia de um click.

Adaptação à mudança é a palavra chave. Flexibilidade para dar a volta e interpretar a situação da melhor forma. Assim foi nos “media”, assim é nas empresas, e na vida, em geral. Há que olhar a envolvente, o setor, a atividade e adaptar o negócio, a forma de o fazer ou a estratégia de posicionamento

Já nada é do tipo eterno ou standard. Ha cada vez mais mutações e para estas, ha que estar preparado. Adaptação aos tempos. O que parece ser um desafio para uns, é com certeza uma oportunidade para outros. Saber olhar em redor e fazer a opção certa no momento exato, pode não ser fácil, mas…é mesmo o que tem de ser feito.

Tal como na passadeira, para atravessar olhe para a esquerda e depois para a direita, ou vice-versa, dependendo do sentido de transito.

Não se deixe atropelar.

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“Elevação Astral”

Há que fazer um re-post a este artigo.
A não perder este video que efetuado para o artigo “Não Acanhar” foi brindado quando do artigo “Elevação Astral”.
Disfrutem e se for caso, partilhem
Ato de agradecer!

João Farinha's avatarO Caminho da Sapiência!

Ano novo vida nova diz-se na gíria. Na realidade o que muda são as datas do calendário, isto em termos generalistas como é obvio. Senão vejamos: a nossa vida permanece inalterada do dia 31 de um qualquer Dezembro para o dia 1 de um qualquer Janeiro; a politica que estava num dia à noite mantem-se pela madrugada; as diferenças sociais e culturais não se alteram do segundo 59, minuto 59 da hora 23 para o segundo primeiro do primeiro minuto da primeira hora do tal primeiro dia do ano.

O que nos habituámos a fazer foi simplesmente balizar objetivos, visões, metas e determinações para coincidirem com o fecho do ano civil, ou seja o ano de calendário. A corrida aos ginásios dispara nas primeiras semanas do ano, assim como as receitas milagrosas que interiorizamos começar no tal dia um.

Perdoem-me a opinião, mas maioritariamente estas tentativas são infrutíferas. Porque? Porque simplesmente não…

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“Gelada Permuta”

Um olhar mais atento a certas imagens e rapidamente vemos mais detalhadamente do que outros. Quando queremos ou temos necessidade, fazemos como que um zoom na vista, ampliamos imagens, desfocamos e focamos as vezes que forem necessárias mas…apanhamos os detalhes mais profundos que por vezes estão destorcidos da realidade em primeira visualização.

Certo dia dava uma passagem pelas noticias generalistas e eis que me deparo com um cabeçalho que me chama a atenção. Mais uma “confusão” entre a policia e um grupo de refugiados, algures na Europa. O que fiz? Parei para interiorizar um pouco mais.

Ora, encurtando, tratava-se de um policia, dizem as notícias ser Sérvio, numa das fronteiras da Europa, que começou por querer fazer parar um grupo de crianças refugiadas de brincarem com bolas de neve, na rua, ora bem, na neve. Ele (policia) ordenava que parassem e as crianças brincavam. Elas brincavam e o policia nenhuma graça achava a tal situação. Como crianças que são, e eventualmente sem entenderem a mensagem do representante da ordem, quanto mais ouviam algo, mais brincavam e troçavam…ao ponto de começarem, em reboliço, a atirarem bolas de neve ao próprio policia.

Assim, as crianças de forma simples e natural, potenciaram um feito. Tanto foram resilientes com a sua brincadeira inocente e “fria” de atirar bolas de neve à autoridade, que esta (a autoridade) decidiu virar a perspetiva e entrou no “jogo” das crianças. Bola de neve para ca, bola de neve para lá e tudo se apaziguou naturalmente. Esta atitude, e o video ilustrativo da situação, está a correr mundo nas redes sociais.

Por outras palavras, escreve-se que a ingenuidade e alegria das crianças e o carinho do policia está por certo a contagiar o mundo virtual. Esta “world wide web” que está cada vez mais  subvertida maioritariamente a “contrainformação” ou propaganda barata (como exemplo generalista) mas em todas as vertentes. Exemplos como estes deveriam ser noticiados mais amiúde.

