” O Alfarrabista”

Efetivamente há situações na vida que nos dão que pensar. Hoje em dia o Mundo é global. Não deverão existir fronteiras de informação, a Web está ai e com ela toda a tecnologia de ponta no que diz respeito à ligação, mais ou menos afetuosa, entre pessoas e instituições ou empresas. Qualquer um (no geral) a qualquer momento se “liga à net” e fica conectado com o mundo. Partilha-se, comenta-se, expressam-se ideias, comentários, escreve-se acerca dos mais variadíssimos temas, enfim, este é o mundo virtual onde vivemos.

Nem sempre foi assim. Lá se vai o tempo da carta manuscrita, da ida aos correios locais, da ida ao posto mais próximo para fazer uma chamada telefónica e afins de exemplos poderão retratar a evolução (sim isto foi evolução embora com os seus pós e contras) dos tempos. Mais facilidade, maior flexibilidade e menos tempo necessário para passar ou transmitir informação.

IMG01481-20130525-1000Mas há coisas que são intemporais, e que serão sempre, geograficamente inseparáveis, referindo-me a alguns valores humanos como o respeito e a amizade. Nunca se deixou de nutrir sentimentos como os referidos por as pessoas estarem longe. Nunca se pôs em causa uma amizade ou o respeito pela pessoa por estar ausente geograficamente.

Essa é a mais valia do homem sobre a maquina, tem sentimentos e na maioria dos casos sabe como os gerir.

Embora que definições e conceitos de respeito ou de amizade nos levassem por certo a uma dissertação, não será o objetivo no momento. Amizade por norma relaciona-se com sentimentos expressos como apego, fraternidade, afeto, benevolência, amor ternura ou até simpatia. Por seu turno, Respeito está relacionado com sentimentos como afeição, estima, consideração apreçoreverência e saudação em certos casos e só para dar alguns exemplos. Ora todos os referidos, de uma maneira ou de outra, se têm ou não têm por alguma pessoa ou instituição. Também se podem criar, fortalecer ou solidificar ao longo e com o passar do tempo, mas por norma não se perdem, nem se desvanecem com  o tempo ou com a distância.

Há amizades e respeito por terceiros que só vemos de quando em vez, com quem só estamos de tempos em tempos, mas na realidade, se for caso: “estão lá para nós” isso é amizade na sua essência. Não se necessita da presença física na mesma localidade, na mesma rua ou ate no mesmo prédio. Quando há (amizade e respeito) poderemos viver a Kms de distancia que não se se perdem estes valores.

Com isto, e reportando-me á vida profissional, académica ou empresarial, muitas vezes não damos sinais reais do verdadeiro respeito e amizade que temos ou nutrimos pelos colegas, chefias ou quem seja. Isto deve-se ao fato de que, queremos estar focados nas nossas responsabilidades, nas nossas tarefas, desempenha-las o melhor que sabemos e podemos, até poderemos interagir com as visadas pessoas, mas lá estamos nós focadíssimos e a não enaltecer sentimentos que poderão ser inoportunos para ambiente geográfico. Eis que, quando oportuno, e por norma fora do ambiente formal, as pessoas que eventualmente tem, tiveram e continuaram a ter respeito e amizade mutua, celebrarão isso mesmo. Em sede própria e tempo oportuno.

Grave é quando se passam todas as barreiras do formalismo e se passa de um conceito de amizade para um conceito de partidarismo, ou seja…tudo o que se faz tem como objetivo tirar partido daquele por quem, dizemos , ter amizade ou respeito. MOMENTO, sff. Esse não é tópico para hoje. Uma vez mais a questão que se me põe é: “como é que esse tipo de pessoas consegue dormir de noite? “ou mais profundo, ainda “como é que essas pessoas conseguem encarar seja quem for?” enfim…pois não sei.

No seio das empresas, das academias,  uma situação é recorrente. Haver “grupos” de pessoas que se vão mantendo mais juntas, convivendo mais vezes, mas pelos mais diversos motivos sejam eles temas de investigação ou estudo na vertente académica, ou tópicos, projetos, interações profissionais inerentes às responsabilidades de cada um…isso é fato.  O que deveria ser também um fato era a existência de respeito mutuo, ou ate amizade e …muitas vezes isso não acontece, resultado de um processo de partidarismo, politiquice, ou outros nomes mais vanguardistas que queiram considerar…

Já referi com certeza em outras ocasiões, na vida laboral, profissional ou no seio da academia, o objetivo não é criar amigos. Não são esses os nossos “targets” no nosso “BSC”, mas como em tudo e sempre na vida, se olharmos para as pessoas em primeira instancia como seres Humanos e  não como ferramentas de trampolim para o próximo nível como nos jogos de consola desta geração tecnológica…tudo seria muito mais transparente, real e até efetivo. Os resultados no geral teriam um cariz de equipa, de objetivo entendido e atingido, e não de .. “OK mais um nível do jogo”.

Concordo com a frase dita (proverbio que seja) “Nunca se deve julgar um livro pela capa”. Por vezes nos alfarrabistas conseguem-se grandes  manuais de conhecimento.

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“Elocução grotesca”

Poucos são os dias em que nos deslocamos do ponto A para o ponto B, sem que haja confusão no transito de um qualquer aglomerado urbano, pressupondo que nos deslocamos em veiculo automóvel, no exemplo. Quantas vezes se ouvem buzinas, se veem sinais de luzes, gestos com os membros superiores (ás vezes impróprios e desprovidos de razão), e se não levarmos o “sonoro” da viatura a debitar muitos decibéis, até palavrões, slogans de guerrilha urbana se ouvem. Quantas vezes vos acontece? Imagino que quase diariamente, se não por um motivo, por outro alguém que ande no transito, na mesma ocasião que nós há de estar mal disposto com a vida, se me permitem admitir que assim seja.