A atitude da autoridade perante tão inesperada resistência às suas ordens, eleva-nos a outra dimensão. Não somos donos da razão, não temos sempre a ordem e a clareza de ideias do nosso lado. Temos de nos lembrar que existem outras pessoas cuja forma de ver, a forma de apreciar e a forma de estar não é, nem tem que ser, igual à nossa.

Por que será que, com tanta forma diferente de ver a mesma coisa, tem de ser sempre o mesmo a ter a certeza, a excelência, a supra sabedoria, e até a razão? Não sei bem, mas muitas vezes passamos por isso em qualquer que seja o ciclo envolvente onde nos enquadramos.

Elementos de equipas, chefia, colegas, professores, colaboradores, algures houve, há ou haverá alguém que se encaixará no retrato acima exposto. Pena é que tardem a pegar no “gelo”,  e não me refiro à neve, mas sim à envolvente que podem alterar com uma simples mudança de paradigma, ou até mesmo atitude.

Tudo uma questão de perspetiva e interpretação da situação ao momento. Análise dos intervenientes, das suas motivações e eventuais necessidades. O mundo não parou ou parará por olhar de uma forma diferente para as coisas.

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Eu peguei no “gelo” e você está com frio?

 

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“Elevação Astral”

Ano novo vida nova diz-se na gíria. Na realidade o que muda são as datas do calendário, isto em termos generalistas como é obvio. Senão vejamos: a nossa vida permanece inalterada do dia 31 de um qualquer Dezembro para o dia 1 de um qualquer Janeiro; a politica que estava num dia à noite mantem-se pela madrugada; as diferenças sociais e culturais não se alteram do segundo 59, minuto 59 da hora 23 para o segundo primeiro do primeiro minuto da primeira hora do tal primeiro dia do ano.

O que nos habituámos a fazer foi simplesmente balizar objetivos, visões, metas e determinações para coincidirem com o fecho do ano civil, ou seja o ano de calendário. A corrida aos ginásios dispara nas primeiras semanas do ano, assim como as receitas milagrosas que interiorizamos começar no tal dia um.

Perdoem-me a opinião, mas maioritariamente estas tentativas são infrutíferas. Porque? Porque simplesmente não estamos a trabalhar em consciência, nem estamos com força de vontade para tal. Estamos sim a cumprir calendário, para tar provar que a promessa feita, será cumprida. Será mesmo para durar?

O fim do calendário civil serve sim para  dar um mote, uma desculpa, para esticar no tempo aquilo que se deve fazer mas que em boa verdade não nos apetece fazer. É como largar  os doces, ou outro vicio qualquer…usamos a expressão popular “perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe” e vai-se arrastando a data de começar ou de tomar uma atitude.

Poderia enumerar imensos casos como exemplo, mas na realidade não o farei pois a mensagem estará entendida. O que posso referir é que, por exemplo, se faz um plano a longo, embora com objetivos e metas a atingir, não se preocupará  muito com o dia 31 do tal Dezembro. Vai progredindo passo a passo até atingir o objetivo. Esta deverá ser a visão a ter, quer na vida pessoal, académica, profissional ou empresarial.

Resumindo, o calendário serve para isso mesmo, ajudar-nos a saber onde estamos e a poder planear, mas…nem a bebida se acaba (bem… em geral) no dia 31, nem as festa acabam nessa madrugada. Compreendo o argumento de diversão e também o argumento de marco para a viragem, mas…quem quer mesmo dar um rumo a um certo objetivo não terá de esperar por tão celebre dia 31 de um qualquer Dezembro.

Posto  referir que o nosso caminho, “O Caminho da Sapiência” não pára, não parará. Após pequeno abrandamento provocado pelo tempo de analise a novos trilhos e reflexões sobre horizontes trilhar a cada momento, aqui estou e espero que também voce esteja para continuar a caminhada.

Não se pode parar nunca, muito menos, quando se vê o trajeto efetuado ser valorizado e transformado. Convido-vos a ver e ouvir este video que foi presenteado por Gonçalo Fonseca, um seguidor destes trilhos, cuja empresa (Script Factory) produziu e realizou esta obra baseada no artigo “Não Acanhar”. Recordam-se?

Quando assim é, não há calendário que se imponha. Atitudes destas e reconhecimento deste tipo são de “Elevação Astral”.  

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“A Avidez do Ser”

Pois, nesta fase do calendário há uma enorme corrida às palavras que acabam por ser sempre as mesmas. Faz parte de uma tradição, que passa de geração em geração e é internacional. O querer o melhor para todos.

É sempre assim. Ano após ano, nesta época festiva para alguns, época normal para outros. Mas que assim seja. Comunicar é importante. Trocar a mensagem referente à época que se vive também o é.

Que seja transmitida a mensagem, conscientemente e com sinceridade por parte de quem a envia e para quem a está a receber. Assim, sim. Faz sentido.

Esta seria a forma que deveria ser também usada no dia a dia, nos ciclos envolventes onde nos integramos. Diariamente haver a preocupação de que tudo estivesse bem para todos. Infelizmente, muitas das vezes, e usando exemplos generalistas, não é isso que acontece.

Para além da tentativa de mudar os cenários onde tal não acontece, ficaremos com o Ónus, e em consciência, de fazer o nosso melhor, a cada dia, a cada semana, independentemente do ciclo envolvente e independentemente dos intervenientes. Assim sendo, estamos por certo tranquilos.

Boas Festas, mas não só…

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Para todos aqueles que têm vindo a percorrer o Caminho, votos de ótimas festividades. Muita Saúde e Tranquilidade quanto baste.

A não esquecer que, já escrevia eu anteriormente num artigo do Caminho:

“Quando nos contentamos com o que temos, nada mais nos faz falta”
(Farinha, 2015)

Boas Festas e Ótimas Leituras.

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“Pilar Abalroado”

Não querendo ser saudosista verifico que quanto mais o tempo avança mais as recordações e lembretes são avivados na memória do ser humano. Sejam recordações de infância, historias da adolescência, de paródias sociais ou mesmo experiências profissionais, cada vez mais há tópicos de conversa relativos ao tempo presente de tempos idos.

Quando você era ainda um jovem por certo gostaria de ser um tipo qualquer de super-herói da banda desenhada. Entretanto a vida muda, o tempo passa, e você entra na ideia de ter uma profissão de referência, pese embora nesta fase eventualmente influenciado pela pressão das mentalidades que o rodeiam.

Ainda não tem os seus ciclos envolventes bem definidos, ainda não tem consciência própria do que realmente quer, eis que tudo muda. O seu consciente apura-se, os seus objetivos mudaram e nesta fase, já clarificada, deseja ser um profissional de excelência. Um elemento reconhecido da sociedade, quer seja académica, profissional ou empresarial. O objetivo, para todos os ciclos onde se insere é comum, o de ser bem sucedido.

Nesta fase, chamemos-lhe a fase já adulta, já está a fazer a transição para um tipo diferente de cultura, de modo de vida, desta forma há que investir algum tempo aprendendo as metodologias, formas de estar e de parecer para fazer face a eventuais novas culturas e respetivas situações que se possam avizinhar.

Na realidade, se você vive e trabalha em consciência para os seus objetivos traçados, merece todo o sucesso que deseja para a vida. Agora a vida não é mais uma história de banda desenhada, é real. Muito real. Terá desafios sobre os quais só ainda tinha imaginado em ficção. Terá também oportunidades nunca sonhadas. No final das contas há que ter em consideração e estar preparado para enfrentar o que for necessário, sempre rumo ao sucesso.

Como exemplo generalista, baseado nos objetivos traçados, objetivos esses fazíveis, e planeados em consciência, não há diferença nenhuma entre as pessoas que para si representam o universo de pessoas bem sucedidas, que você admira, e você próprio. A diferença estará se você usar uma mentalidade de inferioridade. Ai nada ha a fazer, se é que me faço entender.

Ora, para que tal não aconteça, terá de fazer algo a que se chama “treinar” a sua mente para que possa sentir, possa pensar e também agir com a confiança necessária e enfrentar todos os desafios para alcançar os seus objetivos, um dia sonhos que se tornarão realidade. Não há que haver mentalidade inferior. 