Pois o que se passará, maioritariamente, não terá a ver com a efetiva situação do transito, nem com a manobra (que nem fez pois estava parado), nem com a cor da luz do semáforo, nem com a sinalética da via de circulação. Terá sim que ver com alguma situação mal resolvida que o individuo carrega no seu intimo e que não consegue descarregar em sede própria. Ahh pois é, um acumular de situações que se foram agregando até ao momento de explosão.

Catarse. Ao comentado e exemplificado acima, chamar-lhe-ei Catarse. Uma palavra, de certa forma, pouco utilizada, mas o seu significado tantas vezes aplicado. Ahh pois é.

Segundo Aristóteles, a catarse significará o ato de purificação das almas, através de uma descarga emocional que será provocada por um drama. Ora drama é o que o individuo coloca no seu consciente para cada situação mesquinha que lhe esteja a “moer” interiormente. Se a mente está cheia de dramas, em nada mais se pensa e, claro que já ouviu a frase: “Só me apetece gritar”, um sinal inequívoco de necessidade de libertação, de purga, de qualquer sentimento dramático acumulado na sua mente.

Salientar que também existe catarse por bom motivos, boas experiencias, emoções que levam os indivíduos a processos catárticos. Mas, no caso, no momento, não será usado o exemplo!

Se nos teletransportarmos para o nosso real ambiente envolvente, como seja a academia, o universo profissional ou ate empresarial, teremos certamente muitos exemplos de efeitos pré-catarse. Isto é, muitas situações em que se aplica o acima comentado. Bem, em boa verdade, parece-me que neste tipo de universos não se chega as verbalidades e obscenidades gestuais como em pleno centro urbano quando nos encontramos no transito…ao menos isso.

imagine-se com um trabalho em mãos em que há tópicos que são repartidos entre colegas, grupos ou departamentos, logo há interdependência. Você e sua equipa fazem o trabalho que vos compete, dentro do tempo estabelecido e , eis que, há ultima da hora um imprevisto (eventualmente prioridades menos bem definidas das tarefas por parte da outra equipa) e o trabalho não poderá ser entregue atempadamente? Explicações para um lado, questões para outro e não se chega a um veredito a não ser: O trabalho não sairá atempado. Para quem tem brio profissional, devemos admitir que deve custar fundo esta situação pois na verdade não dependeu de si nem da sua equipa, e do outro lado ninguém se preocupou com a questão de cumprimento de metas, horários e afins (isto tudo como tópico exemplificativo ao ponto extremo). É ou não é neste momento que lhe apetece……você dirá!

Afirmativo. Dependendo da quantidade e qualidade (se assim posso chamar) das camadas acumuladas que este tópico gerou você vai sentir-se aliviado com um ato de catarse ou vários momentos de catarse.

IMG-20140521-00030Isto acontece diariamente pelos mais diversos motivos. Para evitar chegar a este ponto, concentre-se no que tem em agenda, veja as prioridades e dependências de outros, analise se tem margem de manobra (espaço de agenda) para se algo corra menos bem e desvalorize detalhes sem significância. Imagine que o trabalho está a correr muito bem e que o lazer depois da obrigação chegará e ….compensará.

Caso as camadas de drama acumuladas sejam de tal forma…não pense duas vezes…descubra a sua forma, a melhor forma e …Catarse.

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“A Barcaça”

Estranha sensação de ser “obrigado” a ficar calado…..É verdade, contextualizando, é o que nos acontece quando apanhamos um elevador, que leva mais do que uma pessoa, e temos de viajar uns andares fechados no nosso silêncio.  Muito se poderia falar ou comentar acerca das palavras certeiras que servem de quebra gelo ou para desbloquear o silencio instaurado.

Mas na verdade é isso que se quer? Ir a falar durante uns segundos,  minutos, dependendo do tamanho do prédio, logo da viagem? A falar, possivelmente com pessoas que não se conhece? Não me parece. Tenho a sensação de que o que se quer mesmo é que o tempo passe depressa o elevador faça o seu percurso o mais rápido possível e que ninguém note para os nossos sapatos ou para o colarinho da camisa, enfim, teremos toda a vida, quando constrangidos em locais apertados com mais gente, a insegurança de que algo pode estar errado em nós e que alguém vai reparar. E se estiver? Qual é o problema? Para ultrapassar este tipo de situação é necessário uma grande dose de autoconfiança e pensar que ninguém ali lhe vai engraxar os sapatos ou compor o colarinho da camisa e a gravata.

O exemplo do elevador, descrito acima, pode ser posto numa vertente académica ou profissional. Isto é, também há pessoas que embora a desempenhar as suas funções estão desejosas que o dia passe por elas e que ninguém as interpele com  nenhum assunto ou comentário. Quanto menos conversa melhor. Pois esse será o tipo de pessoa que embora tenha, ou tente, construir a sua mansão na ilha para passar bons momentos se esquece de fundear a sua barcaça ou aportar o seu Hidroavião. Pois, ilha sem barcaça ou algo parecido não dá bom resultado.