Se refletir um pouco todos os dias lhe acontecem coisas positivas, mas, infelizmente só releva as que lhe são menos agradáveis, aquelas que lhe parecem menos boas, ou até as coisas chatas da vida. Mas, nada acontece por acaso, cada situação que nos desafia e que consideramos menos boa será na verdade uma lição e aprendizagem para afinarmos e estarmos melhor preparados para a próxima.

A cada momento está-se sempre a aprender algo. Você não é exceção. Aprende a cada dia, a cada momento, com os desafios que lhe aparecem pela frente, com isto pode considerar-se merecedor de todas as coisas que lhe estão a acontecer. Com esta perspetiva voce está sempre a “sair a ganhar”. Ou lhe acontecem coisas que considera boas ou está a aprender com o que considera desafiante.

Ser digno de algo, fazer por alguma coisa ou incorrer em alguma situação é consideração de ser merecedor. Voce melhor que ninguém terá exemplos em cada um dos seus ciclos envolventes de situações que se aplicarão aos exemplos descritos acima. Muitos exemplos haverá. Se refletir bem, a sua vida não é cinzenta, ela até tem muita cor e muita situação positiva.

Como exemplo generalista diria que por norma só apontamos o que de menos bom nos acontece, não referenciamos o que de bom temos em nosso redor. Enfim, perspetivas que terão de ser afinadas se quiser ganhar o chamado bem estar.  

O estar bem consigo mesmo, com a sua envolvente, ter o sucesso que tanto ambiciona, entre outros aspetos, só depende de si próprio e, voce por certo possui as condições requeridas para alcançar qualquer coisa que desejou, deseja ou objetivou. No final das contas, voce merece, lembra-se?

Faça jus ao que se propos e seja digno de conseguir o que tem planeado alcançar. Dirá: “Pois mas isso não será bem assim”, enfim, salvo melhor opinião, voce pode criar ligações, construir pontes, para alcançar o que deseja, é só trabalhar afincadamente, física e mentalmente também.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Aproveite o que há de melhor em si, a cada instante, especialmente quando está na sua envolvente, em grupo. Nesse tipo de contextos sociais, académicos, profissionais ou empresariais, verificará que se encaixa melhor do que julga.

Cada ato, cada aproximação, conta como uma tabua de madeira num passadiço que tem de transpor ou sobre o qual tem de caminhar.  Enfrente as pessoas, bem como os desafios, de igual para igual, conheça e dê-se a conhecer, apresente-se ao momento e viva-o.

Desta forma não só se irá sentir melhor como vai fazer com que sinta que fez algo, que realizou algo em prole da envolvente e perante os seus pares. Cumprir objetivos não é penoso, há que descobrir a forma correta de encara-los e, diria, inventar a forma de faze-lo de uma certa forma animada e motivada.

Nunca poderá dizer que foi reconhecido se nada faz para se dar ao reconhecimento.
Como concordo comigo mesmo!

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“Diário Conturbado”

Nos dias que correm são visíveis, e audíveis, as lamurias sobre o tempo. O tempo que se diz não se ter para fazer face a tudo o que queremos ou temos planeado fazer. A vida e a sociedade onde  nos inserimos a isso o obriga, ou pelo menos faz com que assim seja.

Como exemplo generalista basta considerar alguns dos ciclos envolventes e dai tiraremos imensos exemplos. A academia, o trabalho, a empresa e, claro a família, são algumas das envolvências para as quais contribuem os tópicos que constituem a nossa agenda.

Por norma, em quantos mais ciclos se está envolvido, se pertence, mais tarefas se tem e menos se quer deixar para traz. Tenta-se andar sempre à frente do próximo “a fazer”. Em suma é uma autentica correria para levar a bom porto todos os objetivos, metas, tarefas que se nos afrontam diária e constantemente. Usar o termo “Roda Viva” não será de todo despropositado.

Correria, pressa para completar as tarefas, agitação para cumprir objetivos, azafama no geral. è assim que nos descrevemos, completamente atarefados e no meio de uma azafama que não tem fim.