IMG-20140524-00074Posto isto dizer que por vezes, e tendo em consideração que ainda se constroem muitas ilhas por essas instituições existentes, quando se olha de cima, a chamada fotografia à floresta, a vista de Helicóptero, ou outras designações idênticas, não se repara nem se dá conta da existência de tais indivíduos e suas ilhas sem transporte. Quando se “puxa” pela objetiva é que se começam a revelar os pontos na imagem. Ora este tipo de situação, numa sociedade empresarial onde se apela ao espirito se equipa, onde as vozes de liderança fazem jus á liderança pelo exemplo, é, a curto médio prazo uma situação que dará mau resultado.

Das duas uma, ou o individuo e sua ilhota trabalham completamente independentes do Mundo que os rodeia (o que se inseridos numa empresa não me parece normal) ou mais tarde ou mais cedo terá de haver adaptações e a barcaça de salvamento terá de chegar de algum lado. Ou alguém a lança, ou o individuo terá de a construir para chegar ate aos demais. Esta é claro a cereja no topo do bolo de uma empresa a trabalhar em equipa sem ilhas ou ilhotas sem transporte. Uma humilde barcaça pode salvar a situação.

Muitas das vezes um dos motivos levantados para este tipo de atitude pode, e deverá, estar relacionado com a insegurança interior do individuo ou indivíduos  que constituíram a aldeia na ilha.. O fato de algo estar mal explicado no “seu eu”, o fato de algo poder vir a ser detetado como anómalo ao seu trabalho deixa-o nervoso ou até ansioso, dai nada, nem ninguém, poder intrometer-se na sua ilha. Fala-se também em pessoa introvertida. Pois penso que não por ai a desculpa a usar. Uma empresa com bom ambiente e  bom espirito de equipa consigurá levar o individuo a socializar e a sair do seu cazulo, se me é permitida a expressão. Assim o individuo queira.

Para refletir no silencio, meditar, fazer introspeções sobre o que seja até me parece adequado usar o termo :”Ouvir o som do silencio”, agora, viver isolado no meio da multidão, parece-me algo de cariz sofredor.

Em resumo, no mundo académico, profissional, empresarial, mas também na vida quotidiana, para certos aspetos não basta olhar a vista aérea, há que descer à terra e analisar os detalhes , sob pena de saírem goradas as expectativas.

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“Satélite”

Por vezes ao nosso redor, para onde quer que olhemos, deparamo-nos com pessoas que na realidade representam a tempo inteiro. Não são elas próprias, passam a vida a personalizar papeis, como se de teatro se tratasse (com todo o devido respeito às atrizes e atores). Será que sou o único a ter essa sensação? Não com certeza.

IMG00399-20120808-2006O pior é que, para o comum dos mortais reparar nesse tipo de pessoas ou situações é porque as mesmas o fazem mal. Tentam representar o papel que mais lhes convém a cada momento, conveniência pura, mas fazem-no tão displicentemente e tão mal (mesmo) que se nota “a léguas”. Na realidade este tipo de “personagens” vive na ilusão, pensam que enganam, ou iludem toda a gente que os rodeia…..fazendo-se passar por algo que não são, ficcionando papeis que, de todo, lhes dizem algo, só mesmo para conseguirem algo em proveito próprio. Pelos valores de carater que me foram transmitidos e salvo melhor opinião, diria que este não é o caminho, mas enfim.

Como se conseguirá viver 24 sob 24 horas a representar diferentes papeis, consoante a circunstância, no meio de tanta falsidade, intrujice, hipocrisia, e mais uns quantos adjetivos que poderia usar? Por vezes penso que essas pessoas chegam a acreditar na própria farsa, o que deve ser difícil carregar em consciência…

Cada vez mais há que ter cautela com a forma usada quando se têm uma abordagem com terceiros. Teremos que ter subtileza na “abertura ao próximo”, pois a escutar aprende-se mais do que a falar (isso já se saberá), para tentar numa curta fração de minutos, o mais célere possível  nos apercebermos de que tipo de personagem temos pela frente. Se o conseguirmos garantir, magnifico, caso haja duvidas, tente dissipa-las com mais uma ou outra abordagem temática daquelas típicas com as quais conseguirá tirar por certo as suas elações. Há sempre um ponto fraco no “Guião” do personagem.

Como localização por satélite, tudo isto se pode passar (e verificar) a qualquer momento em qualquer local, personagens há-os por todo o lado. Imagine a deparar-se com um destes personagens no meio académico. Por certo irá reparar no tipo de conversa para os Professores, auxiliares, funcionários etc do tipo “cheguei e aqui estou”, sempre com o objetivo de obter algo em beneficio próprio, algo tão simples que pode ir do evitar burocracia à tentativa de obter melhor notas…enfim, que os há, há!

Continuemos no imaginário, mas desta vez no seio empresarial. Depara-se com alguém que todos os dias tem um(a) amigo(a) diferentes e ao mesmo tempo uma inversão de acréscimo de inimigos, algo em simultâneo, quase direto, isto é claro está, quando se torna amigo de alguém rapidamente esquece e se torna, diria, quase inimigo de outro! Complicado? Não. É simplesmente a “vida profissional” a desenrolar-se. Nem sempre é assim, pois a personagem referida pode, por interesse não se tornar mal dizente á cerca de outrem por algum tempo. Você desconfiará que algo se passará.

E já que estamos no palco empresarial ou organizacional, comentar acerca dos exemplos de tentativa de colocação em um qualquer posto, em uma qualquer autarquia, freguesia etc. Para tal terá a personagem de representar multifacetados papeis em simultâneo para ver de qual deles tira o melhor partido. Ora estando constantemente em representação, começa a fazer-se notar pela negativa….mas normalmente há sempre algum espetador menos atento que vai evitando o “baixar do pano”. Infelizmente é assim.