A pressa é inimiga da perfeição, já dizia o ditado, mas a azafama a que nos sujeitamos é precisamente pela pressa de completar uma tarefa, poder passar rapidamente a outra e assim por diante para que se consigam atingir os objetivos propostos.

No meio de tanta coisa, no meio de tanta situação diferente, pois ha que relembrar que nestes casos temos tarefas em mãos dos variados ciclos envolventes e não queremos deixar nenhum para traz em detrimento de outro, há tendência para haver atrapalhação no cumprimento da agenda a que nós próprios nos propusemos.

Há que evitar cometer a imprudência de não saber gerir a agenda proposta e com isso correr riscos desnecessários, inclusive o não atingimento de objetivos, que muitas vezes são conjuntos e não só pessoais. Desta forma, há que medir e analisar as prioridades de cada tarefa a fazer. Não haver precipitação, ao invés, esquematizar, preparar e implementar o melhor possível, com o rigor necessário para  que nada falhe no cumprimento da agenda, logo no cumprimento e atingimento dos objetivos.

Quando se embarca neste tipo de ritmo, há sempre a ideia de que se anda sem tempo para nada, sempre em correrias de um lado para o outro. Até pode ser, de certa forma assim, mas se voce em consciência sabe que as metas são atingíveis, os tarefas fazíveis então também os objetivos serão, pressupostamente, atingíveis.

Não se sinta alvoroçado ou agitado por ter muito para fazer. Foi, como exemplo generalista, voce que aceitou tais desafios, como tal, se o fez conscientemente (á altura dos fatos) então deverá dar continuidade ao planeado. Só assim verá um dia a sua caminhada terminada.

Se for caso, use a sua azafama para o agitar mentalmente, a inquietação da mente, em consciência, pode tornar-se numa lufada de adrenalina, que de vez em quando ajuda a estimular e a fazer desvanecer o eventual cansaço que se tem, só de olhar para a agenda.

Como já escrito anteriormente, não sobrecarregue as suas tarefas só mesmo por sobrecarregar. Aceite e agende o que pode fazer e descreva para futuro o que terá de ficar pendente. Não se atole por atolar, ninguém o tira das areias movediças se não houver um propósito.

Pare, pense, mas agite as aguas na sua própria albufeira. Existirão sinais que apontam para alguma desordem na agenda, na prioridade atribuída aos tópicos e tarefas…enfim, viver ao ritmo do deixa andar já não é o seu ritmo. O ponto de viragem está à vista. Necessita de ver as coisas como elas realmente são e fazer algo em prole de se manter firme no caminho. A desorientação devido a um mau agendamento é, e salvo melhor opinião, das piores coisas que pode acontecer em questão de gestão pessoal.

P1010333-Edit.jpgBem, uma Roda Viva, é o que é, independentemente de onde estejamos neste universo, física ou mentalmente. As tarefas, as metas e os objetivos podem tornar a nossa agenda atarefada ou com demasiada azafama.

Saber o que temos de fazer, quando e em que roda entrar, será a mais valia para este “passeio no parque”. No final do dia celebraremos o atingimento de tais objetivos com um real sentido de que…o esforço valeu a pena. Afinal de contas quando se faz o que se gosta e se luta por um objetivo, dá gosto e tem uma satisfação indescritível.

Planeia o dia completo e, quando for caso…abana de novo a agenda.

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“Rastilho Húmido”

Há sempre, no dia a dia, a preocupação com a forma como nos parecemos, de como nos apresentamos perante os outros. É verdade, e a razão prende-se, numa ótica generalista, com o evitar situações que possam ser menos agradáveis. Claro que isso dependerá de cada um, mas, a maioria das pessoas evitará a todo custo tais situações que consideram desagradáveis.

Já por certo saiu de casa com um botão de camisa desabotoado, ou até com uma camisola desenquadrada com os colarinhos da camisa. Já terá saído muito penteado e o vento no exterior acaba com tal perfeição de penteado deixando tudo a perder no momento. E o que acontece quando alguém o chama a atenção? Quando alguém repara? Por norma aparece de súbito a atrapalhação e até a sensação de vergonha.