Obviamente há ditados populares que representarão o perigo que os personagens correm no desempenho da sua atividade, como :” O azeite vem sempre ao de cimo”, ou “a mentira tem perna curta”, só para mencionar alguns.

Em resumo, efetivamente só teremos a ganhar se formos nós próprios a cada dia e se conseguirmos demostrar por A+B o que valemos que seja na sociedade, como seres humanos, na academia, no mundo profissional ou empresarial.  De nada nos vale fazer parecer algo que na realidade não é. Há conceitos que não deveremos nunca esquecer:

” O fato de Marinheiro não chega para se entender o mar” Jorge Palma (2009)

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“Eficiência I Eficácia”

Palavra de importância extrema para a Gestão (não só mas também, pois a mesma é utilizada em diversas áreas do conhecimento) muitas vezes usada em vão e com significados não corretamente aplicáveis. Utilizada também para designar, otimização, força e vigor, potencia, virtude entre muitos outros sinónimos refiro-me, claro está, à Eficiência.

Eficiência poderá ser descrita como o atingir de um certo resultado com um mínimo de perda de recursos, isto é, fazer o melhor uso possível do tempo, do dinheiro, de materiais ou mesmo de pessoas enquanto capital humano. Consistirá, portanto, em alcançar eficácia, ou seja atingir o resultado ou objetivo previsto ou planeado, com a menor perda de recursos possíveis, sejam eles quais forem.

Muito se poderia comentar acerca desta palavra, seu significado ou forma de quantificar, mas o focos será a interpretação da mesma.

Quem não interpretou já Eficiência de uma forma pragmática?: Para a melhorar (a eficiência), ou se faz mais (tarefas ou funções) com os mesmos recursos ou se faz as mesmas coisas com menos recursos. O mal está sempre quando os recursos se transformam em resultados, obvio que referindo-me a capital humano esta relação nem sempre é linear o que pode ser intimidatória, especialmente quando se interpreta que eficiência pressupõe que na produção (produtos) ou prestação (serviço) se usem o mínimo de recursos e se possível ao mais baixo custo. Já dá que pensar. Mas adiante.

Importante, e a não esquecer, uma outra palavra muitas vezes usada em ambiente de não tão correta maneira. Descreve muitas vezes realização, ação, vigor, vivacidade, potencia, para referir só alguns exemplos, refiro-me desta feita á Eficácia. Alcançar os tais resultados planeados, pretendidos ou programados, alcançar os objetivos ou metas previsto(a)s da melhor maneira possível dentro dos parâmetros delineados. Isto será Eficácia.

Pois bem, efetivamente nem sempre a interpretação destas duas palavras corresponde ao verdadeiro significado e forma correta da sua aplicação.

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Poderemos ser eficazes, pois cumprimos os objetivos a que nos propusemos, mas poderemos não ser eficientes da forma como os atingimos. Caberá ao líder, se for caso disso, explicar e evidenciar a importância de cada uma das estratégias a seguir, ou seja, a da eficiência para conduzir á da eficácia. Muitas vezes não é fácil a explicação, não é fácil o entendimento pois se por habito tudo corre bem, ou seja tarefas, obrigações ou objetivos cumpridos, tende-se a desvalorizar a forma como lá chegamos. Por outro lado há ainda a ideia de que se “mergulhamos numa onda” de melhoramentos de processos e procedimentos, fica-se com menos para fazer (o que é um pensamento defensivo mas não produtivo por parte dos colaboradores).

Ora este pensamento leva muitas vezes a que não haja melhoramentos processuais e desenvolvimento de conhecimento e até boas práticas. O colaborador torna-se mecanizado, o que nos dias que correm não é comum (pois toda a gente tenta conhecer, e ser capaz de fazer, um pouco de tudo dentro do seu universo laboral) e até pode por em causa o bom funcionamento de uma equipa como um todo. O líder mais uma vez, no momento de definir a estratégia da sua equipa, departamento, divisão ou até empresa, terá de contar com algum caso que se venha a revelar deste tipo.

Pois bem, questão levantada: e o que fazer se ? Em primeira instancia fazer ver que o pensamento atrás descrito não é viável no âmbito da equipa em questão, que melhoramentos e afinações de processos levam a uma melhor gestão organizacional. Haverá mais tempo para gerir, delinear e por em prática as referidas estratégias que nos levarão com eficiência á eficácia pessoal e por inerência á eficácia departamental.

Já dizia Harvey Mackay, escritor, best seller, colunista americano que  “A lealdade do empregado começa com lealdade empregador. Os seus colaboradores devem saber que, se fizerem o trabalho, para o que foram contratados, com uma quantidade razoável de competência e eficiência, você vai apoiá-los.# Harvey Mackay#….

…Já se invertermos as variáveis….

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“A Voz de Comando”

O apreço, a importância que damos às coisas que nos rodeiam e que fazem parte da nossa envolvente, realmente só a nós nos importa. Isto é, a forma como “catalogamos” a importância e relevância de algo nas nossas vidas, nada têm a ver com a forma, e importância que os outros a olham.

IMG01249-20130303-1535No geral a forma como valorizamos a nossa tranquilidade paz de espirito, nada importa aos demais. A forma com que nos envolvemos em algo que nos dá efetivamente muito gozo, passa despercebido aos outros. Eles não estão nessa sintonia, podem até partilhar o momento ou situação connosco, mas o grau de importância será sempre relativo. Eles também terão os seus momentos e fatos de relevância. Desta forma há que ter sempre atenção ao grau de entusiamo que colocamos em cada situação quando ao redor se encontram outros demais que compõem a nosso universo naquele instante. Podemos ate fazer figuras menos apropriadas, se é que me faço entender.

Imagine-se num jantar com amigos onde é o único que aprecia um certo desporto cujas novidades não param de surpreender e que por esse motivo mostra o seu entusiasmo e tenta que esse seja o tema da noite. Azar, vai correr mal. Os outros não estão nem ai para esse tópico e desvalorizarão por completo a sua emoção do momento. Imagine-se a querer brindar com os seus amigos de infância a um feito académico que conseguiu ultimamente. Só brindará pelo brinde mesmo, pois se não houver sintonia no tema, a sua emoção não passará para o grupo. Estes quererão partilhar emoções vividas em conjunto e não ouvir suas explicações da dificuldade para atingir o seu tão recente feito académico.

Com isto, e numa ótica de gestão e comportamento organizacional, deveremos ter sempre em atenção aquilo que salientamos como relevante. O que é para nós motivo de emoção, extravaso, ou de partilha eufórica não será certamente para os outros. Algum feito que conseguimos no âmbito das nossas responsabilidades, só será partilhado por aqueles que, direta ou indiretamente contribuíram ou participaram, para os restantes não será de certo motivo de partilha de emoções.   No caso de se tratar de um objetivo magno da empresa, para o qual todos trabalharam e batalharam em conjunto, embora nos sintamos orgulhoso, emocionalmente em êxtase, não seremos nós por certo a passar a mensagem do sucedido. Esta estará a cargo das altas instancias e ai, já todos partilharão da emoção e celebrarão.

É sempre assim quer queiramos quer não. A “Voz de Comando” alerta para o sucesso de algo, um feito, resultados e todos baterão palmas. Se formos nós a querer extravasar um  momento importante, o mesmo só será relevante para nós mesmos. Embora que por vezes haja uma individualidade a tentar cordialmente mostrar-se solidário e a congratular-se com o fato. Enfim, acreditaremos na sinceridade mas não que se vai tornar viral. Não obstante deveremos na mesma comemorar pois se para nós é importante, celebremos.

O que não deveremos fazer é estar desalinhados com a importância e urgências dos tópicos nos departamentos, nos grupos de trabalho, nas empresas em geral. Se trabalhamos em equipa, teremos de olhar para os tópicos todos da mesma forma dando-lhes o mesmo grau de importância e relevância. Desta forma, ao atingirmos um feito considerável podermos partilhar a emoção entre todos e ai sim passará a mensagem para quem de direito ou seja, poderá possibilitar que a alegria e entusiamo em redor do fato se espalhe ao darmos conhecimento do bem sucedido.

A “Voz de Comando” deve ser única, deve ser respeitada, deve definir concretamente e transparentemente quais os objetivos, e prioridades das tarefas, projetos responsabilidades de todo um departamento, equipa, colégio, secção, grupo ou empresa. Assim para o bem e para o menos agradável todas terão noção e perfeita consciência do que é importante e relevante para o seio do grupo em questão. Quando for caso a euforia, ai sim ,pode ser generalizada.

Não gaste energias a tentar ofuscar os demais quando sabe que usam “óculos de Sol”.

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“Água e Sabão”

Dizem, muitas vezes se ouve dizer, que só de dá valor ao que se tem quando se perde. Afinal das contas até parece que a frase tem sentido e é real. Quantos de nós não vivenciámos já alguma experiencia em que aplica a frase dita?

Será efetivamente a falta de atenção para o que realmente nos rodeia, que de tão simples e banal, pode ter uma significância imensa, por estar sempre á disposição, por darmos como adquirido, desvalorizamos, o que salvo melhor opinião estará errado. Devemos mesmo dar valor ao que realmente é importante. Muitas vezes não são bens materiais, são outro tipo de “bens” que possuímos ou que nos rodeiam, e a esses sim deveremos dar valor, sempre.

Numa ótica de gestão organizacional, o fenómeno é idêntico e o alerta também se aplica. Com isto comento dois aspetos. O primeiro será o exemplo de quem está desesperadamente à procura de um novo posto de trabalho, para um outro departamento e/ou divisão, pois passa a vida a reclamar de tudo o que hoje em dia o rodeia.

O chefe, o mau feitio dos colegas, as pressões que sofre naquele cargo, a falta de atitude de quem toma decisões, ou seja a falta de autonomia, e por ai adiante. Bem, estará este individuo em perfeita consciência de todos os aspetos de reclamação? Não se enquadrará nada de positivo em todo o rol de momentos de trabalho naquele posto ou posição? Muitas vezes o que se passa é a chamada “fuga para a frente”, ou seja quer-se a qualquer custo sair daquela função para mudar.

Só porque sim e sem se analisar o terreno que se procura a seguir. Ora isto pode dar mau resultado e, só á posteriori se dá valor ao posto, colegas, departamento e/ou seção onde se estava antes…por vezes irreversível o retorno.

Não quer dizer que as vezes a saída, só porque sim, não dê resultado, pois há momento de sorte, mas…..pelo sim pelo não a ideia passará por refletir e medir os pós e contras da situação, enfim, nem tudo pode ser mau no local onde estamos afetos no momento. Há que lembrar que, como diz o ditado “o Sol quando nasce é para todos”, as vezes temos azar e calha-nos o lugar á sombra. O que dizer, o Sol está lá, mas….