A procura da perfeição e excelência, numa ótica visual, de apresentação, ou até representação, requer muito tempo a muita gente. O tempo que se investe em tal preciosismos, combinações, aparato e aparência exterior, deveria, em humilde opinião, estar corelacionada com a excelência, perfeição ou o que lhe queiramos chamar a nível interior.

Isto é, porquê a preocupação com a imagem exterior se por dentro tudo está “desarrumado”? Porquê parecer algo que na verdade não o é, não terá capacidade para o ser ou conseguir? A montra deve representar o que está no armazém, já se ouve há muito em conversa popular. Assim, esta metáfora representa uma grande verdade. O exterior de alguém, embora possa apreciado aos olhos de seja quem for, deverá representar uma infima parte do que a pessoa possui no seu intimo no seu interior, em resumo daquilo que na verdade a pessoa é.

A vontade súbita e gratuita de se querer parecer mais do que aquilo que se é, num ritmo constante e até obstinado, levando a que isso faça parte do seu dia, poderá ser considerado um capricho. Uma obstinação, teimosia ou ate resistência para com a fantasia do que se quer parecer em detrimento da  realidade do que é.

Em todos os ciclos envolventes a que pertencemos verificaremos que a situação referida é verídica e que acontece. Acontece aos nossos olhos, especialmente até conhecermos os envolvidos, e podermos analisar se a aparência é equivalente á realidade de tal pessoa ou pessoas.

As aparências podem iludir, e sobre isso já comentámos bastante em artigos anteriores. Seja como for, o que leva a tal frase é precisamente a fachada que se monta pelo capricho de alguns em quererem parecer aquilo que não são. Por este motivo o Carnaval é tão divertido para muitos alguéns, é a altura do ano de sem sacrifício, sem cuidados, se fazerem passar por aquilo que gostariam de ser e que na realidade não são. Tantos exemplos se podiam dar de tipos de mascaras, se é que me faço entender.

Não obstante tudo o acima comentado, há também que realçar outra forma de capricho, esta sim que terá o seu mérito e será valorizada em sede própria. O aprumo, o primor e brio empenhado numa qualquer situação seja académica, profissional ou empresarial, o cuidado na elaboração ou execução de qualquer tarefa e o culminar da apresentação da mesma quer a nível pessoal quer como sob o padrão da envolvente, serão sempre de valorizar.

Rastilho Húmido

Algo que deve estar sempre presente em qualquer situação onde nos encontremos é sem duvida o Brio. O brio que deveremos ter pelos valores Humanos que nos foram transmitidos, pelo que somos e que o sabemos em consciência, o brio profissional, não por capricho, mas pela essência de desenvolver bom serviço, desempenhar bom trabalho. Em qualquer situação esse brio parte de dentro, do nosso intimo acompanhado pelo nosso consciente e … só assim se consegue obter o melhor dos resultados. A junção do bom desempenho obtido em algo ao brio de proceder ao mesmo.

Ao proceder-se de costas voltadas para aquilo que deverá ser a essência de cada um, estar-se-á a negligenciar o intimo, os valores enraizados e a transparecer um capricho de infima relevância para o crescimento humano enquanto colegas, cidadãos, professores, empresários, ao que quer que se aplique. Por vezes a vontade de chegar muito depressa onde não de deverá chegar, por uma questão meramente de vanglória, não é boa politica.

Seja consciente de onde está e de como chegou até esse ponto. Tenha uma forte e perfeita convicção para com tudo que faz em cada momento, independentemente do ciclo envolvente onde se encontra, e não importando do que se trata. O compromisso consciente para com o que se propõe fazer, para o que está em curso, é importantíssimo.

Cada vez que houver “Carnaval” nas suas atitudes, cada vez que se fizer passar pelo que não é ou tentar mostrar ser capaz de algo que não é, isso leva-lo-á a ser enfatizado perante os outros, mas…não será no sentido certo, podendo ate começar a ganhar a chamada má reputação.

Não se desleixe para consigo próprio em prole de querer passar uma imagem daquilo que não é.
Como eu concordo comigo próprio!

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