O segundo ponto a referir, nunca será “lamurias” aos olhos do comum dos mortais. Sim, refiro-me a quando quem de direito permite a saída de uma organização de puro, eficiente, capaz e que mais se pode adjetivar, capital humano, Deixa que a saída aconteça, substitui a pessoa, desvalorizando o fato, coloca outra pessoa no mais curto espaço de tempo para que a sua posição de superioridade não fique posta em causa, e depois…

Ai! Ai! Os resultados nunca mais voltam ao que eram, a performance numa mais estabiliza e afins comentários. Claro que este tipo de “lamechices” só se ouvirão na leitura de pensamentos, para quem consegue tal fato, mas que os há, isso há.

O que dizer. nem num caso nem noutro se deve desvalorizar os verdadeiros “assets” que se tem em redor. Todos temos maus dias, e os colegas e chefes, diretores e afins dirão o mesmo. É algo transversal a uma estrutura organizacional, empresarial, académica ou ate social….Por vezes apanhamos cada situação de má disposição em plena praça publica que apetece fugir para longe.

Em resumo, se planeamos o sucesso da nossa carreira ou da nossa instituição deveremos analisar fatos e situações sem as personalizarmos. Com isto olharemos para tais situações como casos meramente profissionais e não como sendo algo contra nós. Por outro lado ao não personalizarmos os fatos, permite-nos observar sempre de outra perspetiva, assim se um dia a decisão tiver de ser tomada, seja para deixar ir um verdadeiro elemento considerado Capital Humano, ou seja para nós tomarmos a decisão de “apanhar o próximo comboio” , a mesma será tomada em consciência e de forma ponderada…

Dormiremos descansados e tranquilos com certeza.

IMG00038-20120621-1915Refletir com uma certeza porém. A agua tem sempre a maior flexibilidade, ultrapassa qualquer situação e transpões as mais resistentes barreiras. Algo simples que a maioria de nós têm ao alcance, atrevo-me a dizer que a desvalorizamos…..mas se falhar…já não passamos sem ela e sentimos realmente a sua falta. Quantas vezes parámos para ouvir e entender o simples ato de lavar as mãos? Por certo será um ato considerado tão banal que não sabemos sequer que som faz a agua a passar entre os nossos dedos das mãos enquanto se junta o sabonete e se perfaz o simples mas muito elucidativo ato de “lavar as mão”.

Como diria alguém : “Água, muita Água…”

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“Exacto – A ausência”

Mais de meio da semana e mais de meio do ano já passados. Já só se olha em frente no calendário, e para quem ainda não carregou baterias com as tão esperadas férias, é altura de pensar em descansar. Descanso que para ser alcançado também dá trabalho.

IMG00470-20120812-2035Saberá por certo que a altura que antecede a pausa para as férias por que tanto anceia, é sempre complicada para a sua agenda e muito mexida, com muita ação. A nível profissional, teremos de deixar tudo organizado, tarefas e processos delegados e orientados, equipas preparadas para passar os próximos tempos com o mesmo ritmo tendo menos uma pessoa, nós próprios.

Tudo tem de ficar em perfeição de organização para que nada falhe. É sempre assim que pensamos, confiamos nas equipas, nos colegas, nas chefias claro, mas pensamos sempre um pouco desta forma…a Ansiedade que é causada pela ausência do escritório é notória…

Lembramo-nos de imediato daquela lenda urbana que diz que “na nossa ausência tudo acontece”, pois nem sempre é assim. Se durante um ano os processos, procedimentos, tarefas e equipas estão alinhados e coordenados para fazerem o seu negócio rolar, porque haveriam de parar na altura em que está ou vai de férias? Há que confiar nas pessoas a quem se delega e que compõem as equipes, departamentos, divisões ou entidades. Nada parará por certo…

No entanto há um fenómeno, relativamente recente, no seio da gestão de empresas e que envolve projetos. Afirmativo. Projetos que aparecem do nada, que foram planeados em papel e que é necessário implementar. Consideremos agora que estrategicamente se pensa numa mudança na estrutura da organização.

Quando se implementa? na altura das férias pois está menos gente, as mexidas são menos notórias para quem está no escritório e por norma altura de férias também significa ambiente mais calmo para quem ficou a trabalhar… Imagine a implementação de um novo sistema informático, depois de todos os passos a dar, chega-se á implementação.

Quando? Na altura de férias do pessoal. Mas desta vez o argumento é diferente. É que nos passos anteriores á implementação esteve a fase de testes e para tal foi necessário que o pessoal estivesse mesmo no ativo. Se tudo ficou OK então implementa-se nas férias do pessoal. Terá menos impacto na organização.

A Gestão de uma empresa de um modo geral trabalha sobre pilares de objetivos. Por norma a altura de fazer um ponto de situação é logo após o fecho do trimestre que abraça Setembro. Dará tempo de se fazer algumas correções de rumo, ou estratégia, se for caso disso e, para que se feche o ano da melhor forma. AH referi Setembro altura de todas as movimentações de implementações, pois claro, no calendário vem depois de Agosto, ou seja depois das férias. Coincidências? Não. Já insinuava (por outras palavras) Henry A. Wallace enquanto vice presidente dos EUA (1941-1945) que não haveria almoços á borla…E tinha razão.

Tudo numa empresa estará pensado por muito que não faça sentido á primeira vista para alguns colaboradores. Estrategicamente estará pensado por alguém, mesmo que as implicações de movimentações extras por excesso de trabalho, falta de capital humano e demais aspetos inerentes não sejam sentidas diretamente pelos estrategas. Obvio, há que cumprir objetivos, neste caso refiro-me a objetivos temporais para findar processos de implementação com sucesso.

Normalmente e em resumo, quando para se cumprirem certos e determinados objetivos temporais, qualitativos ou até quantitativos, se estica a corda em demasia, corre-se o risco dela partir. Extrapolando para a vida quotidiana, pense nos seus objetivos faseadamente, equilibradamente e com um tempo de execução e implementação fazíveis. Desta forma terá mais hipóteses de monitorizar cada um deles, analisar eventuais derrapagens e fazer correções. Parece-lhe que a proximidade ao sucesso diminui? Só mesmo no papel!

“Quando é óbvio que os objetivos não podem ser alcançados, não ajuste os objetivos, ajuste as etapas da ação.”
#Confúcio#

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“O Reflexo”

Uma das coisas que nos dará mais gozo, mais prazer numa forma generalista, será por ventura observar as paisagens no horizonte disponível em momentos de lazer, descanso e relax. Seja na praia, no campo, nas montanhas, meio rural, litoral ou até urbano.

IMG00538-20120816-1159O que vislumbramos terá certamente a apreciação que o nosso imaginário quer. Sim, os olhos podem ver uma situação real e o cérebro estar a imaginar outra, fazendo “sentir” outras sensações que estão para além da imagem…poderá ter que ver com a descompressão que estamos a viver no momento, com o descanso mental que queremos ter naquele instante ou tantos outros fatores.

Imagine aquela sexta-feira, após uma semana de trabalho, ou estudo (ou ambos) tão intensa que necessita mesmo de descansar…a primeira coisa que virá à cabeça, ao sentar-se naquela esplanada à beira mar, será o relax que o ambiente lhe transmite….é sexta-feira e enquanto toma a sua bebida fresca pensa e imagina o fim de semana que tem pela frente…correto? Já lhe aconteceu? Pois muitas vezes a esplanada onde está não passa da mesma esplanada de sempre, com a mesma vista e com a mesma envolvência, mas o sentido da sua imaginação neste dia está diferente…

Num paralelismo do exemplo para com a vida diária, profissional ou até académica, podemos dizer que as aparências iludem, e muito. Quantas vezes a primeira impressão, a primeira imagem marca uma relação profissional, académica, comercial, social ou empresarial?

Pois é, muitas vezes imaginamos as pessoas como queríamos que fossem, como nos comentaram que seriam, mas esquecemos-mos de dar tempo para realmente conhecer a pessoa em causa, tirar as nossas próprias conclusões e ao contrário fazemos juízos de valor tantas vezes irreversíveis…. é pena não é? Uma coisa é imaginar paisagens e dar-lhe a interpretação que queremos, a outra é fazer isso com as pessoas que têm personalidade própria, caracter, valores…..

Encaramos nesta fase duas “vias perigosas” no que a postura comportamental diz respeito. Por um lado, o que acontece é que as pessoas se escondem por detrás do imaginário de figuras que  inventaram que não correspondem minimamente á sua realidade, por outro lado ficamos presos á primeira imagem ou impressão que tiramos das pessoas.

Pode ser que a atitude a imagem da primeira impressão tenha sido meramente casual, pontual e que a pessoa no seu intimo seja completamente diferente do que representou ser…não saberemos nunca se não dermos espaço e tempo para a pessoa mostrar o que é na realidade.

Não conseguiremos ter boas relações profissionais, sociais ou outras se não formos sempre aquilo que realmente somos, mostrando (ou tentando, se nos derem tempo para tal) a nossa maneira de ser, com os nossos defeitos e virtudes, mostrando o nosso carater, os nossos valores..só dessa forma os outros nos podem julgar corretamente e tirar dai as elações que quiserem.

Viveremos em paz connosco se assim for. Quanto aos outros, que não nos deram tempo de nos mostrar-mos, que simplesmente não lhes interessa essa vertente, quanto a esses já não tenho certeza acerca da sua paz interior.

Pessoas que vivem nessa ilusão que criaram para elas próprias nunca quererão saber do real caracter ou personalidade dos outros pois tem medo que ao darem esse espaço o seu “segredo” seja revelado….Imagine-se….pois é, descobrir que o “mal encarado, barbudo” afinal é um colega porreiro, sensato, ou que a “quadrilheira” afinal até é uma ótima pessoa, e que as conversas tinham sido distorcidas….pois é muito se pode descobrir, e atrevo-me a dizer, de bom, quando as pessoas se dão a conhecer no seu verdadeiro “EU”.

Como se ultrapassa isso numa situação real? Pois tentando aproximação às pessoas, não tirando conclusões precipitadas e não fixando imagens sobre as pessoas que possam não corresponder à realidade….isso faz-se dia a dia…no escritório, academia, empresa ou até na sociedade em geral. A habituação a esta realidade de comportamentos pode ser difícil, mas se olharmos para as pessoas pelo “prima” certo, mais tarde ou mais cedo entenderemos se valerá a pena as consecutivas tentativas de aproximação…Sim, pode não valer a pena se a pessoa em questão, simplesmente não se der ao conhecimento. e assim se passam anos de vida.

“Não é fácil”, diz.se por ai. Até é! Haja bom senso e sentido de integração social, profissional, académica ou outra. Se nos dermos a conhecer de certa maneira faremos com que os outros se sintam capazes e tranquilos para fazer o mesmo. Desta forma por certo tudo será mais fácil!

É preferível refletir o que somos do que espelhar o que querem que sejamos.

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“O Tempo”

Tempo. O que é o tempo? Qual a definição de tempo?

Muito se podia falar sobre esta Timesimples palavra que tão grande significado tem na vida do comum dos mortais, diria na sociedade de hoje em dia mais que no passado. Somos consumidos pelo “tempo” seja lá o que isso for!

Uma ideia do senso comum é que o ser humano considera poder balizar o tempo em frações, intervalos, períodos etc…. Um fato acontece depois de outro ou algo aconteceu antes de tal, ou ainda, no passado era assim hoje é de outra forma e amanha imagine-se…..

Albert Einstein, refere em relação ao tempo: “Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão.” (Albert Einstein)

Efetivamente poderemos admitir que para a maioria das pessoas o tempo pode tornar-se numa real dor de cabeça. Se analisarmos algumas conversas que absorvamos durante o nosso dia a dia quotidiano, seja no escritório, na academia, na empresa ou noutra envolvente social, o que mais se ouve, em relação ao tema será: “não há tempo”, “os prazos são apertados”, “como conseguirei fazer a tempo”, “que chatice o exame é já amanha e mal tenho tempo de preparar”, tenho a apresentação para fazer em tão pouco tempo”, “desculpe, estou atrasado”, gostava de ficar para jantar, mas hoje não vai dar mesmo”, “será que tenho agenda para tal”…..enfim… um sem numero de exemplos que se ouvem a qualquer momento em qualquer lugar.

Pois, ligando a vida quotidiana a alguns conceitos de gestão e usando uma vertente designada por gestão do tempo, preza-me comentar e arriscar dizer que, na verdade nós somos donos do nosso tempo. Isso mesmo. é uma questão de perceção, perspectiva e metodoligia de gestão do seu próprio tempo.

Vejamos. Se nos empregos, na academia ou noutro lugar onde reinam as ordens, as normas, os objetivos a cumprir etc, nós damos tudo por tudo para não falhar, gerindo a nossa agenda com cores, alertas etc,…e sabendo nós que nos foi imposto um horário a cumprir e que dentro do tempo que compõe esse horário temos de dar o nosso melhor, e damos certamente, por que não começar com exigências para nós próprios na nossa agenda pessoal.

Faremos para nós algo idêntico, referindo-me a regime e regras, como fazem eles (entidades) para nós. Pense que o seu dia tem 24 horas, mas a semana tem 7 dias, o mês 30 e por ai fora. O que normalmente se faz é balizar a agenda entre as 8 e as 18 de segunda a sexta-feira e depois fica o resto….pois o conceito deverá ser diferente. Pense antes de mais que Você, enquanto ser humano também tem objetivos pessoais, pense neles como fazíveis.

Exponha-os ao tempo que acha possível (passível claro de ajustes) e claro comece pelos objetivos MACRO a 3 /5 anos. depois vá decrescendo até aos objetivos de dia a dia, seus pessoais claro. Quando entrar no agendamento do dia a dia, ai sim lembre-se que terá as aulas, ou emprego que por si só já tem agendamento oficial desde o momento que se responsabilizou por tal.

Escreva os seus objetivos, faça uma grelha temporal do mais logicou mas fazível, até ao tempo que tem para ler os e-mails ou as noticias pela manha.

Questiono as vezes que diferença terão os dez minutos que aguardamos na fila pelo comboio dos dez minutos que estamos na esplanada com os amigos? eventualmente a envolvente pois o período de tempo é o mesmo, mas no primeiro exemplo a fração custará mais a passar que no segundo exemplo….pois há que mudar a perspetiva e usar esse mesmo tempo que se está parado, aborrecido, á espera do comboio…aproveite e leia…faça aquela chamada…use bem o tempo…agora imagine tudo isto bem planeado…não haverá tempo desperdiçado e não haverá conversas de falta de tempo…

Pense em grande, nas férias, na compra de casa, na mudança de localidade, etc….planeia para quando e que tempo de agenda consumirá referente a esse objetivo, defina, planeie e agende. prepare a agenda contando com as horas de expediente já a cargo das suas responsabilidades assumidas (emprego, a empresa, a academia), pondere bem e não desperdice tempos mortos pela manha, entre tarefas e ao fim do dia.

Faça uma agenda SUA total e não se fixe só na agenda do trabalho. Mesmo na moda o chavão “work-life-balance” ou seja o balanço entre o trabalho e a vida (diria pessoal) há muito mais que isso há o seu bem estar envolvente….o seu tempo para a sociedade, amigos, família, lazer, para si próprio. isso ao planear agenda completa, das 00:00 as 23:59 poderá incluir de tudo um pouco, ajustável por dias claro está….verá que funciona…

Se não der hoje, faça amanha, mas faça. Não diga que não há tempo…pois ele está “lá” para ser usado da melhor forma.

Que vida a nossa, nunca termos tempo para nada…se assim fosse realmente …estávamos mal, muito mal…haja saúde e tempo! A questão, salvo melhor opinião é a definição de objetivos (Macro ou Micro) – (fazíveis) que possam ser encaixados numa agenda comum de uma qualquer vida designada por normal.

Não haverá tempo melhor que o bem empregue, bem investido, bem usufruído e que seja bem proveitoso no final das contas.

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